APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará adiante foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles foi publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE, o semanário mais antigo de São João del-Rei, minha terra natal. Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas produções. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta desmotivado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance páginas adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias. Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que não tenha, a seu tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .
Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética imoral na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir. O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. Gritos sem ecos representam uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita-se.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

COMO VAI ACABAR O CAPITALISMO?


COMENTÁRIO SOBRE REFLEXÃO PUBLICADA NA REVISTA PIAUÍ EDIÇÃO OUT/2014; DA AUTORIA DE WOLFGANG STREECK; SOCIÓLOGO ALEMÃO, DIRETOR DO INSTITUTO MAX PLANCK PARA O ESTUDO DAS SOCIEDADES.


Sao Vicente de Minas, 23 de janeiro de 2015


 Caro professor Wolfgang Streeck, assim que li na revista Piauí, edição 97/outubro, reflexão intitulada: “COMO VAI ACABAR O CAPITALISMO?” da sua autoria, estou tentando abrir espaço na agenda diária para lhe enviar um feedback, o que, afinal, todo autor, escritor e pensador como o senhor mais deseja, principalmente num país que poucas pessoas colecionam entre seus hábitos, o da leitura.

Não sei se por coincidência – a vida tem dessas coisas inexplicáveis – ou talvez, porque o assunto seja recorrente e esta na pauta dos pensadores contemporâneos a todo o momento, outro dia li e também comentei reflexão intitulada – “A ESQUERDA ENCAPUÇADA” publicada pelo filósofo e professor Ruy Fausto, que por outras linhas apresentou nesta mesma revista, edição 99/dezembro, tese convergente com suas opiniões, porém embutidas numa inteligente crítica sobre livro publicado pelo filósofo, escritor e também professor Paulo Arantes, cujo título é: “O novo tempo do Mundo e Outros Estudos sobre a Era da Emergência.”

Para começar, preciso deixar claro que não sou radical de direita, nem de centro, nem  de esquerda. O por-quê da afirmação é que assim estou me blindando diante do seu prejulgamento – ou perante o de outros que venham a ler este comentário – contra o velho preconceito, o qual desqualifica maliciosamente todos os defensores do capitalismo-neoliberal ou acusadores do marxismo-comunista autoritário. Logo os caracterizam como imperialistas, fascistas, aproveitadores, destruidores da natureza e contrários à ascensão dos pobres.

Costumo sim, afirmar que sou do direito, sedento por justiça e pela emergência da verdade. Assim também sou sofredor diante do teatro de mentiras que desde os tempos da guerra fria armou-se, à sombra da utopia marxista, a fim de dourar a pílula e enganar incautos, ignorantes e “idiotas úteis”; tomando de empréstimo a afirmativa do professor Olavo de Carvalho, meu ídolo e guru.

Creio que o senhor deva estar pensando o que significa, pra mim, ser do direito. Logicamente o sentido esta explicito, não havendo nada mais a justificar. Entretanto, o direito ao qual aqui me refiro está plenamente inserido no nosso tema e goza de vertente pouco mais larga encaixando-se exatamente na pergunta que pulula em qualquer mente mediana.  O que as teses lunáticas preconizadas por Marx e constantemente enriquecidas por uma avalanche sem fim de seguidores, há quase quinze décadas, plantaram de positivo para a humanidade a não ser ditaduras sanguinárias, sedimentação da pobreza, corrupção, nepotismo, radicalismo e terror? Não há na história exemplo de que a pergunta não proceda! A União Soviética espatifou-se, salvando-se apenas os capitalistas milionários amigos dos falsos comunistas assassinos, que um dia depois do desmantelamento daquele império já estavam aplicando seus milhões sujos no mercado de capitais europeu e americano. Cuba, é o que é; não carece maiores considerações; apenas que, segundo os mentirosos filósofos marxistas, continua ilha da fantasia de onde todos querem se escafeder, mesmo ao alcance das bocarras dos tubarões famintos, apenas porque têm medo de ser feliz. A China, só depois que abriu as pernas para o capitalismo, se ergueu. A Koréia do Sul já deixou sua irmã comunista do Norte na poeira há cinqüenta anos. A Alemanha Oriental virou um lixo descartável para muitos alemães que não queriam pagar a conta das burradas dos paranóicos da Cortina de Ferro. A Venezuela esta batendo o bico no chão naufragando num mar de petróleo. Outras republiquetas bananeiras da América Latina, como sempre, no caos ou a caminho, apenas proporcionam dividendos para os seus ditadores comunistas e suas gangues. Salve-se o Uruguai, o único dos nanicos que, por enquanto vem caminhando bem, graças ao Sr. Mojica, o ex-guerrilheiro comunista, cujo amadurecimento lhe aparou arestas, amainou a ambição que ainda aparelha o caráter dos demais colegas e assim, transformou-o num cavalheiro pobre que anda de fusquinha, deve nada a ninguém e certamente estará em paz com seu travesseiro. Oportunamente observo, que apesar de pouco maior que alguns países da America Central, o Uruguai até tem direito de ser pobre em vista da exigüidade das suas dimensões territoriais e das limitadas riquezas naturais. A África, essa coitada, continua na mesma situação de “Pasto Universal”, segundo classificação do antológico poeta brasileiro Castro Alves. Os marxistas comunistas expulsaram os capitalistas de lá para continuar chafurdando na lama da miséria deixada pelos expulsos. Com apenas um gravame: seus senhores ditadores comunistas carrancudos, elite negra como os demais irmãos pobres, transformaram-se, com orgulho indômito, em fornecedores de commodities para abastecer os mercados capitalistas imperialistas, conforme qualificação pejorativa dos comunistas, também imperialistas. E a Argentina? Essa nem é bom lembrar, pois não caberia aqui sua história de derrotas sucessivas protagonizadas por governantes malandros, cheios de ginga e conversa pra boi bolivariano comunista dormir.

Na sua bela exposição há uma alusão à “legitimidade da democracia”, quando se refere ao período pós-guerra. Ali o senhor acertadamente afirma que “a premissa central era que os Estados fossem capazes de intervir nos mercados e corrigir seus resultados, no interesse dos cidadãos.” Então parte para uma série de lamúrias relativas à desídia desses mesmos Estados, corporificadas no aumento crescente das desigualdades em contrapartida ao formidável acúmulo de riquezas em poder das minorias privilegiadas. Penso que esse possa ser considerado o âmago de toda sua exposição, uma vez que o resto apenas pairou sobre esse orbe lhe dando, ora consistência, ora o contradizendo. Aqui é que devo enfatizar novamente meu gosto pelo direito, que, como foi dito, seria a capacidade de enxergar as coisas como elas são sem distorções malévolas. Então lhe pergunto: quando e onde a democracia deixou de ter legitimidade? O senhor sabe melhor do que eu que nunca! E se perdeu algo, não foi a legitimidade, mas o respeito e a observância dos princípios da igualdade, da fraternidade e da solidariedade por parte de quem? Não será dos mesmos falsos democratas que se incumbiram de programá-la, viabilizá-la e conservá-la? Um brilhante na lata de lixo não perde a legitimidade por estar onde esta! Ademais, onde se encaixa nesse jogo a segunda via, a marxista; projetada para tapar os buracos cavados pela primeira, quando imaginou o deificado Estado paternalista, igualitário, paraíso onde não há proprietários, porque os bandidos comunistas montados no Estado sempre se apresentam como provedores e donos de tudo e de todos?

Caro professor, vou bater na mesma tecla usada para o professor Fausto. Penso que nossas faculdades de ciências sociais – inclusive aquelas onde os senhores privilegiados da elite capitalista se formaram; francesas, britânicas ou americanas – estão precisando introduzir psicanálise no currículo, a fim de capacitar seus futuros brilhantes pupilos a entender o ser humano não só pelo estômago, mas também como funciona seu mundo esquizofrênico, paranóico e mesquinho, o mesmo em que vivem os governantes do planeta.

A psicanálise os ensinaria que o ser humano é competitivo por natureza, por isso é predador eficiente e perigoso. Precisa da liberdade para desenvolver suas potencialidades, mas que essa tão decantada condição, para não ser transformada em libertinagem e privilégio de alguns, requer também "Estados capazes de intervir nos mercados e corrigir seus resultados". Mas, Estados são seres inanimados, entidades existentes apenas no liame da imaginação e dos acertos internacionais, seja através da paz ou da guerra; então a quem caberá cumprir a premissa preconizada pelo senhor? Ao sujeito humano, incorrigível, desonesto, cruel, irresponsável e mais tantos adjetivos negativos quanto a lembrança possa alcançar?

Mais à frente há outra afirmativa da sua lavra, a qual previne que “devemos pensar a aproximação do fim do capitalismo sem nos comprometermos em responder à pergunta sobre o que colocar em seu lugar.” Peco-lhe desculpas; aí houve um escorregão monumental da sua parte no que tange à realidade. Devemos, portanto, segundo sua avaliação, continuar a filosofar para o nada, esquecendo a velha máxima que o futuro promissor e melhor deva ser projetado no presente? Como os humanos poderão melhorar se não houver projetos baseados nos erros e acertos do passado e do presente?

Escorregou ainda mais feio – aí o escorregão é de todos vocês – quando aponta suas baterias contra as grandes corporações, como que se o capitalismo fosse composto apenas por elas. Claro que não é segredo para alguém que as grandes corporações transnacionais geram pouco mais de 15% dos empregos no planeta por vários motivos que não vem ao caso agora tratar. O resto é gerado por pequenas empresas, cumprindo as mesmas regras válidas para as grandes - uma injustiça cruel - localizadas no interior, muitas vezes em fundos de quintal, até clandestinas, administradas por famílias pacatas, sem nenhum status econômico e que, na maioria das vezes, nem se lembram que o demônio capitalista existe. Pois é aí, nesse vasto universo desconhecido e desprezado, que se localiza a profícua fonte tributária que enche os cofres não só dos simpáticos ao capitalismo, mas também de certos bolivarianos comunistas, como é o caso do Brasil. Lembro que os senhores intelectuais da esquerda têm prestado um péssimo serviço a esses empresários pequenos e pobres, que foram transformados em ricos só porque possuem uma casa e um carro, muitas das vezes financiados a custa de altíssimos juros, e, no máximo, podem a cada ano desfrutar uma viagem à praia com amigos ou manter filhos estudando na capital numa universidadezinha vagabunda. Esta na hora dos senhores tomá-los como exemplo de força de trabalho útil, talvez uma boa saída para a salvação do capitalismo. Ao trabalho digno desses heróis anônimos há no texto bela alusão que lhes fazem justiça, como  também ao capitalismo responsável, à qual o senhor se referiu assim: “O capitalismo não se baseia no desejo de ficar rico, mas sim na auto-disciplina, no esforço metódico, na administração responsável, na devoção sóbria a uma vocação e a uma organização racional da vida.” Os capitalistas justos e sóbrios sempre usaram dessa via para construir sua imagem de honestidade e competência, nada compatível com a malandragem reinante nos grandes conglomerados internacionais. Muito bonita e real a afirmação, também em harmonia com a via do direito ao qual me refiro. Alias, conduta que ensinamos aos  nossos filhos, quando lhes preparamos para administrar suas vidas com dignidade e respeito.

Não gosto de generalizações, mas vou arriscar uma. Todos os intelectuais da esquerda (padres, filósofos, sociólogos, antropólogos) nutrem verdadeiro ódio pelos Estados Unidos e nunca ouvi ninguém alertar que este é uns pais que em pouco mais de 100 anos se transformou na maior potência do mundo. Será que pelas benesses do comunismo? Terá sido por obra e graça de algum santo protetor de esquerda? Seria porque simplesmente sabem explorar os pobrezinhos do mundo melhor que ninguém? Ou porque abriga um povo obstinado pelo trabalho, que valorizou e valoriza a educação, a ordem, a organização, a democracia? Costumam dizer que são imperialistas e pressionam as nações pobres. Até posso concordar em parte, entretanto nunca me esqueci do que meu velho pai dizia: - “Não deixe a janela aberta que entra ladrão.” Nós pobrezinhos sempre fomos governados por bandos seculares de quadrilheiros de esquerda e de direita, que adoram deixar não só janelas, mas também portas abertas, a fim de que o ladrão amigo entre; enriquecem a custa da inocência popular e depois vendem imagem satânica de quem trabalha e é eficiente, como pretexto para faturar eleições.

Num outro parágrafo referente aos Estados Unidos o senhor preconiza sua eminente derrocada, quando deverá ser substituído, como máquina de fazer dinheiro para os capitalistas, pelo Brasil, Rússia e Índia; graças às vastas extensões territoriais e potencial natural a explorar. Tenho sessenta anos de idade, mas estou certo de que os meus bisnetos não verão isso acontecer. A Rússia continua e jamais deixará de ser o paraíso da KGB. Breve haverá outros substitutos para o célebre e exibido czar atual. Sua política prioritária continuará sendo a de assustar vizinhos com o velho costume de expandir territórios atropelando fronteiras estabelecidas há décadas e até séculos. A Índia e sua população gigantesca e pequeno território em termos proporcionais, um estado cuja ignorância endêmica não é efeito colateral, mas catalisador; uma espécie de ingrediente da cultura, característica folclórica e até orgulho nacional; ainda esta longe de tomar rumo certo para o alcance desse auspicioso objetivo. E o Brasil, esse gigante eternamente adormecido, agora surfando nas ondas do Foro de São Paulo comunista e nos devaneios histriônicos do imperador analfabeto Lula da Silva, carregando sua gigantesca horda de ignorantes indisciplinados revoltados contra tudo e contra todos, não me parece estar plantando nada de positivo para substituir a potência bem dirigida, disciplinada, organizada e obstinada pelo sucesso.

Sobre a besta capitalista norte americana o senhor ainda alude à violência dos que se sentem prejudicados pela sua sombra e ao eterno risco a que esta exposta. Os Estados Unidos são um país civilizado e democrático, mas convém que lembremos que cutucar a onça com a vara curta costuma dar errado. O senhor se lembra quando o Japão invadiu traiçoeiramente o Hawai matando covardemente militares e civis dormindo e desprevenidos. Pois é, aquilo lhe valeu duas bombas atômicas no lombo e mais de 200 mil mortos. O dia que um presidente mais genioso resolver fazer o mesmo, passando por cima do Congresso ou até mesmo apoiado pelo mesmo, muito sangue correrá e seus inimigos se lembrarão que eram felizes e não sabiam.

Outro dia fui convidado a palestrar para alguns alunos do segundo grau de certa escola, missão cujo tema era: “A importância da empresa para a sociedade”. Imagine como comecei a aula! Caros amigos, por favor, olhem ao seu redor, inclusive a roupa que vestem seus corpos; lembrem-se do alimento que tomaram hoje pela manhã e apontem alguma coisa que não tenha sido transformada, manipulada ou distribuída por uma empresa. Todavia, empresas são como Estados, entes magníficos, mas sem alma, pois nós seres humanos somos quem a emprestamos. Por trás dessas máquinas de produzir progresso e viabilizar a vida, há homens/mulheres sonhadores, empreendedores, livres, dedicados; pensando vinte e quatro horas por dia, criando, projetando, enfrentando a concorrência, pagando altos impostos, gerando riquezas – esse demônio que tanto incomoda os falsos marxistas – e delegando ao Estado a missão de fazer aquilo que muitos não fazem e outros fazem parcialmente: “intervir nos mercados e corrigir seus resultados, no interesse dos cidadãos.” Eu, substituiria o verbo “corrigir” por outro mais apropriado e mais democrático: mediar.

Concordo com sua afirmação de que o capitalismo seja um fenômeno histórico, entretanto discordo que terá fim. Quando e caso isso aconteça, terá chegado ao fim a humanidade, pois a cargo de quem estará o desenvolvimento os remédios para nos livrar da extinção da vida no planeta? Tanto o professor Fausto como o senhor são unânimes em afirmar que a continuar o atual ritmo de consumo ou, se, pelo menos, metade dos excluídos fossem incluídos, o planeta não agüentaria tamanha exploração. Aí estou de acordo, entretanto posso garantir que as universidades, grandes laboratórios de biomédica e engenharia da sustentabilidade mantidos pelo capitalismo já têm desenvolvidos adiantados estudos de como reverter a situação ou pelo menos amenizá-la. Tenho dúvidas que em Havana ou qualquer outro pais miserável comunista o mesmo esteja acontecendo.

Permanecendo nessa linha de raciocínio há ainda outra questão sem resposta que os filósofos da esquerda; religiosos e laicos não apresentam solução, pois quando o tema vem a tona aproveitam para faturar dividendos políticos ideológicos. Calcula-se que a continuar o atual ritmo de crescimento demográfico o planeta terá por volta de 10 bilhões de almas em alguns anos. Diante disso cabe a crucial pergunta? Haverá maneira de brecar a saturação da natureza com o atual ritmo de crescimento populacional? Todos sabem que não! Não por culpa do capitalismo, mas da desídia das sociedades que temem tratar do tema, por preconceito, ignorância ou má fé. No entanto a preocupação centra-se apenas nos satanases capitalistas que só pensam em lucrar, enquanto a própria física diz que ocupação de espaço é potente divisor. Todavia, tente o senhor defender um eficiente controle de natalidade, principalmente para os pobres. Vão crucificá-lo de cabeça para baixo e dirão: - então que capem os ricos! Mas quem dirá isso não serão os pobres que sonham em brecar a fertilidade a todo custo. Serão os falsários da esquerda, ricos como os ricos aos quais pejorativamente se referem, muitas das vezes ocupando empregos públicos bem remunerados pagos pelos pobres ao Estado ladravaz de esquerda ineficiente e incompetente; primeiro a maltratar os pobres com baixo retorno corporificado em serviços públicos de péssima qualidade.

Senhor professor Wolfgang, haveria muito mais considerações a fazer sobre as virtudes e pecados da sua tese, mas vamos parando por aqui. Peço desculpas pelas divergências e críticas ao seu trabalho e pensamento e lhe garanto a boa intenção de contribuir com o aprimoramento das idéias partindo do abandono de modismos ideológicos que ao ganharem status de moda, passaram a ofuscar a verdade muitas das vezes esquecida por ignorância ou conveniência.

Forte abraço! Continuarei a segui-lo na midia.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O BIG BROTHER BRASIL 2015 APRESENTA A PIOR AUDIÊNCIA DE TODAS AS EDIÇÕES.

O BBB 2015 APRESENTA A PIOR AUDIÊNCIA DE TODAS AS EDIÇÕES.
O POVO BRASILEIRO ESTA ACORDANDO!

(Abaixo veja reflexão sobre a notícia acima publicada na mídia)

O povo brasileiro esta acordando coisa nenhuma! Prova cabal foi o circo armado nas ultimas eleições pelos bandidos oficiais e engolido pelo povo. Aliás, me excluo dessa, porque nunca assiste a um minuto de Big Brother e não voto em partido comunista, nem se Cristo for o candidato, uma vez que a historia demonstra que os comunas vermelhos são burros, incompetentes, desonestos e sanguinários.

O BBB esta em declínio por um fenômeno natural conhecido no mundo do marketing como "saturação". A causa é simples: não há novidades e o único apelo: sexo - também esta em saturação - As pessoas precocemente já o conhecem e a coisa maravilhosa e cheia de surpresas e prazeres se banalizou., tornou-se um arroz com feijão ao alcance de qualquer Joãozinho e Joaninha de dez anos de idade, a qualquer hora, em qualquer lugar. Pior ainda é o comércio do sexo e mentiras, falsidades, desentendimentos, polêmicas; um teatro de mau gosto protagonizado por artistas de terceira classe, cheios de bunda e músculos, porém vazios de massa cinzenta.

O voyeurismo praticado e admirado por muitos através de possantes binóculos e janelas indiscretas é um bom exemplo, porem a graça, se existe, consiste na surpresa, na aventura, na chantagem. Melhor exemplo são os inconsequentes paparazzis dos grandes tablóides, sempre à procura de um flash comprometedor.

Contudo, o BBB com suas loiras saradas, seus gays exasperados e seus Adônis bombados (correto seria bombeados) é nada, significa nada, não passa de um mercado de anunciantes dispostos a pagar milhões por um minuto na ribalta e por telefonemas a custo de alguns reais, mas que somados, semanalmente apresentam arrecadação suficiente para pagar os aloprados e os custos totais do show de mau gosto. Os cofres e os balanços da grande rede de televisão agradecem de coração!

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O ELEFANTE, A MATEMÁTICA E O ESTADO GIGANTE

O ELEFANTE, A MATEMÁTICA E O ESTADO GIGANTE.

            Certo biólogo, um daqueles que dedicou toda a vida na épica missão de conscientizar sobre a necessidade vital de proteger o frágil equilíbrio dos ecossistemas naturais, depois de muita luta, conseguiu do governo autorização para manter sob sua guarda, tratamento e reabilitação à vida selvagem, animais doentes vitimados por caçadores e traficantes. Então, transformou sua propriedade rural, um espólio de família, em mini zoológico. Animais vinham de todos os lados. Quase diariamente chegavam aves exóticas, pequenos macacos, repteis e felinos. Sua vida se transformou num sacerdócio de luta e dedicação diuturna a tantos e preciosos pacientes. Não havia maior alegria que a de assistir à soltura de um trio de araras tagarelas ou à partida desconfiada de um felino rumo ao seu lar natural.
            O custo era alto; remédios, alimentos balanceados, pessoal especializado, combustível, mão de obra de apoio, custos fixos. Grande parte dos recursos eram garantidos por duas organizações não governamentais (ONGS) estrangeiras. O resto, oriundo de repasses de origem oficial e doações de amigos, nem sempre constantes e suficientes para garantir o grau de excelência exigida nas inúmeras ocorrências, era o que salvava a contabilidade do vermelho. A fim de melhorar pouco mais o orçamento, outra saída encontrada foi abrir o espaço para visitação popular e uso em pesquisas acadêmicas nas áreas concernentes à biologia e à sustentabilidade natural; de modo que com essas fontes, nem sempre certas e bastantes, iam-se administrando a vida, os sonhos e a sorte de tantos e tão importantes elementos da vida natural.
            Até que num belo dia, um circo, que aportara numa cidade vizinha, sofreu grande incêndio que sacrificara a vida de todo o plantel artístico, menos a de Jumbo, o elefante. Tratava-se de espécime indiano importado e amestrado para exibições no picadeiro. O gigante, dócil como um cãozinho, faltava falar; abraçava o amestrador com a tromba, jogava futebol, assentava num banquinho e até cruzava as pernas; abaixava-se respeitosamente para aplausos e até sabia quantas melancias sobrariam se tirassem cinco da dúzia que devorava a cada dia.
            Não havia quem encontrasse defeito no paquiderme artista, a não ser a fome insaciável que brotava nas suas entranhas a cada novo dia. Seu dono e amo, diante dos revezes do sinistro pictórico, não mais podendo arcar com tamanha despesa, não teve alternativa, senão a de deixá-lo temporariamente hospedado no zoológico vizinho.
            Dr. Laerte, o biólogo apaixonado, ao vê-lo com aquele olhar de despedida em cima de um caminhão estacionado a sua porta, não titubeou em aceitar o novo hospede, sem, ao menos, medir as conseqüências, que não tardariam. Jumbo custava toda a verba da semana num dia e não tardou para que o herói dos bichos se lembrasse que matemática e paixão não combinam. O orçamento apertado não contou com novos reforços e a solução foi diminuir o quinhão dos pacientes menores e aumentar o preço dos ingressos da visitação.
            No principio tudo se foi tenteando! Pela novidade todos pagavam com boa vontade, menos o governo que não quis tomar conhecimento da nova realidade e as ONGS que queriam o mamute para outro destino, sem falar no resto dos animais, que, com menos alimentação e assistência, passaram a apresentar novas ziquiziras provenientes das deficiências alimentar e medicinal[1] . E ainda para confirmar o velho ditado de que "azar dá em cachos" o publico pagante começou a ralear assim que a maioria conheceu Jumbo e suas graças perderam a graça.
            Até que por fim, traumatizado e muito triste, Laerte se viu obrigado a ceder às exigências do equilíbrio contábil, baixar a cabeça e desfazer-se do gigante mambembe. Então, convocou seu velho dono, que sumira. Diante disso enviou- o para o Canadá, sob a proteção e cuidados do zoológico  de Toronto.
            A história verídica relatada acima escolhi para exemplificar o que acontece, quando o Estado se mete a empresário e a dono dos destinos dos cidadãos. À medida que se envolve nos vários setores produtivos, se agiganta e se transforma num elefante sem graça, burro, caro e autoritário! Diferentemente do zoológico que não tinha mais como ser justo com os demais, o Estado Elefante busca recursos no bolso da sociedade aumentando infinitamente a carga tributaria, para equilibrar suas contas à custa do desequilíbrio na vida dos mais pobres e mais fracos. 
            Conclui-se portanto, que quanto menor for o Estado e quanto menos interferir na maquina produtiva, maior será o crescimento da justiça social tendo como efeito colateral positivo o aumento da eficiência. Ao Estado não cabe a missão de competidor e jogador no mercado, mas tão somente a de normatizador do mercado, no sentido de salvaguardar espaço democrático para atuação do maior número de concorrentes. Somente assim haverá maior pulverização de recursos e oportunidades na base da pirâmide social e a pobreza será gradativamente extinta com sustentabilidade ou seja, sem a atuação do Estado Elefante ineficiente como padrasto dos pobres e comprador de votos de cabresto.
            Todas as nações ricas [2] contaram com a atuação útil do Estado no inicio do processo de industrialização, na construção de gigantescas e caras infra-estruturas, tais como: usinas hidrelétricas, siderúrgicas, portos, ferrovias, rodovias; quando o setor privado não existia ou ainda não apresentava potencial suficiente para arcar com pesados investimentos.  Mas, à medida que se fortaleceu e ganhou condição de investir de igual para igual com o Estado, coube a este se afastar, mantendo-se apenas como juiz do jogo; somente empenhado em investir em educação de qualidade, saúde de alto nível e na garantia de um regime democrático que não roube do cidadão sua preciosa liberdade de viver com qualidade por sua conta e risco, sem depender de esmolas oficiais.
            Governos tendentes ao totalitarismo defendem o Estado Elefante, dono de inúmeras empresas estatais. Diante dessa política errônea encaixa-se a pergunta: quem são os grandes beneficiados com a ineficiência das Estatais Elefantes mantidas com os impostos populares, enquanto a sociedade, principalmente os mais pobres, sofrem com a baixa qualidade da infra-estrutura?
            Gigantescas e sensacionais campanhas eleitoreiras oportunamente criam e incentivam espécie inútil de patriotismo de palanque, a fim de incendiar os ânimos nacionalistas do povo com frases de efeito, tais como: "O petróleo é nosso!" "A XPetróleo é do povo!". "Abaixo a privatização!"             
            Verdade que qualquer recurso natural, inclusive o petróleo, é propriedade da sociedade, quando se encontra em território a ela pertencente; no entanto a empresa que o explora pode ser de qualquer um, menos do Estado; alias melhor que assim seja. Nossos devem ser os recursos arrecadados com altos impostos pagos por aquela que compra o direito de explorá-lo. Nossos devem ser os empregos por ela gerados. Nossos devem ser os investimentos em infra-estrutura de saúde, segurança, educação e transporte, que o governo terá condições de fazer melhor com os recursos que sobrarão ao deixar de ser dono de Elefantes sem graça, caros e ineficientes. 
            Quando o povo brasileiro puder entender que privatizar não significa traição à pátria, nem inferno astral, uma vez que privatizadas as estatais deixarão de ser cabides de empregos, tocas do nepotismo para os poderosos ou fontes de pagamentos de favores políticos, o Estado deixara de ser Elefante Caro e a sociedade será mais justa, porque terá menos pobres dependentes de esmolas eleitoreiras.


ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.





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 [2]

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

RESPOSTA AO FILOSOFO E PROFESSOR RUY FAUSTO

AQUI ELOGIO O PROFESSOR RUY FAUSTO PELA BELA CRÍTICA AO LIVRO: "O NOVO TEMPO DO MUNDO e OUTROS ESTUDOS SOBRE A ERA DA EMERGÊNCIA" DA AUTORIA DO FILÓSOFO PAULO ARANTES. PARABÉNS PROFESSOR!


          Caro Professor Ruy Fausto, na qualidade de assíduo leitor da Revista Piauí, tive a grata satisfação de degustar com os olhos e a alma sua belíssima reflexão critica, intitulada: A ESQUERDA ENCAPUÇADA – as cegueiras do niilismo neomarxista de Paulo Arantes.
            Confesso que ultimamente, quando me deparo com títulos referentes às esquerdas, passo pagina adiante, por não mais agüentar tanta baboseira e perda de tempo. Intermináveis batidas na mesma tecla, num uníssono cansativo que chega a humilhar e subestimar a inteligência de qualquer mortal portador de mínima cultura histórico-político-filosófica. Então depois do Lulismo e agora com seu aprofundamento rumo ao abismo das veleidades petistas e femininas na esteira do Dilmismo – uma vez que este nunca se rebaixou para aquele, talvez por pura encenação; vale menção – ficou mais difícil roer o osso duro carregado de discursos dissimulatórios e silogismos fabricados no quintal cubano/leninista, para enganar incautos e ignorantes úteis.
          Em vista disso, seu texto fez-me delirar de satisfação; um prazer quase sexual perpassou as entranhas por vários motivos: Primeiro e mais importante, ler alguém da sua compleição cultural e prestigio acadêmico criticar outro considerado no mundo das academias marxistas como dono da verdade, principalmente para aquele bando de jovens impetuosos e ignorantes aos quais o senhor se refere na conclusão. Segundo, por ver e ouvir com os ouvidos da alma a palavra proibida “comunismo” grandemente evitada pela mídia e pelos pelegos e filósofos mal intencionados, que vendem um peixe sem cabeça para os neófitos, a fim de que jamais, nem pelo menos, se lembrem de recorrer ao auxilio do pai dos burros ou da wikipédia, para aprender e entender que por atrás dessa fumaça azul,  houve e ainda há muito fogo vermelho queimando e matando milhares de inocentes proibidos de pensar e sonhar.
          Hoje sou um jovem de sessenta anos, um pouco mais escolado do que quando nos vinte ou trinta. Segundo ditado que vi e li em algum lugar, ser de esquerda quando jovem é compreensível, mas continuar esquerdizado, esquerdizando (no sentido do exercício da doutrinação) ou esquerdizando-se depois dos quarenta é no mínimo burrice ou má fé. Como o senhor deixou claro naquelas linhas e entrelinhas tão bem escritas, a utopia, que norteou Marx, o sonhador; na minha opinião um vagabundo beleza, que nunca deu duro para sobreviver, continua tão viva na cabeça da pelegagem sindicalista, ora venal, ora idiota; como também e muito mais grave, ornando teses de intelectuais e acadêmicos na sua maioria encarregados da condução de veículos de formação da opinião pública. Impressiona tanta dissimulação, irresponsabilidade e falsidade diante de fatos que a história registrou, que estão ai nas prateleiras de qualquer biblioteca e que os caras fazem questão de desconhecer, desconsiderar ou até negar. Inacreditavelmente afirmam que comunismo só existe na cabeça da direita imperialista, é coisa do passado, assim como Cuba é um paraíso do qual todos sonham fugir, porque têm medo de ser feliz. Terceiro, pelo reconhecimento e afirmação que conquistas tecnológicas, que tanto bem fizeram e fazem à humanidade, no tocante ao aumento da produtividade e da eficiência, como também pelo simples desfrute do prazer, não podem ser consideradas vilões da história, culpadas pelas injustiças sociais e pela miséria ainda existente e dominante em muitos quadrantes do planeta. E quarto, porque simplesmente vi nas suas reflexões a exata opinião que sempre tive dos marxistas Time Square. Me senti vingado!
          Qualquer intelectual de meia tigela é capaz de reconhecer que o capitalismo empreendedor, pesquisador, perscrutador, faz parte da alma humana na sua inerente ânsia de conquista. Que sem essa característica jamais o ser humano teria chegado aonde chegou. Que os homens/mulheres são animais em constante competição por espaço e alimento como quaisquer outros e que a razão nem sempre é capaz de prevalecer sobre o ímpeto de destruir para dominar. Que cabe ao Estado de Direito, civilizado e democrático o ultra dever de mediar relações, aparando arestas, punindo culpados com rigor, investindo fortemente na educação e em ferramentas para incentivar o empreendedorismo, assim forçando rumo no sentido da total eliminação dos abismos sociais. Penso que deva estar faltado no currículo das faculdades de filosofia uma matéria que atende pelo nome de "psicanálise".
          Sei que corro risco de magoá-lo e desde já me desculpo. No entanto, urge que intelectuais, como o senhor, formados no seio do capitalismo e agraciados por suas benesses consideradas privilégios de poucos, acordem para a realidade e parem de assentar sobre o próprio rabo para criticar outros. O mundo sempre esteve cheio de falsos Cristos salvadores da humanidade, todavia se esquecem que o verdadeiro abandonou sua condição de Deus e assemelhou-se aos mortais para lhes mostrar o caminho da verdade e da solidariedade. Entretanto seus falsos fac-símiles, nascidos em berços de ouro, continuam por aí assentados em escritórios refrigerados vendendo e ensinando justiça, ganhando acima da média dos mortais, sempre vestidos de cordeiros e escudados por teses que eles mesmos são incapazes de vestir a camisa e morrer por elas na mesma lama onde imperam as injustiças às quais criticam sem apresentação de soluções. Quando apresentam, tratam-se de propostas simplistas, populistas e utópicas.
          Os grandes e lendários pensadores do passado, há três ou quatro mil anos atrás, baseados nos revezes que afligiam as sociedades daquelas épocas, enunciaram criticas e soluções tão concernentes à realidade humana que pode-se dizer pensaram o futuro, uma vez que mudaram-se costumes e valores, mas a alma humana nunca mudou e nunca mudara. Surpreendentemente, as dezenas de pensadores contemporâneos nada enunciam de novo, bastam-se em vôos circulares, que não levam a lugar algum; sempre debruçados em teses pequenas, superficiais, enunciadas muitas das vezes por mentes insanas, que jamais funcionaram e nunca vão funcionar devido a sua excessiva teorização, sempre desconectadas da realidade pragmática da vida.
          O mundo acadêmico marxista claramente esta vivendo uma inversão de valores. A filosofia, não desconsiderando sua importância como elemento aprimorador do ser humano, sempre foi ciência periférica e neste patamar deve permanecer, pois do contrário, correrá o perigo de se tornar pura e inútil utopia, uma vez que ninguém pode viver comendo, morando e trabalhando num éden filosófico capaz de alimentar, manter e proteger o corpo, este elemento fugaz, impuro, fraco, mas necessário para a existência.
          Veja o senhor, quanto tempo perdido em analises inúteis sobre as manifestações de junho/julho/2013! Quais soluções apresentaram? Já li mais de cem teses a respeito daqueles acontecimentos. Os pensadores precisam deixar de enxergar demônios onde apenas existem problemas solucionáveis com boa vontade e competência. O povão foi às ruas, porque esta de saco cheio de tanta miséria, da vida difícil, da enganação, da exploração. Só isso! Black Blocs foram plantados pelo governo marxista, para amedrontar manifestantes pacíficos, tira-los das ruas e das manchetes, com o objetivo de dar boa lição nos capitalistas inúteis, improdutivos vagabundos, credores do Estado inepto, como também nos bancos que não financiam as gastanças estatais e não cumprem as leis ditadas pelos donos do poder. E a polícia? Essa também não serve para nada, a não ser bater em vagabundos violentos, quando depredam o patrimônio privado, a fim de premeditadamente desvalorizar seu trabalho em atendimento aos objetivos do FORO DE SÃO PAULO. Análises mais análises inúteis, fúteis, efêmeras, para vender revista e fazer fama não levam a lugar algum e daqui a seis meses todo mundo já esqueceu. Falta pragmatismo aos nossos pensadores contemporâneos. Quem precisa de análise são os governos bolivarianos instalados nas republiquetas miseráveis da América Latina; salientando-se que a velha estratégia maliciosa de culpar os gringos pelos nossos infortúnios não cola mais.
               Há anos tive um professor no estágio de engenharia têxtil que costumava dizer: - “não me tragam problemas, tragam-me soluções.”. Gosto disso e guardarei para sempre nos alfarrábios da memória, por isso me é tremendamente difícil compreender essa gente que, depois de tanto estudo e conhecimento, ainda continua apresentando problemas sem saber como solucioná-los, apenas acusam e criticam quem trabalha, madruga todos os dias, paga impostos altíssimos; mergulhado num mar de inconstâncias e incertezas criadas e patrocinadas por governantes ineptos, corruptos, mal intencionados, comprometidos unicamente em mentir no sórdido intuito de destruir valores solidificados, a fim de dominar e abiscoitar o poder para deleite próprio e dos comparsas; assim como acontece nas sociedades patrimonialistas, às quais o senhor não se cansou de mencionar em suas reflexões.
          Alguém em sã consciência pode imaginar um país como o Brasil, com todas as suas potencialidades, prejudicado por um governo fisiológico de esquerda, carregado de elementos rancorosos e raivosos, lobos vestidos de cordeiros, aliados a todo tipo de ditadores e ideologias conspiratórias e dominatórias antidemocráticas? Claro que pode, pois esta aí para qualquer idiota ver. Entretanto, o que vendem são essas teorias “Arantianas” – segundo sua própria definição – cuja cereja do bolo é a violência cinzenta para conquistar o que? A derrubada do capitalismo? A destruição da democracia? A derrocada dos Estados Unidos? A dominação bolivariana que coroe republiquetas latino americanas? O fim da miséria e da injustiça social? Nada disso! Na verdade, o que querem é poder. Um bando de invejosos incompetentes ou espertalhões mal intencionados, tratando de desvalorizar as uvas maduras dos outros, para colhê-las depois no conforto dos seus iates, assim como acontecia na União Soviética e ainda acontece na China, na Rússia, em Cuba, na Koréa comunista, nos Califados decaptadores e em outros cantos obscuros que nem merecem menção.
             Caro professor, não tive a gloria de estudar filosofia a fundo como o senhor e o Arantes, mas não temo lhes afirmar: - conheço os Estados Unidos e a França, onde os senhores se formaram e a todo instante lamento Deus não ter-me feito americano ou francês, com perdão antecipada aos meus pais que muito amei e ainda amo sua memória. – À Pátria? Hoje sou um apátrida, estou cheio dela e da sua hostilidade! Não lhe devo satisfação! – Americanos e franceses são povos felizes, ricos, cultos, considerados, respeitados. Há distorções? Há inferno astral? Claro, há? Mas nada comparável aos nossos puleiros sujos, enlameados, baixos, desprotegidos, sem esperança aqui do submundo. Conheço dezenas de latinos – cubanos, brasileiros, mexicanos, argentinos, venezuelanos – que tiveram a sorte de ultrapassar fronteiras rumo à civilização capitalista democrática "cruel", segundo a malandragem marxista, e lá encontraram a felicidade verde como o dólar a brilhar nos olhos, no estômago, antes vazio, e na cabeça, antes cheia das burradas e bravatas autoritárias dos nossos governantes incompetentes para governar, mas competentes para mentir e se locupletar de carniça humana.
                Boa sorte para o senhor professor e que Deus continue o iluminando no combate aos intelectuais estrábicos, que só sabem trazer problemas e que gostam, tanto quanto todos os mortais, da boa vida em democracia e com os bolsos bem cheios de dólar e euro ou até mesmo reais desvalorizados.

                Forte abraço! 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

REAVALIANDO VELHOS CONCEITOS

REAVALIANDO VELHOS CONCEITOS
               
                É natural, quando nos referimos ao tempo meteorológico, o uso dos antônimos – bom e ruim – para avaliar um dia de sol ou chuvoso. Injustamente nos acostumamos a classificar a chuva como algo ruim que atravanca a mobilidade ao trabalho, ao lar, às férias, às folganças de um esperado fim de semana ou ainda, quando a chuvarada se transforma numa borrasca furiosa com potencial para destruir.
                Céu azul, sol e brisa fresca? Isso sim; é a personificação da bondade, da segurança, da paz, do sossego, do bom papo com amigos, de noites marchetadas de estrelas e luar para dar o indispensável toque romântico.
            Certamente seja por isso que nós brasileiros gozamos da fama de ser um povo alegre, feliz, descontraído, musical; pela única certeza de que Deus seja um ilustre e bondoso conterrâneo. Então, na criação do planeta foi severo com muitos povos, quando permitiu que conturbações naturais fizessem tremer o chão, montanhas intransponíveis cuspissem fogo e fumaça tóxica, tremores destruíssem casas e matassem em segundos, tsunamis inundassem a terra, furacões transformassem a suave brisa em dragão que rodopia a centenas de quilômetros por hora e nevascas enregelantes desolassem e transformassem tudo em paisagem inerte, monocolor, improdutiva, inóspita; apenas suportada pelos espécimes mais preparados e adaptados à fome ou à hibernação. 
                Contudo algo esta acontecendo de novo; um fenômeno extremo para mostrar aos brasileiros que o velho ruim, pode ser o novo bom. Que, certamente, Deus não deva estar tão satisfeito com seu pimpolho preferido, o Brasil brasileiro bolivariano comunista. Quem sabe pela reprovação aos atos bestiais que ora emporcalham as páginas da nossa história, pelo desrespeito institucionalizado à moral, pelo laicismo governamental insistente e institucionalizado ou até mesmo pelo desprezo que grande parte da sociedade brasileira vem demonstrando contra a moralidade e o respeito a ícones religiosos milenarmente cultuados e respeitados?
                Mamãe costumava dizer que – “entre o céu e a terra há segredos que ninguém entende e pode explicar, portanto cautela e caldo de galinha nunca fez mal a ninguém. Na incerteza;  ajoelhe-se e implore a Deus, que Ele poderá ouvi-lo, se mereceres”
                Não estou aqui para discutir se mamãe era visionária ou carola, no entanto, penso que é chegada a hora da supressão das referências “bom e ruim” para referir-se a algo que esta aí para baixar o topete dos homens e mulheres que pensam que tudo podem. A seca imprevisível esta na medida certa para que a sociedade brasileira se lembre que nossos irmãos nordestinos sofrem com o flagelo da seca há mais de três séculos, um fenômeno perfeitamente contornável em nações sérias, mas que aqui na Pátria de Deus a solução nunca aconteceu, porque nossos governantes são experientes no uso da ignorância para abiscoitar o poder. Portanto tornou-se temerário rotular com pejorativos desprezíveis e discriminatórios aqueles que migram para o sul correndo da indústria da seca, da fome e da miséria. 
             É preciso estudar história e aprender que o sofrimento é boa ferramenta para incitar a solidariedade humana e que um pouco mais de respeito à moral e ao próximo seria bom caldo de galinha; que vida boa não se faz só de sol, céu azul e ociosidade, mas também da boa chuva que molha a terra fazendo germinar a vida, lembrando que Deus e a natureza não podem ser  tratados como política, nem objeto, nem propriedade privada, nem cabo eleitoral, mas como algo sagrado, que precisa ser preservado e respeitado. 

ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO

   

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

MENSAGEM DE ANO NOVO A DILMA ROUSSEFF

Desastrada presidenta, esta de pêsames o Brasil pela sua recondução ao poder por meio do ilusionismo assistencialista exploratório, do estelionato e da mentira, pregados na parte mais inocente e carente da sociedade. Minhas condolências aos cidadãos explorados pela alta carga tributaria, inclusive os pobres. Minha solidariedade aos jovens que herdarão uma nação marcada pelo embuste e pela traição. Minha angustia pelas gerações futuras que lerão paginas sujas da sagrada historia de um povo e de uma nação secularmente explorados por tantos mercenários sedentos de sangue e de poder. Minha compaixão pelos velhos, que no fim da vida, sao penalizados pela certeza de que pelo resto dos seus dias haverá humilhação, dor, pobreza e consequente baixa qualidade de vida.

E passada a hora de vossa excelência compreender que uma nação de 200 milhões de habitantes e um território de 8 milhões e meio de quilómetros quadrados não é Cuba. Que as coisas por aqui são muito mais complexas e que governar nesta terra não pode e nunca vai ser tão simples que seja possível se impor pela bravata, pela cooptação e pela ditadura. Que os tempos sao outros diferentes daqueles, quando as  nações eram ilhas cercadas pela desinfomacao e isoladas pela distância. Que hoje um traque mal cheiroso poderá se transformar numa nuvem negra de conturbações e prejuízos irreparáveis. Que toda marolinha tem potencial para se transformar num tsunami.

Quando sair de manha para trabalhar, deixe em casa o mimetismo, ora se apresentando como coitadinha, ora como torturada sofredora, ora como inocente que nunca sabe de nada, ora como amiga e solidaria a ditaduras sanguinárias, ora como desconhecedora das inconfidências do FORO DE SAO PAULO e da UNASUL comunista, que de democracia e liberdade nada entendem, nem preconizam.

Deixe de lado a falsidade e conte para a sociedade o que essas bestas comunistas estão tramando por trás dos bastidores, a fim de se implantar uma ditadura comunista no Brasil e na America Latina, que todos sabem não vão funcionar, assim como não esta funcionando na Venezuela, na Argentina e no nosso Brasil quebrado, humilhado, desacreditado; coincidentemente governado pelos democratas que defendiam e ainda defendem teorias comunistas soviéticas e a recuperação do que foi perdido na Cortina de Ferro do leste europeu, cuja ação somente trouxe sofrimento, miséria, atraso   e vergonha para aquelas nações e seus povos.

Espero que em 2015 ponha a mão na consciência, descarte o autoritarismo, deixe de lado também a ideologia inútil e embusteira; lembre-se que só com trabalho honesto, planejamento, democracia educação de qualidade, respeito às conquistas históricas positivas e aos outros poderes da república os homens/mulheres poderão alcançar a liberdade e a felicidade. Jamais se esqueça que associações com amigos piores que nós nos desqualificam. Nos sexagenários aprendemos isso com papai e mamãe! Lembra-se?