APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.

Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.

Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .

Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.

O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



domingo, 22 de maio de 2016

OS "ISMOS" E O IMPEACHMENT

OS "ISMOS" E O IMPEACHMENT

  Desde a posse da senhora Dilma Roussef não se pronunciou outra palavra tantas vezes, com tanta paixão por parte de quem a apóia, quanto da parte dos que a acusam. Enquanto isso o Brasil adormeceu e dizem que acordará com uma ressaca que poderá durar mais de vinte anos; o que pode resultar em desemprego, pobreza e infelicidade.

Pensando na calamidade nacional, me lembrei de um velho filósofo e professor que gostava de dizer que precisamos ter muito cuidado com tudo que termina em "ismo". Sempre lhe dei razão e agora mais do que nunca... Só para ajudar a memória do prezado leitor vão aqui alguns exemplos, que poderão servir para aguçar sua curiosidade, como para desafiá-lo a se lembrar de algum "ismo" que fuja desta impressionante verdade.

Quantas vezes na vida ouve-se falar em Passionalismo, Comunismo, Capitalismo, Castrismo, Militarismo, Parasitismo, Ocultismo, Nepotismo, Clientelismo, Assistencialismo, Partidarismo, Populismo? Concorda o leitor que poderíamos passar muitos horas tentando lembrar de tantos "ismos", para, finalmente, nos certificarmos que noventa e cinco por cento das palavras com essa mal fadada terminação sempre significam algo defendido por um bando de malucos apaixonados por uma sandice qualquer, tendo como  causa a desinformação, a burrice ou um grande interesse próprio?

Dando seqüência ao estudo dos "ismos", há dias passados, vimos e ouvimos nossos eficientes parlamentares justificarem seus votos pela mãe, pelo neto, pela vizinha, pelo prefeito malandro, pela amante, pelo carnaval. Infelizmente não vimos, nem ouvimos nenhum voto pelo Brasil, pelo Progresso, pelo Direito de ser respeitado. Certamente poderíamos chamar aquele espetáculo de "Sensacionalismo", uma vez que muitos daqueles, há poucos dias, ainda faziam parte do grupo dos incendiários que vêm bombardeando o Brasil e seu povo com bombas de mentiras, falsidades e cinismo.

Em nome do Brasil, o povo gostaria de saber que o voto a favor do afastamento da presidente e do seu séquito fazia-se necessário por muito mais do que pelo vil desrespeito à "Lei da Improbidade". Suas Excelências, os Nobres Deputados, deveriam ter votado também pela interrupção do projeto populista que trabalha há mais de vinte anos pela transformação da América Latina numa nova União Soviética Comunista, tendo o Brasil e seu povo pagador de impostos como patrocinadores. Este o motivo inconfessável da roubalheira institucionalizada, da associação com bandidos ricos, do empreguismo oficial, da destruição da Petrobras, dos empréstimos secretos para ditadores africanos e latinos, da grande quantidade de ministérios e da compra de votos através de programas sociais insustentáveis.

O Brasil parou e vai continuar parado, enquanto em seus horizontes houver o risco da existência de um governo marxista comunista bolivariano nos moldes dos atuais vigentes em alguns países sul americanos e que estão caindo como uvas podres, graças ao despertar das consciências adormecidas. Qual investidor nacional ou internacional, em sã consciência, colocará em jogo seus recursos, para depois serem confiscados por um governo comunista autoritário, ineficiente, centralizador e mau gastador?  Enquanto isso, não haverá empregos, não haverá Ordem, não  haverá Progresso!

Winston Churchill, grande pensador e duas vezes Primeiro Ministro Britânico, homem de grande luminosidade política; um dos que ajudou a botar o fascismo alemão de joelhos, certa vez proferiu o seguinte aforismo: "Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir."

Churcill, como sempre estava com a razão, mas se esqueceu de dizer que a mentira tem fôlego longo e prevalece por muito tempo por causa da cumplicidade ou pelo acovardamento de alguns ou de muitos. Por isso, Nobres Deputados, guardem para vós vossos motivos banais e da próxima vez votem apenas pela verdade, se não vos lembrareis do Brasil, nem dos vossos eleitores. Assim estareis depondo também o charlanismo, o fanatismo e o banditismo, que matam as inteligências, assassinam a ética, massacram a moral e empobrecem nações inteiras.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

segunda-feira, 18 de abril de 2016

DE TIRADENTES A SERGIO MORO

DE TIRADENTES A SERGIO MORO

Para melhor aceitar as suas limitações, a história demonstra que o homem em todas as eras criou heróis, esses seres sempre com o mesmo ideal de alcançar: a justiça, a paz, o bem.  
Todos nós temos heróis, todos nós sonhamos com heróis, todos nós desejamos ser heróismas, afinal, o que significa ser herói? E bom, ruim, tem consequências positivas ou negativas? Existem mesmo heróis e super-heróis ou eles são uma criação da Humanidade para explicar o inexplicável, para aceitar as injustiças, para lembrar a fragilidade do ser humano?
Lá na primeira frase do primeiro parágrafo vimos que alcançar a justiça, fazer a paz e construir o bem é um desejo milenar que pode ser classificado como 'desejo de ser livre e feliz'. Dai, pôde-se concluir que não há felicidade sem liberdade. O ser humano para ser feliz precisa ser livre em todos os sentidos, obviamente sem esquecer que a liberdade individual termina onde começa o direito do outro. O conceito moderno de liberdade consiste portanto no ato de respeitar o outro e poder decidir por livre e espontânea vontade o próprio destino, sem interferências do Estado ou, na melhor das hipóteses, com seu apoio. 
Porem, nãé difícil concluir que, se a história da luta pela liberdade necessita de heróis é porque vilões sempre existiram e trabalham para escravisar. Portanto, o eterno combate entre heróis e vilões foi o terreno fértil onde nasceu a idéia de democracia, que nada mais é do que o ambiente onde todos têm o direito de ser livres e iguais perante a lei; e quando este direito for violado o Estado tem o dever de promover a Justiça. 
Através dos tempos observa-se o surgimento de dois tipos de heróis: os das histórias de ficção, tais como Super-Homem, Homem Aranha ou Batman, que nos dão a esperança de um mundo melhor. E os de carne e osso, como Joana D'arc, Gandy, Martin Luther King e tantos soldados desconhecidos, que aparecem em situações de exploração extrema, de perigo, de conflitos, de guerras: gente aparentemente normal que, em certas circunstâncias, revela dotes e capacidades excepcionais. Uma Joana d´Arc, numa França dominada pela Inglaterra; um Tiradentes, homem simples, mas com indignação e coragem suficientes para enfrentar o autoritarismo do Império Português. Um Sergio Moro; a personificação da luta de um povo e uma nação contra uma canalha de sanguessugas, atrevidos, mentirosos e cínicos.
Contudo, a história demonstra que ser herói custa caro, uma vez que cada um deles, sem excessão, teve a seu lado um adorável traidor. Jesus Cristo não conseguiu passar incólume por Judas e ainda Pedro, a pedra da Sua futura Igreja, o traiu antes que o galo cantasse. E hoje a traição continua incorporada na animalidade irracional do ser humano que mata, escravisa e massacra por ambição ou pelo simples prazer de dominar e ter poder.
Por isso gosto das lições da história; porque a cada instante nos mostram os buracos do caminho que insistimos em cair. Em suas páginas aprendemos que a verdade, ainda que tardia, prevalece, mas infelizmente sempre à custa de muito sofrimento. Aprendemos também que traidores sempre existiram impulsionados pelo interesse. O traidor tem a falsa impressão de que se associando ao inimigo estará a salvo da pobreza ou da perseguição. 
Contudo, posso, sem sombra de dúvida, garantir ao leitor que a grande culpa do sacrifício extremo dos heróis - a perseguição, a prisão ou a morte - pode ser atribuída ao medo e à falta de apoio daqueles por eles defendidos. 
Vai aqui portanto um alerta, uma vez que até as pedras já sabem, que, se perdermos nossa única e, talvez, última chance de moralizarmos o Brasil com o apoio, trabalho duro, legal, limpo e apolítico do Juiz Sérgio Moro, da sua Equipe de Procuradores e da Polícia Federal levaremos certamente mais de um século para nós livrarmos da insanidade política, da ladroeira e do assédio oportunista do comunismo Russo-Soviético, com o objetivo de fazer do Brasil e da América Latina um quintal de idiotas e medrosos, apenas aptos a obedecer e pagar as contas sem reclamar.
Não façamos de Sergio Moro mais um herói morto! O apoiemos fortemente e sem medo, para que os ladrões culpados da pobreza de muitos brasileiros sejam exemplarmente punidos. Aos candidatos a ditadores comunistas façamos que ouçam o Brado Retumbante de um povo que deseja, quer e precisa ser livre e feliz. "Mais vale morrer em liberdade do que viver de joelhos"; assim disse o pensador. 

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

CONTAS DO JOÃOZINHO COMUNISTA: 4 - 4 = 10

CONTAS DO JOÃOZINHO COMUNISTA: 4 - 4 = 10
No primeiro ano básico as criancinhas aprendem tabuada; tempo em que a professora e a mamãe explicam para o aluno a importância das letrinhas e das continhas, porque sem saber operá-las, o  futuro adulto terá grandes problemas na vida. 
Mas Joãozinho, sempre aprontando das suas, certo dia, quando a professora perguntou o resultado da operação 4 - 4, sua resposta instantânea foi 10. 
A professora imediatamente o corrigiu: 
- Como pode Joãozinho, se tenho 4 laranjas e chupo 4 sobrarem 10?
Joãozinho, para desespero da professora, respondeu:
- Professora essa conta é muito simples; eu pulo o muro do vizinho e roubo 6.
Se a historinha do Joãozinho não tem graça nenhuma, não vem ao caso, mas serve muito bem para explicar ao pobre leitor pagador de impostos, como funciona um governo comunista. 
Um certo pais chamado Crisil, tinha muito dinheiro em caixa, muitas grandes e ricas empresas e o povo andava feliz da vida, gastando o que tinha e o que não tinha. Ai, o governo, para se garantir no poder, arranjou vários amigos ricos e trocou um monte de favores com eles. Depois, resolveu distribuir dinheiro a torto e a direito para os pobres. Também baixou os preços da energia elétrica, dos combustíveis, arrumou emprego público para um monte de coxinhas da elitedeu dinheiro para um grupo de países estrangeiros, fez festa popular uma atrás da outra. No fim, aquele governo não tinha inimigos, porque todos estavam felizes da vida, ninguém queria mais trabalhar, varias empresas começaram a quebrar, outras foram embora. Quem criticava era criticado!
Então, o saco daquele governo começou a esvaziar. Foi quando os governantes resolveram fazer que nem o Joãozinho. Começaram a pular o muro do pobre povo e das heróicas empresas que sobraram. Foi aumento de imposto, de taxa, de tarifa, de contribuição. Até carro, energia, combustível, arroz,  feijão, fubá, jiló, repolho, pinga, camisinha, rapadura;tudo teve o preço dobrado. O governo dava com uma mão e tomava com a outra! No fim do mês, o povo ficava que nem o Crisil, quebrado e pelado com a mão no bolso.
Então Joãozinho Comunista aprendeu a lição: Se aqueles governantes tivessemaprendido na escolinha fazer continhas direito e a respeitar os muros dos vizinhos, nada dissoteria acontecido e todos saberiam que deve-se deixar com o vizinho o que é do vizinho, porque nossas conquistas honestas só dependem de estudo, planejamento, trabalho duro e respeito ao outro. Assim ensinam Deus e a contabilidade matemática!

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO

domingo, 21 de fevereiro de 2016

QUANDO A BANANA COME O MACACO

QUANDO A BANANA COME O MACACO

Meu velho amigo Freitas tem um comportamento esquisito e há horas que fala coisas muito engraçadas. Ele, que anda muito revoltado com a situação nacional, disse que toda vez que vê um macaco lembra do Brasil, porque o bicho com aquela cara de sem vergonha só gosta de duas coisas: banana e sacanagem. Aquilo me deixou intrigado e logo pensei que ele é  um sujeito observador. Banana tem mesmo tudo a ver com sacanagem. Lá no fundo do coração o leitor deve estar dando razão ao Freitas, pois quem nunca teve esse pensamento malévolo diante de uma banana grande e suculenta levante a mão?!
Até aqui vimos que meu amigo está coberto de razão. Mas, e essa de comparar o Brasil com Macaco Cara sem Vergonha? Está certo isso? Enquanto pensava, folheando uma revista, por acaso, vi uma foto do Palácio do Planalto. Observei sua imponência, a plasticidade arquitetônica, o contraste da dureza do concreto com a sensualidade dos abaulados e formas arredondadas, viajei pela leve combinação entre vidro, água e horizonte; tudo levando o observador à certeza do perfeito equilíbrio entre o mundo natural e a genial obra da criatividade   do projetista. 
Repentinamente uma mosca intrometida pousou na ponta do meu nariz, transportou-me à realidade e voltando a encarar a foto, observei a rampa por onde sobem e descem tantas autoridades e a seguir comecei a imaginar o que se passa lá dentro, naqueles salões iluminados, decorados com obras de arte, pesados moveis e tapetes da Pérsia. De súbito me veio à mente a figura de uma tremenda macacada, toda caras sem vergonha, se banqueteando com nossas miseraveis bananas, umas moles, outras meio duras, outras quase podres, outras verdes, outras ainda em flor, pequenas, grandes, médias, grossas e até finas. Não importava; todos comiam avidamente sem a menor consciência. Era um verdadeiro assalto ao bananal.
Foi então que o relógio despertou e, assustado, vi que tinha passado por um pesadelo. Certamente o motivo foi que há dias o Freitas me ligou e a conversa, para não variar, não foi outra a não ser banana, macaco sem vergonha, operação Lava Jato, mentiras da Dilma, impeachment, a falsa modéstia do Temer, a santidade do Renan, o bigodinho sensual do  juiz militante Fachin, aqueles óculos carnavalescos da Rosa Weber, o estrelismo do Barroso, a chupeta do Toffoli, a cara de múmia do Lewandowski, o cinismo do Cunha. Aliás, até calculamos quem era mais cinico, se a cunha do Cunha, a cegueira do Lula ou o dentão da Dilma. 
Ai resolvi ligar para o Freitas para lhe contar o nefasto pesadelo. Ele deu uma retumbante risada e me contou que no carnaval saiu fantasiado de Petrobras carregando um macaco peludo, empunhando um pires de esmolas, puxando um carrinho cheio de bananas e nas costas uma frase assustadora recendia em letras douradas: A BANANOBRAS NAO É NOSSA, É DA MACACADA! Então perguntei a cor da fantasia. Ele disse que era vermelho comunista, porque esse negocio de verde e amarelo já era. Claro que não concordei, mas, como discutir com o Freitas nunca foi a melhor opção, resolvi deixar pra lá.
Agora que o carnaval se foi, passaram-se as férias, formaturas, visitas, a gastaça com presentes e viagens; chegou a hora de pagar as contas, de conferir o tamanho do estrago, de voltar ao trabalho, de lembrar que a Dilma ainda existe, a gasolina está pela hora da morte, vai faltar arroz, feijão e açúcar, o pão de cada dia pode virar pão de cada semana, o dólar dobrou a montanha, o real está virando papel higiênico, a garotada vai voltar às aulas e vai precisar de uniforme, caderno, lápis, borracha, sapato, tênis, mochila e umzinho para a merenda, porque ninguéé de ferro... E onde arrumar tanta grana, se o empreguinho tá balançando, a inflação está forte como nunca e a carestia esta pegando fogo? Resposta para essa crucial pergunta certamente quem tem na ponta da língua é o Freitas que de cara responderá
- Ligue para a Dilma, diga que votou nela, que a BANANOBRAS é sua e que você quer sua parte no bolão. 
O caro leitor obviamente deve estar cansado de esperar a hora ou dia em que bananas comerão macacos, porque até aqui esse tal Freitas só mostrou o contrário. O título deve estar errado! Então modestamente respondo que nosso Freitas está certo. Ele não passa de um revoltado que usa de metáforas para criticar macacos ladrões profissionais, por isso informo que ele o está chamando de banana o tempo todo, desde a primeira linha.
Sinto muito informa-lo, mas concordo com ele. Isso mesmo, eu, você, os eleitores do PT, a oposição, a militância, os idiotas úteis que aplaudem até boi manco, sindicalistas, juízes, militares, policiais, intelectuais, empresários, professores, igrejas, aposentados; todos nós sempre fomos um bando de bananas inúteis e podres, à disposição no cacho, para sermos comidos pelos macacos caras sem vergonha. A diferença fundamental entre eles e nóé que temos medo, somos comodistas e desunidos. Eles são astutos, corajosos e corporativistas. 
Não há quem esteja satisfeito com a situação que ora vivemos no Brasil. Se você está temporariamente satisfeito, tem seu bom emprego, segurança e salario, não se esqueça dos seus filhos, netos, sobrinhos e outros que talvez não terão o mesmo espaço que você conseguiu nessa sociedade de macacos malandros caras sem vergonha. Se você é um universitário do Pro-Une, tem razão de estar satisfeito, mas quando se formar, com toda certeza, será mais um desempregado, porque ninguém mais investe no país da macacada.
Se você é um petista, comunista, marxista, bolivariano, reacionário, revoltado, invejoso, mal sucedido, preguiçoso, sádico, fica sempre pensando em si dar bem sem trabalhar; passe os olhos na história e veja o que aconteceu com os inúteis como você, que apoiaram os macacos sem vergonha de outros países, tais como a Rússia, China, Cuba, Alemanha, Venezuela, Japão, Itália e outros. Você verá que eles sempre foram bons para mandar, ruins para respeitar a liberdade alheia e amam o capitalismo, o consumismo e a curtição; de preferência com o dinheiro público. Ademais, vivem e sempre viveram se banqueteado em Paris, Londres e Nova York. Havana sobra para o sonho pobre da militância ignorante.
Se todos nós bananas, parássemos o Brasil para balanço, pegássemos um mega fone, fossemos para as ruas, para a imprensa, para a internet, para as redes sociais e exigíssemos respeito dos macacos, eles enfiariam seus rabos entre as pernas. De que adianta os bananas do "Movimento Passe Livre" fazerem aquela patuscada diária, em prejuízo para a cidade e para si próprios, protestando por causa do aumento nas passagens de ônibus? Estão tão somente demonstrando ser um bando de bananas mal informado, apenas tentando pisar na ponta do rabo do macaco. Não têem a menor noção de que seus passes livres para o futuro estão sendo bloqueados, suas pontes estão sendo bombardeadas, a sinalização está sendo apagada e suas mentes estão embotadas pela ideologia marxista podre que sempre promoveu miseria, violência, mais atraso e mais sucesso para a macacada. 
O Brasil está em marcha ré e assim continuará, porque esse é o compasso lucrativo para a macacada sem vergonha e faminta. Deixe, bando de bananas, de ser atraído por falsas promessas, de ser instigado ao ódio e à intolerância social que nunca existiu no Brasil, pois é assim que os grandes ditadores e seus grupos de macacos famintos se apossam das sociedades enfraquecidas que acreditam em suas mentiras. 
O dia que nós, bando de bananas, nos encorajarmos, e banirmos de nossas vidas o populismo mentiroso que nos engana e crucifica, comeremos os macacos e seremos uma nação rica e justa. Pobres existirão somente na lembrança!

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO. 


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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A FESTA DOS DENTUÇOS E O IMPEACHMENT DO BRASIL


A FESTA DOS DENTUÇOS E O IMPEACHMENT DO BRASIL

Ufa!
Até que enfim Deus ajudou que chegamos inteiros ao fundo do poço em 2015! Segundo alguns analistas mais otimistas a profundidade do poço é maior do que se pode imaginar e a submersão pode continuar até final de 2017 ou mais. Ano difícil esse! Vai ficar na história suja como o ano em que mortos e feridos salvaram-se todos, menos o Brasil e alguns picaretas que estão vendo o sol e o novo ano nascerem quadrados.
 
País intrigante esse tal Brasil! Aqui nascemos e somos criados na crença de que bonitões de terno e gravata tudo podem. “Filho de bacana, bacaninha vai ser! Político e cães mordem, mas acredite mais nos amigos fieis de quatro patas. Pobre é pobre por culpa do capitalismo! Político que faz pode roubar! Justiça é só para os pobres! Há leis que pegam e que não pegam!” E outras tantas asneiras que encheriam esse jornal inteiro, se fizéssemos um apanhado pelos rincões. Tudo sempre demonstrando que a vocação do Brasil é para se perpetuar como um paraíso dos espertos, onde tudo compensa menos ser honesto trabalhador e cumpridor da lei.
 
Outro dia ouvi alguém dizendo que tem muita esperança no Brasil, porque afinal as coisas parecem estar mudando e o maior sinal é ver alguns intocáveis irem para o xilindró; sintoma de que as instituições ainda funcionam inspiradas na ordem democrática em vigor.
 
Eu, particularmente, confesso que apesar dos pesares, ainda sou um tanto pessimista e preciso mais tempo para chegar à mesma conclusão. Posso explicar o porquê! Obviamente não passa pela cabeça de ninguém em sã consciência desmerecer o trabalho daqueles heróis do grupo da desratização, cujo nome “Lava Jato” representa muito bem o remédio que o Brasil precisa para se transformar numa nação civilizada e justa. Seu mérito é indiscutível, entretanto é impossível prever se a semente vai se multiplicar e se transformar num valor frutífero com peso para fazer medo nos futuros aventureiros. Quadrilhas são moldáveis e facilmente adaptáveis e, apesar disso, seus tentáculos estão entranhados no tecido social como um florescente câncer em metástase há mais cinco séculos. A política do toma lá da cá e o nepotismo são valores tão solidificados que ganharam status de herança para ser passada de pai para filho geração após geração. É disso que vivem os profissionais da atividade política no Brasil, a qual prospera diante da ignorância e da pobreza somadas ao desinteresse comodista daqueles que podem compreender o tamanho do problema.

Os lucros seculares são tão vantajosos para os coronéis mandachuvas da política que a eles não interessa a profundidade do poço, quantos anos durará o nefasto mergulho na lama da imoralidade, da incompetência e do atraso. Apenas têem olhos fixos no poder e no controle das massas populares, as mantendo sempre na esperança de que um dia tudo vai melhorar desde que um novo mandachuva seja entronado.

Um juiz sério, apolítico e cumpridor dos seus deveres legais ainda é considerado um indesejável inimigo que precisa ser destruído. O apoio é tímido, tanto da parte dos seus pares, quanto da imprensa e da opinião pública, ambos se mantendo num precavido silêncio; por medo, por conivência, por desinteresse ou até mesmo por interesse. Há de tudo no balaio de ratos que reina no ambiente político brasileiro; menos bom senso, coragem, determinação e interesse pelo bem coletivo.

Além do mais existem forças ocultas em plena ação e grande parte da população brasileira não conhece seu poder, onde e como atuam. Primeiramente dividiu-se a nação brasileira em duas bandas: Ricos maus de um lado e pobres coitados do outro. Os primeiros são aqueles que lutam, criam, investem, geram riquezas, empregos, pagam impostos e carregam a nação nas costas com pouco retorno e reconhecimento. Os segundos, os que precisam continuar pobres e ignorantes, pois é neles que a semente do poder sem escrúpulos germina e ganha forças. A cereja desse bolo maldito é a mentira deslavada de que o governo populista esta preocupado com a pobreza, quando na verdade sua única preocupação é usá-la como suporte para se manter no poder eterno.

Caso fosse um poder casto e limpo, até poderiam obter o perdão da história, contudo, metade da população brasileira sabe que o poder que desejam é sujo, uma vez que está associado com a ideologia ditatorial, que jamais deu certo em lugar algum, a qual atende pelo assustador nome de “comunismo do proletariado”. Sua peculiaridade principal é que o dinheiro fica na mão dos ditadores comandantes e o peso da cruz da miséria nas costas do povo heróico.

Infelizmente, o que resta aos conformados, medrosos, e ignorantes é continuarem calados, encolhidos nos cantos confortáveis da esperança de que a tempestade um dia passará, ainda que demore anos ou décadas e que de preferência não deixe rastros para seus filhos pagarem. Não têm consciência de que o único raticida com poder para destruir a endemia de roedores é a vigilância popular incansável e permanente.

No mais, depois de anos alertando os prezados eleitores sobre os riscos da ignorância e do silencio, só me resta o desejo de que o novo  tempo seja recheado de muita paciência e saúde de ferro para continuarmos diariamente sendo esbofeteados pelos nossos adoráveis picaretas.

Feliz Impeachment em 2016!

ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO