APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará adiante foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles foi publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE, o semanário mais antigo de São João del-Rei, minha terra natal. Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas produções. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta desmotivado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance páginas adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias. Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que não tenha, a seu tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .
Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética imoral na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir. O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. Gritos sem ecos representam uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita-se.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



terça-feira, 25 de junho de 2013

ÍNDIOS A VISTA! ONDE ESTÃO OS COWBOYS?



ÍNDIOS A VISTA!   ONDE ESTÃO OS COWBOYS?

            Desde a chegada da esquadra capitaneada pelo aventureiro Pedro Álvares Cabral às costas da Terra de Santa Cruz que os donos da terra pelados com a mão no bolso foram vistos como hostis à intenção daqueles salteadores barbudos de rapinar tudo que pudessem em honra da fidelidade a Sua Majestade, o Rei de Portugal.
            Como não tinham condições de enfrentar um exército de silvícolas, muitos deles canibais, bem armados e bons conhecedores da terra estranha, usaram a tática dos visitantes simpáticos, que apenas queriam amizade, um mergulho nas águas cristalinas e uma bela noite bem acordado com as mulheres solteiras.
            Essa foi a porta de entrada para seguintes passos que completariam o encantamento pelas novidades tecnológicas jamais vistas nas matas atlânticas que se estendiam como um oceano verde a milhares de milhas náuticas em todas as direções a  oeste, norte e sul. Machadinhas de ferro com capacidade de corte dezenas de vezes superior às de pedra, espelhos que imitavam caretas e risos, armas que cuspiam fogo pela boca, água de cheiro e cavalos que corriam como raios cortando distâncias em frações de tempo.
            Anestesiados por esses encantos banais, os índios descuidaram da vigilância, relaxaram e, quando acordaram, toda a sua zona de conforto estava sendo arrestada numa avalanche de destruição exploratória e descaracterização cultural, que se estenderia por mais de três séculos, ou seja: desde o último ano do século XV até o primeiro quarto do século XIX; uma odisséia de 322 anos.
            A história da humanidade é recheada desses prólogos onde os protagonistas sempre foram ganhadores e/ou perdedores. Aqui no Império Português de Além Mar nada aconteceu diferente e os ameríndios simplesmente ocupam o lado perdedor. Suas vastas terras, juntamente com seu idioma e sua cultura se perderam no tempo diante da introdução de valores europeus, dentre eles a ânsia expansionista exploratória e a paixão pela religiosidade cristã.
            É nesse viés de imposição cultural e econômica que as nações indígenas americanas deixaram de existir em proveito de outras que brotaram nos seus escombros, sendo o Brasil e todos os países americanos exemplos reais de antropofagia entre nações. Certamente, se os europeus tivessem se preocupado em preservar a cultura local, jamais houvesse acontecido o florescimento de novas nações com suas peculiaridades culturais e idiomáticas.
            Nesse contexto histórico o Estado Brasileiro somente passou a existir a partir da proclamação da Independência em setembro de 1822, fator importante na conclusão de que todas as determinantes do processo de predominância sobre os antigos ocupantes da terra já estavam impostas, ou seja: os índios não perderam a guerra contra o Brasil, mas para os colonizadores portugueses e, portanto, Portugal foi o Estado protagonista da sua tragédia.  Obviamente nos últimos 190 anos de soberania do Estado Brasileiro sobre a região não se estancou o processo de interferência e destruição da cultura indígena, entretanto é importante que se reconheça a verdade estabelecida historicamente: o modelo dominatório foi uma política estabelecida pelo reino de Portugal.  
            O Estado brasileiro poderia ter revertido o processo destrutivo com o estabelecimento de algum tipo de política sustentável na relação com as civilizações indígenas? Sim poderia; entretanto é preciso que se entenda que não há negociações consensuais sem perdas de ambas as partes. Nessa ótica, quais seriam as concessões que a Nação Brasileira estaria no passado disposta a aceitar? Tal dúvida nunca foi considerada por nenhum governante e certamente se houvessem concessões ainda haveria hoje inúmeras nações indígenas soberanas dentro do território nacional. Nesse caso, o território brasileiro seria uma totalidade marchetada de pequenas ilhas territoriais indígenas soberanas aonde a grande nação brasileira não teria jurisdição alguma; uma situação inviável e inaceitável no âmbito do valor soberania.
            Penso que o Brasil deve revestir sua política de domínio territorial com status de direito intangível e inegociável, ainda que os índios mereçam consideração como seres humanos e proteção como patrimônio histórico nacional. Contudo, é inadmissível que o processo de desenvolvimento seja interrompido ou sequer retardado em atendimento a interesses de bolsões populacionais rebeldes ao passo desenvolvimentista. O Estado de Direito prevê proteção ao direito de propriedade desde que esse não redunde em prejuízo aos interesses maiores da coletividade. Do contrário a propriedade privada deve ceder espaço aos interesses coletivos e deverá ser desapropriada, ainda que através da força policial, se necessário intervenção militar, cabendo ao agente desapropriante ressarcir com propriedades de igual valor ou em moeda corrente, de modo a viabilizar novas aquisições em igualdades de condições.
            A construção da Usina de Belo Monte é um exemplo dos arranhões que a soberania, a segurança nacional e o ritmo de progresso do Brasil vêm sofrendo com a ação beligerante e terrorista de algumas tribos indígenas. Diante de interesses menores de uma pequena coletividade indígena, que deveria ser e estar submetida aos interesses nacionais, assim como todos os outros cidadãos, a nação brasileira porta-se como refém e de joelhos frente à ação maliciosa de indígenas já inseridos na arte dos truques e golpes característicos da sociedade tida como civilizada. Por que os índios devem ser tratados com tamanha tolerância? Na esteira desse raciocínio deveríamos desocupar o Brasil e devolver o território aos antigos donos, aqui estabelecidos séculos antes da chegada de Cabral!
            Em resposta à intrigante questão interpõe-se a contradição da postura política do governo social comunista brasileiro. Enquanto o marxismo é contra os latifúndios capitalistas, mesmo produtivos, e nossos comunistas petistas obviamente acatam essa idéia utópica; por que algumas tribos indígenas com poucas centenas de indivíduos já considerados perfeitamente integrados à vida civilizada precisam de centenas de milhares de hectares de terras virgens, ricas em recursos naturais, que muitas nações populosas do mundo não dispõem? Afinal quem são os donos da terra? O Estado Brasileiro herdeiro do extinto Império Português descobridor e desbravador ou alguns povos indígenas que só querem a terra para explorá-la através do extrativismo predatório, tacanho e entreguista a interesses exploratórios estrangeiros?
            Várias Ongs nacionais e internacionais e outras entidades ligadas à pastoral da terra pressionam para que o governo amoleça nas suas intenções desenvolvimentistas ou até desista dos projetos de construção de novas usinas na Amazônia. Qual postura o governo adotará ninguém pode prever?!... Certamente titubeará e colocará a batata quente nas mãos do Supremo Tribunal Federal, que numa visão antinacionalista, no passado, já entregou a outras tribos milhares de hectares de terra da reserva indígena Raposa Serra do Sol; uma gleba maior que muitos países, riquíssima em recursos naturais, cujos limites se estendem até as bordas da fronteira internacional com a Venezuela; local onde o Brasil ficou condenado a exercer parcialmente sua soberania, que mal pode controlar quem e o que entra e sai e onde os outros cidadãos brasileiros só podem circular com autorização dos índios.
            No meu entender as autoridades responsáveis estão cometendo um grave erro, pois, índios brasileiros não devem ser paparicados, mas aculturados segundo a cultura brasileira, submetidos aos mesmos deveres e direitos comuns a todos; contudo, ao que parece, a moda pegou e novamente teremos outra nação indígena soberana limitando a jurisdição e a autonomia da nação brasileira sobre seu próprio território.
            Portugal estava certo. Posse do território é como ninho abandonado de jacaré; lagarto ladrão vem e come os ovos.
           
ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

VÂNDALOS URBANOS X VÂNDALOS INDIOS. QUAIS OS PIORES?

VÂNDALOS URBANOS X VÂNDALOS ÍNDIOS – QUAIS OS PIORES?

Temos assistido alguns vândalos infiltrados dentre os manifestantes pacíficos. Segundo os próprios manifestantes, trata-se de bandidos e saqueadores, uns querendo forra com a polícia e outros apenas roubar.
Eu, como sempre gosto de analisar as imagens visíveis para enxergar as invisíveis ou talvez, entender melhor como funcionam os sentimentos humanos e suas influências no desenvolvimento social.
A primeira conclusão a que podemos chegar baseia-se na prisão de um jovem de 20 anos, de classe média, estudante de arquitetura. Um vândalo com perfil diferente dos demais. Por que tanta violência por parte de um jovem teoricamente sem motivos? Em minha opinião todos nessas horas têm motivos de sobra para protestar pacifica ou violentamente.
Qual de nós brasileiros não gostaria de poder quebrar a cara dos bandidos e ladrões que hora nos governam? Vidraças, portas, vitrines e barricadas representam as caras de pau sem vergonha que gostaríamos de quebrar. Afinal somos donos de tudo isso e há muito temos tido nossa vida e nossa democracia destruída pelos vândalos da nossa dignidade.
Quem teria mais motivos para se revoltar; o jovem estudante de arquitetura da classe média ou um favelado, viciado, que nunca teve uma escola digna, cujas famílias fazem parte dos milhões de excluídos no apartheid nacional? Penso que os dois, cada qual inserido dentre os limites dos invólucros emocionais, psíquicos e ambientais aos quais estiveram sujeitos durante o processo de formação da sua personalidade e do seu senso de justiça.
Nossos vândalos urbanos, favelados ou patricinhos, estão sendo identificados, fichados e teoricamente terão que pagar pelos prejuízos causados ao patrimônio publico e com certeza os safados governamentais vão usa-los como bodes expiatórios para amedrontar o resto da turba.
Contudo, enquanto a imprensa cuida agora dos últimos acontecimentos urbanos, lá nas matas amazônicas e em outros pontos menos distantes, índios vândalos se dão ao direito de incendiar propriedades produtivas legalmente apropriadas e documentadas.
Quem vai puni-los? Qual a diferença entre vandalizar um patrimônio público e um privado? Quem vai arcar com as despesas da reconstrução?
No primeiro caso seremos todos nós pagadores de impostos. E na segunda situação; quem ressarcirá os prejuízos privados, de quem trabalha, paga impostos absurdos e constitucionalmente deve ser protegido pelo Estado?
Silvícolas são considerados incapazes diante do Estado brasileiro e não podem responder criminalmente pelos seus atos. Gozam de um status de patrimônio nacional ou, para entendimento, talvez se assemelhem a uma espécie de neurótico herói de guerra; ícones que merecem preservação psíquica, cultural e material.

Perguntas:

1) O Estado Brasileiro, governado pelo PT há dez anos e inspirado pela Teologia Comunista da Libertação cumpre seu papel previsto em lei diante das partes em questão?
2) A lei de proteção aos índios esta adequada a nova realidade global e nacional capaz de alterar comportamentos nos quatro cantos do mundo, inclusive dos índios, cuja minoria ainda vive em estado social primário? O que em outras palavras significa que quase não há mais tribos cujos índios vivam inocentemente, no meio do mato, sem nenhuma contaminação cultural do mundo exterior, que não lhes tenha acendido a ânsia pelo lucro e pelo golpismo malicioso dos civilizados.

Diante da gravidade das questões sem respostas, penso que a sociedade deve absolver os vândalos indígenas e urbanos; patricinhos ou favelados e condenar o Estado Brasileiro e seus políticos irresponsáveis, que não se preocupam com os dilemas que fustigam a vida da sociedade e atrasam o progresso social, cultural e econômico da nacionalidade


p/ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO..

sexta-feira, 14 de junho de 2013

IMPORTANTE AULA SOBRE SOCIAL COMUNISMO



                                                                                                                  (autor desconhecido)

Um professor de economia disse que havia reprovado alguns poucos alunos em seu tempo de magistério, até que certa vez reprovou uma classe inteira.

Esta classe em particular havia insistido em que o social-comunismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse: “Ok; vamos fazer uma experiência comunista nesta classe”. “Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.” Todas as notas serão concedidas com base na média da classe.

Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria
ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um "A".

 
Depois de calculada a média da primeira prova todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a segunda média das provas foi "C". Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi "D".

Posteriormente, as notas não voltaram a patamares mais altos, mas as
desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina... Para sua surpresa.

O professor explicou: "a experiência comunista não foi positiva porque se a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto isso."

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a
prosperidade do mais rico;

2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;

3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;

4. AO CONTRÁRIO DO CONHECIMENTO, É IMPOSSÍVEL MULTIPLICAR A RIQUEZA TENTANDO DIVIDI-LA;

5. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa
trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação."

CONCLUSÃO: 
Essa é uma verdade comprovada historicamente, porque o ser humano funciona assim. Não adianta querer implantar um sistema que contrarie a fórmula original do homem/mulher. Por isso o sistema comunista não pode ser democrático, não funciona, não é eficiente, não divide porque não tem para dividir e empobrece a nação. (em negrito minhas palavras)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ÉTICA, DESENVOLVIMENTO, EQUILÍBRIO E DEUS.



ETICA, DESENVOLVIMENTO, EQUILÍBRIO E DEUS.
            
           Na última edição provamos através de uma equação matemática simples que a humanidade esta numa encruzilhada. À primeira vista há duas alternativas: Pára de se multiplicar ou estará caminhando a passos largos em direção à sua extinção e, talvez, da vida como um todo.
            Uma das questões que sempre implicou a ciência moderna é o fenômeno da vida. A terra poderia ser um planeta estéreo como tantos outros a sua volta e nada seria diferente na organização física interplanetária. É questão indiscutível para a ciência que a vida é um fenômeno independente, que num determinado momento surgiu e desde então entrou em processo evolucionário que se mantém até o presente. 
            Existem duas correntes filosóficas discutindo esse assunto e cada uma lutando para encontrar razões que legitimem suas teses: os criacionistas, que defendem o princípio de que Deus é o responsável pela entrada da vida no cenário terrestre e os evolucionistas, que, por outro lado, defendem a possibilidade dos primeiros seres unicelulares terem chegado vindos de outros cantos do universo e aqui, encontrando condições favoráveis, se multiplicaram e originaram todos os seres vivos, inclusive os vegetais e até o homem/mulher. Transportados em que, também existem muitas hipóteses, que não cabe nessa reflexão discutir.
            A vida, portanto, é fruto inexplicável, mas o que se sabe é que desde sua criação ou chegada vem se mantendo através de uma sensível dinâmica que tem como pedra fundamental o equilíbrio. Darwin se imortalizou quando disse que: “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Em outras palavras a vida se mantém pela vida. Onde não há vida é porque ela foi extinta ou nunca existiu. As espécies, pela ótica evolucionista parecem mesmo estar num processo evolutivo, mas é causa pétrea e indiscutível o fato de que se nutrem umas das outras.  O homem, nos primórdios da sua existência, também foi parte dessa corrente, até que, pela sua capacidade de raciocinar, domesticou alguns tipos de animais, aprendeu a cultivar e criou processos de transformação e defesa estranhos ao equilíbrio e à lentidão naturais; procedimentos que tiveram como conseqüência a introdução de uma vertente paralela e estranha aos elos da corrente natural.
            Esse paralelismo, ao longo do processo da evolução tecnológica cresceu demais pressionado pelo acelerado aumento da população humana e passou a interferir e até sufocar fortemente o equilíbrio natural. Os cientistas se apercebendo disso e conscientes de que era chegada a hora de tomar providências para minimizar impactos irreversíveis criaram o termo “sustentabilidade” que nada mais é que a percepção da necessidade de adaptar e submeter as ações humanas ao equilíbrio dos elos da corrente dos sistemas vitais.
            Aí surge o grande problema: como fazer isso em tempo? Um documentário sobre o aquecimento global produzido em 2009 por uma importante universidade japonesa atestou que nos últimos oitenta anos a sociedade industrial emitiu em gás carbônico e metano o equivalente ao que a natureza emitiu em duzentos e cinqüenta milhões de anos isso sem contar os desmatamentos nos remanescentes de floresta tropical e gigantescas queimadas ao redor do globo.
            O papa Bento XVI, em sua Encíclica Spe Salvi, extremamente preocupado com o molde desenvolvimentista atual declara que: “O progresso oferece inéditas potencialidades para o bem, mas ao mesmo tempo abre possibilidades abissais de mal que antes não existiam”. O fato que cobre de razão a afirmativa papal é que a humanidade nunca se preocupou com a ética no processo de desenvolvimento. Os parâmetros desenvolvimentistas precisam de uma boa revisão no seu conceito de lucro pelo lucro puro e simples sem mínima preocupação com o organismo Terra.
            Existem dezenas de preleções com o intuito de definir Ética. Se observarmos bem, todas carregam em si a mágica do equilíbrio. Pessoalmente gosto de defini-la como: a arte de viver pensando nas conseqüências que nossas iniciativas poderão causar ao elo ao nosso lado; o outro. Entretanto - o outro - poderá estar ao nosso lado, ser nosso filho, nossa mãe ou cônjuge; mas também poderá estar viajando pelo cume do Everest em forma de gotícula d’água que daqui a alguns meses cairá na sua plantação de alfaces carregada de partículas ácidas que poderão lhe causar um belo câncer no estômago.
            Certa vez um sábio na sua posição reflexiva viu passar uma mulher grávida e se aproximando dela perguntou: - Por que você esta grávida? Ela sorrindo, acanhadamente respondeu: - Porque quero ter um filho. Ele então retrucou: - Você já pediu licença à natureza? Ela lançou outra pergunta: - Quem é essa? Ele respondeu: - É aquela mesma que dá vida àqueles pássaros que todas as manhãs passam por aqui em busca de comida e os alimenta sem que nada plantem. Você tem sementes e onde plantar sem destruir os insetos que alimentam aqueles pássaros? O velho sábio lhe deu uma lição de ética auto-sustentável, que a natureza tem de sobra e a humanidade tem de menos ou nunca teve.
            A sociedade humana, estrábica sob a lente do orgulho e do poder esnobe, esta embarcada na certeza de que o homem é dono de tudo, por isso não se apercebe que a natureza é uma corrente fechada e auto-sustentável aonde o homem não cabe e é mero estranho. Ou seja, não fazemos parte desse contexto vital e virtuoso, portanto nossa ausência não faria a menor diferença. Somos dispensáveis e não fazemos parte dos elos naturais. Nossa reinserção no contexto depende de que voltássemos ao velho estágio neandertal, quando nossos antepassados viviam nas cavernas e caçavam para sobreviver.           
            O mundo científico geralmente exila no campo da loucura os estudiosos que se rendem à existência de um criador. Mas não posso deixar aqui, do alto dessas reflexões, além de me emocionar, também de me colocar ao lado dos loucos. Por que e para que estamos aqui? Eis a questão que nos leva à queda num abismo de dúvidas, que jamais terão respostas a não ser pela fé na existência de um propósito ultra-inteligente, que se reserva o direito de ficar calado e nos reserva o dever de respeitar. Somos no universo a única e minúscula criação capaz de raciocinar e agir por livre e espontânea vontade. Quem nos delegou essa capacidade, de onde veio nosso espírito pensante, quem o fez e qual seu propósito? Será que os super dotados do Vale do Silício têm a resposta? Neste ponto da reflexão os criacionistas e evolucionistas se vêem obrigados a se dar ar mãos e a se abraçarem carregados de dúvidas que convergem para um único ponto forte universal.
            Vimos então que não fazemos parte dos elos naturais, mas, sem sombra de dúvida, somos elos que nos ligam a um ser supremo de alta razão. Diante de tamanha responsabilidade, a humanidade, que precisa parar de produzir novos divisores, deve parar de produzir novos elos da corrente superior e universal? Claro que não. Mas também claro é que reproduzir pelo simples prazer de ver o outro saído de você é banal demais diante da perfeição universal. É preciso haver ética na decisão de se reproduzir respeitando-se o equilíbrio e procurando respostas para a sábia questão: Você tem ou terá de onde tirar o sustento do seu outro sem agredir um círculo fechado que nunca foi seu e ao qual nunca pertenceu? Se a resposta for positiva, reproduza; se não, Deus o perdoará. Infelizmente nenhum de nós, na caótica conjuntura global tem tido argumentos fortes e verdadeiros para afirmar que sim, ainda que a nossa condição seja a de rico ou pobre. Acho que é passada a hora de reduzirmos os divisores; a boa ética recomenda!
            Quanto ao surgimento frenético de novas necessidades criadas pelo marketing e pelo modismo deve-se considerar que esta é uma forma de produção antiética, porque quem, para construir também precisa destruir o que não lhe pertence, não esta construindo, mas apenas trocando pedras de lugar. No final este esforço terá resultante zero e levará a humanidade à condição de predadora de si própria, nada condizente com o super-espírito inteligente que a criou.

ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

CAPITALISMO OU COMUNISMO? QUAL O MELHOR?



                               CAPITALISMO OU COMUNISMO? QUAL O MELHOR?

Há dois tipos de timoneiro: aquele que leva o barco rumo certo e o que o conduz para o abismo. Todos os timoneiros comunistas, que se lançaram como libertadores das garras do capitalismo se guiaram por uma falsa compulsão messiânica e apaixonadamente gritaram aos quatro ventos que intencionavam promover a igualdade social. Mentira, porque a história comprova que sua maior competência era para o empobrecimento das nações onde atuaram com suas mãos de ferro. Eles se esqueceram que o ser humano precisa do capitalismo, porque ele esta afinado com sua natureza livre, questionadora e desbravadora. Só em liberdade, bem educado e informado o homem/mulher é capaz de criar, produzir e se defender dos falsos messias.

O capitalismo selvagem não é problema do sistema em si; trata-se de uma distorção cuja causa provém da insensibilidade, da cumplicidade ou da incompetência dos governantes. Assim como o socialismo/comunismo nunca seguiu a receita básica de igualdade comunitária, porque os falsos salvadores do povo nunca salvaram ninguém, a não ser a própria pele; invariavelmente abandonando o povo à deriva no mar da pobreza e da ignorância, sob a égide do ódio, da forra e da divisão social baseada em privilégios para os camaradas. A União Soviética comunista se esvaiu na miséria e na ingovernabilidade depois de setenta anos de ditadura comunista. Os países dominados e cercados pela cortina de ferro se empobreceram e Cuba, o último bastião comunista, vende uma falsa idéia de prosperidade, enquanto o mundo inteiro sabe que a ilha esta caindo aos pedaços, a massa popular sonha com a democracia e seus ditadores apenas esperam a suspensão do embargo americano ou que as comunas um dia conquistem a América Latina, para que continuem vivendo do parasitismo que sempre os manteve desde os tempos da guerra fria. A China, precisou do capitalismo para se reerguer e seus timoneiros sabem que mais cedo ou mais tarde o dragão vai rugir. Haverá guerra e rios de sangue correrão, mas a liberdade emergirá, porque esse é o curso natural que a história corrobora.

A sociedade humana pode estar sob qualquer orientação política, independentemente de capitalismo, socialismo ou comunismo, no entanto, se não estiver comprometida com a verdade e com a linha divisória entre eu, você, e nós nada funcionará bem. As injustiças atribuídas ao sistema capitalista brotam na incapacidade de respeitar o espaço do outro, assim como também vivem bem forte na cabeça dos timoneiros comunistas, que precisam usar da força ditatorial, para se impor sobre a natureza livre da sociedade. Em resumo; o melhor sistema é aquele que mais respeita as liberdades individuais e os direitos básicos do ser humano de se educar, de se informar, de se movimentar, alimentar, procriar e ser protegido pelo Estado. A isso chamamos "Estado de Direito" e é com esse que devemos caminhar rumo ao futuro, se é que assim desejamos.

Nossos atuais governantes na verdade não estão comprometidos com a democracia, nem com o Estado de Direito e, muito menos, com o progresso do Brasil e do povo brasileiro. Apenas usam do discurso messiânico para conquistar votos. Seu maior compromisso é com a ideologia Marxista Comunista, com o ditador Fidel Castro e com as delícias do poder absoluto sem a fiscalização da imprensa livre, sem tribunais independentes e isentos do protecionismo aos amigos e sem nenhum controle sobre o engrandecimento de suas fortunas.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.