NÃO ACABOU A ESCRAVIDÃO NA REPUBLICA DA MANDIOCA
Conta a lenda que certo náufrago, depois de nadar muitas milhas náuticas, já no apagar das energias físicas, alcançou uma ilha e deixou-se estar, sobre a areia, no vai e vem suave das ondas, até que adormeceu. Dormira tão profundamente que, ao despertar, trinta minutos depois, teve a impressão de ter mergulhado nas profundezas de trinta séculos. Era o cansaço que dava lugar à nova consciência e ao prazer de estar vivo! Olhou ao derredor, não viu viva alma; então gritou:
- Tem governo aí?
Não houve resposta imediata, mas diante de novas tentativas, uma voz, ao longe, respondeu:
- Sim, tem!
Ao que, imediatamente, o sobrevivente respondeu:
- Então estou na oposição!
Poucos minutos passados, lhe apareceu uma comitiva de representantes da situação e da oposição. Tomando primeiro a palavra a situação apressou-se em defender tudo de bom que vinha fazendo para o povo. Alcançamos históricas conquistas sociais! Temos programas para aquisição da casa própria, do carro próprio, do hospital próprio, da escola própria, da bolsa própria, da segurança própria, do filho próprio, e até do político impróprio. Também estamos lutando para transformar nossa ilha no maior produtor de mandioca do mundo e, breve, pretendemos oferecer todas as espécies da raiz em vários tipos e tamanhos para o povo. Nossas pesquisas comprovam que povo que come mandioca no café da manhã, no almoço, no jantar e que até dorme pensando nela, jamais deixa de reproduzir bem. Por isso achamos que muito lucraria estando ao nosso lado.
A oposição, imediatamente recorrendo ao diálogo, levantou dúvidas sobre a eficácia de tanta coisa própria. O povo não aquenta nada próprio! Podemos provar que tudo que este governo declara próprio, na verdade, é impróprio, porque ninguém tem dinheiro para pagar com inflação alta, juros altos, impostos altos, energia alta, combustível alto, desemprego alto, ineficiência alta, demagogia alta, populismo alto. De nada vai adiantar a altura do ministro se ele só tem mandioca para oferecer ao povo. A população já esta farta de tanto levar mandiocada. No traseiro, na frente, nos bolsos e até naquilo! Breve haverá inflação de mandiocada!
O pobre náufrago, além do cansaço, do susto, da surpresa e agora da dúvida, não soube o que dizer, nem de que lado ficar. Afinal, quem estava com a mentira? Aí então, lembrou do velho ditado: Onde dois ou mais dos vossos políticos estiverem, certamente estarão tramando contra vós.
A paródia acima é semelhante à história da República da Mandioca. Aquela que em 13 de maio de 1888, sua alteza, a nobre Princesa Isabel, aboliu a escravidão e colocou fim ao massacre de mais de três séculos. Novos horizontes se abriram na República da Mandioca com seus picaretas vestidos de cartola e bengala.
Um ano e pouco depois, em 15 de novembro 1889, o nobre Guerreiro Maneodoro da Caçuleta, encabeçando o bloco dos republicanos, pôs pra correr o imperador, sua família e os puxa-saquistas. Assim nasceu a República da Mandioca com o também nobre propósito de seguir os passos largos da irmã do norte já então batizada com o elegante nome de República dos Estados Unidos da América. Qualquer semelhança é mera coincidência! Nem pense em plágio ou inveja, pois lá mandiocada não faz parte da política, muito menos governo mandioqueiro.
Para encurtar a história voemos diretamente para 2015. Cento e vinte e seis anos e quarenta presidentes depois, o império, que ostentava aproximadamente cinco milhões de escravos negros, agora alegremente se vangloria de ser uma das maiores democracias do mundo. Possui uma população de duzentos milhões de escravos marrons e algumas dezenas de senhores de engenho capitalistas e comunistas oportunistas. Marrom, porque mistura de branco com preto vira marrom e oportunistas é o que não falta.
Mas deixando de lado os detalhes, passemos às conclusões. A República da Mandiocada, depois de tanto tempo, transformou-se na maior senzala da história. Virou sanguessuga. Sua Casa Grande possui poderosos bancos, grandes estatais, dezenas de ministérios, imensas repartições públicas, milhares de imóveis, milhões de ares de terras, centenas de milhares de capatazes bem tratados. Tudo mantido à custa das grandes tetas da vaca popular. Cada ruminante marrom paga em impostos a metade do leite produzido. Em certos casos a mandiocada pode atingir até sessenta ou setenta por cento, quando não alcança cem. Em troca, leva-se apenas um pequeno pepino. O curral move-se para a direita, para a esquerda, para trás, mas nunca tem olhos para frente. A não ser a Casa Grande, que sempre vai bem obrigado...
Os novos senhores de engenho vem e vão. A cada ida e vinda vestem-se de cordeiros para não assustar a vacada leiteira, sempre mansa, sempre acreditando em tudo que ouve. Até em historinhas do lobo comunista barbudo são capazes de acreditar. Mordem os beiços, se satisfazem com migalhas e continuam sonhando que um dia Deus descerá do céu encarnado em presidente picareta, para dar às vacas o que é das vacas, mesmo sem escola, sem hospital, sem transporte público de verdade, sem consciência, sem eficiência, sem competência, sem respeito, sem justiça, sem verdade, sem tudo.
Viva a República da Mandioca! A miséria aplaude, porque náufrago não tem escolha; morre afogado ou vive afogado!
ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.
APRESENTAÇÃO
O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.
Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.
Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .
Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.
O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.
Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.
Forte abraço!
quinta-feira, 23 de julho de 2015
NÃO ACABOU A ESCRAVIDÃO NA REPUBLICA DA MANDIOCA
sexta-feira, 19 de junho de 2015
PADRE DOTIVO, O PEQUENO GIGANTE!
PADRE DOTIVO, O PEQUENO GIGANTE
Há alguns dias numa visita ao novo visual da Capela do Espirito Santo, localizada na fazenda do mesmo nome, no município de São Vicente de Minas, da propriedade do casal José Carlos Heloiza e da matriarca Leia Junqueira, amigos residentes em São Vicente de Minas, também nos programamos, não só para os folguedos da festança do Dia Santo, como também para a celebração da missa das sete na noite daquele sábado.
Qual foi nossa grata surpresa, quando vimos adentrar o santo recinto, como presidente da celebracão, padre Dotivo, o ex-pároco de Madre Deus de Minas, elegantemente paramentado, no seu passo manso, na carinha peralta de sempre, no semblante feliz diante de tanto povo e da tanta beleza, do brilho, das cores, da singeleza, das emoções ali impressas pelas mãos geniais do também amigo e restaurador Magno Araujo e equipe.
Além daquele júbilo, não houve quem não se surpreendesse e até não louvasse a Deus pela visão inesperada proporcionada pela presença do velho amigo, velho sacerdote, velho troçador e velho guerreiro contra a impiedosa letalidade de um teimoso cancer que o acometeu e o acompanha há, segundo sua propria declaração, dezesseis anos.
Para ser grande não basta envergadura de metro e muitos, possuir milhões, controlar um império, ser genial ou exemplar de admirável beleza. Aquele homenzinho, ali, no cumprimento do juramento prestado há mais de cinco décadas, mesmo trôpego, mesmo lhe faltando muitos fios de cabelo roubados pelo bombardeio quimioterápico, fustigado pelo terremoto de inúmeras e dolorosas mutilações, era um gigante diante da multidão de olhos exclamativos, carregando seu pesado embornal recheado de limitações físicas, de fé, de esperança, de resiliencia, de fidelidade ao sacramento do sacerdócio, de destemor diante da eminência da morte que lhe ronda e aponta a lança, mas que, nem ela ainda não conseguiu derrubar e nem mesmo vergar seu espírito de aço ou macular a têmpera do carater forjado numa educação sólida, como também nos valores canônicos do seminário.
Enquanto muitos daqueles que lá estavam esquecidos da importância do dia reservado à homenagem ao Espirito de Deus se esbaldavam no frenesi da música, no vai e vem interminável, na volumpia da paquera, o gigante bombardeado largou o conforto do lar, enfrentou poeira, solavancos, barulho, dores físicas insondáveis e incompartilháveis, para lá estar levando a palavra de Deus, pavimentando a estrada que um dia, espero bem distante, o levará ao Édem dos gigantes anônimos que morreram e ainda morrem a serviço da grande messe que Cristo aqui plantou através das dores da morte na Cruz.
Há quem espere daquele Gigante a perfeição, se é que essa conduta ainda não sirva para atestá-la. Não lhes agradam a alegria, a pândega, a veia piadista. Custam admitir sua dedicação à fazendola amada, recanto escolhido para retornar às peraltices da infância, aos sonhos da juventude, à produção leiteira, ao relaxamento ao qual todos os pecadores fazem juz, como se a seriedade, profunda instrospecção e vida hermitã fossem garantias de hombridade e vida santa. Joguem a primeira pedra aqueles que não comprazem dos sonhos desses deleites, diria Cristo em outras palavras.
A supervalorização de esteriótipos e aparências em detrimento de conteúdos é um grave engano contestado a todo instante pelo milagre da natureza. O nectar, o perfume e a beleza das flores, aos nossos olhos, suplantam a importância da fecundação. A magestade do sol que rompi a madrugada e inspira poetas, mas representa importância maior como catalizador da vida é esquecida, assim como o doce sabor dos frutos guarda sua utilidade capital em atrair propagadores de sementes portadoras da continuação das especies.
Nesta perspecitiva a beleza dos festejos jamais poderia nublar o esforço desse gigante alquebrado de carne e osso. É por isso que venho ressaltar a importancia da sua presença, a fim de que não passe como simples detalhe, mas ganhe o devido brilho engrandecendo ainda mais o objetivo da festa. Que o Pequeno Grande seja ricamente compensado por Deus pelo bom exemplo e pela vontade de viver a serviço da Igreja e do Cristo por ela representado. Se todos os homens oferecessem de si quinhões tão grandes, a miséria humana seria um pouco menos vergonhosa, injusta e insana.
ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO
sexta-feira, 15 de maio de 2015
REFORMA AGRARIA, MENTIRA COM CARA DE VERDADE PARA ENGANAR TROUXAS
REFORMA AGRARIA, MENTIRA COM CARA DE VERDADE PARA ENGANAR TROUXAS.
Desde que a madandragem existe, governantes desonestos defendem a "Reforma Agraria", tratando de arregimentar cada vez maior número de militantes itinerantes em defesa do que garantem ser a salvaçāo dos pobres e o grande segredo para se fazer justica social.
Antes de tudo, deixo claro ao leitor que sou amplamente a favor de que todos os seres humanos possuam um espaco, para chamar de seu e dele fazer melhor proveito. Entretanto, dando sequência à minha velha preocupaçāo de demonstrar que mentiras bem trabalhadas em cabeças despreparadas ganham ares de verdades com única serventia de conduzir governantes mentirosos ao poder, demonstrarei matematicamente que a distribuiçāo gratis de espaço é tāo impossível quanto prometer o paraiso na Terra.
Segundo levantamento do Banco Mundial, temos os seguintes dados:
populaçāo do mundo........................................................... 7.125.000.000 bilhoes de habitantes.
área total dos cinco continentes ........................................ 1.265.000.000 bilhao de hectares.
porcentagem de terras agricultáveis no mundo ................ 37,6 %
populaçāo mundial vivendo na pobreza absoluta ............. 22,0 %
Vamos aos cálculos:
- Em âmbito mundial:
7,125 x 0,22 % = ............................ 1.589.950.000 de habitantes vivendo na pobreza
1,265 x 0,37 % = ............................ 468.050.000 de hectares de terras agricultáveis
468.050.000 : 1.589.950.000 =...... 0,294 hectare por habitante
1 hectare = ................................................. 10.000 metros quadrados
10.000 x 0,294 = ......................................... 2.940 metros quadrados por hab pobre
- Em âmbito nacional (Brasil)
populaçāo brasileira .................... 200.400.000 habitantes
area total do Brasil ........................ 85.000.000 de hetares
porcentagem de terras agricultáveis do Brasil ........ 32,5 %
porcentagem de miseráveis e pobres = .................. 50,0 %
200,4 x 0.50 % = ......................... 100.200.000 habitantes vivendo na pobreza
85.000.000 : 0,325 % = ................. 27.625.000 hectares de terras agricultáveis
27.625.000 : 100.400.000 = ....... 0,28 hectare para cada habitante pobre
1 hectare = ........................................... 10.000 metros quadrados
10.000 x 0,28 = ...................................... 2.800 metros quadrados por hab pobre
Diante da simples e objetiva demonstraçāo há algumas consideraçōes a tecer, a fim de provar que uma reforma agrária ampla, geral, irrestrita, justa, produtiva e sustentável, tanto no mundo, quanto no Brasil, esta para a realidade, assim como o burro para o castelo.
Primeiramente observa-se que a área hipoteticamente doada à populaçāo pobre, tanto no mundo quanto no Brasil, teria mais ou menos o mesmo tamanho e tal semelhança prova que, tanto fora, quando no Brasil, área tāo pequena nāo resolveria problema de ninguém. Some-se a isto a incapacidade técnica e econômico financeira dos novos proprietarios, com o objetivo de transformá-la em fator ativo de produçāo.
Outro importante detalhe a considerar seria que no contingente de novos proprietários, haveria menores, doentes, velhos e incapacitados físicos automaticamente inativos sem condições de produzir, mesmo com a propriedade da terra; compensaçāo que pesaria nos ombros dos fisicamente ativos aumentando sobremaneira o custo de sobrevivência de todos aqueles que supostamente vivessem da produçāo de subsistência familiar.
Considerando ainda que a área agricultável nacional seja composta por propriedades privadas legalmente adquiridas, direito legalmente reconhecido pela Constituicao Federal, restaria ao Estado confiscá-las de maneira ditatorial, assim contrariando o direito democrático à propriedade, a fim de redistribui-las às populaçōes carentes, inciativa tāo inútil quanto trocar duzia por doze. Popularmente diria-se que estariam desvestindo um santo para vestir outro.
Suponhamos que o Estado Brasileiro se dispusesse a adquirir propriedades democraticamente, pagando preço de mercado. Obviamente grande parte dos proprietários nāo estaria disposta a vendê-las e, por outro lado, qual fonte de renda capacitaria o comprador, no caso, o Estado, a disponibilizar muitos bilhões ou trilhões em espécime para tal finalidade?
Finalmente cabem as cruciais perguntas:
1 - Um Estado ineficiente quanto o Brasileiro, que mal da conta de manter a infra estrutura do país em condiçōes de atender à crescente demanda por logística, energia, educaçāo, saúde, segurança, mesmo penalizando a populaçāo pobre com uma das maiores cargas tributárias do planeta, nāo daria conta de preparar os novos proprietários com assistência educacional, técnica e econômico-financeira para fixá-los na terra os transformando em produtores eficientes e libertá-los da pobreza.
2 - Ainda considerando-se a hipotética situaçāo em que todos os pobres do mundo e do Brasil se transformassem, da noite para o dia, em produtores rurais eficientes, estariamos diante de uma formidável condiçāo de monoatividade, situaçāo que nāo haveria mais pedreiros, carpinteiros, marceneiros, mecânicos, enfermeiros, balconistas, coveiros, ferramenteiros, pescadores, armadores, motoristas, costureiras e outras tantas dezenas de funçōes indispensáveis a uma economia sustentável e saudável. Considerando-se, obviamente, que esses profissionais nao façam parte do grupo de miseráveis, mas certamente, dentro dos parametros salariais nacionais, estejam perfeitamente encaixados no grupo dos pobres; portanto tendo direito a sua área.
Diante de argumentos sólidos nāo há teorias que se sustentem! Portanto, com alguns cálculos de baixa complexidade e perguntas jamais respondidas pelos demagogos de plantāo, é possivel provar que a tal "Reforma Agraria" faz parte de inteligente estratégia comunista objetivando tāo somente mobilizar a massa de manobra necessária para que os oportunistas montem no poder e fiquem ricos a custa da boa fé e da fraqueza dos pobres.
Portanto, mais uma vez, volto a bater na mesma tecla:
O que os pobres precisam nāo é de "Reforma Agraria", mas de Reforma Etica e Moral, que abra caminho para amplas "Reformas Educacional, Fiscal e Tributaria". Governantes e povo precisam se conscientizar que o Estado nao existe para ser pai, nem funcionarionar como banqueiro ou empresário, mas, pelo contrario, sua funçāo principal é proteger a sociedade promovendo Justiça Democrática, sempre cuidando para que o cidadāos sejam independentes e estejam capacitados para o exercício da plena cidadania. So assim os políticos malandros e a pobreza deixarāo de existir!
ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO
Desde que a madandragem existe, governantes desonestos defendem a "Reforma Agraria", tratando de arregimentar cada vez maior número de militantes itinerantes em defesa do que garantem ser a salvaçāo dos pobres e o grande segredo para se fazer justica social.
Antes de tudo, deixo claro ao leitor que sou amplamente a favor de que todos os seres humanos possuam um espaco, para chamar de seu e dele fazer melhor proveito. Entretanto, dando sequência à minha velha preocupaçāo de demonstrar que mentiras bem trabalhadas em cabeças despreparadas ganham ares de verdades com única serventia de conduzir governantes mentirosos ao poder, demonstrarei matematicamente que a distribuiçāo gratis de espaço é tāo impossível quanto prometer o paraiso na Terra.
Segundo levantamento do Banco Mundial, temos os seguintes dados:
populaçāo do mundo........................................................... 7.125.000.000 bilhoes de habitantes.
área total dos cinco continentes ........................................ 1.265.000.000 bilhao de hectares.
porcentagem de terras agricultáveis no mundo ................ 37,6 %
populaçāo mundial vivendo na pobreza absoluta ............. 22,0 %
Vamos aos cálculos:
- Em âmbito mundial:
7,125 x 0,22 % = ............................ 1.589.950.000 de habitantes vivendo na pobreza
1,265 x 0,37 % = ............................ 468.050.000 de hectares de terras agricultáveis
468.050.000 : 1.589.950.000 =...... 0,294 hectare por habitante
1 hectare = ................................................. 10.000 metros quadrados
10.000 x 0,294 = ......................................... 2.940 metros quadrados por hab pobre
- Em âmbito nacional (Brasil)
populaçāo brasileira .................... 200.400.000 habitantes
area total do Brasil ........................ 85.000.000 de hetares
porcentagem de terras agricultáveis do Brasil ........ 32,5 %
porcentagem de miseráveis e pobres = .................. 50,0 %
200,4 x 0.50 % = ......................... 100.200.000 habitantes vivendo na pobreza
85.000.000 : 0,325 % = ................. 27.625.000 hectares de terras agricultáveis
27.625.000 : 100.400.000 = ....... 0,28 hectare para cada habitante pobre
1 hectare = ........................................... 10.000 metros quadrados
10.000 x 0,28 = ...................................... 2.800 metros quadrados por hab pobre
Diante da simples e objetiva demonstraçāo há algumas consideraçōes a tecer, a fim de provar que uma reforma agrária ampla, geral, irrestrita, justa, produtiva e sustentável, tanto no mundo, quanto no Brasil, esta para a realidade, assim como o burro para o castelo.
Primeiramente observa-se que a área hipoteticamente doada à populaçāo pobre, tanto no mundo quanto no Brasil, teria mais ou menos o mesmo tamanho e tal semelhança prova que, tanto fora, quando no Brasil, área tāo pequena nāo resolveria problema de ninguém. Some-se a isto a incapacidade técnica e econômico financeira dos novos proprietarios, com o objetivo de transformá-la em fator ativo de produçāo.
Outro importante detalhe a considerar seria que no contingente de novos proprietários, haveria menores, doentes, velhos e incapacitados físicos automaticamente inativos sem condições de produzir, mesmo com a propriedade da terra; compensaçāo que pesaria nos ombros dos fisicamente ativos aumentando sobremaneira o custo de sobrevivência de todos aqueles que supostamente vivessem da produçāo de subsistência familiar.
Considerando ainda que a área agricultável nacional seja composta por propriedades privadas legalmente adquiridas, direito legalmente reconhecido pela Constituicao Federal, restaria ao Estado confiscá-las de maneira ditatorial, assim contrariando o direito democrático à propriedade, a fim de redistribui-las às populaçōes carentes, inciativa tāo inútil quanto trocar duzia por doze. Popularmente diria-se que estariam desvestindo um santo para vestir outro.
Suponhamos que o Estado Brasileiro se dispusesse a adquirir propriedades democraticamente, pagando preço de mercado. Obviamente grande parte dos proprietários nāo estaria disposta a vendê-las e, por outro lado, qual fonte de renda capacitaria o comprador, no caso, o Estado, a disponibilizar muitos bilhões ou trilhões em espécime para tal finalidade?
Finalmente cabem as cruciais perguntas:
1 - Um Estado ineficiente quanto o Brasileiro, que mal da conta de manter a infra estrutura do país em condiçōes de atender à crescente demanda por logística, energia, educaçāo, saúde, segurança, mesmo penalizando a populaçāo pobre com uma das maiores cargas tributárias do planeta, nāo daria conta de preparar os novos proprietários com assistência educacional, técnica e econômico-financeira para fixá-los na terra os transformando em produtores eficientes e libertá-los da pobreza.
2 - Ainda considerando-se a hipotética situaçāo em que todos os pobres do mundo e do Brasil se transformassem, da noite para o dia, em produtores rurais eficientes, estariamos diante de uma formidável condiçāo de monoatividade, situaçāo que nāo haveria mais pedreiros, carpinteiros, marceneiros, mecânicos, enfermeiros, balconistas, coveiros, ferramenteiros, pescadores, armadores, motoristas, costureiras e outras tantas dezenas de funçōes indispensáveis a uma economia sustentável e saudável. Considerando-se, obviamente, que esses profissionais nao façam parte do grupo de miseráveis, mas certamente, dentro dos parametros salariais nacionais, estejam perfeitamente encaixados no grupo dos pobres; portanto tendo direito a sua área.
Diante de argumentos sólidos nāo há teorias que se sustentem! Portanto, com alguns cálculos de baixa complexidade e perguntas jamais respondidas pelos demagogos de plantāo, é possivel provar que a tal "Reforma Agraria" faz parte de inteligente estratégia comunista objetivando tāo somente mobilizar a massa de manobra necessária para que os oportunistas montem no poder e fiquem ricos a custa da boa fé e da fraqueza dos pobres.
Portanto, mais uma vez, volto a bater na mesma tecla:
O que os pobres precisam nāo é de "Reforma Agraria", mas de Reforma Etica e Moral, que abra caminho para amplas "Reformas Educacional, Fiscal e Tributaria". Governantes e povo precisam se conscientizar que o Estado nao existe para ser pai, nem funcionarionar como banqueiro ou empresário, mas, pelo contrario, sua funçāo principal é proteger a sociedade promovendo Justiça Democrática, sempre cuidando para que o cidadāos sejam independentes e estejam capacitados para o exercício da plena cidadania. So assim os políticos malandros e a pobreza deixarāo de existir!
ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO
segunda-feira, 20 de abril de 2015
PASCU NO DOS OUTROS NAO ARDE
COMENTARIO ENVIADO A REVISTA PIAUI PARABENIZANDO A JORNALISTA MALU DELGADO, AUTORA DO TEXTO, PELA BELA E OPORTUNA REPORTAGEM DENUNCIANDO O TROTE DESRESPEITOSO NA FACULDADE DE MEDICINA DA USP.
PASCU NO DOS OUTROS NAO ARDE
Quero, mais uma vez, parabenizar essa revista e a jornalista supra pela reportagem e pela coragem em abordar assunto tao importante sobre o trote na USP, intitulada: NA MIRA DO TROTE - Ed. 101, pag 26.ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO
Tema de extrema importancia colocado na ribalta para mostrar ao povo como esta podre a sociedade brasileira e qual o nivel dos profissionais que estao sendo preparados para dirigir o Brasil em poucos anos. Mais estarrecedor ainda o insolente barbarismo contar com o apoio, a conivencia, o financiamento e o silencio macabro de um bando de crapulas de colarinho branco ja formado naquela lama!
Como entender um pais que se indignou ha pouco tempo com a conduta doentia e desrespeitosa de um medico que aproveitava de mulheres indefesas enquanto dormiam e que agora paga caro para mante-lo na prisao, se comportar com tamanha pasmaceira e tolerancia diante de um ascinte cruel dentro dos limites de uma universidade mantida pelo povo, ambiente onde deveriam estar burilando pessoas para o bem, mas que, pelo visto, estao formando bandidos covardes, torturadores, cinicos, mentirosos e sadomasoquistas?
Como entender uma sociedade que se solidariza com sua presidente, quando ela lamenta e chora pelas torturas que sofreu, juntamente com seu grupo de militantes, muitos dos quais suas respectivas familias fizeram jus a indenizacoes e subvencoes milionarias, pagas pelo povo miseravel, para compensar a vida e a dignidade perdida, se calar diante desse holocausto da moral e do respeito?
Ninguem, nem eu, e contra um trote saudavel, respeitoso, acolhedor, pandego, sociabilizante; e bom que se esclareca, senao, certamente, havera alguem defendendo o indefensavel. Todavia o que se esta condenando e a acao de quadrilheiros opressores agindo sutilmente dentro de uma escola, quando nao assassinando, jogando a reputacao de infefesos na lata do lixo.
Garanto por tudo que ha de mais sagrado dentre meus valores morais e eticos que, se minha filha for submetida a tamanhas humilhacoes e torturas dessa magnitude e tal barbaridade chegar ao meu conhecimento, encherei de ameixas quentes a cara ou as caras dos bandidos que se prestarem a esse servico, para sentirem quanto doi o pascu nos outros e quanta coragem tem alguns pais feridos.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
DEMOCRACIA , ESSA DOCE MERETRIZ
DEMOCRACIA, ESSA DOCE MERETRIZ
Desde os primórdios da
humanidade a liberdade foi algo raro, tão almejado quanto espaço territorial e
água. Mas, a convivência grupal exige, mesmo entre os irracionais, que o
indivíduo respeite o espaço do outro, nascendo aí a primeira e mais tênue
barreira de limitação da condição de plena liberdade.
Entretanto, não se pode esquecer
outra importante condição capaz de reduzir em muito os limites da liberdade.
Ninguém nunca foi tão forte e capaz de se proteger por sua conta e risco
principalmente nos tempos bárbaros, cuja lei era a do mais forte. Em troca de
proteção os indivíduos eram obrigados a se submeter a leis severas de
convivência e a moeda de troca era servir ao grupo através do controle e
supervisão de um líder tribal.
Até aí tudo parecia ir bem, até
que vários indivíduos que reuniam as mesmas condições físicas e capacidade de
combate começaram a competir entre si para a conquista do posto que pertencia a
somente um. O resultado da competição entre os mais fortes e capazes foi um
oportuno acordo de cavalheiros dando origem ao que modernamente chamamos de
liderança; a condição em que não mais existia um líder, mas um grupo deles.
Assim o exercício do poder
perdeu o status de obrigação assumida por um líder comprometido com o bem estar
coletivo e passou a ser privilégio de uma casta superior ligada à nova
liderança, todos vivendo à custa dos demais e deles exigindo muita fidelidade e
impostos para sua manutenção e regalo.
Essa é a história dos primórdios
do Estado e da opressão. Liberdade passou a ser moeda de troca e cada vez
crescente privilégio dos mais leais ao Estado. Quanto mais forte fosse o
combatente, mais poder conquistava com o apoio da elite. Nessas condições
surgiram novos personagens históricos: os soldados e a escravidão.
As sociedades antigas eram
compostas por quatro camadas sociais: nobres, militares, o clero e por último,
o povo, na sua grande maioria, escravos. Por muitas dezenas de séculos essa foi
a organização social comum. Não havia variações, não havia saída. Nascer bem era
um evento de sorte máxima merecida por poucos e a morte a única promessa de
descanso e libertação.
O primeiro esboço de Estado de
Direito surgiu na Grécia, mais precisamente em Atenas, cidade considerada berço
da democracia. A palavra democracia encerra a idéia de governo do povo e para o
povo. Embora o primeiro exercício de democracia tenha ocorrido, nem todos
podiam participar das decisões políticas naquela cidade. Mulheres e escravos
não tinham peso participativo.
Atualmente
a democracia é exercida na maioria dos países democráticos de forma *representativa. O pilar principal da democracia é o direito
de votar; subtendendo-se também o direito de se candidatar. O segundo
sustentáculo, também de grande peso, constitui-se na alternância de poder, a
qual determina substituição de mandatários a cada período pré-estabelecido, assim
impossibilitando que alguém e seu grupo se estabeleçam no poder eternamente.
Completando o tripé de sustentação da liberdade cidadã, instituiu-se, talvez o
mais nobre dos direitos: o direito à defesa. Este garante que qualquer cidadão
sob suspeição e acusação só poderá ser punido depois de esgotadas todas as
possibilidades de defesa exercidas em instâncias jurídicas soberanas e
independentes.
Com
o passar dos séculos e o advento das grandes conquistas tecnológicas, o Estado
de Direito sofreu influências positivas e a ele se incorporaram a imprensa e,
mais recentemente, a globalização, que nada mais é que a popularização dos
computadores pessoais possibilitando ao cidadão comum conquistas nunca dantes
imaginadas; dentre elas acesso instantâneo a fontes de informações localizadas
em qualquer parte do globo, acesso a conhecimentos científicos em todas as
áreas das ciências e, em minha opinião, o mais importante: deu voz ativa ao
cidadão comum o inserindo no mundo das decisões de uma maneira tão profunda que
jamais o poder terá a mesma força e capacidade centralizadora de outrora. Em
poucas palavras pode-se afirmar que os poderosos perderam poder ou, pelo menos,
terão que exercê-lo com mais responsabilidade e espírito humano. Estamos no
inicio desse processo, mesmo porque a rede de computadores ainda esta na
adolescência, mas o processo é irreversível.
Entretanto,
com a industrialização, mais acentuada no século XIX, surge no horizonte outro
dragão avassalador: a ambição capitalista. Neste trem a elite também tomou
carona e voltou a escravizar. Dessa vez a arma era o capital. Quem produzia
dava as cartas e impunha a lei pela força do dinheiro. Assim a acumulação de capital na mão de
poucos passou a causar revolta crescente entre o povo.
Vários
pensadores estudaram o problema, dentre eles o mais importante; Karl Marx. Este
idealizou o Estado Igualitário, no qual ninguém podia possuir mais que alguém.
O Estado era dono e senhor dos meios de produção e do capital por eles gerados.
Todos eram como funcionários públicos, trabalhavam para o Estado e não tinham
salários. O pagamento devia ser feito pelo direito de morar em propriedade
pública e gozar de serviços básicos de graça nas áreas da saúde, transporte,
educação, lazer e demais. Uma espécie de paraíso democrático vigiado e limitado,
o qual desconhecia importantes características humanas como, por exemplo, a
ânsia pela competição e o direito nato de pensar, conquistar e protestar, ou
seja: ser livre. Aqui Marx morreu na praia, quando tentou prender albatrozes na
gaiola. Isso não deu certo e para se chegar ao resultado previsto ditadura foi
necessário. Então seus seguidores viram, na prática, que suas idéias utópicas
transportavam aquelas sociedades para o passado longínquo da antiguidade. À medida
que governantes marxistas se revestiam de poderes absolutos e passavam a
exercê-los apoiados por uma elite que tudo podia em detrimento do povo mais
empobrecido e impedido de protestar, suas nações caiam no caos econômico e social.
Enquanto o povo temia as perseguições da polícia política contando apenas com
um judiciário fraco e conivente, a corrupção assumia status de ministério
reconhecido e respeitado. Em suma, mais direitos foram cassados: os direitos à
livre expressão e de propriedade, tendo prevalecido o fenômeno da escravidão
física, mental e econômica.
Hoje
o mundo político é polarizado entre as vertentes Capitalismo e Marxismo. Ambos
usam da doce meretriz para se justificar, conquistar adeptos e seguidores. Ambos
falharam feio. O Capitalismo pelo
aumento incontrolável da desigualdade social em todas as sociedades, desde as
mais desenvolvidas. Contudo vem demonstrando, principalmente nas ultimas
décadas, grande capacidade regenerativa pelo maior apoio às liberdades humanas
natas e, conforme dito acima, o poder jamais terá o mesmo peso depois da
integração global. No futuro, gradativamente as estruturas de poder serão
lentamente solapadas e enfraquecidas pela força do exercício da cidadania plena
de cada vez maior contingente de populares.
Por
sua vez, o Marxismo, nunca se sustentou e nunca alcançou os objetivos
paradisíacos sonhados por Marx, principalmente porque o filósofo se esqueceu
que seres humanos quando revestidos de poder ilimitado assumem sua verdadeira
identidade. Em segundo lugar, porque está estabelecido sobre fundamentos insustentáveis,
tais como: ditadura, fabricação de idiotas úteis, assistencialismo, população
alienada pela ignorância, indução fantasiosa à esperança por futuro melhor, manipulação
da história, poder eterno, dissimulação, mentiras, ineficiência administrativa,
insipiência tecnológica, aniquilação do empreendedorismo, inépcia na política, fabricação
de homens/mulheres para obedecer sem contestar. Em resumo: confere legitimidade
a um Estado Policial, onde os cidadãos são sempre vigiados e reduzidos à
condição de meros números.
Ainda
assim, a voluptuosa meretriz continua andando por ai, rodando a bolsinha, com
suas roupas sumárias, seu cheiro estarrecedor, encantando gregos e troianos.
Todos lutam por ela, falam em seu nome
para o bem ou para o mal, para libertar ou para dominar; arrebanhando cada vez
mais idiotas úteis apaixonados pelos seus encantos. Enquanto isso sutilmente
ela coloca a linguiça no anzol e fisga os desavisados. Quando menos esperam,
estão na gaiola mental e econômico-financeira, a serviço do poder, num beco sem
saída, onde manda quem pode e obedece quem tem juízo. Por isso a encantadora
prostituta precisa constantemente ser vigiada. A polícia atende pelos nomes educação
e informação. Sem elas os ricos mandam e os pobres obedecem em qualquer
sistema.
* DEMOCRACIA REPRESENTATIVA – aquela
em que os cidadãos delegam poderes de representá-los ao Parlamento pelo voto
direto –
ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.
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