Para você jovem que não conhece historia universal esta ai nos jornais as noticias da velha Russia e seu expansionismo massacrante com o único objetivo de saciar a sede de poder de ditadores desprovidos da mínima noção de respeito à paz e à integridade de quem quer que seja.
Um avião com quase 300 inocentes a bordo abatido por um míssil super potente. Adivinhem quem foi o terrorista de boa pontaria? Ninguém... Pelo menos Bin Laden tinha menos cara de pau e mais coragem para assumir suas insanidades fanáticas. Bem diferente desses outros covardes que ora se apresentam com pinta de santos de chifre!
Separatistas russos apoiados descaradamente pelo ditador da hora culpam a vitima, paÍs menor e múltiplas vezes mais fraco, que pecou, porque não quer mais orbitar sob os interesses do velho patrão; quer fazer parte da União Europeia e sua salutar segurança democrática.
Ha 2 meses, a mesma Ucrânia perdeu um braço: a Crimeia. Não reagiu, porque pulgas não costumam derrubar ursos e a desculpa foi a de que a maioria da população é de origem russa e havia unanimidade na reunificação ao território russo.
Agora a moda pegou e novos russos apareceram para fazer o serviço sujo. Querem o outro braço em nome da fome insaciável do canídeo, que finge desdenhar o bife suculento.
Polônia, a ex Iugoslávia, Alemanha e grande parte de pequenos países vizinhos que sofreram na pele a potência imoral e mortal da mordida canídea conhecem muito bem o que significa viver sob a ameaça dos maus humores e da falta de respeito de ditadores megalomaníacos.
Que fiquem de olhos abertos aqueles gatinhos que possuem grandes áreas desocupadas, grandes reservas hídricas, minerais, terras raras, petróleo e demais incontáveis riquezas, pois o Velho Urso pode resolver caçar mais longe do seu quintal e ai será tarde demais.
Não esqueçam que gatinho que dorme com urso amanhece comido!
Alinhamentos ideológicos podem salvar a Pátria, desde que Ursos e Dragões Vermelhos da hora estejam de barrigas cheias. Observem que seus estômagos são grandes! A história comprova!
APRESENTAÇÃO
O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.
Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.
Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .
Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.
O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.
Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.
Forte abraço!
sexta-feira, 18 de julho de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
VEM AI O DECRETO LEI 8243 - ABRA OS OLHOS
Aqueles que
enchem o peito com todo orgulho para dizer que não gostam de política, gostam
muito mais de festa. Com o término da Copa do Mundo já devem estar se
preocupando com as próximas. Talvez natal, reveillon, carnaval, semana santa,
aniversário da escola de samba do coração... Esquecendo que teremos em breve
uma importante eleição para renovar grande parte do conjunto de governantes,
mas prefere viver desconhecendo a realidade, entregando sua vida e seu destino
nas mãos de bandidos profissionais da política e ainda acreditando em governo
que compra votos com esmolas.
Apenas uma coisa um povo de memória
fraca e que não gosta de política não pode esquecer: - Porcos também ganham
muita comida, mesmo assim vivem na lama e quando estão bem criados morrem para encher
barrigas alheias. Pensando bem, por que isso acontece? Porque não pensam; por
isso não sabem a forca que têm e acreditam em mão que da sem pedir retorno.
Por isso, mais uma vez, aqui estou
batendo na mesma tecla: - Enquanto o Brasil inteiro está distraído com as festas
e satisfeito com o governo bonzinho que compra votos com bolsas, o comunismo
esta batendo às nossas portas e ninguém percebe ou acredita. Prova melhor é que
o governo federal acaba de instituir o decreto lei 8243, promulgado em maio deste
ano de 2014, e assim está dando importante passo para tomar do povo brasileiro
a democracia conquistada a duras penas.
Sem a mínima cobertura da grande
imprensa nacional e nenhum conhecimento popular, salvo algumas denuncias e
comentários de jornalistas independentes de jornais eletrônicos veiculados pela
internet, a presidente assinou esse decreto, que se configura numa lei antidemocrática, porque estabelece
Conselhos Populares compostos por membros do grande partido do governo com a participação
de Movimentos Sociais alinhados a esse mesmo governo. A intenção é que as
grandes questões nacionais sejam discutidas primeiro em fóruns populares
compostos por esses futuros conselhos.
Automaticamente fica de fora quem
discorde do governo ou não pertença a nenhum movimento social, assim
desobedecendo a Constituição Federal, que garante
somente ao Congresso Nacional poder para legislar e fiscalizar
atos do Executivo. Também deve ser composto por membros eleitos diretamente pela maioria de votos individuais, secretos e de igual valor para todos
os cidadãos, independentemente da sua classe social, partido ou
opinião política. Nestas condições, além do Congresso Nacional perder a razão
de existir, o país passa a ser governado unicamente por um partido, ficando
demais partidos de oposição e os cidadãos sem partido a ver navios e sem
qualquer importância ou direito de opinar. Em resumo, está sendo criado um
grupo de cidadãos com mais direitos que a maioria e com vocação para vaquinhas
de presépio, boas para balançar a cabeça sempre que o governo precisar.
Pode-se afirmar sem a menor dúvida
que o decreto em questão é uma viagem no túnel do tempo diretamente ao ano de
1917, quando Lênin, o primeiro presidente comunista da Rússia, tomou o poder em
nome do povo. Seu atrativo era a promessa de acabar com as injustiças sociais
através da criação de um Estado onde todos fossem iguais; menos ele e seu
grupo. A história, contudo, demonstra que os pobres soviéticos continuaram cada
vez mais pobres e sem direito nem de espernear, porque o comunismo não tolera
oposição.
Mas Lênin e seu partido comunista
tinham muitas cartas na manga, que não foram mostradas antes. A verdadeira
intenção era perpetuarem-se no poder sem oposição para incomodar. Instituíram
os conselhos – em russo igual a sovietes – compostos por membros do partido e
movimentos sociais, que mais tarde – em 1922 – formariam a União Soviética
Comunista e governariam o país com mão de ferro por setenta longos anos, sem a
participação popular, sem eleições, sem imprensa, sem direito de defesa.
Aproveito para chamar atenção do
leitor sobre a coincidência histórica. Na verdade não há coincidência alguma!
Ha sim um alinhamento dos nossos estrategistas políticos do PT com a ideologia
comunista que levou a Rússia e seu povo inocente a viver aqueles anos de chumbo
que só serviram para manchar a historia com desrespeito, truculência, ditadura
e sofrimento em favor de uma pequena elite de governantes sádicos, que faziam
qualquer negócio sujo pelo prazer de mandar sem limites.
Será que é isso mesmo que o povo
brasileiro precisa para resolver os problemas do Brasil? Buscar no passado algo
que não funcionou bem e além do mais aprofundou a miséria material e espiritual
de uma nação muito mais antiga e poderosa que a nossa?
Se o leitor ainda não tem respostas
para essa grave e importante questão, não deixe de curtir as festas, mas também
não se esqueça de estudar um pouco a historia dos países que optaram pelo
comunismo, leia alguma coisa sobre como algumas nações conseguiram acabar com a
pobreza, troque idéia com quem tem mais conhecimento histórico, assista aos
noticiários mais comprometidos com a verdade, disponíveis na internet ou em
horários mais tardios.
Por
último, procure saber qual a vantagem de anular ou votar em branco e descobrirá
que é o mesmo que tentar empurrar o diabo para a fogueira sem ser abraçado por
ele. Assim estará aprendendo a valorizar mais seu voto, sua pessoa, sua
dignidade e nossa democracia.
ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Ei DILMA...VAI TOMAR NO COL!
Ei DILMA... VAI
TOMAR NO COL! ...
A cada dia
mais me decepciono com a baixaria brasileira.
Absurdo
aquela musiquinha: "ei Dilma vai tomar no piiiiiiii...
A coisa e tão
feia que não da nem pra
repetir, por isso uso o piiiiiiii global.
Só porque o PT anda pondo no piiiiizão do Brasil, ninguém tem o direito de desrespeitar
o piiiiiii
da "presidenta" presidente desse jeito, principalmente no dia da
abertura da "Copa das Copas", mesmo que o povo já esteja cansado de tomar no
piiiiiiii desde que começaram
os preparativos super-faturados e se
esqueceram de cuidar do piiiiiiizinho do povo.
No sentido de resolver esse impasse, deixar nossa presidenta mais a vontade e o ambiente menos carregado com tanto piiiiiiiii no ar, dou idéia de trocarem piiiiiii por "col".
Ei Dilma vai
tomar no col!... Ficaria muito mais elegante e menos agressivo.
Querem explicação de onde tirei a idéia?
O
"col" e uma espécie
de cacimba feita da metade da casca de um coco. Certa tribo indígena, que habitara o nordeste
antes da chegada dos primeiros colonizadores usava castigar seus delinqüentes e pela-sacos de plantão com apenas um
"col" d'agua por dia. Nada mais que isso!
O sujeito
podia espernear de sede que nada lhe era mais concedido, alem de único "col". A água
era considerada por eles como elemento de purificação, portanto sua privação constituía
grande e vergonhoso castigo.
Ao meliante era decretada a pena: - que vá tomar um único col!
Ao meliante era decretada a pena: - que vá tomar um único col!
Ei Dilma vai
tomar no col!...fica a idéia, afinal este pais do futuro é
ou não uma tribo
civilizada?
ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO
segunda-feira, 9 de junho de 2014
TRÊS BRASIS E UM ABISMO
TRÊS BRASIS E UM ABISMO
Nos seus quinhentos e quatorze anos
de história acredito que os brasileiros jamais tenham experimentado tamanha
ebulição social como a destes últimos anos, meses e dias. Fortes emoções nos
envolvem a todo instante e nem é preciso estar à frente da televisão ou de um
jornal virtual para que a indignação bombardeie a consciência e faça ferver o
sangue. A avalanche de informações
negativas invade, sem pedir licença, células profundas da sociedade, desestabiliza
o equilíbrio emocional, contamina valores éticos e estremece relações antes
estáveis de maneira tão violenta que a impressão primeira é a de que não mais
há limite entre certo e errado, entre bem e mal. Pequenas cidades, seculares
ambientes de sossego, lentamente vêem seus índices de criminalidade crescer,
vicejando no adubo da petulância de jovens e adultos amparados por legislações
dúbias e tolerantes, mal formados na torrente de exemplos negativos que a toda hora inundam o
ambiente formal e legal necessário em qualquer meio comunitário.
Natural ouvirmos alguém dizer que o
mundo esta de cabeça para baixo; numa clara tentativa de justificar como
naturais os transtornos comportamentais vividos pela sociedade brasileira. O
mundo nunca foi virtuoso em paz e bons exemplos o que demonstra que a
convivência humana é difícil e tempestuosa, uma vez que interesses terceiros de
menor importância sempre suplantam o respeito e as normas da boa convivência
entre diferentes culturas. Entretanto no Brasil algo mais vem acontecendo que a
maioria das gentes ainda não se apercebeu: estamos passando por uma revolução cultural
de origem marxista, inspirada nas Revoluções Cubana e Venezuela; o que
significa afirmar que o comunismo esta batendo às nossas portas.
A palavra revolução por uma questão histórico-cultural
nos remete à lembrança de levante armado; o que aconteceu amplamente no
passado, mas que agora mudaram-se as táticas. Armas, tiros e assaltos foram substituídos
por doutrinas ideológicas e lavagens cerebrais. Algo que funciona como a
inocência de um alçapão colocado no galho da árvore frondosa. As aves
descuidadas e famintas deixam de usar seus instintos naturais de caça e, diante
do alimento fácil, caem na armadilha perdendo a preciosa liberdade. Também a
sociedade brasileira esta caindo no alçapão das promessas fáceis; se esquecendo
que na vida tudo tem um preço e que nem sempre a moeda de troca é dinheiro;
também pode ser a liberdade.
Em outras palavras, o brasileiro
sofredor diante de tantos problemas estruturais que o escravizam há séculos
esta diante de um belo alçapão dourado contendo ilusórias liberdades oferecidas
de mão beijada por governantes que não cumprem preceitos constitucionais, os
quais obrigam o Estado a oferecer
igualdade de condições para todos os cidadãos. Em compensação, transformaram o
Brasil no paraíso das bolsas e dos direitos! No entanto, ninguém se lembra dos
deveres do cidadão, nem da exploração tributária contra os mesmos pobres que
recebem ajuda.
Subsídios em todos os níveis de
governo são distribuídos com o intuito de facilitar a vida do pobre, enquanto
não se investe em ensino básico de boa qualidade para o jovem pobre, não se
valorizam professores, não se investem em um sistema de saúde popular avançado,
financiam-se casas pequenas de baixa qualidade, oferecem-se transportes públicos
ineficientes e caros, cobram-se tributos altíssimos, fazem-se vista grossa com
os ladrões dos cofres públicos e os pobres continuam confinados em favelas e
guetos nas grandes cidades. Vê-se claramente que não há objetivo claro de
resolver o problema, mas apenas amenizá-lo com iniciativas sensacionalistas que
causem impacto psicológico nacional e internacional e a falsa sensação de estar
sendo lembrado e assistido. Estamos diante da próspera e falsa indústria do
voto de cabresto!
Mas a revolução doutrinária não para
por aí e vai ainda mais longe quando desvaloriza, ridiculariza e desautoriza
autoridades constituídas democraticamente dentre elas a polícia, os tribunais,
o ministério público, alguns parlamentares sérios e honestos, as forças
armadas, a igreja, a imprensa, a escola, o professor, os médicos e desmerece
personalidades históricas e seus feitos importantes, muitas vezes baseada na
justificativa chula de que sempre estiveram a serviço do imperialismo e contra
os pobres. Reescrevem a história segundo seus interesses político-doutrinários!...
Na verdade os poderosos sempre
estiveram de costas para os pobres, assim como o Estado com todo o seu poder
legal constituído, em vez de fazer valer a lei em favor dos menos aquinhoados, sempre se transforma no maioral dos imperialistas,
virado também de costas para os pobres; de modo que a pobreza sempre funcione
como bom e eficiente cabo eleitoral alimentado com esmolas baratas. Um sistema
sórdido, caro e improdutivo em que o pobre sempre será dependente e nunca
deixará de ser pobre, a classe média ficará pobre, o rico perderá grande parte
das suas posses, e o Estado Marxista continuará apadrinhando seus aliados com
altas vantagens, salários e direitos exclusivos em troca de apoio e poder
eterno. Abrão Lincoln, grande pensador e ex-presidente americano, referiu-se a
essa distorção política com a seguinte reflexão: “Não fortalecerás os fracos
por enfraqueceres os fortes.”
Por isso a todo instante assistimos
a invasões de propriedades rurais e nas cidades a uma horda de bandidos
raivosos destruindo tudo que encontra pela frente, senhores de si, claramente
despreocupados com punições, diante de policiais assustados, impotentes e na
defensiva à frente de uma sociedade estupefata e amedrontada; enquanto o
governo faz olhos de mercador e se contorce em explicações superficiais, dentre
as quais a de que a polícia sempre foi autoritária, precisa mais treinamento e
que os prejuízos e mortes são justos para os imperialistas que só sabem
explorar os pobres. Melhor julgador será você, se algum dia uma malta de
vagabundos invadir, quebrar e incendiar sua casa e matar sua família...
Todavia, tudo que estamos vendo trata-se
ainda do resumo do filme, porque a história demonstra que, quando o tempo de transição
passa e os candidatos comunistas sobem ao poder sua primeira providência é
cassar a democracia e a todos que em seu nome agiram, inclusive os baderneiros,
bolsistas e incendiários que um dia pensaram que poderiam tudo, protegidos por
um falso governo democrático. Infelizmente
foram usados como ferramentas de desestabilização social e agora precisam ser
eliminados, pois governos comunistas não toleram manifestações, nem vagabundos
violentos, nem escritores como este que ora lês, porque laranjas podres no
mesmo saco podem contaminar outras.
Nesse compasso o Brasil fervente
esta aspergindo vapor de desorganização, incompetência e grave tendência a um
estado policial comunista para os quatro cantos do mundo. Lentamente a imagem
do país vai perdendo brilho e ganhando fuligem como país conturbado, que não
oferece segurança e garantias democráticas nem mercadológicas aos investidores
nacionais e internacionais. Assim o sonhado Brasil produtivo e dinâmico, que precisa
acompanhar a evolução tecnológica desenvolvimentista preparando seu capital
humano de maneira eficiente, a fim de gerar milhões de empregos, para acabar
com a pobreza de maneira sustentável, produzir milhares de toneladas de grãos e
ostentar grande esperança, não só como potência agro-industrial, mas também
como potência industrial-democrática moderna, sensível às demandas sociais vai derretendo,
perdendo potencial e se transformando num sonho para confirmar o título de
“Brasil, país do futuro”, que nunca chega.
Lembro que esse é o motivo básico da
volta da inflação que coroe salários e capitais. À medida que caírem os
investimentos, cairá também a produção. Baixa produção não sustentará o mercado
gerador de impostos. Com baixa arrecadação de onde o governo sacará recursos
para pagamento de bolsas e demais despesas de custeio e investimentos? A
continuar crescente a atual política de auxilio aos pobres e massacre de quem investe
e produz, entraremos num círculo vicioso insustentável. Por isso a matemática e
a história ensinam que Estados Comunistas são ineficientes. Não adianta
tentarem reinventar a roda diferente do que ela já é, assim como não adianta
tentar inventar outro sistema diferente dos padrões capitalistas. Urge que se reinvente os governantes e
coloque em suas cabeças duras que a probidade, o Estado Liberal Democrático
Forte e a Educação de Massa de Alta Qualidade são os únicos caminhos para se
acabar com a pobreza de maneira sustentável.
Já escrevi aqui nessa tribuna e
volto a repetir: - Marx era um aventureiro, que nunca produziu nada de útil. Sonhou
acordado com um Estado Igualitário, mas se esqueceu da estupidez humana. Teria
sido melhor que fosse para um mosteiro estudar São Tomaz de Aquino ou as Cartas
de São Paulo. Assim teria salvado sua alma, poupado a humanidade de tanta conturbação
e assassínios, como também da pobreza material e espiritual.
Para finalizar e liberar o prezado
leitor que já deve estar cansado deste blá blá blá, temos ainda a considerar,
além do Brasil Marxista e do Brasil Produtor, o Brasil Farrista. Esse, sim é
sensacional e nem o melhor dos circos seria capaz de suplantá-lo em tamanhas palhaçadas
e acintes com o eleitor e espectador. Sua
única e lamentável utilidade é balançar a cabeça concordando com tudo ou
discordando de tudo, desde que paguem bem.
Veja o prezado leitor a
incongruência desses três Brasis; um tripé, cuja sustentação tem sido suportada
por um só lado. Uma família onde um trabalha e dois gastam desordenadamente não
poderá ir longe! Isso não é vã filosofia, nem sonambulismo utópico marxista,
nem muito menos intriga da direita imperialista; é pura matemática. Quanto ao
abismo, terá que ser tão grande quanto a burrice de quem acredita em mágicas e
discursos marxistas para boi dormir; porém não se iludam, porque ele existe e a
continuarmos na toada atual, vai nos tragar, assim como tragou sociedades
maiores e mais amadurecidas que a Brasileira.
ANTÔNIO
KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
TETAS SUCULENTAS, BRASIL DEPENADO E O COMUNISMO ROCK AND ROLL
Estou
certo de que nesses tempos de cultura alternativa pobre, a grande maioria dos
jovens, quando ouve a expressão “Guerra Fria” fica a se perguntar o que teria
sido essa tal temperatura qualificativa, que denominou uma disputa e uma época,
certamente das mais conturbadas já vividas pela sociedade humana.
Considerando-se que a ignorância
é uma forma de santidade, aproveitarei para conspurcar a imaculada pureza dos
santos ignorantes esclarecendo que essa tal expressão nasceu nos tempos em que
a União Soviética Comunista pretendia estender seus tentáculos sanguinolentos
pelos quatro cantos do mundo e ficava lá do seu quintal apontando mísseis
nucleares para todo canto onde tremulasse uma bandeira americana ou aliada.
Como resposta, americanos e aliados
faziam a mesma coisa e a cada dia multiplicavam-se aparatos bélicos com
potência destrutiva suficiente para fragmentar o planeta juntamente com suas
consciências estúpidas em milhões de pedaços e lançá-los na órbita solar para
sempre.
O mundo estremecia a cada ameaça
de ambos os lados, porque se esquecia do velho e sábio ditado “Quem tem telhado
de vidro tem medo”. Por isso, na verdade a batalha nunca passou de escaramuças
de ordem psicológica e guerra armada só mesmo aconteceu em setores longínquos
alinhados ou dominados à força e nunca colocaram em risco a segurança das
grandes potencias e suas populações.
Mas, por incrível que pareça, a
“Guerra Fria” foi um embrião concebido por um erro estratégico de Hitler, o
carniceiro fascista; ainda nas operações da Segunda Grande Guerra Mundial.
Naturalmente era de se esperar que dois loucos se entendessem, mas felizmente
não se entenderam. O outro louco era Stalin, o carniceiro comunista. Se os dois
se aliassem teriam colocado o mundo de joelhos aos seus pés. Felizmente os
fundamentos do fascismo são diferentes do comunismo! O primeiro defendia e
ainda defende o aprimoramento racial pelo extermínio dos mais fracos, enquanto
que o segundo defendia e ainda defende um Estado igualitário, onde não houvesse
iniciativas privadas, ou seja, o Estado é senhor máximo e inquestionável da
vida e do destino dos cidadãos e todos devem ser iguais na pobreza e na
ignorância.
O super ego dos super loucos se
repeliram e então Stalin matreiramente resolveu se aliar aos países ocidentais.
Lutou contra a Alemanha Nazista e fez bem sua parte. Venceu os fascistas, os
escravizou, estripou, estuprou, esfacelou, estrangulou tão bem que gostou da
brincadeira e resolveu se apossar da metade da Europa, lançando sob sua Cortina
de Ferro vários países onde fez o favor de arrancar os nazistas e lá ficou até
a falência do comunismo devido à burrice, à corrupção e à estagnação de um
Estado Comunista que não tinha como manter sua população amedrontada e sem
iniciativa, apenas acostumada com a pobreza e a mesmice a esperar que o Estado
a sustentasse.
Os Estados Unidos e aliados se
retiraram dos países onde expulsaram os nazistas e os americanos e europeus se
lançaram na reconstrução dos escombros na Europa. Stalin foi convidado a
participar, mas não viu vantagens, pois o comunismo precisa de populações devastadas
e fracas para se impor; dessa maneira tem menos chance de sofrer oposição. E
assim os países ocidentais, mesmo com muitas dificuldades oriundas da guerra,
lentamente se reergueram, enquanto a cortina de ferro, inclusive a União
Soviética Comunista, encolhia progressivamente suas economias aprofundando a
pobreza, mas nunca deixando de investir bilhões em tecnologia bélica e aparatos
de guerra nuclear.
Enquanto a Guerra Fria por um
lado estremecia a todos, por outro esquentava as consciências jovens e essa
ebulição originou vários movimentos contestatórios contra valores tradicionais
solidamente estabelecidos. O movimento hippie despontou e desenvolveu-se
primeiro nos EUA. Foi quando a juventude rica e escolarizada protestava contra
as injustiças impetradas pela sociedade capitalista americana. Usavam cabelos
longos, sandálias, roupas coloridas, viviam em comunas de jovens promíscuos. Os
movimentos contra guerra e capitalismo, associados às drogas deu origem ao
pensamento da década dos 60: “sexo livre, drogas e rock’n’roll”. A história do
rock começa com o grito libertário do negro, que foi trazido para a América
como escravo sendo capaz de influenciar a sociedade americana com sua natural
musicalidade. Na seqüência esse movimento se espalhou pelo mundo e ganhou nome
de “Contra Cultura”, que de modo geral resumia-se em: valorização da natureza,
respeito às minorias, uso de drogas, sexo livre, anticonsumismo, discordância
com os princípios capitalistas e sua economia de mercado.
Guerra atômica entre as super
potências nunca se consumaria, por motivos lógicos, mas os movimentos sociais contestatórios
perduraram através das décadas dos sessenta, setenta, oitenta, noventa com
fortes reflexos até o presente. Na ultima década surgiram ramificações com largas
tendências anarquistas, especialmente no Brasil, cujas pautas de protestos nem
eles sabem definir. Aparentemente os adeptos afinam suas justificativas
protestantes na base do “contra tudo e contra todos” que apresentem qualquer
sinal de ordem, progresso e sucesso na vida. Esquecem-se que a verdadeira elite
é menos de 1% da sociedade e que muitos dos políticos eleitos pelo povo se
entendem muito bem com ela. Esquecem-se também que proporcionalmente pagam em
impostos para os políticos tanto ou mais do que a elite que criticam e odeiam.
A grande e profunda ebulição
social embutida na “Guerra Fria” parece ter surgido como uma espécie de efeito
colateral da recuperação econômica das potencias ocidentais. Por um lado
regimes democráticos toleravam protestos e a repressão entrava em campo somente
quando os ânimos se acirravam acima do tolerável. Por outro, a alta demanda por
produtos e serviços no esforço da reconstrução do pós-guerra, originou um
mercado forte e em franca expansão deixando fora da festa vários seguimentos
sociais com potencial para engrossar o cordão de revoltados.
No quintal soviético a coisa
funcionou bem diferente. Stalin e seus sucessores nunca toleraram protestos e
mantiveram os países e suas populações sobre o domínio Soviético Comunista fora
dos acontecimentos, desinformados e empobrecidos. Quem se atrevesse a discordar
era imediatamente considerado inimigo e condenado ao internamento nos Gulags
Siberianos em trabalhos forçados. Contudo soube muito bem se aproveitar para
incitar as legiões de revoltados ocidentais e seus seguidores, agora engrossada
pela intelectualidade, dentre eles cantores, músicos, jornalistas, escritores,
artistas de toda seara, acadêmicos e até religiosos a levantarem a bandeira
vermelha comunista como única e boa saída para a solução da apartheid social em
vigor no ocidente democrático. Ser defensor do comunismo ganhou status e até
ares de romantismo, arrojo e aventura. Jovens mais impetuosos foram
clandestinamente recrutados para compor grupos de mercenários em países
alinhados ao comunismo, a fim de receber treinamento de guerra urbana, serem
financiados e depois retornar aos seus países preparados para enfrentar forças
oficiais de repressão de igual para igual, munidos de armamento pesado e muita
coragem e determinação.
Nesse colchão nasceram as contra-revoluções
militares na América Latina, inclusive a brasileira em 1964; ambas supervisionadas
e apoiadas, de um lado pelos Estados Unidos e do outro pela União Soviética. Assim
o continente Latino Americano escreveu uma das mais negras páginas da sua
história com exageros e desrespeitos à condição humana dos dois lados. Uma
guerra fratricida em defesa da liberdade; esse era o mote. Neste ponto deixarei
para que o leitor tire suas conclusões e, enquanto isso tecerei as
considerações finais.
Enfim, e como era esperado, a
União Soviética faliu e a derrubada do Muro de Berlim foi o fato marcante do
acontecimento. Então os povos da Cortina de Ferro voltaram a respirar ares de
liberdade, fora do alcance da sombra que os sufocou por várias décadas.
Todavia, ainda hoje verifica-se
que os ideais comunistas continuam vivos naquelas mesmas cabeças remanescentes
do tempo da Guerra Fria e parece que nova onda doutrinária vem envolvendo
mentes jovens por todos os quadrantes da América Latina. Pelo jeito a Guerra
Fria terá continuidade; pelo menos até agora desarmada; o futuro nos dirá até
quando.
Algumas questões devem ficar no
ar para servir de norte ao leitor. O comunismo defendido como a única saída
revelou-se um engodo, uma vez que nunca surtiu resultado positivo em lugar
nenhum, nunca resolveu problema de alguém – a não ser das elites – e nunca
respeitou direitos humanos. O capitalismo em sua versão cruel segrega milhões
de pessoas as deixando na miséria, mas as nações capitalistas, quando o
empregam conscientemente vêm colhendo resultados médios positivos. Ademais sua
essência é o mercado que só sobrevive em estado de liberdade para criar,
investir, gerar riquezas, construir infra estrutura que gera mais riquezas,
educação, bem estar e felicidade. Se essa ordem não é respeitada não se pode
imputar culpa ao sistema capitalista, nem à democracia, mas aos políticos que
não cumprem bem o compromisso assumido com o eleitor.
Por fim, a última questão: Por
que todo comunista gosta tanto do capital e o persegue a todo custo, sem medida
de conseqüência, mesmo apelando para o saque? Um anacronismo filosófico doutrinário
difícil de entender e eles fogem para não dar explicações. O tema sexo, droga e
rock’n’roll rendeu e ainda rende gordos dividendos a muitos artistas da
esquerda, que logo se transformaram em investidores no mercado capitalista e
multiplicaram suas fortunas. A intelectualidade comunista em geral se deu e
continua se dando muito bem ocupando rentáveis posições no Mercado de Trabalho
Capitalista; no Executivo, no Judiciário, no Legislativo, na Indústria, nas Universidades
e até nas Igrejas; o que poderia facilmente lhes render o odioso rótulo de
imperialistas. E finalmente, os governantes comunistas, sem exceção, vivem bem
acima da média dos povos que subjugam. Pode-se concluir, portanto, que quase a
totalidade dos protestantes dos tempos da Guerra Fria se safaram bem nas asas
do capitalismo, exceto os negros, que ainda continuam discriminados e mais
pobres em termos relativos nas três Américas.
Em vista dessas contradições que
ninguém se atreve a responder, conclui-se que a humanidade, mesmo depois de
tanto sofrimento, ainda não encontrou o caminho da concórdia, porque o
homem/mulher carregam consigo o vírus da falsidade e da mentira. Todos sabem,
até os recém nascidos, que a única fórmula do sucesso é educação, trabalho e democracia.
Ainda não se inventaram outras. Os cidadãos precisam de regras e limites, mas
não podem ser tolhidos do seu mais caro tesouro: “A liberdade”. O ser humano
dominado vive infeliz e torna-se improdutivo.
É passada a hora dos defensores
de regimes comunistas autoritários entenderem que a pobreza não é um subproduto
do capitalismo, mas da deslealdade e da desonestidade dos governantes, não
importa sua orientação política. É preciso parar de repetir a velha historinha
da cigarra cantora que não fazia nada, mas queria viver à custa da formiga
trabalhadora, que tinha casa, celeiro e agasalho contra o inverno. Não dá mais
para continuar investindo na boa fé dos pobres, lubrificando a indústria do
voto de cabresto com esmolas baratas, num país que é a sétima arrecadação do
mundo e vem apresentando um dos maiores índices de corrupção que se tem notícia
na história da administração pública com desvios de bilhões de dólares anuais para
contas numeradas mundo afora...
Quando todos deixarem em segundo
plano suas doutrinas passionais de mentira focadas apenas em interesses
pessoais e partirem para o trabalho duro e honesto, respeitando Constituições, Leis
e os direitos básicos do ser humano, não mais haverá segregados no mundo e a
justiça social brilhará como jóia rara.
ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS
CECILIO
sexta-feira, 11 de abril de 2014
O DIA QUE O LIXO FALOU
Desde
cedo herdamos natural descaso ao que deixou de ter utilidade. Remetem-se às
teias de aranha tudo que foi substituído por similar mais novo e moderno. Mas,
para muitos; jogar fora? Nem pensar! Um dia encontrará nova utilidade que nunca
vem!...
O inefável quarto de despejo
guarda velhas lembranças, traços de uma vida passada, pedaços de memória;
fotografias despedaçadas servindo de pontos de referência na estrada do tempo.
Queridas traficâncias carregam estampas, cores e formas da inesquecível infância,
remetem aos áureos tempos de juventude, fazem rir de costumes ultrapassados e
esnobam das mais íntimas emoções a ponto de certo sentimento de ingratidão
invadir a alma, quando, pelo menos, passa pela cabeça a necessidade e a
possibilidade de se desfazer daquilo que um dia foi sujeito ativo na nossa
vida.
Contudo nada é capaz de deter
ventos rumo ao futuro. À medida que a tecnologia conquista mais conhecimento e
o mercado cria novas necessidades a serem satisfeitas, somos cooptados pela
curiosidade impulsionada pelo prazer de consumir e lojas, lares e cidades são
atravancadas pela montanha de últimos lançamentos; situação que pode
comprometer danosamente os sistemas da dinâmica vital do planeta, se
providências inteligentes não forem tomadas no sentido de se encontrar um ponto
de equilíbrio sustentável entre o ritmo da invasão do novo e o descarte do
velho.
A velocidade cada vez maior
entre o obsoletismo e a substituição, tem tornado esse ponto de equilíbrio cada
vez mais indefinível, fazendo com que milhares de quartos de despejo sejam
insuficientes para guardar tanto material a descartar; o que, por outro lado,
também vem causando sérios problemas emocionais em milhares de pessoas, cuja
reclamação é a dolorosa sensação da perda de pontos de referência com a vida
passada. A inter-relação entre pessoas e objetos perdeu o romantismo nostálgico
e ganhou ares de trem a jato viajando num túnel, aonde só é possível guardar
imagens das paisagens de partida e de chegada. A grande justificativa é sempre
a mesma: “o mercado precisa gerar emprego pressionado pela explosão
populacional, pelo barateamento dos produtos, facilidades de pagamento e
aumento do poder aquisitivo das classes menos abastadas”.
Neste ponto chegamos a uma
encruzilhada que pode nos levar a discutir aumento da inflação e outros
problemas mercadológicos. Entretanto, não nos deixaremos resvalar para aquele
campo e nos deteremos apenas na reflexão sobre o problema do descarte
enfrentado pela sociedade industrial.
Aqui introduziremos uma divisão
dos tipos de lixo em quatro categorias: descarte primário, secundário,
terciário, quaternário.
Primário: aquele produzido pela energia vital.
Seres humanos produzem lixo orgânico séptico, que demanda cuidados especiais no
descarte e cujo reaproveitamento deve passar por caríssimos processos de
condução até locais adequados, a fim de sofrer separação de líquidos e seu
tratamento, colheita de gases, compactação e readaptação da parte sólida.
Secundário: material orgânico
asséptico, ou seja, aquele que demanda pouco tempo para decomposição; tem baixa
potência de contaminação virótica e bacteriana e se reintegra facilmente ao
meio ambiente sem lhe causar danos.
Terciário: considere-se todo o
universo de material plástico, metálico e vítreo normalmente utilizável em
curtos períodos de tempo na produção de embalagens, mas que demanda longo tempo
para completa decomposição, grandes espaços físicos e processos caros e
demorados de reaproveitamento.
Esta claro que iniciamos a
presente reflexão de trás para frete, porque o campo quaternário, com certeza é
o mais visível por estar diretamente ligado à ânsia consumista e, por isso
mesmo, reina absoluto no campo das emoções.
Apesar de o problema ser de
âmbito global e estar sendo tratados pela mídia, empresas e meio acadêmico de
maneira bastante ampla, grande parte dos governantes e da população ainda o
desconhece, porque não se habituou ou não quer se adaptar por comodismo,
incredulidade, ambição ou incompetência. Tamanho descompromisso aprofunda o
problema, porque retarda providências que deveriam ser ainda mais velozes que o
processo de inundação de descartes sofrido pelo pequeno planeta, cujo número de
moradores não tarda atingir oito bilhões de cabeças e que levou
bilhões de anos para reunir fatores potenciais positivos, os quais se
combinaram de maneira aleatória para dar origem à vida e a todo os ecossistemas
relativos a sua sustentabilidade.
Mas, por incrível que pareça, o
desafio dos descartes expôs sua face assustadora e muito mais real do que antes
imaginada, quando demonstrou aos desavisados e felizes com a politicalha
nacional, que está intimamente ligado ao campo político; porquanto guarda
característica de efeito colateral da crônica incompetência dos safados
nacionais. Mês passado o mundo inteiro
assistiu à triste realidade oculta por debaixo dos tapetes insensatos da sétima
potência econômica do mundo, quando o Rio de Janeiro, cidade maravilhosa e
capital cultural em plena festa de carnaval; evento que trás milhares de
turistas e irriga a economia local com milhões de dólares, se viu inundado por
uma medonha montanha de lixo secundário e terciário, porque deixou de ser
recolhido pelos funcionários da prefeitura contratados para o serviço, pois entraram
em greve por melhores salários.
Lixo à vista gritou diante dos
olhos de madames e cachorras, bacanas e joões ninguém; deixando o Brasil
inteiro de cara lavada no palco mundial, quando todos conheceram a cara da
incompetência nacional e ficaram sabendo quanto ganham garis cariocas
responsáveis por um serviço que há muito perdeu a face de função desprezível e
ganhou o status de atividade nobre e fundamental na manutenção da vida e do
humanismo paisagístico das cidades.
A realidade nacional é tão caótica
que qualquer manifestação localizada, causa susto tão grande, quanto causaria a
um paciente que apresente manchas escuras na pele com características que
prenunciem moléstia já instalada. Considere-se o caso do Presídio de Pedrinhas
no Maranhão, que guarda semelhanças com tantos outros casos com potencial para
explodir a qualquer momento. Cala-se então a questão: e se os garis do resto do
Brasil resolverem fazer o mesmo em épocas importantes? E se as Polícias
resolverem fazer o mesmo? E se as Forças Armadas? E se os aeroviários,
enfermeiros?!...
Todos trabalhadores sofridos explorados por
altas cargas tributárias, muitas vezes dando tudo de si por amor à camisa,
percebendo salários aviltantes corroídos mensalmente pela inflação... O que o
governo sindicalista popular bolivariano comunista, que se diz democrático e
preocupado com o trabalhador, faria? Talvez criasse o programa “Mais Garis”
importados de Cuba, para trabalhar como escravos ou como espiões, uma vez que o
lema que temos vivido no Brasil ultimamente é o de que “Nada pode estar tão
ruim que não possa piorar”.
A imagem do lixo depositado nas
calçadas, cheirando mal, atraindo roedores do tamanho de muitas caras de páu é
a escultura fiel da realidade que hora vive a sociedade brasileira inundada num
mar de mentiras, corrupção consentida, nepotismo, mágicas para transformar
condenações em ilusões, a fim de indultar cúmplices. Traições dissimuladas
contra a democracia e o Estado de Direito cometidas por pessoas que foram
eleitas democraticamente para protegê-los, mas que estão alinhadas com
ideologias políticas tradicionalmente contra a liberdade e a cidadania digna.
Estes governantes cospem na cara
da democracia, quando se alinham a amigos habituados a torturar, condenar
sumariamente, manter presos políticos incomunicáveis e indefensáveis por anos,
exportar e importar mão de obra semi-escrava, a fim de fazer dinheiro sujo e
com ele saciar a sede de poder, sem se importar com o crescimento sustentável
das suas nações, nem com bem estar material, mental e
espiritual das futuras gerações.
Talvez essa fosse a hora
apropriada para criarmos a última classificação do descarte: o lixo
humano-político. Quem dera os nobres garis do Brasil, que diariamente varrem e
recolhem descartes a troco de salários miseráveis fossem capazes de varrer a
safadeza imoral para bem longe das vistas e das vidas de quem nasceu num país
maravilhoso, cuja bandeira tombada ostenta o direito à “Ordem e Pregresso”!
ANTONIO
KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.
quinta-feira, 13 de março de 2014
O GALO E A RAPOSA
Diz a sabedoria popular que galo que dorme com
raposa, amanhece comido. Platão, do alto das sua filosofia, diria que discutir obviedades
é ato de extrema burrice e perda de tempo. E Einstein, o maior físico que a
humanidade já produziu; também celebrizado como grande pensador declarou que a
estupidez humana é tão ou mais infinita e profunda quanto o espaço
sideral.
Diante dos entreveros entre a
Ucrânia, a Rússia e a OTAN liderada pelos Estados Unidos, vê-se claramente que,
enquanto Platão era contra a discussão do óbvio e Einstein se perturbava com a insanidade dos homens, a humanidade permanecia e ainda
permanece tão estúpida quanto o galo que confiou na raposa. Isso sem
considerarmos que entre ambos há um espaço de mais de vinte séculos, que
aparentemente não serviu para nada.
A velha Rússia e sua vetusta
tradição expansionista esta de volta de garras e dentes de fora. Nada de novo
no velho modus operandi expansionista de um país que historicamente nunca
respeitou nada, nem ninguém. Seu diálogo com os vizinhos e com o mundo sempre
foi sonorizado pelo retumbar de canhões,
da marcha dos coturnos e do rosnado dos sádicos
ditadores que se revezam no Kremlin na esteira dos séculos.
Mas o tempo, esse inimigo dos
incautos, passou e com ele a insensatez do comunismo soviético. A queda do muro
de Berlim, o fim da Cortina de Ferro, a independência de uma dezena de países massacrados
pelo domínio comunista soviético foram sementes novas trazidas pelos ventos de
liberdade que sopraram do vórtice da explosão de uma super-estrutura estatal
que nunca se preocupou com políticas auto-sustentáveis por estar ancorada num
sistema improdutivo que não mais agüentou patrocinar o parasitismo dos
privilegiados que se mantiveram dependurados no poder à custa da exploração, do
medo e da opressão aos mais fracos por setenta anos.
Nova Rússia surgiu no palco
iluminado do fim da guerra fria, de bandeira nova, hino novo, novos
governantes, nova disposição para dialogar com o mundo e interagir num ambiente
democrático civilizado. Tudo novo, menos a semente da cultura ditatorial autocrática
autoritária.
Os galos idiotas do mundo
democrático civilizado caíram no conto do vigário de um urso de cara nova, mas
de alma velha. Dormiram em seus braços,
construíram interações comerciais sólidas sem se preocupar com alternativas e
planos B e C. Lançaram os livros de história no fundo das bibliotecas e suas
verdades nas brumas do esquecimento.
Platão e Einstein saberiam que o
resultado funesto não tardaria como não tardou. Menos de trinta anos depois, cai
por terra a máscara mal encaixada e resta a face canídea de um Urso sempre
disposto a se impor pela covardia na calada da noite enquanto os galos idiotas
dormem.
Que o episódio da Ucrânia sirva de
alerta para o mundo democrático civilizado jamais se esquecer, que mais amor e
menos confiança é uma boa medida para uma convivência saudável e duradoura com
os novos Czares Russos e que a paz e a democracia no mundo somente serão
duradouras enquanto os Estados Unidos, a França e a Inglaterra estiverem bem
preparados para a Guerra.
Sei que muitos criticarão a
afirmativa; sinal de que sempre haverá galos idiotas confiando em raposas,
ursos e dragões prontos para dar o bote, confiscar a liberdade e massacrar o
Estado de Direito.
Sei também que haverá novo coro de
galos idiotas gritando palavras de ordem contra o triunvirato anglo-francês-americano argumentando que ele também
costuma usar dos mesmos argumentos autoritários. Como resposta vai a pergunta:
Por que os grandes caudilhos do mundo ainda continuam investindo seus dólares afanados
do povo em Londres, Paris e Nova York e enviando filhos privilegiados para
estudar em Oxford, Sorbone e Harvard?
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