APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará adiante foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles foi publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE, o semanário mais antigo de São João del-Rei, minha terra natal. Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas produções. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta desmotivado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance páginas adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias. Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que não tenha, a seu tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .
Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética imoral na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir. O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. Gritos sem ecos representam uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita-se.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



terça-feira, 30 de abril de 2013

O VELHO E A VERDADE VIVENCIADA



Estou com quase sessenta anos nas costas e enquanto muitos se preocupam com o esgotar da vida, venho curtindo muito o avançado da idade. Já explicarei por que: só ficando velho o indivíduo tem a oportunidade de enxergar com muito mais amplitude o desenrolar dos fatos através do tempo e depois no alto patamar do presente ter condições de olhar para trás e ver aonde aconteceram os erros.
 

Os jovens não têm essa condição porque não têm o filme do passado na memória, não estudam história e assim ficam à mercê do teatro que esses pilantras do PT estão apresentando ao Brasil e ao seu povo ignorante, baseado em demagogia política e assistencialismo açucareiro. Esse é como aquele tipo de pega mosca colante. Só quando o inseto desavisado fica preso é que saberá com quantos paus se faz a canoa. Aliás, não existe canoa nenhuma; porque o que existe é traição mesmo por trás dessa história de luta pela liberdade. Assim os Leninistas procederam na União Soviética, Fidel Castro em Cuba e agora os bolivarianos aqui na América do Sul.
 

E pior é que a receita deles inclui ainda o caos político e social. Armados do seu tradicional cinismo e arguta inteligência procuram semear a discórdia em todos os quadrantes da sociedade, inclusive a intolerância entre as classes sociais. Os Estados Unidos são os eternos inimigos e culpados da pobreza. O capitalismo e a imprensa, os demônios que precisam ser combatidos. Vendem esse peixe com tanta convicção e fanatismo; fazem barulho, gritam, pulam procuram encenar nacionalismo exacerbado, a fim de incendiar os sentimentos, mas jamais se descuidam do açúcar da mosca, porque aí é que esta o laço que um dia vai apertar o pescoço de quem pensa, produz e paga cada vez mais impostos. Essa é a estratégia proposital de enfraquecimento da banda saudável da sociedade. Depois o povão é fácil; basta colocar a polícia na rua e pronto.
 

Essas velhas raposas do PT, na época da guerra fria lutaram a favor do urso soviético. Queriam combater os Estados Unidos, embarcados nos mísseis atômicos vermelhos. O sonho dos bolcheviques na época era transformar o globo num quintal comunista para depois espremerem os Estados Unidos. Lógico que isso era um devaneio, porque uma guerra atômica seria o fim de tudo. Mas os bolcheviques prudentemente pegaram mais leve e liderados por Lênin, Kruschev e depois Stalin se transformaram  nos maiores assassinos daquela época. Invadiram o leste da Europa covardemente, detonaram tudo e deixaram um rastro de mais de 50 milhões de mortos, sem contar os que sucumbiram nos Gulags da Sibéria. Democracia era coisa que nem se podia pensar no quintal deles. Aliás, boa vida eles tinham juntamente com seus comparsas, a elite que fechava os olhos e os apoiava. A mesma história se repetiu em Cuba. Os ditadores assassinos de lá já estão no poder há 54 anos a ponto de ainda servirem de modelo para os mentirosos comunistas daqui.
 

Quem tem a minha idade é testemunha ocular da história. O final do comunismo foi causado pela toxina do seu próprio vírus. Ele próprio se corroeu. Eles chegam a uma inanição tão grande que depois entregam o poder de bandeja para o primeiro louco que quiser se aventurar. Na União Soviética aconteceu assim! Vejam na história!
Estive na Rússia há 2 anos e assisti o governo russo vendendo o país inteiro para as multinacionais do ocidente, porque essa é a única forma de sairem do buraco que o comunismo deixou como herança. E em Cuba vai acontecer a mesma coisa. Não há outra saída.
 

O país que quiser tirar seu povo da miséria tem que incentivar o capitalismo, valorizar o investidor produtivo e a ânsia do empreendedorismo. Segundo passo é investimento maciço em educação, assim como fizeram os coreanos, os japoneses e agora os Chineses.
 

Naquela época os militares entraram no jogo, porque essa era a única saída para não perdermos a democracia existente no Brasil antes da revolução de 64. Naquela época o povo morria de medo do assedio comunista e das suas ações terroristas; das suas bombas, assaltos a bancos, seqüestros de personalidades importantes. Quando jovem fui a muitas novenas com meus pais, a fim de rogar a Deus que protegesse o Brasil e os nossos valentes militares que perseguiram sim com muita eficiência os terroristas a serviço dos Gulags Soviéticos e sua sanguinária ditadura comunista.
 

Perguntem aos seus pais e avós, se ainda vivos ou leiam a história. Aliás, nossa história não é muito confiável, porque sempre foi manipulada ao sabor de interesses políticos. Mas mesmo assim, ainda é possível encontrar livros daquela época cheios desse macabro conteúdo. Eu aconselho um best seller:
ARQUIPÉLAGO GULAG. Aí verão quanta democracia havia na Sibéria Soviética e quais os métodos a que nossos libertários, hoje raposas petistas, eram simpáticos e ainda o são, quando defendem Cuba e sua ditadura cinqüentenária.

DIVIDENDO, DIVISOR, QUOCIENTE E O COLAPSO DA VIDA



            Apesar da expansão do conhecimento científico ser irreversível, não só pela necessidade humana de questionar como também pela sua característica cumulativa, o processo de desenvolvimento nunca foi uniforme e sempre apresentou ritmos e níveis variados nas múltiplas regiões da terra. Certamente por isso, foram necessárias dezenas de séculos até que as conquistas científicas se consolidassem e passassem a fazer parte do dia a dia nos diversos campos da atividade humana. Após todo esse longo período, somente a partir do início da era industrial, há menos de trezentos anos atrás, a dinâmica da vida começou a sofrer maior aceleração.
            Não é necessário que nos afastemos muito no tempo para nos lembrarmos que era muito comum, até há algumas décadas, pessoas nascerem, viverem e morrerem na mesma cidade, na mesma rua e até na mesma casa. Assim também acontecia com os grupos de amigos que eram os mesmos por toda a vida; e dentre velhos amigos muitos enlaces aconteciam; mesmo até entre parentes próximos, devido à dificuldade de locomoção nas vastas distâncias que separavam os núcleos habitacionais; assim como também pela quase impossibilidade de comunicação, os círculos de convívio eram limitados. Filhos constituíam família e continuavam vivendo próximo aos pais, que por sua vez também não se afastaram dos seus pais. As famílias cresciam sem se separar e serviam umas às outras com suas produções caseiras artesanais, que não demandavam grande quantidade de energia nem logísticas de transporte capazes de levar produção a outros núcleos populacionais longínquos.
            Os núcleos humanos eram espécies de ilhas na vastidão, cada qual com seus costumes, cultura e ritmo de desenvolvimento. A precariedade tecnológica nas comunicações limitava o fluxo de informações e, considerando-se que a troca de informação é matéria prima para a criação de mais necessidades e riquezas, à medida que não se comunicava, não se conhecia detalhadamente o que acontecia distante algumas léguas e assim, o ritmo da criação de novas necessidades era pequeno. As mesmas necessidades permaneciam por décadas na cultura local, fazendo com que as pessoas duma geração presente se comportassem, se vestissem, pensassem e tivessem os mesmos objetivos e sonhos daquelas de várias gerações passadas. Fácil perceber isso, quando diante de fotografias históricas, observamos personagens separadas no tempo por décadas ou até séculos se vestindo praticamente da mesma maneira usando sobretudos sóbrios, grandes chapéus e vastos bigodes; sobre cavalos e carroças; cabelos encaracolados bem penteados à moda rococó; mulheres obesas, vestes longas e escuras; teses sérias, sapatos pretos fechados; posturas recatadas.
            Como diria o poeta: “o tempo não para e com ele caminha a humanidade";  então o tempo passou! No seu passo largo foram varridos os pequenos núcleos populacionais que não só cresceram como também expandiram o leque de necessidades. Maior população passou a exigir mais espaço físico à custa do aumento das invasões de reservas virgens e da alteração irreversível de ecossistemas importantes com mais consumo de água, de alimentos, de energia, de maquinário e implementos. Consequentemente maior produção de detritos poluentes, dentre eles os mais perigosos e problemáticos: o químico e o sanitário altamente contaminantes e sépticos.
            Conseqüências dessa nova realidade, cuja dinâmica exigia mais eficiência dos processos, a fim de atender com maior rapidez o constante crescimento da população e das suas demandas de consumo, logo surgiram na ordem direta e proporcional. A principal e que veio causar maior impacto foi o aumento da interatividade entre os núcleos sociais, antes auto-suficientes, mas agora dependentes uns dos outros. Construiram-se novas estradas, incrementaram-se os meios de comunicação, houve maior trânsito de pessoas e as relações, antes restritas a pequenos núcleos, agora se expandiam velozmente e em progressão geométrica e assim cada vez mais espaço físico e recursos naturais foram sendo demandados,  cada vez mais e mais velozmente.
            Hoje, sob avanço das modernas tecnologias nas comunicações globais e a medicina preventiva funcionando como vetor de monitoramento da saúde de maneira muito eficiente, o mundo transformou-se numa aldeia integrada e habitada por uma legião crescente de humanos. Há preocupante expansão em três pontas: na primeira, assistimos a uma avalanche de nascimentos pululando a cada minuto. Na segunda comemoramos o fenômeno do aumento da longevidade e na terceira a forte influência do modismo consumista. A densidade demográfica e a média de idade das populações globais crescem a cada década resultando num contingente humano de dimensões gigantescas e em contínua expansão. A cada dia maior é a demanda por recursos de um planeta pequeno, que já vem dando sinais de esgotamento e saturação iminentes.
            Portanto aí reside um perigoso contra-senso: enquanto o planeta entra em coma e pede socorro, por outro lado aceleram-se os processos de produção, agressão e desequilíbrio. Afinal como atender em tempo e hora às necessidades de uma população gigantesca e que não dá sinais de parar de crescer? A indústria, os meios de produção e as reservas naturais estão sob pressão crescente para gerar trabalho e opções de sobrevivência com melhor qualidade para todo um mar de gente. Instalou-se então a era da alta tecnologia embarcada em produtos descartáveis, que devem durar pouco com o propósito da substituição rápida. Nada pode durar muito, pois a obsolescência precoce é a engrenagem que gera novas necessidades e novos produtos para satisfazê-las e nessa esteira, gerarem-se novos empregos, para novos trabalhadores, que entrem no mercado de trabalho a cada ano.
            Por outro lado, a rápida transitoriedade de coisas e pessoas causa impacto negativo nas estruturas sociais devido à grande competição. Indivíduos vivendo em um campo muito competitivo geram altos níveis de adrenalina devido à exposição constante a novas e severas emoções. O fenômeno já é considerado por alguns cientistas como responsável pela pandemia de doenças secundárias, dentre elas: depressão, hipertensão, cardiopatias e algumas degenerações graves como o câncer. Sobre o fenômeno existem teorias científicas postulando que, à medida que o homem perde seus referenciais característicos da vida pacífica e quase imutável, também fica mais vulnerável às instabilidades emocionais oriundas das constantes e aceleradas mudanças no modo de viver. Ou seja, a sensação da imutabilidade de um processo de desenvolvimento quase inerte gerava paz e segurança pela maior sensação de controle dos ambientes interno e externo. Paz e segurança são fatores responsáveis pela boa saúde.
            Infelizmente a humanidade até aqui baseou seu crescimento em  fontes energéticas altamente poluentes por causa da relativa facilidade na sua obtenção. Contudo, apesar da crescente conscientização de que é passada a hora da introdução de alternativas limpas; ainda não se desenvolveu algo substitutivo com potencial equivalente às velhas, sujas e perigosas opções oriundas do petróleo, do carvão e da energia atômica. Ultimamente com o aumento da preocupação com o problema, criou-se o termo “sustentabilidade”, a fim de caracterizar a necessidade da criação e introdução de novos manejos relacionais com o meio ambiente, que respeitem ao máximo o equilíbrio das estruturas naturais dos ecossistemas. Entretanto, apesar das campanhas de conscientização, da introdução de leis mais rígidas e da fiscalização severa, ainda assim muitas barreiras tecnológicas, políticas e financeiras continuam contribuindo para a exposição do meio ambiente às agressões provindas do veloz progresso científico e industrial moderno.
            Enfim, a humanidade está num impasse, que se não resolvido rapidamente poderá levar a vida ao colapso em poucas décadas. No entanto, em minha opinião, existem apenas duas saídas para que a sustentabilidade não se  transforme num devaneio utópico com resultados inúteis. Primeiramente, a substituição total das fontes sujas para geração de energia e, com tanta emergência quando a primeira: a introdução de políticas severas de controle da natalidade em todos os quadrantes do planeta, inclusive nos países ricos. É impossível brecar a conquista da alta longevidade, mas é perfeitamente possível frear o frenesi reprodutivo e assim limitar a entrada de novos consumidores para a divisão do pequeno, limitado e finito bolo ao qual conhecemos como Terra.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

QUERO A PENA DE MORTE NO BRASIL. E VOCE?

                      
                                    QUERO A PENA DE MORTE NO BRASIL. E VOCE?

Ontem, 26-04-2013, a polícia paulista prendeu o último dos 4 incendiários que fizeram uma fogueira da dentista viva. Fez a sua parte e mostrou eficiência!
A cena é sempre a mesma. Um assassino cruel, que ao ser preso deve receber bom tratamento, tem o direito de esconder a cara, não pode apanhar na cadeia, nem ser torturado. Enfim, deve ser tratado com humanidade.
Assim funcionam as coisas no Estado de Direito. Condenação ou absolvição baseada em defesa plena e julgamento justo.
Agora as famílias dos bandidos vão constituir advogados que esmiuçarão o código penal de cabo a rabo, a fim de encontrar brechas na lei que abrandem ao máximo o castigo que merecem.
Serão julgados e, se condenados, com bom comportamento, ficarão vendo o sol nascer quadrado e aproveitando o tempo para se aperfeiçoarem ainda mais na arte da covardia e dá compulsão assassina só 1/6 do tempo da condenação.
Quanto à família da vítima, a nossa segurança e das nossas famílias ninguém pode garantir nada. Apenas o pavor vai tomando conta da sociedade estarrecida diante da crueldade de jovens classes média, que nem conhecem direito a vida e não têm qualquer justificativa plausível para tamanha revolta e frieza.
Sempre fui contra a pena de morte num pais injusto como o Brasil, que tradicionalmente tolera um abismo social entre as classes sociais e onde 90% do presos são pobres, negros e incultos.
Mas diante da situação crescente de despreocupação dos criminosos, quanto à excessiva clemência e brandura da lei brasileira, acho que já é passada a hora dos nossos congressistas pararem de perder tempo com tanta contenda política inútil e enriquecerem nosso código penal com a possibilidade da condenação à pena de morte para casos como o que estamos assistindo agora: extrema crueldade, por motivo torpe, praticada por indivíduos que, nem Deus, nem a sociedade podem ser culpados pelo seu desequilíbrio mental e personalidade doente.
Do contrário, a única saída será o retrocesso ao barbarismo, quando a justiça era feita com as próprias mãos.

O BOI BRASIL SÓ ANDA À BASE DE CHUTE NO TRASEIRO

                            O BOI BRASIL SÓ ANDA À BASE DE CHUTE NO TRASEIRO!

Foi naqueles tempos de antanho, quando se amarrava cachorro com lingüiça; toda a mercadoria pesada era transportada na tração animal e carros de boi no seu rolar modorrento venciam subidas e descidas de caminhos tortuosos, estreitos barrentos. Som lamurioso rompendo o silêncio das grotas e olhos atentos vindo correndo pairar às janelas e soleiras das vilas beira estrada, para ver a procissão cantante puxada por bois carreiros de olhares perdidos; passo no compasso do guizo e do grito do boiadeiro, que energicamente exigia mais força e atenção à base do chucho nos traseiros, ora na dupla da frente, ora nas duplas de trás, ora no puxão de orelha e tapa no focinho dum e doutro, que, de vez em quando, teimavam em retardar o passo. Repentinamente cessava-se o canto. Afrouxavam-se cangas e arreios. Água fresca serviam-se aos viajantes: tanto homem quanto bois mereciam a recompensa, afinal a viagem durara horas, o sol quente, peso pra mais de tonelada, puxões, freadas, solavancos; tudo contribuíra para aumentar ainda mais a sede e o cansaço!
Mas a parada era rápida e também para descarregar no armazém da vila os tambores de querosene de lampião, a madeira do telhado da igreja, que, de tão podre, despencara há meses e os sacos de farinha encomendados para as quermesses das irmãs de caridade do convento de Santa Maria da Aparição, aquele que abrigava moças cabeçudas, arteiras e namoradeiras...
Isso foi um sonho? Talvez para os jovens, que certamente nunca viram um carro de bois, possa parecer que seja. Porém, os mais vividos, principalmente aqueles que nasceram e se criaram nos sertões, carregam em suas memórias essas lembranças nostálgicas de um Brasil arcaico, colonial e provinciano, nada condizente com a velocidade transformativa com que a tecnologia moderna vem impondo ao modus vivendi do brasileiro contemporâneo. 

Todavia, se tudo mudou para melhor, pois, segundo alguns remanescentes mais velhos, hoje tudo é mais fácil com a ajuda da energia elétrica, das comunicações, do automóvel, das comodidades de toda ordem; apesar de que os custos sejam altos e estão sendo cobrados da natureza e até da saúde das pessoas; parece que o governo brasileiro e, quando me refiro à administração pública, estou apontando para ambas as esferas governamentais, na grande maioria das ocasiões, ainda dormita naquele tempo, quando a vida passava no rolar, no passo e no som estriduloso dos saudosos carros de bois
Exemplo mais em voga é o caso da vindoura copa do mundo de 2014. Todos sabemos das metas a que o Brasil se comprometera, a fim de atender aos parâmetros de qualidade exigidos pela FIFA. Mesmo que tais metas custem os olhos da cara de cada brasileiro e o retorno seja incerto, ainda assim o governo fechou todos os contratos e além disso fechou também os olhos deixando que mais de dois anos passassem sem que nada se fizesse. Assim certamente seja mesmo melhor para quem não tem costume nem a intenção de se preocupar com detalhes de orçamentos. Quanto menos tempo melhor para os mãos leves e olhos compridos trabalharem fora de controle.
O Ministro do Esporte Aldo Rebelo, com aquele seu sotaque de cantor de baião desafinado, chegou a se desentender com o representante da FIFA, quando ele, apavorado com o ritmo de carro de bois do governo brasileiro, acertadamente, afirmou que o Brasil precisava de um chute no traseiro. O ministro desafinado se ofendeu, cortou o diálogo, exigiu pedido formal de desculpas e a troca de interlocutor. Infelizmente não perguntou a opinião dos brasileiros, pois se o fizesse, teria ouvido a mesma coisa. Desde a escolha do Brasil para anfitrião dos jogos da Copa de 2014, não há um só brasileiro despreocupado com o andamento quase parado das milhares de providências que não saem do papel, nem do grito dos boiadeiros governamentais.
Agora, que falta pouco mais de um ano para o evento, estamos vendo o que é para ser visto. As arenas estão ficando prontas. A que custo, não interessa saber. Os aeroportos, dizem que ficarão; a que custo, não interessa saber. A tão propalada mobilidade em vias de acesso desentupidas, certamente funcionará, porque, pelo menos em dias de jogos, vão parar escolas, empresas e, se precisar, o Brasil inteiro, para deixar as vias de acesso vazias.
Enfim, o chute no traseiro não foi aceito oficialmente, mas existe e esta funcionando. Em junho de 2014 tudo estará impecável. O Brasil, bem ou mal, mais caro ou muito mais caro, vai cumprir o prometido e o mundo vai invejar nossa capacidade de trabalho e realização em tempo e hora.
Enquanto isso, o resto...nem é bom falar! O boi Brasil deitou e até está dormindo
Quem dera doravante um órgão como a FIFA, talvez com um outro nome: FCQS - FEDERAÇÃO CELESTIAL DE QUERUBINS E SERAFINS - pudesse ter o poder de dar um chute no traseiro, não só do Boi Brasil, mas também nas nádegas de alguns tantos outros Bois Políticos profissionais que democraticamente ganham votos do povo para cumprir bem, com eficiência, responsabilidade e ética suas funções e em vez disso se refestelam nas benesses do poder à custa da miséria do povo e do atraso do Boi Brasil.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A BOLÍVIA DA LIÇÃO NO BRASIL

          A Bolívia, uma nação periférica na América Latina, uma das mais pobres do mundo, com um PIB inferior ao de alguns estados brasileiros, cuja imagem negativa esta plantada em nossas impressões como um centro receptor de carros roubados, produtor e distribuidor de drogas e outras mazelas próprias do mundo subdesenvolvido; esta dando uma lição de responsabilidade jurídico investigativa no Brasil, ainda além disso demonstrando maior compromisso com a verdade, assim como também com a dor e o sofrimento dos desvalidos sofredores.
        Os torcedores corintianos que lá estão detidos há 2 meses à disposição da polícia se dizem inocentes, um suposto culpado menor de idade caiu do céu para assumir a culpa, mas de nada adianta; a cadeia pelo que parece será perene. Mesmo que no final sejam mesmo considerados inocentes, sairão de lá sabendo muito bem que gaita não é birimbáu, pelo menos lá na civilização boliviana.
         Se fosse aqui na tribo Brasileira, certamente já estariam soltos, prontos para outra aventura bélica armados de foguetes e tudo mais. Claro que os culpados seriam o foguete, que não olha por onde vôa ou o garoto assassinado, que estava no lugar errado na hora errada.
         Afinal estamos na democracia dos direitos, onde deveres são relativos. Nossa cultura é assim: fez carinha de coitadinho, logo estamos com dó. Ontem um dos acusados se declarou com todas as letras:" NOIS É INOCENTE SINHÔ" e os corações verde e amarelo, preto e branco logo pularam de emoçao. De que adianta prender os coitadinhos, o morto já esta morto mesmo, não vai ressuscitar?!...
         Meus botões têm outra opinião: VIVA A  BOLÍVIA!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

OS ESTADOS UNIDOS NÃO É O MONSTRO QUE PINTAM



Dizem que se não fossem os loucos, os jornalistas morreriam de fome.
Mais uma vez um desses debilóides cheios de ódio para instilar sorrateiramente ceifa a vida de inocentes indefesos num momento de festa e descontração e o mundo se espanta diante da lembrança daquele nefasto 11 de setembro, quando centenas de inocentes morreram nas torres gêmeas.
            Dentre as vítimas, uma criança de oito anos morta sem ao menos ter conhecido direito a vida e a que barbarismos seus semelhantes são capazes de chegar, muitas das vezes, na sórdida salvaguarda de valores cultuados em nome de Deus.
            Novamente os Estados Unidos sofrem pela inveja e desdenho a sua grandeza! 
Claro que em dezenas de ocasiões a política externa americana não se comporta como a boa mãe que todos gostaríamos que fosse, entretanto não é justo que o terceiro mundo atribua plena culpa das suas mazelas e do seu atraso unicamente à mão pesada do Tio San.
Os responsáveis pelas procelas sociais que nos atormentam, na sua maioria, vivem bem longe dos Estados Unidos; ocupando palácios governamentais, câmaras legislativas e côrtes, não só no Brasil, mas na América Latina e grande parte do resto do mundo subdesenvolvido.
            Se os governantes do terceiro mundo tomassem como exemplo a capacidade de trabalho, o fanatismo pela eficiência, o senso de nacionalismo e respeito à imagem da pátria, assim como a obsessão pela organização, desenvolvimento tecnológico e social e respeito às liberdades individuais; menos trevas haveria em nossos horizontes e nossos povos, talvez não vivessem no mesmo passo desenvolvimentista dos americanos, mas, com certeza, estariam muitas vezes melhor do que estão hoje.
            Governantes corruptos, lobismo corruptor, corporativismo sindical, legislação trabalhista paternalista, legislativos inoperantes, excessiva burocracia, sistemas fiscais e tributários esmagadores, judiciários imperiais, privilégios principescos para o funcionalismo, serviço público caro e ineficiente e ditaduras dinásticas em países orientais é realidade abundante no terceiro mundo, impedindo que os dirigentes entendam, incentivem e respeitem o desejo de liberdade e progresso de seus cidadãos. Por isso optam por denegrir a imagem dos Estados Unidos, procurando desenhar no horizonte a eterna ameaça do monstro imaginário plantado nas mentes incautas e ignorantes. Política que os ajuda a se perpetuar no poder por anos e décadas a fio, neutraliza ânimos de lideranças que tenham potencial de contestação e, com certeza, propicia brutal enriquecimento próprio através de injustas concentrações de renda, aonde muitos têm nada e poucos têm tudo.
Prova cabal da afirmação acima esta na história de países como o Brasil, detentor de território do mesmo tamanho e dono de potencialidades muitos superiores às dos americanos. Apesar de terem a mesma idade os dois países, em pleno século XXI, vivem realidades extremamente opostas. Em primeiro lugar, por culpa dos nossos queridos colonizadores que nos entregaram de bandeja aos interesses Britânicos e depois da independência por nossa própria burrice, desonestidade, incapacidade gerencial e traição dos nossos governantes. Nós não podemos impedir que o urubu defeque em nossa cabeça, mas, se olharmos para cima de boca aberta ele poderá defecar dentro dela. 
Nesse caso a culpa será de quem?

sábado, 13 de abril de 2013

PRIVATIZAÇÃO DO MARACANÃ. VOCÊ CONCORDA?




            Panteão do futebol nas terras brasileiras pentacampeãs do mundo, o Maracanã depois de quase setenta anos de bons serviços prestados e de ter consumido na última reforma uma montanha de milhares de reais, esta prestes a passar ao domínio da iniciativa privada. Com apoio popular ou sem, isso não vem ao caso, dentro em breve tudo estará consumado e o Estado não mais será o responsável pela manutenção do gigante. Caberá a ele receber a bolada inicial, aplicar um regulamento e depois embolsar periodicamente o aluguel do inquilino que lá se estabelecer.
            O que o torcedor ganhará com isso é muito óbvio. Pelo menos teoricamente maior conforto, segurança e prazer de estar num lugar mais bonito. Quanto aos preços dos ingressos, certamente ficarão mais caros, pois empresas privadas funcionam mediante expectativa de vantagem; assim em cada bilhete estarão embutidos gastos com aquisição da concessão somados ao custo de manutenção mais a margem de lucro.
            O resto da história todos maiores de doze anos conhecem. Não haverá prestação de contas de nada. Para onde irá a dinheirama, nem Deus saberá. Aliás, certeza de que Deus não vai querer saber se tem absoluta, senão não fechariam contrato. Bom negócio em âmbito estatal no Brasil é sempre aquele que fica acima do conhecimento e do entendimento dos mortais e de Deus.
            A justificativa corrente nesses casos de privatização é a de que o Estado é mau gestor e seria maior vantagem dar de mão beijada um patrimônio que custou dezenas de milhões ao povo do que mantê-lo sob poder do bando de ratos que infestam as dispensas estatais. Um Maracanã novinho em folha estaria destruído em poucos anos, pois os larápios roedores não pregariam um prego sequer para mantê-lo de pé. Então, outras reformas bilionárias  logo seriam necessárias,  sempre à custa do erário público.
            Intrigante é que, quando o presidente Fernando Henrique no intuito de sanear as finanças públicas e arejar a economia brasileira se viu na obrigação de estatizar alguns antros que só davam prejuízo e proporcionavam boa vida a poucos felizardos as oposições logo se arrepiaram baseadas na justificativa de que empresas públicas são espólio de gerações passadas, que as ergueram à custa de muito trabalho e sacrifício. A justificativa é nobre e legítima, mas nobreza e legitimidade nunca pagaram conta alguma e os déficits só aumentavam. Agora que estão no comando se esqueceram de tudo que defendiam e seguem a mesma cartilha privatizante, a fim de se livrarem dos elefantes brancos que só dão prejuízo ao povo, engordam ratos de estimação e esvaziam o caixa do governo.
            O processo de estruturação e industrialização de qualquer país, quando no início requer interferência governamental na construção da infra-estrutura básica que engloba hidrelétricas, rodovias, portos, aeroportos, grandes usinas, etc. Nesse estágio primário a iniciativa privada ainda é incipiente e não dispõe de recursos suficientes. Mas num segundo  estágio, quando algumas dezenas de empresas já reúnem condições técnicas e financeiras para assumir a direção e a iniciativa de novos empreendimentos, o Estado deve se retirar e se manter apenas nas funções de normatizar e supervisionar.
            Nos países centrais é costume a iniciativa privada construir desde estádios até usinas e rodovias. O empreendedorismo é incentivado e livre. Qualquer empresa esta automaticamente licenciada para construir sua própria rodovia ou seu aeroporto. Basta que tenha recursos e adquira os espaços necessários pelas vias normais. Obviamente o investidor colocará sua estrutura à disposição do usuário mediante cobrança de aluguel e pagamento de impostos ao Estado. Esse é o segredo do sucesso das grandes economias. As empresas privadas trabalham enxutas, não pagam altas cargas tributárias e o Estado não se sobrecarrega com responsabilidades empresarias e desvios comportamentais. Esta livre para retribuir os impostos que recebe em serviços públicos de alta qualidade e pagamento de bons salários.
            Infelizmente, logo depois das revoluções e das ditaduras militares, a América Latina parece viver uma espécie de ressaca alérgica pela direita. Ser da direita virou quase crime e muitos até podem entender como escolha politicamente incorreta. Noventa por cento do meio político na América Latina contemporânea é da esquerda radical ou moderada. No entanto a esquerda não se moderniza; teima em carregar na pele e na genética uma espécie de aversão à iniciativa privada. Vendem a falsa idéia de que o empresário investidor que luta por um ideal pessoal e em troca gera riqueza com eficiência é um cão faminto que morde sem latir. Enquanto que, na verdade, quem tem os dentes mais afiados é o próprio Estado que se veste de mãe e empresário, administra mal, presta péssimos serviços à população, cria uma malta de ladrões sedentos pelas suas generosas tetas e dissimula sua incompetência às avessas com auxílios e bolsas para os pobres, enquanto todos sabemos que pobreza se combate com educação e demanda por mão de obra. Se o Estado não protege as empresas e não incentiva a iniciativa privada, esta mentindo quando anuncia a criação de milhares de empregos. Na esteira dessa péssima conduta, se ainda foi possível criar milhares de empregos, da outra forma menos interferente teria gerado milhões.
            Por isso querido povo compatriota, duvide dos candidatos que prometerem milagres acenando com auxílios disso e daquilo. Sei que é difícil ver o sorvete pronto sendo oferecido e não aceitá-lo. O grande problema é que essa oferenda fácil você mesmo é quem vai pagar, com serviços públicos da pior espécie. Enquanto o governante paga seu sorvete, compra menos um mamógrafo para o posto de saúde, oferece baixos salários aos professores que estão educando seu filho, monta menos um laboratório escolar ou asfalta menos uma rodovia.
            Este é o caminho para manter o círculo vicioso secular que vivemos de ignorância, pobreza, promessas, inflação, juros altos, alta carga tributária, carestia, baixos salários, aposentadorias miseráveis, corrupção...

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

TOMATE SUBIU? NABÃO NO PESSOAL!

Existem certos caras que falam asneiras duras de deglutir! Contudo, outro dia, criticando a alta dos alimentos, que vem empurrando a inflação pra cima do ministro Margarina – ele foi promovido a margarina porque ela anda mais cara que a manteiga - o mala filosofou com certo fundamento:
“ É até bom os alimentos ficarem bem caros, porque aí o grande contingente de gorduchos, seus corações enferrujados, coronárias entupidas, hipertensão nas nuvens, triglicérides a mil e artrite até nas orelhas; vai diminuir”.

Aí pensei:
Ganhará a sociedade por um todo! Os aviões não precisarão recalcular a carga humana; o SUS e planos de saúde economizarão com a melhoria da saúde; na multidão não haverá aqueles caras andando devagarzinho atrapalhando o tráfego. Vai acabar bulling nas escolas contra o eterno rolha de poço, bolão, anda e fica, bola 7, plasta. Ronaldinho ex-fenômeno, Maradona e até o Vampeta voltarão ao futebol; Jô Soares vai mandar beijo do magro e a Dilma RussefA vai virar top model.

Enquanto isso os produtores de tomate vão ganhar tanto dinheiro, que construirão mansão, viajarão pras ilhas gregas, comprarão boi nelori para engordar, carros importados e colocarão o nabão em todo mundo, inclusive nos médicos que ficarão desempregados, porque só moscas irão aos consultórios e os planos de saúde vão quebrar. Será a única maneira de descontar as tantas vezes que tiveram que jogar tomate fora, porque o preço de venda não pagava nem a colheita.

Além de tudo isso, a benfazeja alta vai derrubar a máscara do PT, que poderá perder a eleição pra presidente em 2014; mas já ameaçou que até lá pode confiscar as fazendas de tomate prá colocar o nabão no PSDB e no PSB, num maquiavélico plano inspirado na eficiente Revolução Bolivariana Chavista. Fará parte do plano, colocar Lula Lá Fidel Castro Inácio da Silva na lida da plantação auxiliado pela dupla de super Zés, Dirceu e Genuíno; aqueles injustamente condenados pelo STF pela sua demasiada santidade. Isso servirá para mostrar que o comandante Lula Lá é um cabra macho prá chuchu do nordeste, que topa qualquer parada; com duas mulheres ou até solteiro mesmo e que os santos Zés, se forem para o céu vão formar a dupla sertaneja cujo nome será Zé 1 e Zé 2. Se São Pedro vai gostar disso não é possível prever, mas o PT já garantiu, por tudo que é sagrado, que São Pedro também é comunista do papo amarelo. Prova disso é a falta de chuva que fez faltar tomate, sobrar procura e o preço subir.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

SALVE JOAQUIM BARBOSA!

         Certa vez o antigo comediante gaúcho Zé Trindade, ainda no tempo do rádio, no seu programa diário fez uma crítica à criação divina, pois segundo ele o homem havia sido projetado errado. Deus deveria tê-lo dotado de olhos nas pontas dos dedos, pois assim as coisas seriam muito mais fáceis. Por exemplo: ninguém precisaria subir no banco para olhar em cima do armário. Olhar debaixo das saias seria aventura quase imperceptível e o buraco da fechadura estaria a fácil investigação de qualquer curioso.
         Pensando bem, o saudoso comediante estava certo. Por isso sempre achei que dois olhos não são bastantes e me acostumei a observar o andamento da vida, não só com os olhos da cara, como também com os do desconfiômetro.
Por exemplo: por que nosso querido ex-presidente Lula Lá Fidel Castro da Silva teria indicado Joaquim Barbosa à ocupação de uma vaga no STF? Um cara mal humorado, honesto, franco, forte personalidade, nada disposto à subserviência; perfil exatamente contrário ao dos janotas vaselinas escorregadios da esquerda festiva, que andam de carro importado, mas idolatram o comunismo para os outros; que estão sempre montados no muro, quando o negócio é falar a verdade; que olham para o sol e dizem ver a lua; chamam urubu de meu louro e até carregam dinheirinho sujo na cueca?
          Meus terceiros olhos dizem que foi só porque ele é preto, exemplar raro na magistratura brasileira. Certamente miraram no impacto sobre a opinião dos eleitores afro-descendentes e supuseram que, mais tarde, de alguma maneira, conseguiriam domar a fera com manobras políticas, caras feias, ameaças e rosnados. Ledo engano! Prova de que nem todos os homens têm preço.
          Segundo Abraham Lincoln a única maneira de se conhecer o verdadeiro caráter de um homem é lhe dando poder. No entanto, ao proferir essa frase ele se dirigia aos poderosos safados. Jamais poderia imaginar que um descendente de escravos brasileiro, seria o exemplar que contrariaria sua famosa tese.
          Bem feito para Lula Lá Fidel Castro da Silva; atirou no pé do PT, que agora vai ter que agüentar o aço do Joaquim Barbosa. Tomara que ele viva bastante e que Deus ajude que a raça negra produza outros pretos do mesmo quilate, pois, se em quinhentos anos os brancos não souberam respeitar o Brasil, que pelo mais os pretos o façam com honradez.
           Joaquim Barbosa não esta agradando aos políticos e à alta magistratura por causa do seu estilo Thatcher de falar a verdade, doendo a quem doer, contudo esta agradando ao povo, que é o verdadeiro dono do Brasil e patrão benfazejo; quem paga o feijão com angu, o caviar, a pinga ou o uísque de todo mundo.
           Dá-lhe Joaquim Barbosa! Povo unido, jamais será vencido!
           Estamos de olho!