APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará adiante foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles foi publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE, o semanário mais antigo de São João del-Rei, minha terra natal. Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas produções. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta desmotivado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance páginas adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias. Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que não tenha, a seu tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .
Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética imoral na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir. O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. Gritos sem ecos representam uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita-se.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



sexta-feira, 31 de maio de 2013

CARTA A AÉCIO NEVES, CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DO BRASIL



CARTA ABERTA A AÉCIO NEVES!    
           
            Caro Aécio, um dia depois do tão anunciado e esperado anúncio do PSDB, veiculando abertamente em horário nobre sua candidatura à presidência da república, o amigo deve estar em suspense para saber qual o nível da repercussão alcançada. Posso lhe garantir que foi das maiores, pelo menos junto a grande parcela da população brasileira, que não agüenta mais tanta bravata aquecida com o ardor dos tapas na cara que os quadrilheiros governamentais diariamente nos aplicam sem a menor dor de consciência.
            Os bandidos oficiais parecem estar certos de que nada pode lhes acontecer, uma vez que o poder lhes absolve e tudo permite, ainda que a sordidez e a baixeza das suas ações seja contrária a todo e qualquer valor ético, moral, constitucional e até cultural. Nunca se viu no Brasil tanta criatividade para a bandalheira! Os cidadãos conscientes estão a se perguntar em quais manuais nossos homens de governo, aos quais um dia confiamos nossas vidas, buscam tanta inspiração para o crime e golpes contra o Brasil e seu povo?!... Nem Maquiavel, talvez inspirado por mil demônios, fosse capaz de preconizar tamanha ignomínia contra um povo, com potencial para enlamear sua história e jogá-la em pedaços fétidos no esgoto da latrina da vergonha.
            Caro amigo, somos co-partidários e até tenho grande orgulho de fazer parte das fileiras do PSDB,  mas posso lhe garantir que não sou  homem cuja consciência política se move por  qualquer filosofia partidária. Sou contra esse procedimento e acho que os valores intrínsecos, que devem rotular a decisão do voto são endógenos e assim devem partir de dentro da pessoa que se propõe à candidatura ao cargo diretamente para nossa percepção de excelência. Em outras palavras: a nossa confiança deve nascer do reflexo do caráter do candidato; consubstanciado no seu passado, na sua estrutura familiar, na característica positiva do seu pensamento, na sua postura sóbria, na sua cultura, no seu compromisso com a verdade, com a moral, com a ética e ainda na coerência da sua vida pública com seus ideais políticos e filosóficos de desenvolvimento perene e sustentável.
            Em assim sendo acredito que sua candidatura seja a melhor. Dentre os demais candidatos sua historicidade é a mais rica e, principalmente, sem manchas contra a dignidade do povo e a imagem do nosso Estado de Minas, nem da Câmara dos Deputados e, agora, na sua passagem pelo Senado Federal; ainda não o vimos a pares com aqueles senhores mandraques cada qual com sua cara de pau tão grande quanto a falta de vergonha na cara.
            Aécio, outro dia me expressando aqui nesse mural, afirmei que gosto de estar envelhecendo, porque nesse passo do tempo vejo aclarar à minha frente a consciência plena que antes não tinha sobre a vida e o mundo. O envelhecer é um delicioso farol que vence a escuridão antes indissolúvel. Espero que suas impressões sejam tal qual as minhas, agora, quando já também faz parte do esquadrão de cinqüentenários.
            Ambos conhecemos boa parte do mundo e sabemos o quanto esse país Brasil, no qual, com a graça de Deus nascemos, é melhor que outros tantos. Ambos sabemos também que, se ainda não atingimos o cume do desenvolvimento, ao lado das grandes nações, é por culpa exclusivamente dos nossos governantes mais afeitos à politicalha, ao conluio, ao interesse próprio, ao enriquecimento ilícito do que com o progresso e bem estar do povo; somente se lembrando disso em vésperas de eleições. 
            As torrentes da modernidade mesmo que não queiramos invadiram corações e consciências para o bem e para o mal. Os pobres, que antes eram mansos e conformados com a situação miserável, que pegavam no crucifixo e oravam quando seus filhos choravam de fome; agora pegam em armas e vão às ruas assaltar, batem em professores, quebram escolas, traficam armas e drogas, pintam a cara, jogam pedras, incendeiam; certamente pela falta de perspectiva, pela desilusão, pela falta de opção ou mesmo movidos pelo turbilhão da revolta numa sociedade cruel que secularmente só sabe olhar para o próprio umbigo.
            O Brasil e seu povo não mais querem nem precisam de governantes comprometidos com filosofias retrógradas que pregam comunismo, socialismo de centro de direita ou de esquerda. Essas são utopias do século passado que não deram certo em lugar nenhum. O Brasil quer ser governado por um homem comprometido com a verdade cuja única bandeira é a educação, o investimento maciço em infra-estrutura e a redução do tamanho do Estado. Não há outra saída! Se não educarmos nosso povo e não reduzirmos o tamanho da pata massacrante do Estado, nosso progresso jamais será sustentável.  Assim aconteceu no Japão, na Alemanha, na Coréia,  na Austrália, nos Estados Unidos no principio do século XX e agora esta acontecendo na China. A cortina da ignorância não pode mais servir de tapume para traquinagens de grupelhos governamentais.
            Para finalizar, tomo a liberdade de lhe dar um conselho: um grande líder precisa saber reunir em torno de si homens capazes de ajudá-lo na arte da governança, mas jamais se deixar influenciar por eles ou seus interesses. Depois de muito estudo e observação das mais diversas opiniões, as  decisões finais devem ser tomadas de preferência no silêncio da noite, quando as maiores conselheiras são a solidão e a consciência.  Nessas horas a responsabilidade não pode e não deve ser dividida com ninguém, mas assumida e até exigida para si. Cabe ao grupo apenas o apoiar e defender.  Aquele que procede assim não deixa sua nação e seu povo à deriva, como alguns que na hora crucial alegam nunca saber de nada e correm o risco de serem rotulados de incompetentes ou farinha podre do mesmo saco.
            Ainda gostaria de lembrá-lo que nossa América do Sul, solo onde se estende nosso berço esplêndido, não deve ser esquecida, mas jamais imitada, principalmente, agora quando os delírios bolivariano-comunistas estão acalorados e destruindo países como a Argentina que já foi a nação mais próspera do continente e hoje se arrasta sob o peso da inflexibilidade de um governo sem personalidade. Se for eleito presidente o povo brasileiro quer o Brasil olhando além mar; a oeste, a leste, a norte e a sul. Chega de correr atrás de amigos que não querem ou não podem ou não aceitam nossa vocação inata pela liberdade, pelo  Estado de Direito e pelo progresso sustentável.
            Essa carta aberta publicarei em todas as redes sociais, a fim de que o mundo conheça seu conteúdo e não o perdoe por eventuais desvios noutra direção, porque não há outra que não seja direto ao abismo. O Brasil não pode prescindir do socorro aos pobres, nem muito menos dos curativos para que se cure a cultural falta de vergonha na cara e atraso por ignorância proposital e burrice epidêmica.  Até os últimos dias da minha vida a publicarei para elogiá-lo ou para criticá-lo no embalo dos seus acertos ou eventuais erros.
            Abraço! Boa sorte! Que Deus nos dê você como presidente da república.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O BEIJO DA SERPENTE ESCARLATE



O BEIJO DA SERPENTE ESCARLATE

            A origem do pensamento comunista remonta às últimas décadas do século XIX e se baseia no instinto rebelde e revolucionário dos dois maiores filósofos pensadores considerados pais do comunismo: Karl Marx e Friedrich Angels. Ambos trabalharam juntos na produção e publicação das duas obras consideradas bíblias do comunismo: “O Manifesto Comunista” e “O Capital”
            A história ainda registra a atuação de outros pensadores de grande importância na égide comunista não só pela contribuição teórica como também pela sua participação ativa em funções de estado: Leon Trotsky, fundador do exército vermelho russo; Vladimir Lênin, importante articulador, foi o primeiro presidente comunista russo e Josef Stalin, tirano, que comandou a Rússia com mão de ferro por 31 anos e é considerado “o expansionista” pela sua fixação em levar as fronteiras do seu país aos limites do antigo império russo invadindo e massacrando inocentes. E décadas depois, outro emblemático revolucionário comunista, cuja missão era salvar o povo cubano das garras do imperialismo americano, surgiria na ilha caribenha e se alinharia aos soviéticos em busca de apoio político, tático e econômico. O típico revolucionário folclórico dado a discursos moralistas de longa metragem e à produção de frases de efeito e com coragem suficiente para dizer que “Cristo foi quem praticou o primeiro ato comunista da história da humanidade, quando distribuiu peixes, pães e transformou a água em vinho”. Só não se lembrou de dizer qual era a marca da metralhadora de Cristo e quantos romanos ela teria fuzilado em seu paredão de fuzilamento.
            O comunismo (do latim communis - comum, universal) é uma ideologia política,  que tem como idéia central promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, onde tudo deve girar em torno da defesa dos interesses das massas populares. Seria fantástico e a sociedade humana estaria um paraíso, se esses ícones não tivessem se esquecido da estupidez do homem/mulher, invólucro imperfeito ao qual eles também estão circunscritos. Quando no poder, jamais conseguiram colocar em prática um só parágrafo do que preconizaram.
            Bakunin, odiado anarquista, espécie de profeta maldito, porque foi capaz de prever o futuro negro do comunismo disse: “Com o comunismo chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana”.          
            Cá pra nós; penso que o melhor critério para o planejamento da vida futura se sustenta em dois pilares conhecidos como: história e estatística. Se a humanidade, quando diante de difíceis decisões primeiramente olhasse pela lente dessas duas ciências, certamente sua coleção de erros seria bem menor.  Afirmo isso, porque não é difícil verificar nos respectivos registros biográficos que esses pensadores, sem exceção foram homens desajustados em algum ponto ou época da sua vida. Para começar, a maioria deles não era descendente de proletários, nunca passou sérias dificuldades na vida, sempre teve oportunidades acima da média das sociedades onde nasceu e se formou e nunca enfrentou jornadas de trabalho que exigissem disciplina, planejamento e respeito aos limites do outro e às metas das corporações; como é normal na vida profissional de qualquer proletário. Pequena leva deles teve origem simples, mas todos, pobres ou ricos, sempre apresentaram o mesmo caráter rebelde, característico de jovens contestadores, arredios à obediência das leis e dos costumes da sua época. Invariavelmente todos foram presos por rebeldia cívica, condenados e depois anistiados pelos governos que severamente criticavam. Em resumo: foram vagabundos bacanas, privilegiados e cultos, agitadores cujo pensamento em nada contribuiu para engrandecer o ser humano.
            Pela ótica estatística a história também condena. Todos que chegaram ao exercício do poder e tiveram oportunidade de colocar em prática o ideário do comunismo salvador, não se saíram bem como governantes, foram altamente corruptos, temidos ditadores, protagonistas de atos característicos do mais alto grau de intolerância contra qualquer um que tentasse contradizer seus caprichos pessoais; em claras demonstrações de sintomas que denotam personalidades masoquistas e pior, deixaram seus países em situações precárias no campo socioeconômico.
            Hoje, estamos assistindo aqui na América Latina e agora, especialmente no Brasil, às vésperas das eleições presidenciais de 2014, o namoro dos nossos governantes com as táticas de abordagem comunista objetivando a conquista do voto das classes proletárias, menos cultas e mal informadas. A história e a estatística, mais uma vez  mostram, que o procedimento já foi largamente usado no passado com resultados positivos. Conquistaram o proletariado pela boca e logo após a instalação do regime salvador, lhes foi imposta ditadura tão ou mais cruel quanto a anterior numa clara demonstração de que o profeta Bakunin estava mais do que com a razão; porque tinha a luz da lucidez acesa à sua frente. Além disso, assisti-se a uma crescente intolerância desrespeitosa à Imprensa Livre e ao Judiciário, dois ícones incontestáveis da democracia e do Estado de Direito.
            Vê-se ainda que a maioria dos movimentos do atual governo são de caráter pontual e midiático, ou seja: escolhem com precisão cirúrgica campos onde percebem haver maior interesse e emoção popular, lançam no ar a temática e a polêmica e depois  se colocam na posição confortável de inocentes salvadores do povo e da pátria. Como, por exemplo, a PEC das Empregadas Domésticas. Campo de acaloradas e polêmicas discussões a um ano e pouco das eleições! Qual oposição não pensará duas vezes antes de discordar, mesmo que seja de mínimos detalhes, diante de uma montanha de milhões de votos em jogo? Obviamente esse é um assunto do mais alto interesse social e é necessário que se faça justiça com a classe trabalhadora tradicionalmente prejudicada, entretanto algo que esta para ser discutido há cinquenta anos, por que impor goela abaixo um problema multifacetado em curto espaço de tempo, capaz de atingir em cheio o equilíbrio financeiro das famílias? O governo claramente não esta se preocupando com ninguém. O que esta em sua mira é abundância de votos.
           
            Estes governantes que estão no poder há dez anos estão cansados de saber que o fluxo dos portos brasileiros esta em colapso há muito tempo. Por que agir agora, no afogadilho, a ponto de obrigar até os senadores aliados protestarem? Pior é que a solução dos problemas dos Portos Porcos é apenas o primeiro e tímido passo rumo à erradicação do gargalo, contudo a imagem negativa deve ser atenuada e a colheita dos pontos positivos junto ao eleitorado mal informado tem que ser contabilizada, afinal quem não viu a fila quilométrica de caminhões e navios parados e improdutivos?     

            O Brasil é um país altamente injusto, ineficiente e incipiente no campo médico; capaz de pouco se importar com seus filhos morrendo nas filas dos hospitais açougues, nas madrugadas geladas à espera de um miserável atendimento, com médicos invariavelmente irritados e mal pagos. Há municípios que são obrigados a receber milhares de pacientes vindos de cidades satélites, onde muitas vezes não existem hospitais equipados, nem postos de saúde, nem médicos. Todavia, nossos governantes teatrais comunistas estão altamente preocupados com o vazio amazônico e querendo urgentemente importar médicos cubanos para atendimento daquele povo. Os médicos viriam de Cuba direto para a Amazônia, que é algumas vezes maior que a Europa e corresponde a mais de um terço do território brasileiro, onde não há estradas, nem energia, nem água potável, nem hospitais, nem aeroportos e as cidades estão a centenas de quilômetros umas das outras; a fim de fazer o que? De onde virão a infraestrutura, a logística, alojamento, salários, direitos trabalhistas, auxiliares, alimentação desse contingente no meio do nada? Bem! Para o ufanismo comunista nada disso importa, porque a contabilidade eleitoral já registrou que o nobre povo daquele rincão está muito feliz de saber que o governo esta preocupado com eles.
            Além do mais, por que médicos cubanos? Quem são eles? Qual seu preparo? Falam português amazônico? Não seriam emissários ou agentes comunistas para contaminar a cabeça cabocla daquele povo inocente, carente e abandonado? Quando digo abandonado não estou culpando, nem os americanos tradicionais inimigos de Cuba, nem os capitalistas brasileiros tradicionais inimigos do PT, mas exatamente aos senhores governantes, inclusive Lula e Dilma, há dez anos no poder.
            Fidel Castro e seus asseclas dizem que aqueles profissionais cubanos são dos melhores, porque se formaram em universidades cubanas da mais alta competência e tradição. No entanto qualquer enfermeiro de nível primário sabe que medicina não deve respeitar fronteiras e se desenvolve também pela troca de informações com outros centros. Cuba é um país pobre; não há imprensa livre para documentar verdades e mentiras; não detém nem dispõe de alta tecnologia na área das telecomunicações nem da telemática, as grandes vias do desenvolvimento moderno; é um país com população menor que a da cidade de São Paulo e não tem know how à altura da complexidade dos problemas brasileiros; além disso, esta submetida a um pesado embargo americano, há quase sessenta anos, quando todos sabemos que os Estados Unidos são o maior centro produtor e exportador de tecnologia médica do mundo.
            Mais uma vez nada disso importa para nossos potenciais candidatos a governantes comunistas, porque a colheita de eleitores simpatizantes já esta garantida sem contar o lustro que estão dando ao quintal cubano do messias comunista Fidel Castro, para que ele continue enchendo o peito e a boca de patacas e mentiras. Não sou eu que estou dizendo isso, apenas reporto o que a história e a estatística já registraram. Quem quiser pagar prá ver e sentir, outubro de 2014 esta chegando. Basta se deixar apaixonar pela serpente escarlate. Sua picada é doce, mas mortal.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.


terça-feira, 21 de maio de 2013

A VERDADE NUNCA REVELADA SOBRE A INFLAÇÃO NO BRASIL



A VERDADE NUNCA REVELADA SOBRE A INFLAÇÃO NO BRASIL!
           
            Nosso propósito não é dar uma aula de economia, mesmo porque a complexidade do tema e a exigüidade do espaço não permitem. Contudo, uma abordagem mesmo superficial com palavras claras, exemplos interessantes e sem subterfúgios será útil para auxiliar o cidadão comum a entender um dos mais sérios problemas do Brasil, que pode influenciar negativamente o bolso de todo o povo brasileiro, independentemente da classe social e da atividade econômica de cada cidadão.
            Desde tempos remotos, quando a moeda ainda não existia como meio de pagamento e o mercado era baseado na troca de mercadorias, já se conhecia o fenômeno da inflação. A própria palavra é um derivativo do verbo inflar, que pode significar também encher ou inchar.
            Mercadores nômades observavam búfalos selvagens lambendo salinas ou mesmo a areia das praias e depois procurar uma fonte d’água para matar a sede. Em seguida os animais iniciavam viagem de dias sem beber água. Então, concluíram que a ingestão de sal era necessária para que pudessem ficar longos períodos sem se hidratar, significando que o sal tem a capacidade de reter água no organismo.
            Obviamente um búfalo inflado era aquele que estava com alta reserva hídrica (água) no organismo. Assim, tendo a natureza como exemplo, os comerciantes antes de colocarem o gado à venda, lhe forneciam sal em abundância e depois água à vontade fazendo com que passasse alguns dias acima do peso. Exatamente o tempo necessário para a chegada dos compradores, que só percebiam o prejuízo léguas adiante, quando não havia mais como reclamar.
            Na economia moderna não se usam mais bois como moeda de troca, mas a idéia central que a inflação encerra continua viva como nunca. Numa economia contaminada pela inflação há sempre que se considerar a desvalorização monetária, uma vez que a cada dia com a mesma quantidade de dinheiro compram-se menos mercadorias. Aparentemente os preços sobem sem motivo, mas, na verdade as altas constantes são o resultado de desequilíbrios preocupantes na economia.
            No Brasil há dois fatores inflacionários que incomodam há décadas; os governos os conhecem, mas nunca explicam claramente ao povo. É normal ouvirmos o presidente ou ministros tentando justificar altas inflacionárias e prometendo que vão resolver o problema, contudo, nunca resolvem, porque a solução passa por caminhos muito difíceis; talvez até impossíveis no Brasil e depende de providências de ordem política e estrutural, tão caras, complexas e demoradas que é mais fácil se desculpar e empurrar o problema com a barriga.
            Notem que o remédio comum aplicado por todos os governantes é a alta dos juros. Assim as operações financeiras, incluindo compras a vista, a prazo e empréstimos bancários ficam mais caras. Aumentar os juros é a ferramenta mais comum para diminuir o consumo das famílias e das empresas. Ao aplicar esse remédio o povo consome menos, as empresas investem menos, a produção cai, o desemprego aumenta, o consumo diminui ainda mais e o país para. Assim montamos numa gangorra: toda vez que o país vai parando, o governo baixa  juros, reduz os impostos de alguns produtos populares como eletrodomésticos e automóveis. Lentamente a economia começa a respirar voltando a crescer até que um belo dia a inflação sobe e nova alta de juros faz voltar tudo à estaca zero, num vai e vem sem fim. O país que vive este problema esta doente. Aumentar e baixar juros é como receitar aspirina para o paciente que esta com câncer. Nada resolve, mas impede o desenvolvimento e mantém quem já é pobre ainda mais pobre. Os ricos, menos ricos.
            A economia de um país é a ciência do equilíbrio! É indispensável que as empresas se preparem com antecedência e adequadamente para abastecer o mercado com sua produção. Para isso precisam de capital de giro, capital de investimento para aquisição de novos equipamentos, ampliação de instalações, contratação de mão de obra nova em tempo suficiente. Mas o combustível que move o empresário a arriscar seu capital se chama confiança no futuro. Quando há incertezas no horizonte, as empresas param de ampliar sua capacidade de produzir e se mantêm em ponto morto numa espécie de compasso de espera.
            O Brasil é um país que há décadas planta incertezas nos horizontes da economia e na cabeça dos investidores. Insegurança proveniente da concorrência cada vez maior com produtos chineses baratos, impostos cada vez mais altos, leis trabalhistas que concedem direitos cada vez mais caros aos trabalhadores, falta de mão de obra qualificada, juros altos, complexa burocracia, infra-estrutura de transportes precária e cara. Essas são apenas algumas das causas, mas, dependendo da região do país, outras podem também influir negativamente. 
            O governo, principalmente esse do PT, não toma nenhuma providência no sentido de fazer com que as empresas aumentem a produção, mas atua do outro lado da moeda distribuindo dinheiro ao povo através de seus programas assistencialistas e bolsas com o único objetivo de ganhar votos.
            Vou explicar: O governo não erra por ajudar aos pobres, mas não acerta quando somente ajuda aos pobres. A ajuda deve vir acompanhada de forte incentivo à produção. Quando uma multidão de pessoas miseráveis que nunca puderam consumir, ganha bolsas e vira consumidora acontece um grande aumento repentino da procura por mercadorias As empresas tentam atender ao aumento extra da procura, mas não conseguem, porque sua capacidade de produção não é suficiente. Nessas circunstâncias gera-se desequilíbrio entre produção e procura, provocando a imediata e descontrolada elevação de preços. Essa situação é ruim para todo mundo, porque os salários e as bolsas do governo não aumentam na mesma proporção dos preços e todos ficam cada vez mais pobres.
            O outro fator que contribui para alta inflacionária também reside no saco de burrices e incompetências do governo. À medida que aumentam-se impostos, deveriam também aumentar investimentos em construção e modernização de estradas, portos, aeroportos, hospitais, escolas, etc. Enfim; na mesma proporção que o governo tira dinheiro da sociedade deve investir em infra-estrutura e melhoramentos de toda ordem. Uma das funções de governo é transforma-se num potente motor propulsor do progresso, através da devolução de impostos em benfeitorias e desenvolvimento. O ato de construir e modernizar tem alto potencial de geração de empregos e distribuição de renda, assim criando clima favorável e de confiança; muito contribuindo para o equilíbrio entre a oferta e o consumo. O governo do PT ia ao caminho certo, quando lançou o Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC), uma boa iniciativa, que até hoje levantou vôo de galinha por incompetência, despreparo gerencial e falsidade ideológico-eleitoreira.
            Algumas estatísticas recentes dão conta da situação alarmante em que se encontra o Brasil. A primeira acusa que a corrupção e a ineficiência administrativa são responsáveis pelo desvio anual de mais de 40 bilhões de dólares e uma outra informa que nos últimos dez anos os ladrões de colarinho branco roubaram do povo quase um terço de tudo que se produziu no país. Pelo menos se esse montante tivesse permanecido girando na economia com a abertura de fábricas e outros projetos producentes, talvez a coisa não fosse tão séria; o grande problema é que a maior parte desse montante é desviada para paraísos fiscais e investimentos no exterior.
            A presidente Dilma diante da alta inflacionária prometeu que não descansará enquanto não controlar a inflação. Mentiu para o povo, porque ela sabe que não pode controlá-la com os métodos de gestão usados pelo PT. O máximo que poderá fazer é botar o pé no freio para o coração econômico do país bater mais devagar. Sabe também que a economia caracteriza-se como uma ciência exata. Por isso o Estado jamais pode injetar dinheiro na economia sem lastro. Isso significa que pela mesma quantidade de moeda nova injetada, necessário é que se produza na mesma equivalência.
            O PT já esta distribuindo hoje em auxilio para os pobres 13 bilhões de reais por mês e pretende aumentar ainda mais. Se não houver o mesmo incentivo para o setor produtivo a inflação vai continuar aumentando. Matemática é do equilíbrio, não é do PT comunista que pensa poder fazer o país crescer e tirar multidões da miséria desprezando quem pensa, investe e produz. A isso classifico como burrice utópica Soviético-Cubana-Marxista-Comunista ou devaneios de idiotas do baixo calibre de Lenin, Fidel Castro, Hugo Chaves, Lula e simpatizantes.


p/ ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO



sábado, 18 de maio de 2013

NOVELAS, SONHOS E REALIDADE




NOVELAS, SONHOS E REALIDADE
          
         Novelas entram nas nossas vidas mesmo que não entremos nelas. Não tem jeito! A janelinha eletrônica esta logo ali na sala, no quarto, na cozinha, na vitrine da rua, na rodoviária, no consultório médico, no ônibus, na internet, no bolso. De qualquer maneira somos vitimados pela lavagem cerebral diária que a trama promove. Novas músicas que se transformam em temas do fulano e da beltrana. Você viu o conjunto da cicrana; igual ao da Tenente?! E o baton cor de rosa fresca da Áixa; lá no shopping  já chegou!
            Novela é coisa tão séria na vida da gente que sem querer deixamos de lado o relógio e delegamos a ela sua função. Querem um exemplo?: Passo lá depois da novela. A briga foi antes ou depois da novela? A que horas será o jogo? Depois da novela. Na hora da novela não atendo nem ao telefone.
            O negócio pode parecer brincadeira, passa tempo, coisa de quem não tem nada que fazer, mas para muita gente, que vive da dramaturgia do faz de conta, é profissão e muito rentável, invejada pela maioria dos mortais. As redes de tv investem milhões e ganham muito mais  com essa tal arte de nos encartar ou fazer vomitar.  – “ Nossa, quando essa Lívia Marine aparece, tenho náuseas! Pelo amor da Santa, como eu queria ser o Stênio, para dormir um só dia com a delegada! Ei cara; deixa de ser bobo, não misture as estações, delegada é personagem irreal; o nome dela é Giovana Antonelli na real! Não se intrometa,  não posso ter liberdade nem para sonhar!
            Outros exemplos de como as pessoas fazem das novelas ferramentas de viver, ouvi de uma senhora, já de mais idade data a filosofar, que consegue sentir nas temporadas das novelas espécies de estações da vida. Ah; diz ela: - fico triste quando a novela acaba, porque sinto que estou ficando mais velha; essa durou sete meses! Agora começa outra e quando acabar já estaremos em 2014! Nossa, quando vi o Francisco Cuoco a primeira vez foi numa novela chamada “Redenção”. Ele era novinho e lindo que nem era eu! Éramos fresquinhos como duas folhas de alface. Agora, nem acredito que fiquei velha quanto ele. Quando o vejo naqueles cabelos brancos e rugas de maracujá esquecido, me olho no espelho e até comparo. Mas ainda acho que estou melhor!
            Há semanas ouvi um absurdo! Parado numa esquina à espera do sinal,  pequei o entremeio de um colóquio feminino, quando uma das duas confessou que esta de saco cheio do marido, porque ele quer funcionar na hora da novela. Aí, ao sinal de, deixe para depois, quando vejo ele já dormiu. “Acabo arrumando outro que queira brincar antes ou depois da novela. Não sei por que ele tem que ser sempre do contra?!
            E minha saudosa vovozinha, do alto da sua santa inocência e das intermináveis funções de tricotar, dizia que preferia mil vezes assistir às bobagens das novelas que às novidades ruins dos jornais. –“Na hora da notícia a gente só vê morte, assalto, acidente, político safado, banditismo e tragédias. Na novela, pelo menos, também tem essas coisas, mas a gente sabe que é mentira!”
            Sonhos e novelas são aquelas coisas que não se discutem. Orbitam no campo da política, da religião, do futebol, do amor, do ódio, da moda, do tempo e até do sexo. Cada um sente bem ou sofre de acordo com os acordes da sua alma. Por isso, não estamos aqui para discutir, mas temos que reconhecer que ao fazerem sonhar já valem quanto pesam. Afinal, o que seria da realidade sem sonhos ou dos sonhos sem realidade.  A ordem desses fatores deixo por sua conta.

p/ ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO