APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará adiante foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles foi publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE, o semanário mais antigo de São João del-Rei, minha terra natal. Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas produções. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta desmotivado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance páginas adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias. Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que não tenha, a seu tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .
Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética imoral na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir. O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. Gritos sem ecos representam uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita-se.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

SENHORES NOVOS PREFEITOS E VEREADORES, SEJAM BEM VINDOS AO CAOS


  • SENHORES NOVOS PREFEITOS E VEREADORES, SEJAM BEM VINDOS AO CAOS.


Há coisas das quais tanto ouvimos falar que se tornam cansativas e concluímos que é melhor esquecê-las, pois segundo diz a velha sabedoria popular: "o que não tem remédio remediado está". Nosso precioso tempo merece ser revertido em atividades importantes, que podem render resultados práticos , ainda que seja pelo menos gastando-o nas rotinas da vida. Isto é o que tenho ouvido muitas pessoas dizerem desanimadas diante da desordem em que vivemos no Brasil. A desilusão é tanta que muitos nem votam mais, assim  renunciando ao direito de opinar.
Mas se esquecem que temos tres tempos ao nosso dispor. O presente instantâneo, o futuro imediato e o futuro longínquo. Por isso, quando nos dedicamos apenas às atividades rotineiras, estamos condenando nosso futuro longínquo ao desastre. Grandes obras de auto-ajuda ou até mesmo algumas religiões pregam que o passado e o futuro não nos competem. Apenas o presente deve merecer especial atenção, pois é dele e nele que vivemos.
Entretanto, nāo concordo com isso e penso que quando tratamos do fator tempo não cabe tamanha simplicidade. Primeiro, porque nada existe fora do tempo, nem o piscar de olhos ou a existência das estrelas que testemunharam o nascimento do nosso planeta. Tudo, um dia, vai ser passado e nada terá a mesma aparência do início, porque tudo se transforma, quase invariavelmente, para pior. Sabe-se que o universo é um laboratório mutante, porque esta em desgaste permanente e o desgaste é o resultado da açāo de fenômenos físicos, químicos e temporais. Daí a ciência ter tanta certeza de que um dia tudo terá fim, assim como esta certa de que - O Todo Universal - teve um início. Como tudo aconteceu?  Ainda procura-se a resposta.
Mas diante da grande interrogação que acabo de colocar na sua cabeça, caro leitor, posso com certeza afirmar que há algo imune ao desgaste do tempo. Ele é indestrutível e pode melhorar no decorrer dos séculos, porque nele não atuam, nem fenômenos físicos, nem químicos. Apenas o Conhecimento Humano pode melhorar com a ajuda do tempo, quando nele se investe bem. Daí a velha máxima: “Semeia bem no presente e colherás bem no futuro”. Se queremos ter um Futuro Glorioso e em paz é necessário que saibamos fazer do presente uma gloriosa história.
Diante de tal afirmação me atrevo, como conhecedor da história, a afirmar que o Presente Turbulento do Brasil é o resultado funesto do que semeou-se mal no passado. Temos uma História Porca, por isso vivemos um Presente Porco.
Mas o primeiro passo que precisamos dar para que não condenemos as crianças de hoje a um Futuro Porco é incluir nas nossas atividades diárias o costume de Conhecer e Aprender como funciona a Malandragem Política no Brasil e no mundo; desta maneira investindo no Conhecimento. Somente assim é possível estar a par das manobras dos políticos. Deixe de comer, deixe de beber, deixe de dormir, mas nunca feche os olhos ou se canse do que se passa a sua volta, porque os politicos canalhas vivem da sua distração e desconhecimento da verdade histórica. Deixe que o tempo melhore sua mentalidade política.
Lembre-se de que no primeiro dia do ano de 2017 estarão tomando posse os candidatos eleitos por você. O povo os elegeu para tomarem conta das nossas cidades. Não se esqueça que eles lutaram de unhas e dentes para carregar pesadas pedras. No entanto não conheço razão que leve alguém a querer fazer tamanho esforço em vāo. Entāo justificam: - "Quero ser útil ao meu povo. Preciso ajudar os pobres coitados"!
O Brasil esta quebrado, os Estados estão quebrados, os Municípios estão quebrados, a dívida nacional multiplica-se, milhares de empresas fecharam as portas nos últimos dois anos, há milhões de desempregados, a arrecadação de impostos caiu, descobrem-se a cada dia que a grande maioria dos nossos altos governantes são bandidos preocupados em se defender e sem tempo para trabalhar. A cultura libertina esta bem instalada na mentalidade popular, nada mais merece respeito e reverência, ninguém admiti deveres, apenas direitos. Breve bandidos estarāo correndo atras da polícia, o povo pagando para ver e muitos aplaudindo.Tudo no país funciona mal ou nāo funciona e há obstáculos instransponíveis por todo o caminho ao futuro.
Mas mesmo assim a luta foi dura para conquistar o dever de resolver tão grandes problemas. Brigaram, mataram, morreram, gastaram dinheiro, blefaram, mentiram, falaram verdades, riram e choraram. Qual verdadeira razão terá levado tantos a lutarem para carregar pedras? Serāo eles loucos ou super homens? Nem um, nem outro. A grande maioria deles sao picaretas com certeza e só querem se dar bem a nossa custa.
Eles sabem disso, mas jamais contarão para nós. A resposta estará nos jornais, na TV, nas Redes Sociais, repetindo-se todos os dias dos próximos quatro anos, construindo um futuro bom ou mau.
Esteja de olho! Pare, Olhe, Escute! Ajude a limpar a nossa História Porca. Não se esqueça que osmalandros vivem do seu desinteresse!

ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO

domingo, 27 de novembro de 2016

LULA CONVERSANDO COM DEUS

LULA CONVERSANDO COM DEUS

Olá meu Querido, como vai você? Espero que no seu Céu as coisas estejam bem mais tranqüilas e que, se aí tiver algum demônio que atende pelo nome de Sérgio Moro, mande-o logo de volta para o inferno. Olha meu querido, você num pode ter idéia quanto problema esse cara tem criado aqui no meu céu! Imagine que o moleque resolveu me perseguir. Fica acreditando num bando de mentirosos do dedo duro e tá fazendo tudo pra me fazer ver o sol nascer quadrado. Tenho certeza que o “carinha” tá pensando um dia ser carcereiro.

Sabe, meu querido, ser Deus não é fácil; e eu que pensei que era bom demais! Ficar sentado num trono, mandando no mundo, só supervisionando o universo vendo um bando de traidores agirem nas sombras para nos trair. Mas eu já falei com todos eles: - Um dia voltarei, como você, nem que seja montado num jumento e farei um juízo final, ou melhor, inicial. Não serei mais tão bondoso quanto antes! Mandarei direto para o fundo do pré-sal com uma boa pedra amarrada no pescoço todo esse bando, inclusive aquela “diabrada” lá do Paraná, que fica querendo aparecer na televisão todo dia e inventando um monte de leis que eu nunca aprovei. Ah; já ia me esquecendo! O Aécio; vou mandar prá Havana a pé! Lá que é lugar de comunista! Meu amigo Raul vai fazer chá das cinco com ele.

Fico muito aperreado com essa situação! Como você, eu também vim ao mundo para salvar meu povo. Nasci muito pobrezinho, andei pelo meu Brasil num pau de arara, passei fome, frio e muita humilhação. Nunca tive um carro, nem casa, nem apartamento, nem sítio, nem celular, nem jatinho! Nada! Só não moro na Baixada Fluminense, porque o juro da Caixa tá muito alto e o meu salariozinho de ex-presidente num tá dando nem pra pitá um mata rato.

Preguei para os trabalhadores muita justiça social e ainda fundei um monte de Sindicatos e um Partido, todos grandes representantes do meu povo e contra esses ricos safados que só sabem explorar, roubar e mandar nos pobres como se fôssemos nós dois. Isso é uma grande audácia, porque só nós sabemos que Deus só pode haver dois: um no céu e outro nesse país.

Olha meu querido, às vezes fico pensando que fiz muito mais coisa aqui no meu céu do que você aí no seu. Criei o Fome Zero, o Bolsa Família, o Vale Gás, o Minha Casa Minha Vida, o Enem, o Proune, aumentei um monte de imposto, aumentei o salário mínimo e o máximo, mandei levar o Rio São Francisco “pru” nordeste, acabei com a inflação, com a pobreza, com a dívida interna e externa, fundei a Comissão da Verdade, o Escola com Partido Comunista, pus o FHC prá correr, emprestei grana prá todo mundo sem juro, sem lenço e sem documento; fiz uma Copa do Mundo e uma Olimpíada, mandei construir uma Arena “pru” meu timão, fiz o Obama me chamar de “O cara” e ainda mandei eleger a Dilma. O Zé Dirceu tá preso, mas não é culpa minha. A culpa é dele mesmo. Quem mandou ele querer ser Deus como nós dois? Esse negócio de Mensalão, Petrolão, Triplex, Sitio, Ilha, Foro de São Paulo e Filho Rico é invenção da oposição, porque eu nunca ouvi falar nada sobre isso.

E você o que fez? Febre Xicungunia, Dengue, Zica Vírus, Enchente, Tornado, Seca no Nordeste, seca pra todo lado, mandou meu amigo Hugão da Venezuela dessa vida boa de comandante comunista pra pior e ainda por cima colocou o Joaquim Barbosa e o Eduardo Cunha no meu caminho. Nem sei pra que colocar no mundo tanto prego no sapato dos outros!

Dizem que você é todo poderoso! Sei lá, tenho minhas dúvidas! Imagine, meu querido, você sempre falou que vai voltar só no fim dos séculos. Prá que tanta demora? Aí no seu céu num tem eleição de quatro em quatro anos? Pois é, aqui no meu tem e eu já volto no fim de 2017 e vou mostrar pro Sérgio Moro que continuo sendo o cara. Ele vai virar lanterninha de cinema na segunda-feira, lá em Passo Fundo, para ninguém ver a cara dele. Meu primeiro decreto será transformar a Petrobras em Petrocéu e mandar o Pedro Parente prá Havana junto com o Aécio. Meu novo tesoureiro honesto será o Falcão e minha camarada Dilma voltará montada num cavalo alado, cheia de graça, para ser a nova presidenta presidente da Petrocéu.

Além disso, vou transferir a capital do Brasil prá Caetés e ficarei lado a lado na história com Juscelino. Já estou cansado de Brasília! Na minha Caetés não vai ter rico, só comunista pobre. Por isso quem vai andar de jatinho e comer caviar vai ser só eu. Esse conforto do capitalismo é coisa muito boa, mas não pode ser pra todo mundo, senão meu povão acostuma mal e não vota mais em mim. Negócio bom é comunismo “pru” povão e capitalismo pra nós.

A elite branca vive de chacota comigo e dizem que não estudei e nunca li um livro. Eles é que não sabem, que quando eu era pequeno lia Pato Donald, Zé Carioca e Tio Patinhas. Eu sempre gostei muito de vermelho, por isso sou comunista roxo. E hoje, sei tudo mesmo sem diploma. Quanto mais eu vivo mais sei que tudo sei.

Meu querido estudou onde? Leu qual livro? Já foi convidado para fazer alguma palestra aí por esse universo afora? Pois é, eu vivo fazendo um monte de palestras e ensinando todo mundo como administrar um céu. Outro dia meu amigo Obama até me convidou para ensinar o Raul administrar Cuba!

Olha meu querido; já falei demais e preciso ir cuidar da minha reeleição. Prometo mandar um convite especial pra minha posse, mas não pense que vai ficar no meu palanque junto comigo, porque aqui no meu céu quem manda é só eu. Você vai ter que se contentar com o primeiro andar e tomar guaraná, porque whisky é só pra cúpula.

Ave eu!

ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

FORO DE SAO PAULO, O SONHO QUE ARRASOU O PT



Daqui há algumas décadas certamente a história não mais contará a versão  verdadeira dos acontecimentos que culminaram com o afastamento da presidente Dilma Roussef. Faço tal afirmação tomando como base a ação de centenas de historiadores que costumeiramente procuram maquiar a realidade histórica conforme convém às suas convicções ideológicas. Um crime contra a verdade abusando da arte de mudar a história a serviço de interesses políticos. 

Trata-se de uma ação mesquinha e maliciosa, pois suprime das futuras gerações o direito democrático de conhecer a realidade passada para projetar seu futuro livremente, assim as colocando sob domínio ideológico de grupos políticos muitas vezes intencionados na cosolidação de projetos de poder absoluto. Numa comparação superficial seria o mesmo que músicos contemporâneos adulterassem obras eruditas na intenção de enriquecer ilicitamente ou desmerecer a cultura de determinada nação transferindo seu mérito para outro falso compositor de nacionalidade diferente.

A verdadeira história do PT esta mais relacionada ao que sempre tentou-se esconder do que ao alardeado como sendo um partido democrata, cujos membros lutaram heroicamente para vencer as oligarquias e defender as classes menos favorecidas. Na verdade este nunca foi um club de heróis justiceiros dispostos a tudo,  ate fazer justiça com as próprias mãos. 

A histórica genuína registrou sim que o partido justiceiro acobertado pela bandeira da ética trazia em suas entranhas o vírus disseminado por Karl Marx, o pensador Hobin Hood que passou a vida a imaginar maneiras mágicas e utópicas de tirar dos ricos para dar aos pobres valendo-se de métodos autocráticos e violentos. Ademais, nunca foi segredo para ninguém que a nova Elite Marxista Comunista estava na verdade intencionada a viver montada no Estado, valendo-se do parasitismo contra ricos e pobres. Uma Política pioneira testada na Rússia nos idos de 1917, capitaneada por Lenin e seu grupo de comandantes sanguinários. Depuseram, pela violencia a centenária dinastia Czariana apoiados pelos trabalhadores do povo. Através da covardia, julgamentos sumários e mentiras diziam que precisavam cometer tantos crimes para aniquilar qualquer oposição e o risco do abortamento do projeto de domínio. Mas na verdade o objetivo era criar um Estado Igualitário e Paternalista, o qual daria ao povo o que deveria ser do povo; menos democracia. O projeto não deu certo e levou a União Soviética Comunista capitaneada pela Rússia ao colapso depois de 74 anos de repressāo, medo e arbítrio. Tamanho desastre teve várias causas, dentre elas tres mais importantes: Corrupção Generalizada, o Agravamento da Pobreza e o crime de suprimir do homem a Capacidade de Pensar. Homens que não pensam não produzem e o Estado Sovietico morreu de inanição. 

A União Soviética acabou, mas o projeto de parasitismo comunista alimentado pelo poder eterno nao. Continuou na China e em outros países menores, inclusive na Ilha de  Cuba presidida pelo ditador comunista Fidel Castro, há quase de 60 anos no poder. Mas Fidel, homem de larga inteligência e carisma ficou a ver navios. Sob embargo americano seu governo corria o risco de ir para o mesmo buraco onde caira a União Soviética. Cercado por todos os lados e não podendo mais contar com o apoio do Gigante Comunista ele precisava de um plano e o traçou. Elegeu um novo patrocinador e em 1990 enxergou em Lula aquele que reunia grande potencial político e cuja liderança começava a despontar depois da abertura política no Brasil no ano de 1985. O discurso que vendia Lula como o messias que vinha para moralizar o Brasil começava a colar.

Desenvolveu com Lula profunda amizade e o recebia como convidado de honra inúmeras vezes na ilha de sua propriedade e desfrute.  Deslumbrado o aventureiro se encantou com o poder e passou a sonhar com ele mais do que nunca. Fidel prometeu a Lula dar-lhe todo o poder do mundo comunista se pulasse em seus braços e Lula pulou. Porém o verdadeiro objetivo de Fidel era reconstruir o Império Soviético na América Latina, tendo Cuba como centro pensante e o Brasil como patrocinador do novo projeto megalomaníaco de poder. 

Para isso em 1990 Fidel e Lula criaram o Foro de São Paulo, nome inspirado no Estado que recebeu Lula, quando migrou para o sul do Brasil fugindo da pobreza no norte. O nome foi propositalmente pensado para massagear o ego de Lula. As idéias e estratégias eram gestadas em Havana e a mais importante delas, com o objetivo de operacionalizar o projeto, era cooptar outros governantes latinos. Nascia aí a Revolução Ideológica Neo-Comunista, que inundaria as cabeças pensantes da América Latina de ideais marxistas eternamente inviáveis tendo como inimigos naturais o Neoliberalismo e a Elite Branca, mesmo sabendo que dentre os brancos latinos há mais pobres que ricos. 

A primeira mosca a cair no mel foi Hugo Chavez. Um coronel do exército Venezuelano, que subira ao poder por meio de um golpe de estado em 1998. Chavez era ambicioso e temperamental o bastante para dar o passo inicial do poder absolutista, que deveria vigorar no continente. Hugo Chavez gostou da idéia de virar dono da Venezuela e aproveitou para dar nome ao projeto que acabara de aderir. Batizou-o de Bolivarianismo, que nada mais é do que o Neo-Comunismo engendrado por Castro. A Venezuela como grande reserva de petróleo passara a enviar fartos recursos para Havana resgatando aquele país da inércia econômica e política na qual se encontrava desde o colapso da União Soviética. O golpe genial de Castro tinha dado certo e o próximo patrocinador a entrar na roda seria o Brasil com a chegada de Lula ao poder quatro anos depois de Hugo Chavez.

Lula, depois de doze anos fazendo parte do Foro de São Paulo, recebendo aulas de revoluçāo ideológica e estratégia politico-assistencialista foi eleito triunfalmente em 2002, o primeiro presidente proletário da história do Brasil. Em seguida implantaria o maior populismo de que se tem notícia na história. Ele e Castro precisavam disto para mantê-lo no poder eternamente e assim chegarem aonde planejaram há mais de uma década. Estava assim dado o segundo passo certeiro, para a criação da nova União dos Estados Soviéticos da América Latina, tendo Lula como novo Lenin e Fidel Castro como seu tutor.

A receita do seu Assistencialismo dissimulado todos conhecemos muito bem. Afagar os pobres com penduricalhos de pouca sustentabilidade e convidar os muito ricos e aliados políticos a navegar em rios de dinheiro desviados dos impostos pagos pelos pobres que ele dizia querer salvar. Ou seja, dar com uma mão e tirar com a outra. Um golpe histórico que teria anos contados. Começou em 2003, com sua posse, culminou com a saída da presidente Dilma e a Banca Rota do Brasil calculada em mais de 200 bilhões de reais e uma dívida externa que cresceu assustadoramente. 

Lula alardeia que o seu Brasil possui, graças a ele, grande reserva cambial em dólares depositada em bancos americanos, os mesmo do velho inimigo. Sim é verdade, no entanto a posição do Brasil é comparada à de alguém que tem um tesouro enterrado e deve a todo mundo. Um ilustríssimo rico idiota que assiste a cada dia seus recursos, sua reputação e seu futuro boiarem rio abaixo.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

O COISOFILO



Não há no mundo país que tenha mais eleição do que o Brasil. A cada dois anos lá vamos nós às urnas meter o dedão no botão. Nao sei se é impressão só minha, mas o tempo tem passado tão depressa que ainda nem consegui esquecer a última vez que meti o dedão no botão e ouvi aquele gritinho característico. 

O Brasil é mesmo o país dos contrastes! Enquanto nada funciona direito e a bagunça tem se transformado no principal produto do nosso "Pilantronegócio", eleição é a única coisa que funciona direito. Tudo anda que nem relógio suíço! Tem dia e hora certa para começar e terminar. Tem tempo contado para cada candidato vender seu peixe. Tem hora marcada para a propaganda pública e eletrônica. Tem local adequado para fixar cartazes. Fazer boca de urna da cadeia, multa e pito do delegado. Carregar eleitor nem pensar. Não pode beber em público. Alto falante gritando depois das sete é condenado a perder a língua. Ninguém pode contratar, nem demitir. Liberação de verba, nem com cheque sem fundos. E aquele velho costume de subir na dureza do poste e sujar a cidade, acabou. E, por incrível que pareça, no país do protesto, ninguém protesta, nem o centrão, nem a direita canastrona, nem os doidos varridos da esquerda. 

Por que tanto perfeccionismo só em tempo de eleição? Eis a questão! E o pior é que dizem que cada eleição dessas custa ao povão eleitor muitas dezenas de milhões. Tanta grana que daria para construir um cadeião lá em Marte e mandar tudo que é vagabundo pra lá com passagem só de ida. Mas, como eleição é a mãe da democracia não há que medir preço para que continuemos com ela. 

Contudo, outra coisa que muita me intriga é que, enquanto falta grana pra tudo, prá eleição nunca faltou prá nada. Jamais ouvi alguem declarar que não vai ter eleição por falta de verba. Com dinheiro ou sem dinheiro, com bagunça e tudo, eleição é sempre uma perfeição. Eu até ultimamente tenho pensado que poderíamos trocar o nome do Brasil pra "Eleiçãosil". Talvez assim o dinheiro aparecesse, a safadeza fosse banida e a incompetência  desse lugar à eficiência!

Nesse ponto até preciso me justificar ao querido leitor que está longe de mim a intenção de criticar o valor de uma eleição. O que estamos aqui a questionar é o contraste entre a "Bagunça" e a "Perfeição". Se sabemos fazer eleição direito, porque não fazemos todo o resto direito? Os linguarudos dizem que há quem precise da bagunça, porque é boa para muita gente. Afinal, sem ela, o que seria da malandragem? O prezado eleitor dúvida disso? Acha que estou errado? Então pense naquele gritinho da urna quando apertamos seu botão. Pra que serve aquilo? Dizem que serve para o eleitor saber que o voto deu certo. Imagine um eleitor acostumado a tudo errado saber que seu voto deu certo. Isso é uma maravilha pra todo mundo. Eleitor feliz e candidato feliz! O que não se sabe direito é se aquelas pobres urnas, que levam dedada um dia inteiro, ficam assim tão felizes...

Por falar em "Dedada"; preciso agora, antes que acabe a folha, confessar triste notícia para meu paciente leitor eleitor. Tenho um velho amigo lá de São João del Rei, ao qual sempre envio as bobagens que escrevo antes de públicá-las neste jornal, a fim de que o digníssimo emita sua opinião, que me é muito importante pela sua grande experiência literária e filosófica. 
Então enviei a prévia desta. Passados alguns dias ele me telefonou e me acusou de "Coisófilo". Eu, surpreso, perguntei: - Que negócio é esse de "coisofilo? A resposta veio imediata e dura: 
- Coisofilo e o cara que sofre de "Coisofilia"; num pode ver nada que logo começa a pensar naquilo. Mês passado falou na "Tocha Nacional" e agora no "Dedão no Botão". Eu, então, logo me justifiquei:

Aí em São João del Rei, quando eu era pequeno, tinha o João do Pirulito e a Maria da Cobra. Os tais tinham  esses  nomes, porque o João vendia pirulito na frente da escola. E a Maria? Dizem que a tal tinha sua jararaca brava numa gaiola, porque só queria morder em todo mundo. O que eu podia pensar?
Então, aquilo me despertou essa tal "Coisofilia" para o resto da vida. 

Imagine o leitor eleitor, que outro dia fui ensinar um alguém a votar pela primeira vez e me lembrei que naquele tempo antigo era "Buraco da Urna", agora na modernidade virou "Botão da Urna":
O senhor leva o santinho com o número do candidato, digita o número e a cara dele aparece. Então "Aperta o Botão" para confirmar. O eleitor então me perguntou:
Aperta o botão de quem? Do candidato? Claro que não! Respondi. 
Aperta o "Botão da Urna" e ela da o gritinho: Bli, Bli, Bli, Bli!
Ai, para o mal dos meu muitos pecados, o cara me vira e diz:
 Seria então melhor que ela fizesse:
Aí, Ai, Ai, Ai!

 Numa situação dessas, o eleitor iria pensar em que?
O leitor eleitor também está sofrendo da tal "Coisofilia"? Pois é! 
E daqui a dois anos lá vamos nós de novo meter o dedão no botão. 


ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO


 











segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A TOCHA OLÍMPICA E A TOCHA NACIONAL



                                        A TOCHA OLÍMPICA E A TOCHA NACIONAL

A Tocha Olímpica atravessou oceanos e chegou ao Brasil vangloriante. Recepção no Aeroporto, discursos, música e foguetório, para receber o símbolo ardente da confraternização  e da necessidade de respeito e paz entre os humanos.
 
Como manda a programação, depois a Tocha viaja pelos rincões do país, a fim de cumprir mais um ritual simbolico e proporcionar ao cidadão comum a sensação de inclusão e participacão. Tudo como se fosse uma espécie de batismo com os ares da paz e da concordia. Ela não pode ser apagada depois de acesa e assim todo esforço deve ser feito no sentido de mantê-la ardente até o encerramento das competições.

Mas diante da tanta emoção e frenesi, algo me chamou atenção. A Tocha foi vaiada e até apagada em vários lugares por onde andou. O paciente leitor já teria pensado no por-quê de tamanho absurdo? Variar um negócio bonitinho e inofensivo daquele!

Pois é! Este é o resultado da penetraçao da outra Tocha, a Nacional. O cidadão está traumatizado! Não aguenta mais levar tanta tocha e ainda ver outra passando na TV, com um fogão na ponta na mão de um brutamontes. Por via das dúvidas, logo assenta no velho sofá de tantas más notícias, a fim de tentar proteger seu glorioso traseiro. Afinal de contas, onde vão enfiar aquilo; logo pensa e se assusta com as semelhanças. Ambas são grossas e compridas, uma anda na mão e correndo a outra, muitas vezes com a mão e parado.

Contudo, infelizmente escrevi isso para lembrar a todos os heróicos levadores de tocha desse país que de nada adianta assentar. A Tocha Nacional é muito mais forte e grossa do que a Olímpica. Entra por onde menos se espera. Pode ser pela boca, pelos ouvidos, pelos olhos, pelas mãos, pelo pensamento; assentado, de pé, dormindo ou acordado.

Se o cidadão vai a um hospital, leva tocha por todo lado. A um supermercado leva tocha no bolso. Se viaja, leva tocha no buraco da estrada e na oficina. Se anda com o farol apagado, leva tocha da Polícia que não sabe que as estradas têm mais buracos do que queijo suíço e mais mato que a Selva Amazônica. Se esta empregado, leva tocha quando perde o emprego. Se desempregado, leva tocha da mulher em casa. Se está em casa vendo TV, leva tocha pela tristeza ao saber de tanto absurdo. Ter consciência que se vive num país onde nada funciona sem botar a tocha em alguém é assustador. Os caras não pensam um minuto sequer que botar a tocha nos outros é crime de lesa-traseiro e que o traseiro do próximo não é o da Mãe Joana.

A Tocha Nacional anda tão na onda que outro dia pensei que os colocadores de tocha no nosso traseiro poderiam fazer alguma coisa mais útil que apenas ficar brigando uns com os outros o tempo todo, como se não tivessem mais nada no mundo pra fazer alem de pensar em colocar a tocha no dos outros.

Por exemplo, se eu fosse um colacador de tocha, mudaria o nome de alguns estados, afinal no país da tocha nada mais natural do que prestarmos homenagem à Tocha Nacional. Poderíamos ter as Tochas Grande do Sul e do Norte. A Tocha Grossa e a Tocha Grossa do Sul. O Rio Amazonas viraria Rio Amantochas Grandes. Rio de Já Levei a Tocha continuaria capital fluminense e Aracatocha do Sergipe. Ponta Grossa seria promovida a Tocha Grossa. Outro nome sugestivo seria Senta Clementina. A Petrotocha seria reinaugurada. Rio das Ostras ficaria bem como Rio das Outras Tochas. O Pão de Açúcar rebatizado de Morro da Tocha Doce e o Maracanã, maior Arena do Mundo, onde o Brasil levou tocha, passaria a se chamar: Maracantocha.

Muitos leitores mais conservadores, que não concordam comigo ou que pensam que ainda não levaram muita Tocha é porque ainda não pensaram no que vai acontecer depois que a Tocha Olímpica for embora. Com ela vão os gringos e seus dólares, vai a impressa internacional e toda a alegria. Aqui ficará tão somente a Tocha Nossa de Cada Dia. Será que a Seleção vai levar tocha ou vai por a tocha?

Outro dia acordei assustado por um pesadelo exatamente, porque sonhei com a grossura da tocha que vamos levar depois que tudo isso acabar. O que será feito daquilo tudo que foi construído? Será que os senhores colocadores de tocha já pensaram em como tomar conta daquilo tudo numa cidade pacífica como o Rio de Já Levei a Tocha, onde até tocha perdida tem?

Obviamente as respostas estão na ponta da língua: - "Esta é a herança que será   incorporada à vida da cidade". O leitor já pensou no que foi feito das heranças dos jogos Pan-Americanos e da Copa da Tocha?

Pois é, se não pensou vai levar a Tocha Nacional assim mesmo, porque ela penetra em quem pensa e em quem não pensa.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

SANTOS POLÍTICOS, O SOL QUADRADO E O POVO SEM VERGONHA
Desde pequeno ouvia meu saudoso pai dizer que política não é coisa para “Amador”. Ele com certeza tinha alguma razão para dizer isso, mas eu, que naquela época estava mais preocupado com outros passatempos, não me atentava para a sábia afirmação.
Mas, passados os anos e já calejado pelas frustrações, que agora mais do que nunca, abalam o ânimo do povo brasileiro, mergulho lá no fundo da memória para compreender quanta razão tinha o velho e imaginar que motivos teria ele para valer-se de tal desabafo. Que artes de mau gosto estariam produzindo os políticos daquela época? Hoje, diante da minha alguma experiência de vida, posso imaginar qual escândalo estaria protagonizando os noticiários, pois, afinal o que foi feito nesta Pátria Desastrada, desde Cabral, sem comprometimento com os bandidos das Mãos Leves e dos Olhos CompridosContudo, conforme diz o ditado popular que “É’ vivendo que se aprende, só agora, depois de tantos anos, pude compreender sentido do adjetivo “Amador”: Amadores seriam os homens sérios, porque os profissionais, como sempre, são os amantes do alheio e quem se arriscaria afirmar o contrário? Com certeza, somente os próprios. 

Caso fosse possível calcular o quanto se desviou ao longo da história, na melhor das hipóteses, construiríamos outra dezena de Brasis bem melhores do que este que ora sobrevivemos, até que chegamos às profundezas do poço. Hoje, nada no Brasil funciona bem e, em certos casos, nem mesmo mal. A Pátria Amada está de cabeça baixaNossos tetranetos pagarão por tanta malandragem e estarão de joelhos diante do mundo que avançará e os deixará na poeira da vergonha. Mas será que ainda temos ou teremos vergonha algum dia
Certamente os sem vergonhas somos nós do povo, que trabalhamos duro e pagamos nossos impostos e depois ficamos assentados no sofá de boca aberta esperando o ladrão chegarporque nossos santos políticos em uníssono juram suas inocências. Deus do Céu; aliás, dos Políticos, esta conspirando contra suas sagradas inocências e querendo injustamente colocar-lhes para ver o sol nascer quadrado. Assim seria justo que cercássemos o Brasil, aprisionássemos esse povo sem vergonha e de fora deixássemos os santíssimos políticos para continuarem rindo da nossa cara e arrebentando nosso futuro.
Chegamos a tal absurdo que o que antes se fazia apenas com bicicletas, aquele animal inofensivo, hoje fazem é com a economia, o animal mais perigoso da fauna mundial. Nossos santos anjos políticos se esqueceram até da tabuada aprendida na escolinha primária e resolveram pedalar no nosso bolso e gastar mais do que podemos pagar. E, por incrível que pareça, inventaram a matemática mágica: aquela que vê mais não enxerga; ouve, mas não escuta; rouba e não devolve; come e não paga; da aos pobres um tostão num dia e tira dois no outro.

Enquanto isso o Brasil supera grandes recordes mundiais. Temos o maior numero de partidos políticos, a produtividade do nosso Parlamento é baixíssimao custo dos nossos representantes é dos mais altos do planeta e ainda enviamos secretamente preciosos recursos para países onde vigoram ferozes ditaduras comunistas. Outra idiossincrasia nacional é que dentre as dezenas de partidos todos brotaram na horta da esquerda, a mesma facção que nunca deu certo em lugar nenhum.  Mas não tem importância, porque pelo jeito, nossa vocação é mesmo para estar na liderança do grupo dos incompetentes e oportunistas da história da Desumanidadepobres para sempre com ou sem Bolsa Família.
Afinal, precisamos dos pobres e inocentes, senão o que seria dos Santos Políticos?!

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

quinta-feira, 23 de junho de 2016

DELACÃO PREMIADA, A TORTURA CIVILIZADA


DELACÃO PREMIADA, A TORTURA CIVILIZADA

Desde tempos muito remotos, quando ainda os homens primitivos viviam em cavernas e a luta pela sobrevivência exigia domínio de espaço territorial e a posse de riquezas como minerais, água e solo fértil, percebeu-se que a tortura podia ser importante aliada como ferramenta de intimidação. Indivíduos ou povos vencidos eram submetidos a punições e castigos promovidos em sessões permeadas por intenso sofrimento psíquico e físico. A dor, uma temida penúria brotava em borbotões de corpos nus e indefesos até que o torturado fosse desprovido de qualquer capacidade de resistência e assim colocasse à disposição de seus algozes tudo que precisavam: - preciosas informações, domínio e poder. Além da dor, os submetidos ao suplicio intenso, ainda tinham a temer a invalidez e a morte.

Para nós ocidentais os dois métodos de tortura mais conhecidos são a crucificação e a escravidão. Roma pregava na cruz aquele que desafiasse seu poder e os colonizadores europeus crucificaram com a humilhação e trabalhos forçados em nome dos interesses do Império.

Durante a maior parte da História, a pena capital foi, muitas vezes, deliberadamente dolorosa. Com o desenvolvimento humano também desenvolveram-se os tipos de tortura e suas aplicações e assim uma vasta lista de penas cruéis foram sendo desenvolvidas com o objetivo de tornar o ato de torturar cada vez mais penoso, rápido e eficiente. O método foi também largamente utilizado para punir com rigor máximo aqueles que transgredissem as leis.

Com o desenvolvimento do Humanismo, em meados do século XVII, as penas cruéis foram abolidas na Inglaterra primeiramente. Com a criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948 ficou proibida a prática oficial da tortura por todos os estados membros da Organização das Nações Unidas; o que não impediu que o barbarismo continuasse a ser usado até os dias de hoje de modo clandestino e ainda reconhecido por governos ditatoriais. No século XX, durante os anos da Segunda Guerra Mundial, o Nazismo torturou com o confisco e gás venenoso e no pós guerra os campeões da covardia foram os Soviéticos Comunistas liderados Stalin e simpatizantes, tempo em que a crueldade suprema acontecia nos Paredões de Fuzilamento, quando, segundo alguns dados estatísticos, mais de 50 milhões de pessoas pereceram sem direito de defesa.

Mais recentemente diante da incapacidade dos Estados de dar respostas concretas à sociedades no combate ao crime organizado e da grande fiscalização contra a prática da tortura, reconheceram-se a utilidade da DELAÇAO PREMIADA como método grandemente eficaz e desprovido de dor física e humilhação, uma vez que o suspeito ou acusado pode ter reduzida uma pena de anos de cadeia, caso coloque à disposição da Justiça importantes informações capazes de desmontar sua quadrilha e sua malandragem.

No presente momento político brasileiro a 'Delacão Premiada' transformou-se em protagonista dos noticiários e vem demonstrando sua eficácia a cada dia, quando, cada vez mais e mais bandidos oficiais têm revelados seus golpes e traições contra a Nação Brasileira e seu Povo.

Obviamente há aqueles que sejam contra; sempre revestidos de razões técnico-jurídicas ou, suspeitamente inspirados por interesses inconfessáveis. A esses precisamos deixar a mensagem que não pode calar: - "Não há direito individual que supere o direito coletivo" - libelo conhecido desde os primeiros anos das piores Faculdades de Direito de qualquer país e já na Antiga Grécia os velhos filósofos em suas discussões publicas nunca se cansaram de mencionar a indiscutível verdade.

Contudo, não posso perder a oportunidade de lembrar aos nossos intrépidos governantes da direita e da esquerda, em nome dos pagadores de impostos dessa pobre Pátria Brasileira, que a tortura tem nos acompanhado a cada dia, quando, depois de um dia de trabalho, no conforto dos nossos lares, assistimos às mais absurdas noticias de traição à Pátria pela roubalheira de Recursos Públicos faltantes nos hospitais, nas escolas, nas estradas, nos portos e aeroportos, sempre alocando nosso país nas últimas e humilhantes posições nas pesquisas de qualidade de vida.

Somos barbaramente torturados, quando temos noticia de que dezenas de Ministérios e milhares de Cargos Públicos foram criados para abrigar pelotões de funcionários cheios de direitos e poucos deveres, pagos a peso de ouro, enquanto que a eficiência dos serviços públicos apresenta-se a cada dia mais precária.

Doem os ossos ao vermos o patrimônio nacional, construído a duras penas, ser destruído por bandos de quadrilheiros ricos e cínicos, sempre munidos de furtivas desculpas proferidas por brilhantes rábulas mal intencionados, apenas com a baixa intenção de colocar a culpa da desgraça nacional nas costas dos anjos do céu ou, certamente, imputar-lha àqueles que trabalham amparados pela lei, a fim de colocá-los atrás grades.

Abaixo a tortura! Viva a Delação Premiada!

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO.



domingo, 22 de maio de 2016

OS "ISMOS" E O IMPEACHMENT

OS "ISMOS" E O IMPEACHMENT

  Desde a posse da senhora Dilma Roussef não se pronunciou outra palavra tantas vezes, com tanta paixão por parte de quem a apóia, quanto da parte dos que a acusam. Enquanto isso o Brasil adormeceu e dizem que acordará com uma ressaca que poderá durar mais de vinte anos; o que pode resultar em desemprego, pobreza e infelicidade.

Pensando na calamidade nacional, me lembrei de um velho filósofo e professor que gostava de dizer que precisamos ter muito cuidado com tudo que termina em "ismo". Sempre lhe dei razão e agora mais do que nunca... Só para ajudar a memória do prezado leitor vão aqui alguns exemplos, que poderão servir para aguçar sua curiosidade, como para desafiá-lo a se lembrar de algum "ismo" que fuja desta impressionante verdade.

Quantas vezes na vida ouve-se falar em Passionalismo, Comunismo, Capitalismo, Castrismo, Militarismo, Parasitismo, Ocultismo, Nepotismo, Clientelismo, Assistencialismo, Partidarismo, Populismo? Concorda o leitor que poderíamos passar muitos horas tentando lembrar de tantos "ismos", para, finalmente, nos certificarmos que noventa e cinco por cento das palavras com essa mal fadada terminação sempre significam algo defendido por um bando de malucos apaixonados por uma sandice qualquer, tendo como  causa a desinformação, a burrice ou um grande interesse próprio?

Dando seqüência ao estudo dos "ismos", há dias passados, vimos e ouvimos nossos eficientes parlamentares justificarem seus votos pela mãe, pelo neto, pela vizinha, pelo prefeito malandro, pela amante, pelo carnaval. Infelizmente não vimos, nem ouvimos nenhum voto pelo Brasil, pelo Progresso, pelo Direito de ser respeitado. Certamente poderíamos chamar aquele espetáculo de "Sensacionalismo", uma vez que muitos daqueles, há poucos dias, ainda faziam parte do grupo dos incendiários que vêm bombardeando o Brasil e seu povo com bombas de mentiras, falsidades e cinismo.

Em nome do Brasil, o povo gostaria de saber que o voto a favor do afastamento da presidente e do seu séquito fazia-se necessário por muito mais do que pelo vil desrespeito à "Lei da Improbidade". Suas Excelências, os Nobres Deputados, deveriam ter votado também pela interrupção do projeto populista que trabalha há mais de vinte anos pela transformação da América Latina numa nova União Soviética Comunista, tendo o Brasil e seu povo pagador de impostos como patrocinadores. Este o motivo inconfessável da roubalheira institucionalizada, da associação com bandidos ricos, do empreguismo oficial, da destruição da Petrobras, dos empréstimos secretos para ditadores africanos e latinos, da grande quantidade de ministérios e da compra de votos através de programas sociais insustentáveis.

O Brasil parou e vai continuar parado, enquanto em seus horizontes houver o risco da existência de um governo marxista comunista bolivariano nos moldes dos atuais vigentes em alguns países sul americanos e que estão caindo como uvas podres, graças ao despertar das consciências adormecidas. Qual investidor nacional ou internacional, em sã consciência, colocará em jogo seus recursos, para depois serem confiscados por um governo comunista autoritário, ineficiente, centralizador e mau gastador?  Enquanto isso, não haverá empregos, não haverá Ordem, não  haverá Progresso!

Winston Churchill, grande pensador e duas vezes Primeiro Ministro Britânico, homem de grande luminosidade política; um dos que ajudou a botar o fascismo alemão de joelhos, certa vez proferiu o seguinte aforismo: "Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir."

Churcill, como sempre estava com a razão, mas se esqueceu de dizer que a mentira tem fôlego longo e prevalece por muito tempo por causa da cumplicidade ou pelo acovardamento de alguns ou de muitos. Por isso, Nobres Deputados, guardem para vós vossos motivos banais e da próxima vez votem apenas pela verdade, se não vos lembrareis do Brasil, nem dos vossos eleitores. Assim estareis depondo também o charlanismo, o fanatismo e o banditismo, que matam as inteligências, assassinam a ética, massacram a moral e empobrecem nações inteiras.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

segunda-feira, 18 de abril de 2016

DE TIRADENTES A SERGIO MORO

DE TIRADENTES A SERGIO MORO

Para melhor aceitar as suas limitações, a história demonstra que o homem em todas as eras criou heróis, esses seres sempre com o mesmo ideal de alcançar: a justiça, a paz, o bem.  
Todos nós temos heróis, todos nós sonhamos com heróis, todos nós desejamos ser heróismas, afinal, o que significa ser herói? E bom, ruim, tem consequências positivas ou negativas? Existem mesmo heróis e super-heróis ou eles são uma criação da Humanidade para explicar o inexplicável, para aceitar as injustiças, para lembrar a fragilidade do ser humano?
Lá na primeira frase do primeiro parágrafo vimos que alcançar a justiça, fazer a paz e construir o bem é um desejo milenar que pode ser classificado como 'desejo de ser livre e feliz'. Dai, pôde-se concluir que não há felicidade sem liberdade. O ser humano para ser feliz precisa ser livre em todos os sentidos, obviamente sem esquecer que a liberdade individual termina onde começa o direito do outro. O conceito moderno de liberdade consiste portanto no ato de respeitar o outro e poder decidir por livre e espontânea vontade o próprio destino, sem interferências do Estado ou, na melhor das hipóteses, com seu apoio. 
Porem, nãé difícil concluir que, se a história da luta pela liberdade necessita de heróis é porque vilões sempre existiram e trabalham para escravisar. Portanto, o eterno combate entre heróis e vilões foi o terreno fértil onde nasceu a idéia de democracia, que nada mais é do que o ambiente onde todos têm o direito de ser livres e iguais perante a lei; e quando este direito for violado o Estado tem o dever de promover a Justiça. 
Através dos tempos observa-se o surgimento de dois tipos de heróis: os das histórias de ficção, tais como Super-Homem, Homem Aranha ou Batman, que nos dão a esperança de um mundo melhor. E os de carne e osso, como Joana D'arc, Gandy, Martin Luther King e tantos soldados desconhecidos, que aparecem em situações de exploração extrema, de perigo, de conflitos, de guerras: gente aparentemente normal que, em certas circunstâncias, revela dotes e capacidades excepcionais. Uma Joana d´Arc, numa França dominada pela Inglaterra; um Tiradentes, homem simples, mas com indignação e coragem suficientes para enfrentar o autoritarismo do Império Português. Um Sergio Moro; a personificação da luta de um povo e uma nação contra uma canalha de sanguessugas, atrevidos, mentirosos e cínicos.
Contudo, a história demonstra que ser herói custa caro, uma vez que cada um deles, sem excessão, teve a seu lado um adorável traidor. Jesus Cristo não conseguiu passar incólume por Judas e ainda Pedro, a pedra da Sua futura Igreja, o traiu antes que o galo cantasse. E hoje a traição continua incorporada na animalidade irracional do ser humano que mata, escravisa e massacra por ambição ou pelo simples prazer de dominar e ter poder.
Por isso gosto das lições da história; porque a cada instante nos mostram os buracos do caminho que insistimos em cair. Em suas páginas aprendemos que a verdade, ainda que tardia, prevalece, mas infelizmente sempre à custa de muito sofrimento. Aprendemos também que traidores sempre existiram impulsionados pelo interesse. O traidor tem a falsa impressão de que se associando ao inimigo estará a salvo da pobreza ou da perseguição. 
Contudo, posso, sem sombra de dúvida, garantir ao leitor que a grande culpa do sacrifício extremo dos heróis - a perseguição, a prisão ou a morte - pode ser atribuída ao medo e à falta de apoio daqueles por eles defendidos. 
Vai aqui portanto um alerta, uma vez que até as pedras já sabem, que, se perdermos nossa única e, talvez, última chance de moralizarmos o Brasil com o apoio, trabalho duro, legal, limpo e apolítico do Juiz Sérgio Moro, da sua Equipe de Procuradores e da Polícia Federal levaremos certamente mais de um século para nós livrarmos da insanidade política, da ladroeira e do assédio oportunista do comunismo Russo-Soviético, com o objetivo de fazer do Brasil e da América Latina um quintal de idiotas e medrosos, apenas aptos a obedecer e pagar as contas sem reclamar.
Não façamos de Sergio Moro mais um herói morto! O apoiemos fortemente e sem medo, para que os ladrões culpados da pobreza de muitos brasileiros sejam exemplarmente punidos. Aos candidatos a ditadores comunistas façamos que ouçam o Brado Retumbante de um povo que deseja, quer e precisa ser livre e feliz. "Mais vale morrer em liberdade do que viver de joelhos"; assim disse o pensador. 

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO