Desastrada presidenta, esta de pêsames o Brasil pela sua recondução ao poder por meio do ilusionismo assistencialista exploratório, do estelionato e da mentira, pregados na parte mais inocente e carente da sociedade. Minhas condolências aos cidadãos explorados pela alta carga tributaria, inclusive os pobres. Minha solidariedade aos jovens que herdarão uma nação marcada pelo embuste e pela traição. Minha angustia pelas gerações futuras que lerão paginas sujas da sagrada historia de um povo e de uma nação secularmente explorados por tantos mercenários sedentos de sangue e de poder. Minha compaixão pelos velhos, que no fim da vida, sao penalizados pela certeza de que pelo resto dos seus dias haverá humilhação, dor, pobreza e consequente baixa qualidade de vida.
E passada a hora de vossa excelência compreender que uma nação de 200 milhões de habitantes e um território de 8 milhões e meio de quilómetros quadrados não é Cuba. Que as coisas por aqui são muito mais complexas e que governar nesta terra não pode e nunca vai ser tão simples que seja possível se impor pela bravata, pela cooptação e pela ditadura. Que os tempos sao outros diferentes daqueles, quando as nações eram ilhas cercadas pela desinfomacao e isoladas pela distância. Que hoje um traque mal cheiroso poderá se transformar numa nuvem negra de conturbações e prejuízos irreparáveis. Que toda marolinha tem potencial para se transformar num tsunami.
Quando sair de manha para trabalhar, deixe em casa o mimetismo, ora se apresentando como coitadinha, ora como torturada sofredora, ora como inocente que nunca sabe de nada, ora como amiga e solidaria a ditaduras sanguinárias, ora como desconhecedora das inconfidências do FORO DE SAO PAULO e da UNASUL comunista, que de democracia e liberdade nada entendem, nem preconizam.
Deixe de lado a falsidade e conte para a sociedade o que essas bestas comunistas estão tramando por trás dos bastidores, a fim de se implantar uma ditadura comunista no Brasil e na America Latina, que todos sabem não vão funcionar, assim como não esta funcionando na Venezuela, na Argentina e no nosso Brasil quebrado, humilhado, desacreditado; coincidentemente governado pelos democratas que defendiam e ainda defendem teorias comunistas soviéticas e a recuperação do que foi perdido na Cortina de Ferro do leste europeu, cuja ação somente trouxe sofrimento, miséria, atraso e vergonha para aquelas nações e seus povos.
Espero que em 2015 ponha a mão na consciência, descarte o autoritarismo, deixe de lado também a ideologia inútil e embusteira; lembre-se que só com trabalho honesto, planejamento, democracia educação de qualidade, respeito às conquistas históricas positivas e aos outros poderes da república os homens/mulheres poderão alcançar a liberdade e a felicidade. Jamais se esqueça que associações com amigos piores que nós nos desqualificam. Nos sexagenários aprendemos isso com papai e mamãe! Lembra-se?
APRESENTAÇÃO
O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.
Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.
Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .
Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.
O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.
Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.
Forte abraço!
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
MENSAGEM DE ANO NOVO A DILMA ROUSSEFF
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
PROFESSOR BRUNO LEONCIO CARIELO, O CARA!
PROFESSOR BRUNO CARIÊLO LEÔNCIO, O CARA!
Justa homenagem prestou a administração municipal, com a anuência e apoio da prefeita Regina, ao professor Bruno Cariêlo, pelo seu brilho e suas conquistas no âmbito esportivo nacional; como também por ascender o nome e a imagem desta cidade de São Vicente de Minas ao mais alto panteão da sua história.
O lendário ex-presidente americano Abraham Lincoln, certa vez, proferiu o seguinte pensamento: “- Quando pratico o bem, sinto-me de bem; quando pratico o mal, sinto-me de mal. Eis a minha religião”! Diante disso, calculemos o quanto bem nosso nobre professor esta se sentindo por, através do esporte, plantar o bem na vida de tantos jovens.
O futuro será o retrato do presente, portanto jovens de bem farão um Brasil melhor, menos injusto, mais gentil, mais amado e mais respeitado.
E o ex-acadêmico da Academia Brasileira de Letras, Eugênio Gomes, em sua brilhante análise: O Enígma de Capitu sobre a obra prima de Machado de Assis: Dom Casmurro; nos deixou a seguinte mensagem, que não nos é permitido esquecer: - “a estética é a ética da civilidade.” O esporte se enquadra perfeitamente nessa verdade por ser, além de belo e fazer bem ao espírito e ao corpo, algo que proporciona ao homem/mulher a capacidade de colocar sua natureza guerreira em ação sem ferir ninguém, uma vez que o respeito ao adversário é seu dogma fundamental.
Parabenizo o professor, lhe desejando saúde e disposição para continuar seu belo trabalho, como também a esta cidade pelo reconhecimento a ele devido
na esperança de que mais homens/mulheres dessa têmpera nasçam, a fim de salvar o Brasil da sua atual depauperação moral e cívica.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
QUAL O MELHOR PARA O BRASIL E PARA AS NACOES EM DESENVOLVIMENTO?
QUAL O MELHOR PARA O BRASIL E PARA AS NAÇÕES EM DESENVOLVIMENTO?
O Brasil é a segunda maior democracia do mundo, não pela qualidade, mas pelo tamanho gigantesco da sua população. Quando a sociedade brasileira conseguir reduzir o abismo que separa ricos e pobres, não só no campo econômico, mas também no social e educacional, aí sim, seremos grande democracia em tamanho e qualidade.
A receita para esse intento, no entanto, não se encontra nos manuais marxistas e muito menos na conduta político-administrativa ditatorial dos países comunistas. Pelo contrário; todas as sociedades que foram ou ainda estão submetidas a regimes ditatoriais, de qualquer orientação, sofreram ou estão sofrendo pelo atraso tecnológico, social, político e democrático.
Os líderes que se encontram hoje no comando das nações pobres ou consideradas emergentes sabem disso tanto quanto também conhecem a receita usada pelos países ricos e democráticos; os mesmos que conseguiram reduzir a pobreza com sustentabilidade, ou seja, sem implantar na mentalidade popular a ilusão de que o Estado pode e deve funcionar como pai e mãe de todos os desvalidos. A essa política chamamos “assistencialismo populista”, cuja utilidade é criar uma massa de manobra incapaz de pensar, julgar e escolher seu próprio destino; abrindo espaço para que governantes se transformem em donos absolutos da nacionalidade, podendo dispor das riquezas culturais e materiais segundo interesses pessoais e aos da elite que os apóia.
A democracia plena e igualitária é fruto do trabalho de líderes verdadeiramente comprometidos com as liberdades humanas em sua plenitude, entendendo-se que a maior delas é a capacidade do universo de indivíduos competir de igual para igual, porque todos tiveram as mesmas oportunidades educacionais; entendendo-se isso como direito à educação de alta qualidade desde o período pré-escolar até os últimos anos universitários.
A máxima que no presente orienta o pensamento político brasileiro: “País rico é país sem pobreza” não passa de uma alegoria lingüística, uma espécie de silogismo barato de cunho populista; nada mais que um jogo de palavras para impressionar cidadãos mal informados. Eu digo que país rico é aquele que não fabrica dependentes e ignorantes úteis, nem admite comércio de votos de cabresto.
Independentemente da orientação política: capitalismo ou comunismo; não importa; se não houver comprometimento com a verdade e com o abraço fraternal entre eu, você e nós, nada funcionará bem. As injustiças atribuídas ao sistema capitalista brotam no âmbito da falta de solidariedade, na incapacidade de respeitar direitos constitucionais que impõem igualdade entre os indivíduos e na leniência dos governantes que não submetem o Estado a sua utilidade precípua que é a de proteger o cidadão indefeso garantindo justiça social prevista em lei constitucional.
De outra forma os timoneiros comunistas, que historicamente precisam usar da força ditatorial, para se impor sobre a natureza livre do ser humano não conseguem livrar-se da ambição absolutista e montados no Estado o transformam em carrasco impiedoso capaz de exterminar, unicamente baseados em condenações sumárias, na maioria das vezes pelo crime banal de discordar das políticas estatais impostas sem consulta popular.
Diante de sérios defeitos estruturais dos dois regimes, não é difícil concluir, portanto, que o melhor sistema é aquele que mais respeita as liberdades individuais e os direitos básicos do ser humano de se educar, se informar, se movimentar livremente, se manifestar, se defender, se alimentar, investir, procriar e ser protegido pelo Estado. A isso chamamos "Estado de Direito" e é com esse que devemos caminhar rumo ao futuro, se é que assim desejamos.
Portanto, as nações que almejem construir uma sociedade menos injusta devem substituir políticas demagógicas de extremistas paranóicos de direita ou de esquerda, como também foices e martelos obsoletos comunistas pelo conjunto: honestidade, cumprimento dos direitos básicos previsto na Constituição Federal, escola de alta qualidade para ricos e pobres, democracia, empreendedorismo, administração eficiente dos bens públicos, combate severo à corrupção, racionalização dos gastos do Estado e computador integrado à rede mundial acessível a cem por cento da população.
Segundo Alvin Toffler, importante pensador norte americano: “Os analfabetos no futuro não serão aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que não tiverem oportunidade de aprender, reaprender e voltar a aprender.” Impossível tratar desse tema sem mencionar o consagrado escritor futurista, que a esquerda considera um visionário louco, autor de uma das mais polêmicas obras do século XX: “A Terceira Onda.”
Ele dividiu o tempo e o espaço desenvolvimentista da humanidade em três partes as quais classificou como ondas. A primeira onda considerou a época da agropecuária básica, quando novas gerações exploravam a terra como seus ancestrais faziam há milhares de anos; num padrão básico de produção para subsistência pessoal e familiar. A segunda ressalta a fase da industrialização maciça, uso intensivo do automóvel, do transporte de massas, inchaço das grandes cidades, poluição, falta de planejamento no campo da sustentabilidade. A terceira trata do fenômeno internet, introdução do computador nos lares, no trabalho e nas empresas como eletrodoméstico comum e de uso diário; tendo como pivô central a proliferação de funções e profissões que exigiriam cada vez mais conhecimento de alta sofisticação tecnológica.
Lembro que suas previsões futurísticas preconizadas na obra “Terceira Onda” foram publicadas ainda na década dos oitenta, quando a internet e as novas tecnologias ainda causavam espanto e incredulidade até nos cidadãos das nações desenvolvidas. Mas a pérola máxima das suas previsões viria, quando enxergou que a popularização das altas tecnológicas produziria maior eficiência e produtividade, mas em contrapartida exigiria grandes investimentos em educação e que este seria o caminho mais curto e barato para a extinção da pobreza na sua condição de subproduto da ignorância. Exemplos de nações que seguiram sua cartilha e tiveram sucesso inimaginável: Japão, Korea do Sul, Austrália, Nova Zelândia.
Diante dessa magnífica futurologia, que a cada momento mais se concretiza e toma ares de indiscutível realidade, cabe a inevitável pergunta: Qual será o futuro do Brasil e demais nações, que, por ventura ainda continuem navegando na contra mão da Terceira Onda, por simples radicalismo ideológico ou mesmo porque ainda enxergam no uso da ignorância um bom passaporte para a permanência no poder?
ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO.
O Brasil é a segunda maior democracia do mundo, não pela qualidade, mas pelo tamanho gigantesco da sua população. Quando a sociedade brasileira conseguir reduzir o abismo que separa ricos e pobres, não só no campo econômico, mas também no social e educacional, aí sim, seremos grande democracia em tamanho e qualidade.
A receita para esse intento, no entanto, não se encontra nos manuais marxistas e muito menos na conduta político-administrativa ditatorial dos países comunistas. Pelo contrário; todas as sociedades que foram ou ainda estão submetidas a regimes ditatoriais, de qualquer orientação, sofreram ou estão sofrendo pelo atraso tecnológico, social, político e democrático.
Os líderes que se encontram hoje no comando das nações pobres ou consideradas emergentes sabem disso tanto quanto também conhecem a receita usada pelos países ricos e democráticos; os mesmos que conseguiram reduzir a pobreza com sustentabilidade, ou seja, sem implantar na mentalidade popular a ilusão de que o Estado pode e deve funcionar como pai e mãe de todos os desvalidos. A essa política chamamos “assistencialismo populista”, cuja utilidade é criar uma massa de manobra incapaz de pensar, julgar e escolher seu próprio destino; abrindo espaço para que governantes se transformem em donos absolutos da nacionalidade, podendo dispor das riquezas culturais e materiais segundo interesses pessoais e aos da elite que os apóia.
A democracia plena e igualitária é fruto do trabalho de líderes verdadeiramente comprometidos com as liberdades humanas em sua plenitude, entendendo-se que a maior delas é a capacidade do universo de indivíduos competir de igual para igual, porque todos tiveram as mesmas oportunidades educacionais; entendendo-se isso como direito à educação de alta qualidade desde o período pré-escolar até os últimos anos universitários.
A máxima que no presente orienta o pensamento político brasileiro: “País rico é país sem pobreza” não passa de uma alegoria lingüística, uma espécie de silogismo barato de cunho populista; nada mais que um jogo de palavras para impressionar cidadãos mal informados. Eu digo que país rico é aquele que não fabrica dependentes e ignorantes úteis, nem admite comércio de votos de cabresto.
Independentemente da orientação política: capitalismo ou comunismo; não importa; se não houver comprometimento com a verdade e com o abraço fraternal entre eu, você e nós, nada funcionará bem. As injustiças atribuídas ao sistema capitalista brotam no âmbito da falta de solidariedade, na incapacidade de respeitar direitos constitucionais que impõem igualdade entre os indivíduos e na leniência dos governantes que não submetem o Estado a sua utilidade precípua que é a de proteger o cidadão indefeso garantindo justiça social prevista em lei constitucional.
De outra forma os timoneiros comunistas, que historicamente precisam usar da força ditatorial, para se impor sobre a natureza livre do ser humano não conseguem livrar-se da ambição absolutista e montados no Estado o transformam em carrasco impiedoso capaz de exterminar, unicamente baseados em condenações sumárias, na maioria das vezes pelo crime banal de discordar das políticas estatais impostas sem consulta popular.
Diante de sérios defeitos estruturais dos dois regimes, não é difícil concluir, portanto, que o melhor sistema é aquele que mais respeita as liberdades individuais e os direitos básicos do ser humano de se educar, se informar, se movimentar livremente, se manifestar, se defender, se alimentar, investir, procriar e ser protegido pelo Estado. A isso chamamos "Estado de Direito" e é com esse que devemos caminhar rumo ao futuro, se é que assim desejamos.
Portanto, as nações que almejem construir uma sociedade menos injusta devem substituir políticas demagógicas de extremistas paranóicos de direita ou de esquerda, como também foices e martelos obsoletos comunistas pelo conjunto: honestidade, cumprimento dos direitos básicos previsto na Constituição Federal, escola de alta qualidade para ricos e pobres, democracia, empreendedorismo, administração eficiente dos bens públicos, combate severo à corrupção, racionalização dos gastos do Estado e computador integrado à rede mundial acessível a cem por cento da população.
Segundo Alvin Toffler, importante pensador norte americano: “Os analfabetos no futuro não serão aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que não tiverem oportunidade de aprender, reaprender e voltar a aprender.” Impossível tratar desse tema sem mencionar o consagrado escritor futurista, que a esquerda considera um visionário louco, autor de uma das mais polêmicas obras do século XX: “A Terceira Onda.”
Ele dividiu o tempo e o espaço desenvolvimentista da humanidade em três partes as quais classificou como ondas. A primeira onda considerou a época da agropecuária básica, quando novas gerações exploravam a terra como seus ancestrais faziam há milhares de anos; num padrão básico de produção para subsistência pessoal e familiar. A segunda ressalta a fase da industrialização maciça, uso intensivo do automóvel, do transporte de massas, inchaço das grandes cidades, poluição, falta de planejamento no campo da sustentabilidade. A terceira trata do fenômeno internet, introdução do computador nos lares, no trabalho e nas empresas como eletrodoméstico comum e de uso diário; tendo como pivô central a proliferação de funções e profissões que exigiriam cada vez mais conhecimento de alta sofisticação tecnológica.
Lembro que suas previsões futurísticas preconizadas na obra “Terceira Onda” foram publicadas ainda na década dos oitenta, quando a internet e as novas tecnologias ainda causavam espanto e incredulidade até nos cidadãos das nações desenvolvidas. Mas a pérola máxima das suas previsões viria, quando enxergou que a popularização das altas tecnológicas produziria maior eficiência e produtividade, mas em contrapartida exigiria grandes investimentos em educação e que este seria o caminho mais curto e barato para a extinção da pobreza na sua condição de subproduto da ignorância. Exemplos de nações que seguiram sua cartilha e tiveram sucesso inimaginável: Japão, Korea do Sul, Austrália, Nova Zelândia.
Diante dessa magnífica futurologia, que a cada momento mais se concretiza e toma ares de indiscutível realidade, cabe a inevitável pergunta: Qual será o futuro do Brasil e demais nações, que, por ventura ainda continuem navegando na contra mão da Terceira Onda, por simples radicalismo ideológico ou mesmo porque ainda enxergam no uso da ignorância um bom passaporte para a permanência no poder?
ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
ABA EM GUERRA COM A REVISTA VEJA - EM SEGUIDA MINHA OPINIÃO
ABA avalia se irá processar a Veja por
ataques baixos contra povos indígenas e antropólogos/as
A recente matéria da revista Veja intitulada "Farra da
Antropologia Oportunista" vem despertando reações veementes de condenação
da prática de jornalismo descaradamente mentiroso, racista e atrelado ao lobbie
dos capitalistas em conflito com povos indígenas. Em nota pública assinada pelo
Prof. João Pacheco de Oliveira da UFRJ e coordenador Comissão de Assuntos
Indígenas da Associação Brasileira de Antropologia, a CAI-ABA demonstra com
evidências documentais que o artigo da Veja não é um fato isolado, mas parte de
uma prática sistemática de deslegitimação das reivindicações dos povos
indígenas que estão em conflito com interesses corporativos e do agronegócio,
valendo-se para tanto de mentiras, argumentos superficiais e caluniosos,
difamação de lideranças indígenas, do CIMI e de antropólogos, e uso manipulado
de frases às vezes fora de contexto e em outras claramente forjadas de
profissionais. A Comissão de Assuntos Indígenas revela que o presidente da
Associação Brasileira de Antropologia já acionou os seus assessores jurídicos
para avaliar a possibilidade de responsabilizar juridicamente os responsáveis.
"Dada a assimetria de recursos existentes, contamos com a
mobilização dos antropólogos e de todos que se preocupam com a defesa dos
direitos indígenas para, através de sites, listas na Internet, discussões e
publicações variadas, vir a contribuir para o esclarecimento da opinião
pública, anulando a ação nefasta das matérias mentirosas acima mencionadas. Que
não devem ser vistas como episódios isolados, mas como manifestações de um
poder abusivo que pretende inviabilizar o cumprimento de direitos
constitucionais, abafando as vozes das coletividades subalternizadas e
cerceando o LIVRE
debate e a reflexão dos
cidadãos. No que toca aos indígenas em especial a Veja tem exercitado com
inteira impunidade o direito de desinformar a opinião pública, realimentar
velhos estigmas e preconceitos, e inculcar argumentos de encomenda que não
resistem a qualquer exame ou discussão."
MAIS: SBPC repudia reportagem de 'Veja' | Comentário de Viveiros de Castro à
resposta da Veja | A farra do jornalismo oportunista? | Anti-indigenismo
midiático: a arte de cultivar racismo e limpezas étnicas | Abril demite editor que criticou
" Veja" pelo Twiter | Resposta de Marcelo Leite | Resposta do Prof. Mércio Gomes | Resposta de Kelly Oliveira
REVERSÃO DA HISTÓRIA NO
TÚNEL DO TEMPO.
Quero
deixar claro que não estou aqui defendendo a destruição ou a desumanização do
índio, esse elemento de extrema importância na formação étnica brasileira.
Entretanto não posso deixar de me pronunciar diante do acirramento dos ânimos
toda vez que o tema é o espaço indígena no sentido territorial ou até mesmo
cultural.
Não
é também tema central desta reflexão a razoabilidade ou a veracidade do que a
Revista Veja denunciou ou a sensibilidade melindrosa da esquerda, que
tradicionalmente gosta de liberdade de expressão para si, mas não a vislumbra
como via de mão dupla, cujo direito de falar o que pensa não deve ser
compartilhado com quem também pensa, mas diferente.
Não
acredito que Veja inventou o que publicou como também não acredito que as teses
político-antropológicas relativas aos indígenas sejam um arrazoado de mentiras
e exageros. Penso assim, porque, apesar de não ser um estudioso das ciências
antropológicas, sou um ser pensante, bem informado, lido e corrido, brasileiro
até a alma, conhecedor das artimanhas da vida e da política brasileira e também
não concordo com a excessiva valorização ou desvalorização de qualquer dos
seguimentos étnicos que compõem a sociedade brasileira.
Todavia,
assim como eu, grande parte dos cidadãos brasileiros tem observado com certo
espanto manobras indígenas no sentido de reivindicar direitos sobre áreas
urbanas já consolidadas de alto valor mobiliário, como também sobre áreas
industriais e rurais altamente produtivas e de importância vital para as
regiões onde se localizam, adquiridas e documentadas legalmente pelos atuais
proprietários, porém conquistadas nas guerras dos lendários bandeirantes a
serviço do Império Português, descobridor e arrebatador do poderio indígena
naqueles séculos em que o Brasil ainda nem existia como nação independente e
reconhecida como legalmente constituída.
Não
é segredo para ninguém que a história universal é ricamente recheada de
sangrentas guerras de conquista, cuja sombra da morte, da humilhação e da
escravidão sempre esteve presente e nesse contexto os índios sul americanos e brasileiros simplesmente foram o povo vencido.
No entanto, penso que os índios brasileiros merecem usufruir de algum espaço que lhes pertença, mas é uma aberração casos de tribos indígenas, com pouco mais de cinco ou dez mil indivíduos, terem a propriedade de áreas maiores do que muitos países, ricas em minerais importantes e, o que é mais grave, em alguns casos localizadas junto às bordas das fronteiras brasileiras com outros países; quando se sabe que há nações indígenas que impedem o livre acesso a estradas construídas e pagas pelo erário público, praticam exploração ilegal de minerais e madeira e facilitam a permanência e até a residência de cidadãos estrangeiros no interior de suas propriedades, em detrimento de brasileiros natos.
No entanto, penso que os índios brasileiros merecem usufruir de algum espaço que lhes pertença, mas é uma aberração casos de tribos indígenas, com pouco mais de cinco ou dez mil indivíduos, terem a propriedade de áreas maiores do que muitos países, ricas em minerais importantes e, o que é mais grave, em alguns casos localizadas junto às bordas das fronteiras brasileiras com outros países; quando se sabe que há nações indígenas que impedem o livre acesso a estradas construídas e pagas pelo erário público, praticam exploração ilegal de minerais e madeira e facilitam a permanência e até a residência de cidadãos estrangeiros no interior de suas propriedades, em detrimento de brasileiros natos.
A
extrema condescendência com que os acadêmicos brasileiros e, porque não dizer,
o judiciário e até o governo atual vem tratando o problema dos indígenas
brasileiros é tão estapafúrdia que breve ensejará a devolução do Brasil aos
índios. Seria o mesmo que Roma reivindicar os territórios da Península Ibérica
e da velha Britânia, que os Australianos tivessem que devolver a algumas
centenas de Aborígenes o país continente ou os descendentes dos Maias, quererem
que o governo espanhol lhes indenize todo o ouro, a prata e o grande território que lhes foi tomado.
Penso
que esse é um assunto de imensa importância e delicadeza que jamais deveria
ser tratado com arrogâncias ideológicas de direita ou de esquerda. Afinal, o
Brasil existe ou não? Todos têm os mesmos direitos e deveres ou não? Onde estão estabelecidos os deveres dos índios para com a integração nacional e para com a integridade dos imensos territórios que já lhes foram confiados?
Será
que teremos que entrar no túnel do tempo, a fim de ressuscitar os reis
portugueses, para que eles desconsiderem o Tratado de Tordesilhas e se
satisfaçam com os quatro cantos do seu mínimo país?
domingo, 30 de novembro de 2014
DESABAFO DE MARCELO ODEBRECHT E RESPOSTA EM SEGUIDA
Minha tendência NATURAL
perante
assuntos que despertam polêmicas, como as reportagens e os artigos publicados
nas últimas semanas sobre viagens do ex-presidente Lula, é esperar a poeira
baixar.
Dessa vez, resolvi agir de modo diferente
porque entendo que está em jogo o interesse do Brasil e o legado que queremos
deixar para as futuras gerações.
As matérias, em sua maioria em tom de
denúncia, procuraram associar as viagens a propósitos escusos de empresas
brasileiras que as patrocinaram, dentre elas a Odebrecht.
A Odebrecht foi, sim, uma das
patrocinadoras da ida do ex-presidente Lula a alguns dos países citados. E o
fizemos de modo transparente, por interesse legítimo e por reconhecer nele uma
liderança incontestável, capaz de influenciar a favor do Brasil e,
consequentemente, das empresas brasileiras onde quer que estejam.
O ex-presidente Lula tem feito o que
presidentes e ex-presidentes dos GRANDES
países
do hemisfério Norte fazem, com naturalidade, quando apoiam suas empresas
nacionais na BUSCA
de
maior participação no comércio internacional. Ou não seria papel de nossos
governantes vender minérios, bens e serviços que gerem riquezas para o país?
Nos últimos meses, o Brasil recebeu
visitas de reis, presidentes e ministros, e todos trouxeram em suas comitivas
empresários aos quais deram apoio na busca de negócios.
Ocorre que lá fora essas ações são tidas
como corretas e até necessárias. Trazem ganhos econômicos legítimos para as
empresas e seus países de origem e servem para a implementação da geopolítica
de governos que têm visão de futuro, como o da China, por exemplo, que através
de suas empresas, procuram, cada vez mais, ocupar espaços estratégicos além
fronteiras.
Infelizmente, aqui o questionamento
existe, talvez por desinformação. Permitam-me citar alguns números. A receita
da Odebrecht com exportação e operações em outros países, no ano de 2012, foi
de US$ 9,5 bilhões e nossa carteira de contratos de engenharia e construção no
exterior soma US$ 22 bilhões.
Para atender a esses compromissos,
mobilizamos 2.891 empresas brasileiras fornecedoras de bens e serviços. No
conjunto, elas exportaram CERCA
de
60 mil itens. Dessas, 1.955 são pequenas empresas e, no total, geraram 286 mil
empregos em nosso país. É uma enorme cadeia de empresas e pessoas que se
beneficia de nossa atuação em outros países e, obviamente, se beneficia também
do apoio governamental a essa atuação. Esse apoio se dá, dentre outras formas,
com os financiamentos do BNDES para exportação que, no caso da Odebrecht, é bom
que se frise, representam 18% da receita fora do BRASIL
.
Estamos em 22 países, na GRANDE
maioria
deles há MAIS
de
20 anos, e exportamos para outros 70. Como ex-presidente, Lula visitou sete, e
esperamos que ele e outros governantes visitem muitos mais.
Esses números falam por si, mas decidi me
manifestar também porque não quero que disso fiquem sentimentos de covardia ou
culpa para as pessoas que trabalham em nossa organização.
Quero minhas filhas e os familiares de
nossos integrantes de cabeça erguida, orgulhosos do que nós e outras empresas
brasileiras temos feito mundo afora, construindo a Marca Brasil para além do
samba e do futebol, ao mesmo tempo em que contribuímos para a prosperidade
econômica e justiça social nos países e comunidades onde atuamos.
A inserção internacional nos tornou um
país socialmente mais evoluído e comercialmente mais competitivo porque gerou
divisas, criou empregos, permitiu trazer novas tecnologias e estimulou a
inovação.
O tratamento que está sendo dado por
muitos às viagens do ex-presidente Lula é míope e reforça entre nós uma cultura
de desconfiança.
Caminhar na construção de uma sociedade
de confiança, fundada no respeito entre empresas, entre estas e o poder público
e entre o poder público e a sociedade será muito bom PARA
TODOS
nós.
RESPOSTA:
O desabafo do Sr. Marcelo
Odebrecht até que esta bem escrito. Pelo menos ele demonstra não ser apenas um
engenheiro capitalista imperialista rico da elite branca, mas conhece um
pouquinho da língua pátria. Talvez menos que política petista!
Sobre seu conteúdo, cola muito para a banda da sociedade, que ainda acredita no Lula por interesse ou por ignorância. Entretanto para aqueles, como eu, que lustraram bancos de escolas e tiveram o ingrato privilégio de conhecer os golpes dos ditadores comunistas ou de candidatos, como é o caso do seu garoto propaganda, não cola. Não cola, porque a história demonstra que a velha associação de ditadores com a elite poderosa sangue azul, não passa de uma maneira sutil para legitimar-se no poder diante dos olhos dos incautos, como também para funcionar como suporte de sustentação da roda do "toma lá da cá", que todos no Brasil conhecem muito bem.
Sobre seu conteúdo, cola muito para a banda da sociedade, que ainda acredita no Lula por interesse ou por ignorância. Entretanto para aqueles, como eu, que lustraram bancos de escolas e tiveram o ingrato privilégio de conhecer os golpes dos ditadores comunistas ou de candidatos, como é o caso do seu garoto propaganda, não cola. Não cola, porque a história demonstra que a velha associação de ditadores com a elite poderosa sangue azul, não passa de uma maneira sutil para legitimar-se no poder diante dos olhos dos incautos, como também para funcionar como suporte de sustentação da roda do "toma lá da cá", que todos no Brasil conhecem muito bem.
Portanto seria bom que nesse momento em que o Brasil se encontra em luto diante do show de bandalheiras acontecendo diante das nossas barbas e olhos estupefatos cansados da volúpia predatória protagonizada por agentes nomeados e mantidos no poder por esse governo há anos, que você se contivesse na sua ânsia de dar pitos, como se a sociedade, que mantém esse país com muito sacrifício pagando impostos com o suor do trabalho honesto os merecesse.
Sabemos muito bem qual a importância social de uma empresa do porte da sua, como também sabemos que o compartilhamento de riquezas com a sociedade não é um favor, mas uma obrigação de qualquer conglomerado que fatura bilhões como é o caso da sua holding.
Claro que uma figura da compleição do Lula faz a diferença no tocante ao lustro e à confiabilidade que a imagem de uma empresa como a sua precisa para conquistar novos horizontes no mundo dos negócios, no entanto comparar Lula, patrono maior do FORO DE SÃO PAULO e suspeito protagonista nas falcatruas que ora mancham a imagem do Brasil, a políticos de outras odes, como Bill Clinton, Jimmy Carter ou até mesmo Mr. Bush, o pai, é música para boi dormir.
Concordo e lhe dou parabéns, quando o senhor se dirige aos seus empregados e à sua família, mesmo porque eles não têm culpa de nada, mas que não se atreva mais a incluir a sociedade brasileira como coadjuvante das laranjas do seu quintal. Não se esqueça que sua autoridade termina do lado de dentro dos portões da sua empresa e da sua casa.
Aproveito ainda para lembrá-lo
que candidatos a tiranetes, quando conseguem abiscoitar o poder, costumam
eliminar tagarelas como eu e também amigos que sabem demais como o senhor. Veja a história.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
O PRESIDENTE É O GERENTE!
O PRESIDENTE É O GERENTE!
Passada a eleição, enfim sabemos quem será nosso novo
presidente. Pesquisas de opinião, dúvidas, índices de preferência, telejornais,
debates, repercussão, analises, indecisos, indiferentes, mal informados,
conformados, inconformados, voto branco, voto nulo... Esse rio caudaloso de
águas turvas convergiu para o dia mais importante da vida do eleitor. O dia em
que a democracia parou a grande máquina Brasil, a fim de ouvir o som da voz do cidadão.
Apenas um “sim” ou um “não” que repercutirá por quatro anos ou, quem sabe, para
o resto da vida de cada um incluindo famílias, negócios, empregos, sonhos,
planos para o futuro...
Afinal, agora é hora de voltar à realidade; compromissos
e responsabilidades esperam!
Políticos são todos iguais, sei
que nada vai mudar! Cabe agora ao eleito a missão de cumprir promessas governando
para o bem geral, com bastante honestidade e imaginação fértil, a fim de nos
fazer felizes, erradicar a pobreza, que tanto incomoda e humilha, empacotar a violência
e mandá-la para o inferno, reformar a infra-estrutura que não funciona, reduzir
a maior carga tributária do mundo e investir em educação a fim de transformar o
Brasil num país eficiente, justo, sem analfabetos, ignorantes, desempregados e
pobres.
Assim vem funcionando o pensamento da sociedade
brasileira há décadas e o resultado é funesto. Os políticos não cumprem o que
prometem, defendem interesses próprios e ninguém faz nada. “Por desaforo, na
próxima eleição votarei em branco” ou, segundo outros: - “anularei meu voto.”
Segundo pesquisa de afamado instituto, essa frase foi a mais pronunciada na última
semana antes da eleição. Se cumprida a intenção, cada um julgue por si.
Aqui nesse ponto, darei uma pausa na assertiva, para
observar algo interessante: veja que a frase título: O GERENTE É O PRESIDENTE
terá o mesmo sentido mesmo se mudarmos as personagens de lugar: O PRESIDENTE É
O GERENTE. Agora, com o leitor já sintonizado, contarei uma história verídica
que aconteceu com conhecido meu e que com certeza vem acontecendo há décadas na
vida brasileira.
José Baltazar, homem humilde e honestíssimo, criado
em casa de chão com relho atrás da porta para coça de repreensão, foi
acostumado desde cedo a trabalhar duro para ajudar na labuta diária. Seu pai botou
banca no mercado há anos e com aquilo criou seus outros seis irmãos mais
velhos. Ele, o caçula, agora pagava o pato da mocidade, porque estando há dez
anos atrás do penúltimo e tendo todos os irmãos partido em busca de dias
melhores, não havia outra alternativa senão ajudar os pais já velhos e
desgastados. Da madrugada ao por do sol era uma luta só, anos a fio, que fez
dele um rapagão forte, destemido para qualquer luta e com muita disposição. Aos
vinte e seis anos, órfão de pai e mãe, firmou casamento com boa moça
inteligente, esperta para negociar e agora em dupla iam os dois cedo para o
mercado. Alberta voltava mais cedo para o almoço e as arrumações da casa. Ele
ficava lá até tarde nos acertos bancários, recebimentos de mercadorias e
limpeza.
Alberta, não demorou muito pegou gravidez e o médico,
depois de analisar um resultado de exame, naquela sua voz grossa, olhou para
ela por baixo das lentes dos óculos fundo de garrafa e noticiou: - são gêmeos. Alegre
e triste com a notícia que tinha duas conseqüências, porque sabia que a pior
delas era que Baltazar breve não mais poderia contar com ela, que ficaria
grande e pesada demais para encarar aquela trabalheira; o encolhe estica da
banca, sem considerar que depois do parto duas crianças aprontariam dois
trabalhos sem fim.
O resto foi rezar e esperar o tempo passar, até que
veio a ventania. Duas crianças espertas, com saúde como pediram a Deus, mas
tudo aconteceu como previsto. Era dia e noite nos cuidados maternos e Baltazar
sozinho no vai e vem diário. Agüentaram isso por cinco anos, até que um dia,
quando Alberta não agüentava mais, matricularam os dois sirigaitas numa creche
na parte da tarde, o que dava chance para um descanso e pequena ajuda nas idas
aos pagamentos. Baltazar era um homem feliz. Família completa, os negócios indo
bem, agora comprara banca maior que dava o mesmo trabalho e muito mais lucro.
Ergueu casa boa para a família, adquiriu carro zero quilômetro e ultimamente
até vinha podendo se dar ao luxo de férias na praia com família e amigos. O que
lhe custava consciência pesada, pois o trabalho não o largava depois de tantos
anos ajustado aos horários e às preocupações.
Para encurtar a história, Zé Baltazar era invejado; o
viam como rico e em comparação com aquele povo, que não saia do lugar, era
mesmo. Pudera comprar dois caminhões. Primeiro um depois outro, assim que a idéia
de transportar para terceiros foi bem, multiplicando algumas vezes o lucro. Dirigia
um caminhão; para o segundo, contratou motorista e a banca passou a ficar sob
os cuidados de Marieta, mocinha indicada por um amigo, que viera de cidade
vizinha com diploma de administradora debaixo do braço.
Com o tempo Marieta foi mostrando serviço, era
pontual, dinâmica, agradava bem o povo e pouco tempo passou; talvez uns dois anos
e já montava confiança para conhecer segredos do negócio, manhas dos fornecedores,
capital de giro acumulado, faturamento mensal e até anual. Tornou-se o terceiro
braço de Baltazar; mesmo porque agora a trabalheira era muita e sem ela dois
braços era pouco.
Baltazar, com a eficiência da secretária, agora era
homem de assentar a cabeça para pensar em pulos maiores. Contraiu financiamento
a juros módicos no BDMG; com o recurso comprou lote grande em bairro bom,
construiu barracão com estacionamento na frente, área atrás para descarga e
nada demorou até que a cidade inteira virou sua freguesa. Agora Marieta
chefiava um escritório com mais de dez subordinados, a coisa ia de vento em
popa e o negócio melhorou tanto que Baltazar ganhou respeito político e novas
amizades importantes. A mulher não via aquilo com bons olhos, mas confiava no
marido e pensava em falar, mas nunca falou. Ela agora não trabalhava mais; se
dava ao luxo de cuidar da vida escolar dos dois rapazotes e, às tardes, enchia
o tempo com aula de culinária, academia de ginástica e, quando dava na telha,
ia até a igreja dar uma ajudinha nas arrumações santíssimas.
Certa manhã o marido amanheceu com dor por todo o
corpo e aquilo agravou pelo resto do dia e quando Zé Baltazar acordou estava no
hospital internado. Médico nenhum entendia de que se tratava e como tratar até
que o paciente foi transferido para BH com uma doença no esqueleto que
demandava tratamento longo e repouso absoluto. Baltazar, que nunca parou na
vida, ficou tranqüilo porque o negócio ia bem, podia pagar bom tratamento e
hospital e sabia que Marieta estava lá firme não deixando a peteca cair. A
esposa, que nem sabia mais mexer com a burocracia do dia a dia, nem pensou;
apenas socorria o marido nas suas impaciências de paciente e o mais que ia era
à frente do hospital dar uma conferida no movimento e libertar as vistas presas
naquelas quatro paredes infinitas. Os filhos ficaram com uma tia solteirona e
esperavam bem.
As coisas foram assim nessa lenga lenga, até que
depois de seis meses o diagnóstico deu negativo, as dores se foram e o casal
voou feliz para a terra natal, para os negócios e para os filhos. Mas o maior
susto estava por vir. Dois dias depois da festança de chegada, o hospital ligou
que o cheque do pagamento final havia voltado e requeria depósito urgente.
Baltazar envergonhado, mas confiante que apenas um erro acontecera, foi saber
de Marieta e encontrou uma mulher diferente, nervosa, desatenciosa, cabeçuda,
nariz em pé, olhos baixos... Não entendendo nada, atordoado e percebendo que o
ovo atravessado da secretária não era atoa, quis saber das contas e descobriu
que confiou demais em quem merecia, mas não merece mais. Havia rombo nas
contas, tudo atrasado, fornecedores afastados, clientes perdidos e faturamento
baixo. Gritou, esbravejou, chamou a polícia, fez boletim de ocorrência. A polícia apertou Marieta que confessou algo
terrível: arranjara namorado, um mexicano encantador, mas estelionatário
profissional e internacional. O casal intencionava se casar e para a vida futura
no México, que devia ser boa, dependia do dinheiro de Baltazar que estava longe
e despreocupado. O tal malandro se evadiu pelo Paraguai e sumiu, mas antes
havia depositado numa conta numerada alguns milhões do capital de giro da
empresa chefiada pela namorada brasileira.
O final da história meu caro leitor pode imaginar,
uma vez que essas roubalheiras sempre terminam mais ou menos do mesmo jeito.
Entretanto, o mais importante é que Zé Baltazar e Alberta aprenderam a lição: Pinto
solto gavião esta de olho!
Portanto, cabe agora ao leitor eleitor não dar uma de
Berta e Baltazar e só voltar daqui a quatro anos para saber se o gerente
presidente plantou mais ou menos felicidade. Se informar, fiscalizar, protestar
e cobrar do administrador público eleito por você sempre deve fazer parte do
exercício da cidadania consciente!
ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS
CECÍLIO.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
AOS QUE ACREDITAM OU NÃO EM DEUS
RESPOSTA A UM AMIGO DO FACEBOOK QUE CRITICOU UM BISPO CATÓLICO POR EXORTAR OS FIEIS A REZAR PARA CHOVER.
Uma vez vivendo num pais democrático supõe-se que as pessoas devam gozar de direitos tais como: ser negro, ser gay, ser deficiente físico, ser pobre mas respeitado pelo estado que recolhe altos impostos da sociedade, ser índio, ser estrangeiro vivendo na legalidade, ter ou não religião, acreditar ou não em Deus.
Numa democracia o ato de criticar é sempre bem vindo desde que com respeito e a fim de construir e aperfeiçoar; nunca destruir. É bom portanto, que aqueles que apreciem viver numa democracia e gostem de gozar da liberdade se lembrem que a liberdade dos outros começa onde termina a sua. Isso é norma de civilidade também.
Se as pessoas rezam para chover e nada mais fazem, reflita sobre sua conduta: você não reza, critica e também não faz nada. Por outro lado, se não reza, porque não acredita em Deus, mas não sabe nada sobre Ele, nunca o viu, não acredita no seu poder e na sua força deve pensar que poderá estar cometendo a mesma burrice do idiota que toma veneno, porque não acredita na sua letalidade. Se não acredita ótimo, mas não o experimente, pois esta correndo o risco de não ter tempo nem chance de acreditar.
Com o nome de Deus não se brinca! Se não tem nada para fazer, vá dormir, estudar, trabalhar ou simplesmente contemple a grande beleza universal da qual você talvez não mereça fazer parte e pense: será quem construiu isso tudo, pra que, por que? Se acreditar que foi uma bactéria que veio do espaço ou uma molécula que se transformou nisso tudo continue questionando: como, por que, pra que? Assim, certamente, terá mais e mais dúvidas.
Os grandes pensadores e sábios da humanidade, quanto mais sabem, descobrem que nada sabem. Isso foi reconhecido por um deles, um burro que atendia pelo nome de SÓCRATES. E você, grande sábio, tire nossa dúvida, que também era a de Sócrates.
Deus existe? Se não sabe, reze para que Ele faça chover.
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