APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.

Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.

Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .

Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.

O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



sexta-feira, 11 de abril de 2014

O DIA QUE O LIXO FALOU

             Desde cedo herdamos natural descaso ao que deixou de ter utilidade. Remetem-se às teias de aranha tudo que foi substituído por similar mais novo e moderno. Mas, para muitos; jogar fora? Nem pensar! Um dia encontrará nova utilidade que nunca vem!...
                O inefável quarto de despejo guarda velhas lembranças, traços de uma vida passada, pedaços de memória; fotografias despedaçadas servindo de pontos de referência na estrada do tempo. Queridas traficâncias carregam estampas, cores e formas da inesquecível infância, remetem aos áureos tempos de juventude, fazem rir de costumes ultrapassados e esnobam das mais íntimas emoções a ponto de certo sentimento de ingratidão invadir a alma, quando, pelo menos, passa pela cabeça a necessidade e a possibilidade de se desfazer daquilo que um dia foi sujeito ativo na nossa vida.
                Contudo nada é capaz de deter ventos rumo ao futuro. À medida que a tecnologia conquista mais conhecimento e o mercado cria novas necessidades a serem satisfeitas, somos cooptados pela curiosidade impulsionada pelo prazer de consumir e lojas, lares e cidades são atravancadas pela montanha de últimos lançamentos; situação que pode comprometer danosamente os sistemas da dinâmica vital do planeta, se providências inteligentes não forem tomadas no sentido de se encontrar um ponto de equilíbrio sustentável entre o ritmo da invasão do novo e o descarte do velho.
                A velocidade cada vez maior entre o obsoletismo e a substituição, tem tornado esse ponto de equilíbrio cada vez mais indefinível, fazendo com que milhares de quartos de despejo sejam insuficientes para guardar tanto material a descartar; o que, por outro lado, também vem causando sérios problemas emocionais em milhares de pessoas, cuja reclamação é a dolorosa sensação da perda de pontos de referência com a vida passada. A inter-relação entre pessoas e objetos perdeu o romantismo nostálgico e ganhou ares de trem a jato viajando num túnel, aonde só é possível guardar imagens das paisagens de partida e de chegada. A grande justificativa é sempre a mesma: “o mercado precisa gerar emprego pressionado pela explosão populacional, pelo barateamento dos produtos, facilidades de pagamento e aumento do poder aquisitivo das classes menos abastadas”.
                Neste ponto chegamos a uma encruzilhada que pode nos levar a discutir aumento da inflação e outros problemas mercadológicos. Entretanto, não nos deixaremos resvalar para aquele campo e nos deteremos apenas na reflexão sobre o problema do descarte enfrentado pela sociedade industrial.
                Aqui introduziremos uma divisão dos tipos de lixo em quatro categorias: descarte primário, secundário, terciário, quaternário.
                 Primário: aquele produzido pela energia vital. Seres humanos produzem lixo orgânico séptico, que demanda cuidados especiais no descarte e cujo reaproveitamento deve passar por caríssimos processos de condução até locais adequados, a fim de sofrer separação de líquidos e seu tratamento, colheita de gases, compactação e readaptação da parte sólida.
                Secundário: material orgânico asséptico, ou seja, aquele que demanda pouco tempo para decomposição; tem baixa potência de contaminação virótica e bacteriana e se reintegra facilmente ao meio ambiente sem lhe causar danos.
                Terciário: considere-se todo o universo de material plástico, metálico e vítreo normalmente utilizável em curtos períodos de tempo na produção de embalagens, mas que demanda longo tempo para completa decomposição, grandes espaços físicos e processos caros e demorados de reaproveitamento.
                Esta claro que iniciamos a presente reflexão de trás para frete, porque o campo quaternário, com certeza é o mais visível por estar diretamente ligado à ânsia consumista e, por isso mesmo, reina absoluto no campo das emoções.
                Apesar de o problema ser de âmbito global e estar sendo tratados pela mídia, empresas e meio acadêmico de maneira bastante ampla, grande parte dos governantes e da população ainda o desconhece, porque não se habituou ou não quer se adaptar por comodismo, incredulidade, ambição ou incompetência. Tamanho descompromisso aprofunda o problema, porque retarda providências que deveriam ser ainda mais velozes que o processo de inundação de descartes sofrido pelo pequeno planeta, cujo número de moradores não tarda atingir oito bilhões de cabeças e que levou bilhões de anos para reunir fatores potenciais positivos, os quais se combinaram de maneira aleatória para dar origem à vida e a todo os ecossistemas relativos a sua sustentabilidade.
                Mas, por incrível que pareça, o desafio dos descartes expôs sua face assustadora e muito mais real do que antes imaginada, quando demonstrou aos desavisados e felizes com a politicalha nacional, que está intimamente ligado ao campo político; porquanto guarda característica de efeito colateral da crônica incompetência dos safados nacionais. Mês passado o mundo inteiro assistiu à triste realidade oculta por debaixo dos tapetes insensatos da sétima potência econômica do mundo, quando o Rio de Janeiro, cidade maravilhosa e capital cultural em plena festa de carnaval; evento que trás milhares de turistas e irriga a economia local com milhões de dólares, se viu inundado por uma medonha montanha de lixo secundário e terciário, porque deixou de ser recolhido pelos funcionários da prefeitura contratados para o serviço, pois entraram em greve por melhores salários.
                Lixo à vista gritou diante dos olhos de madames e cachorras, bacanas e joões ninguém; deixando o Brasil inteiro de cara lavada no palco mundial, quando todos conheceram a cara da incompetência nacional e ficaram sabendo quanto ganham garis cariocas responsáveis por um serviço que há muito perdeu a face de função desprezível e ganhou o status de atividade nobre e fundamental na manutenção da vida e do humanismo paisagístico das cidades.
                A realidade nacional é tão caótica que qualquer manifestação localizada, causa susto tão grande, quanto causaria a um paciente que apresente manchas escuras na pele com características que prenunciem moléstia já instalada. Considere-se o caso do Presídio de Pedrinhas no Maranhão, que guarda semelhanças com tantos outros casos com potencial para explodir a qualquer momento. Cala-se então a questão: e se os garis do resto do Brasil resolverem fazer o mesmo em épocas importantes? E se as Polícias resolverem fazer o mesmo? E se as Forças Armadas? E se os aeroviários, enfermeiros?!...
                 Todos trabalhadores sofridos explorados por altas cargas tributárias, muitas vezes dando tudo de si por amor à camisa, percebendo salários aviltantes corroídos mensalmente pela inflação... O que o governo sindicalista popular bolivariano comunista, que se diz democrático e preocupado com o trabalhador, faria? Talvez criasse o programa “Mais Garis” importados de Cuba, para trabalhar como escravos ou como espiões, uma vez que o lema que temos vivido no Brasil ultimamente é o de que “Nada pode estar tão ruim que não possa piorar”.
                A imagem do lixo depositado nas calçadas, cheirando mal, atraindo roedores do tamanho de muitas caras de páu é a escultura fiel da realidade que hora vive a sociedade brasileira inundada num mar de mentiras, corrupção consentida, nepotismo, mágicas para transformar condenações em ilusões, a fim de indultar cúmplices. Traições dissimuladas contra a democracia e o Estado de Direito cometidas por pessoas que foram eleitas democraticamente para protegê-los, mas que estão alinhadas com ideologias políticas tradicionalmente contra a liberdade e a cidadania digna.
                Estes governantes cospem na cara da democracia, quando se alinham a amigos habituados a torturar, condenar sumariamente, manter presos políticos incomunicáveis e indefensáveis por anos, exportar e importar mão de obra semi-escrava, a fim de fazer dinheiro sujo e com ele saciar a sede de poder, sem se importar com o crescimento sustentável das suas nações, nem com bem estar material, mental e espiritual das futuras gerações.
                Talvez essa fosse a hora apropriada para criarmos a última classificação do descarte: o lixo humano-político. Quem dera os nobres garis do Brasil, que diariamente varrem e recolhem descartes a troco de salários miseráveis fossem capazes de varrer a safadeza imoral para bem longe das vistas e das vidas de quem nasceu num país maravilhoso, cuja bandeira tombada ostenta o direito à “Ordem e Pregresso”!


ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.


quinta-feira, 13 de março de 2014

O GALO E A RAPOSA



Diz  a sabedoria popular que galo que dorme com raposa, amanhece comido. Platão, do alto das sua filosofia, diria que discutir obviedades é ato de extrema burrice e perda de tempo. E Einstein, o maior físico que a humanidade já produziu; também celebrizado como grande pensador declarou que a estupidez humana é tão ou mais infinita e profunda quanto o espaço sideral.  

Diante dos entreveros entre a Ucrânia, a Rússia e a OTAN liderada pelos Estados Unidos, vê-se claramente que, enquanto Platão era contra a discussão do óbvio e Einstein se perturbava com a insanidade  dos homens, a humanidade permanecia e ainda permanece tão estúpida quanto o galo que confiou na raposa. Isso sem considerarmos que entre ambos há um espaço de mais de vinte séculos, que aparentemente não serviu para nada.

A velha Rússia e sua vetusta tradição expansionista esta de volta de garras e dentes de fora. Nada de novo no velho modus operandi expansionista de um país que historicamente nunca respeitou nada, nem ninguém. Seu diálogo com os vizinhos e com o mundo sempre foi sonorizado pelo  retumbar de canhões, da marcha dos coturnos e do rosnado  dos sádicos ditadores que se revezam no Kremlin na esteira dos séculos.

Mas o tempo, esse inimigo dos incautos, passou e com ele a insensatez do comunismo soviético. A queda do muro de Berlim, o fim da Cortina de Ferro, a independência de uma dezena de países massacrados pelo domínio comunista soviético foram sementes novas trazidas pelos ventos de liberdade que sopraram do vórtice da explosão de uma super-estrutura estatal que nunca se preocupou com políticas auto-sustentáveis por estar ancorada num sistema improdutivo que não mais agüentou patrocinar o parasitismo dos privilegiados que se mantiveram dependurados no poder à custa da exploração, do medo e da opressão aos mais fracos por setenta anos.

Nova Rússia surgiu no palco iluminado do fim da guerra fria, de bandeira nova, hino novo, novos governantes, nova disposição para dialogar com o mundo e interagir num ambiente democrático civilizado. Tudo novo, menos a semente da cultura ditatorial autocrática  autoritária.

Os galos idiotas do mundo democrático civilizado caíram no conto do vigário de um urso de cara nova, mas de alma velha.  Dormiram em seus braços, construíram interações comerciais sólidas sem se preocupar com alternativas e planos B e C. Lançaram os livros de história no fundo das bibliotecas e suas verdades nas brumas do esquecimento.

Platão e Einstein saberiam que o resultado funesto não tardaria como não tardou. Menos de trinta anos depois, cai por terra a máscara mal encaixada e resta a face canídea de um Urso sempre disposto a se impor pela covardia na calada da noite enquanto os galos idiotas dormem.

Que o episódio da Ucrânia sirva de alerta para o mundo democrático civilizado jamais se esquecer, que mais amor e menos confiança é uma boa medida para uma convivência saudável e duradoura com os novos Czares Russos e que a paz e a democracia no mundo somente serão duradouras enquanto os Estados Unidos, a França e a Inglaterra estiverem bem preparados para a Guerra.

Sei que muitos criticarão a afirmativa; sinal de que sempre haverá galos idiotas confiando em raposas, ursos e dragões prontos para dar o bote, confiscar a liberdade e massacrar o Estado de Direito.

Sei também que haverá novo coro de galos idiotas gritando palavras de ordem contra o  triunvirato anglo-francês-americano argumentando que ele também costuma usar dos mesmos argumentos autoritários. Como resposta vai a pergunta: Por que os grandes caudilhos do mundo ainda continuam investindo seus dólares afanados do povo em Londres, Paris e Nova York e enviando filhos privilegiados para estudar em Oxford, Sorbone e Harvard?

quarta-feira, 12 de março de 2014

LIBERDADE AINDA QUE SEJA TARDE

                   Tão natural como tomar a benção de papai e mamãe toda manhã, é, para nós brasileiros, cultuar a imagem do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, O Tiradentes; aquele que não se curvou diante da tirania do Império Português. Um simples militar baixa patente, de origem humilde, nascido nas entranhas das montanhas mineiras cobertas de matas verdejantes, sulcadas por rios e riachos cristalinos, habitada por parcas e longínquas tribos indígenas perdidas nas brenhas do sertão; animais multiformes e multicoloridos voando, chirriando, aninhando, pastando nos verdes, na pachorra do tempo e no silêncio imaculado. Clima ameno, manhãs brilhantes, tardes douradas, brisa fresca sibilando nos rostos e nos ouvidos como que trazendo boas novas do horizonte plácido e infinito.
            Tiradentes era um amalgama de tudo isso; mineiro do espírito ao coração. Trazia na alma a independência do homem liberto pela natureza, porque foi acostumado a interagir com ela, com sua perfeição, com sua intrigante simplicidade etérea. Sua alma era flores, aromas, sol, água, brisa, vôos, noites enluaradas, silêncio. Magnífico quadro, cuja moldura era a paz e a liberdade.
            Fernando Lira, ex-ministro da justiça do democrata Tancredo Neves, no seu discurso em homenagem ao presidente morto, quando o sol poente banhava fulgidamente almas em luto, soube magistralmente descrever o sentimento de liberdade que enleva os corações mineiros. Mirando o sol que se despedia reverente observou: “nesta Terra das Minas Gerais os cumes, as pedras, os caminhos, as soleiras, a simpatia; tudo fala de liberdade”. 
            Para um mineiro como Tiradentes, cujo senso de liberdade pulsava na alma, ver a ambição portuguesa extrair ansiosamente da terra sua seiva aurífera e magníficas gemas para levá-las ao além mar, deixando como herança feridas e buracos era dor insuportável. Então ele sublevou-se e liderou a Inconfidência Mineira, que sonhava ver o Brasil e seu povo viverem livremente.
            O Alferes, filho da liberdade foi abatido na forca em 21 de abril de 1792, para espiar sua ousadia contra o Reino de Portugal e servir de exemplo para a posteridade. Teve seu corpo esquartejado, pendurado em postes, a fim de alimentar os abutres.
            Abutres alimentados no céu e na terra viram o sangue justo correr e erradamente imaginaram que o espírito da liberdade se esvaiu juntamente com o último suspiro. Ledo engano, pois sua semente germinou e ainda vive nas montanhas mineiras e Minas a exportou para o resto do Brasil. A imagem esquálida de Tiradentes, sua vasta barba, cabelos longos, laço no pescoço, imóvel aguardando  o derradeiro instante, tornou-se símbolo do brasileiro sofredor, explorado por governantes corruptos, incompetentes, exploradores; apenas preocupados com seu próprio umbigo. Obviamente o artista que retratou a execução sinistra usou da imaginação, talvez até mesmo inspirado nas passagens bíblicas, que também retratam Cristo açoitado, submisso, crucificado; espiando pecados, que nunca cometeu. 
            Liberdade é tema que sempre fez inúmeros pensadores se debruçarem, a fim de defini-la. Existem, portanto algumas dezenas de obras importantes; milhares de páginas a retratando como verdadeira utopia, uma vez que a condição de viver em liberdade em sua plenitude nunca existiu, pois o homem/mulher sempre esteve e está submisso a leis naturais e sociais, portanto não é, não foi e nunca será plenamente livre.
            Ao meu modo de ver, prefiro defini-la pragmaticamente. Portanto penso que o homem/mulher livre é aquele que habita um Estado de Direito, tem acesso fácil à educação de excelente qualidade em todos os níveis, goza da  informação sem censura, está livre para exprimir idéias, discordar, investir, trabalhar, poupar, produzir, ir e vir, acreditar ou não em um Deus; inclusive ser diferente do padrão étnico, racial e social básico e predominante na sociedade. Percebe-se que desta feita não estou navegando sem direção em mares utópicos, mas caminhado em terra firme, uma vez que há exemplos hoje no mundo de nações que em menos de cinqüenta anos conseguiram acabar com a pobreza e a desigualdade extremas simplesmente acreditando e investindo na arte de ser livre com conhecimento, dignidade, respeito e ética. 
            Contudo, nuvens negras pairam no horizonte político do Brasil, pois temos assistido aos governantes brasileiros se alinhando a ideais marxistas/comunistas concebidos há mais de 150 anos por um grupo de pensadores inspirados e liderados por Karl Marx. A primeira experiência concreta do ideário marxista aconteceu na Rússia em 1917 e, desde então, várias tentativas foram concretizadas no mundo, todas, com péssimos resultados, jamais comparados ao sonho de Karl Marx. Este preconizava uma sociedade sem classes sociais, que todos fossem iguais, felizes e submissos a um Estado protetor e provedor. Infelizmente, o eminente pensador esqueceu-se da estupidez humana, que, antes de tudo, transformaria o Estado num paquiderme estúpido, corrupto, mentiroso, improdutivo, intransigente e autoritário; fabricante de infelicidades e de vaquinhas de presépio que nunca discordam por medo ou por despreparo cultural e material.
            Desde muito cedo o comunismo marxista mostrou falhas em sua execução, porque o igualitarismo comunista jamais existiu, uma vez que os governantes e seu staff não apeiam dos seus pedestais e continuam  desiguais, vivendo em palácios e desfrutando das maravilhas patronais capitalistas que o professor Karl Marx condenou. Para fazer valer suas doces desigualdades lançam mão da dissimulação, do deboche, da mentira, do autoritarismo, da crueldade, da intolerância ideológica, dos julgamentos sumários; tornam-se donos da verdade e da liberdade natural do ser humano.
            Há dúvidas se no Brasil lograrão sucesso. Pessoalmente acredito que sim, pois nosso povo, em cuja alma ainda vive o vírus que ensandeceu Tiradentes esta mal informado e sendo enganado por um silencio matreiro, cúmplice e leniente da imprensa nacional, que claramente vem se imiscuindo do seu dever democrático de informar para conscientizar.  Quando a imprensa, que numa democracia deve funcionar como olhos e ouvidos do povo, deixa de cumprir seu papel constitucional, luz vermelha deve acender nas consciências, porque algo esta errado. Intrusos mal intencionados poderão estar se sublevando contra a ordem democrática e a liberdade; atentando contra a herança que o sacrifício do Alferes apaixonado ofereceu ao Brasil.
            Mas que não se enganem, pois todos que acreditam em liberdade tão profundamente quanto o herói nacional Tiradentes acreditou, preferirão morrer a viver de joelhos

quinta-feira, 6 de março de 2014

RIO DE JANEIRO NÃO GOSTO DE VOCÊ MERGULHADO NO LIXO


Rio de Janeiro, o centro cultural do Brasil, cidade maravilhosa, mergulhada no lixo material, político, moral e ético.

Fácil culpar uma classe pobre como a dos garis pela crise de sujeira. Imputar-lhes a pecha de irresponsáveis, cujo crime é deixar a cidade à mercê dos ratos e do mau julgamento dos turistas.

Infelizmente nossos pobres garis não aprenderam ainda com nossos ricos políticos jogar a sujeira para debaixo do tapete.

Seria bom que os pobres garis ensinassem aos ricos políticos, mestres em esconder sujeiras, como é que se faz para viver com 1.200,00 reais por mês, no Rio de Janeiro, pegando trem e ônibus velho e caro, enfrentando o cheiro fétido dos restos de uma sociedade podre mais os males diários do descaso e da incompetência generalizada

Seria bom também lembrar aos nossos políticos comunistas/bolivarianos e seus comparsas, admiradores e arruaceiros, que lá nos Estados Unidos, a terra do Tio San, sempre culpada por todos os nossos males, que um gari ganha 2.500,00 dólares por mês, exatamente 5 vezes mais que os pobrezinhos que aqui padecem, na terra administrada por lobos democratas vestidos de cordeiro.

Ademais, aproveito para lembrá-los de mais um pequeno detalhe: - caso nossos garis do povo os elejam em 2014, não se esqueçam de defender de verdade o interesse do trabalhador, porque ele  paga vossos salários. É chegada a hora de parar de dar com uma mão tirando com a outra e eleger culpados para esconder o lixo das consciências safadas.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O DIA EM QUE A INSANIDADE FALOU ALTO

BOLA BRANCA PARA JOAQUIM BARBOSA

"Este é apenas o primeiro passo. Esta maioria de circunstância tem todo o tempo a seu favor para continuar nessa sua sanha reformadora" Joaquim Barbosa 


O presidente da Suprema Corte brasileira, homem com invejável histórico de luta pessoal contra a pobreza e o preconceito, que sentiu na pele quanto custa ser descendente de escravos numa sociedade injusta e hipócrita, esta prenunciando com todas as letras que o espírito ditatorial da revolução cubana esta sendo implantado e já ganhou espaço irreversível na mentalidade brasileira.

 A estratégia de introdução comunista é velha; mudam-se as moscas, mas a lama escatológica continua a mesma. 

Baseados no lamentável episódio em que a Corte suprema é infiltrada por uma quadrilha, vê-se que o avanço do comunismo tem a fúria de uma avalanche, que a tudo esmaga e só para no vale mais profundo onde deposita seus destroços e reina absoluta. 

Assim aconteceu na Russia, na China, em Cuba, Na Korea do Norte, na Venezuela, na África e o resultado final foi ditadura, sangue, sofrimento, atraso, miséria, dissimulação, mentiras, corrupção... 

Quando o povo brasileiro acordar verá que é tarde demais! Verá que era feliz e não sabia...seremos rato gordo na barriga do gato!

LOUCOS GOVERNAM O MUNDO

 RÚSSIA QUER BASES MILITARES NA AMÉRICA LATINA COM APOIO DOS LOUCOS.


Enquanto os loucos que governam o mundo deixam de trabalhar e perdem tempo com políticas úteis ao proveito próprio condenando seus povos à miséria física e mental, um bando de vaquinhas de presépio contaminadas pelo vírus do fanatismo ideológico se juntam de um lado e de outro em cego apoio. Se esquecem que violência gera mais violência. Doce ilusão imaginar que os Estados Unidos se intimidarão diante de ameaças de russos, venezuelanos, cubanos ou de quem quer que seja. Se algum dia o mundo voltar a experimentar a potência destruidora das bombas atômicas, vera que guerra não resolve nada. Pelo contrário, promove mais sofrimento, dessa vez, irreversível. Os japoneses sabem quanto custou a inflexibilidade e o fanatismo e descobriram a duras penas que bombas não escolhem justos ou injustos, certos ou errados, comunistas ou capitalistas, judeus ou nazistas...apenas matam e deixam buracos na alma e no chão.

Se metade da humanidade estudasse história saberia que todos o loucos que triunfaram no passado foi porque encontraram esse apoio que hora os loucos do presente estão encontrando. Um louco pode ser inofensivo, mas um bando deles, pode causar muito estrago. A Alemanha é outro país que sabe muito bem que a história não mente e que o radicalismo é parente do sofrimento. 

Que deixemos de apoiar os loucos, os mandemos para os manicômios e aprendamos que a paz, o diálogo e a tolerância são o caminho da solução dos problemas que afligem a humanidade.

A humanidade precisa se lembrar que o planeta é sua casa e que um lar onde os moradores não se entendem, pode virar um inferno onde ninguém sai ganhando; que, se algum dia os loucos a incendiarem, tudo virará cinzas e não sobrará alguém para contar, nem ler a história.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

MINISTRO TÉCNICO APLICA LEI CEGA CEGAMENTE

Mais um tapa na cara do contribuinte brasileiro, que paga a maior carga tributária do planeta e não goza na mesma proporção a contrapartida dos direitos constitucionais que lhe são sistematicamente negados pela pátria hostil.

Ministro Marco Aurélio Melo em determinação liminar desconhece recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) e determina pagamento de super-salários, vetados na Constituição, a 2.400 servidores públicos, empenhando dos cofres públicos um adicional de R$ 12.300.000,00

Quer ouvir justificativas dos beneficiados, que historicamente compõem a velha casta aristocrática habituada a viver parasitariamente, muito acima dos padrões medíocres da grande massa popular brasileira; na maioria das vezes, acobertados por direitos adquiridos sob os auspiciosos cuidados do nepotismo compadresco ou por arranjos engendrados para dissimuladamente inserir dubiedade interpretativa ao escopo das leis.

Leis existem para ordenar a sociedade e juízes para fazê-las cumprir com equilíbrio e justiça, entretanto, ao interpretá-las, o magistrado terá que se esforçar para superar a inércia textual do libelo legal buscando inspiração na dinâmica da sua alma, apoiado na filosofia, na dialética, na história e nas características da formação do caldo cultural da sociedade.

Ele tem liberdade e autoridade para isso e, quando renuncia ao direito a essa prerrogativa, valendo-se exclusivamente da técnica interpretativa pura, corre o risco de se igualar a um autômato de consciência limpa e mãos lavadas estilo Pilatos; faz justiça com 2.400 e injustiça com milhões, que não podem contar com nada mais que com a sorte ou com a pata massacrante de uma Pátria que tradicionalmente acalenta os mais fortes em detrimento dos mais fracos.

Bola suja para o Ministro e sua liminar injusta. Bola Branca para o TCU.