APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.

Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.

Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .

Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.

O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



quinta-feira, 29 de agosto de 2013

PARÓDIA À AUTOFAGIA COMUNISTA LATINDO AMERICANA



PARÓDIA À AUTOFAGIA COMUNISTA LATINDO AMERICANA

Essa semana os brasileiros, sem entender nada, porque não era para entender mesmo, assistiram a uma aventura real, que serve para inspirar algum cineasta de segunda classe. Um senador boliviano foi transportado na calada da noite diplomática latino-americana desde a Embaixada do Brasil na Bolívia até a fronteira. Uma aventura de 1.600 km através do território boliviano, cujos protagonistas, além do senador, eram um diplomata que servia na Embaixada do Brasil e dois fuzileiros navais como guarda costas.

O pobre senador, que atende pelo nome de Roger Pinto Molina, estava asilado na Embaixada do Brasil por um ano e meio, sem julgamento, sem condenação, sem tomar banho de sol, sem botar nem o calcanhar na rua; dizem que até sem botar aquilo naquilo, em estado lamentável de saúde física e mental. É acusado de cometer o crime hediondo de fazer oposição ao Sr. Presidente ditador comunista Evo Morales, tetra neto do ex-ditador Touro Sentado, aquele que sentava em cima de toda lança que encontrava pela frente. Touro Sentado ensinou para seu precioso neto boliviano que comunista que se presa não aceita oposição nem da própria imagem no espelho d´agua.

Por isso Touro Sentado Neto, ficou uma arara vermelha de tão nervosa, porque tinha certeza absoluta que torturando Roger Molina em banho-maria, como se cozinhava ovos no DOI CODI, ia pegá-lo para quebrar seus ovos. Mas, quando ele acordou, o senador sabonete já havia escorregado para o Brasil, estava debaixo da calça da Dilma Presidenta – calça porque ninguém nunca a viu de saia. Então a única ação que lhe restava foi mandar seu valente embaixador contar um monte de marra a ponto de quase estourar uma guerra diplomática nuclear entre as duas potências latindo.

Chegando a Brasília todos queriam falar com o fugitivo sabonete, mas ele não conseguia falar nada, porque seu advogado, por precaução e medo de irritar a Presidenta Macha de tanta raiva, que podia mandá-lo de volta para a tortura de Touro Sentado Neto, costurou sua boca para que nem miasse. Como se não bastassem os tantos problemas na cabeça, desde os malvados médicos brasileiros que não querem trabalhar nos hospitais caindo aos pedaços, passando pela inflação que tem soltado muitos gases fétidos no Planalto, até a rejeição aos médicos cubanos formados na Ilha da Fantasia Cubana, mais comunista, democrática e desenvolvida do mundo; Dilma agora ainda tem essa bomba de ter que fingir que é democrática aceitando um sabonete debaixo da sua calça ou então dar uma de comunista do papo vermelho e mandá-lo de volta às garras de Touro Sentado Neto. Se fizer isso, vai pegar mal perante o eleitorado de burros brasileiros, se não fizer, da mesma forma, Touro Sentado pode cortar relações anti-diplomáticas com o Brasil e até o Gão Mestre Fidel Castro Che Sem Vara poderá mandar buscar seus médicos de volta.

Lula, aquele que sofre amnésia e cegueira crônicas, com certeza ainda não soube de nada. Quando souber, se souber; vai mandar aumentar o salário do ministro Anti -Patriota lá nas Nações Unidas o compensando por também ter declarado não saber de nada. Em seguida ordenará que Dilma abra as pernas para o sabonete cair e ficar lá por Brasília mesmo ganhando salário de senador brasileiro, depois irá lá à Bolívia acalmar Touro Sentado Neto com um empréstimo daqueles para perdoar em vinte anos. Por último vai chamar o Ministro da Defesa Contra Ninguém e também aconselhá-lo a fazer como ele e o Anti-Patriota: nunca ver nem ouvir nada. Lula é um ás na política! Por isso o presidente americano Barack Ibama o chamou de “O Cara” de pau.

Depois “O Cara” de páu certamente irá a Havana se encontrar com Fidel Che Sem Vara para lhe pedir desculpas pelas trapalhadas das duas potências nucleares da America Latindo e prometer que nunca mais isso acontecerá de novo. O assunto será pauta para discussões acaloradas no próximo “Foro de São Paulo”, que ninguém sabe por que o nomearam com o nome do bravo santo, enquanto poderiam tê-lo batizado de FORO DE SÃO FIDEL CASTRO CHE SEM VARA”. Dizem que escolheram o nome do outro santo para os eleitores petistas e anti petistas não desconfiarem.

Enquanto isso tudo acontecia a imprensa brasileira, que foi mordida pela mosca do sono, acordou, fez algumas entrevistas sem graça e conteúdo, deixou o povão sabendo menos que sabia antes, agradou o Planalto que não gosta de imprensa fofoqueira e depois voltou a dormir de novo até que o comunismo cubano se instale por completo na América Latindo.

Enfim, estou ansioso para ver o que acontecerá. Quando o caso foi com o bandido italiano terrorista de esquerda Cesare Battisti, Lula “O Cara” de pau concedeu asilo, carteira de identidade e título de eleitor do PT. Certamente ele se candidatará a deputado petista no Brasil. Vamos ver o que acontecerá com o pobre senador da direita democrática boliviana em oposição ao comunista Touro Sentado Neto. Será que Lula “O Cara” de pau mandará Dilma Presidenta ter a mesma compaixão? Não percam os próximos capítulos da novela comunista latindo americana!

P/ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

MAROLINHA QUE ESTA VIRANDO TSUNAMI

                                               MAROLINHA QUE ESTA VIRANDO TSUNAMI

Em 2008, no início da crise de liquidez que se instalou no mundo, o então presidente Lula se referiu ao risco do Brasil ser contaminado de forma pejorativa e declarou que seus reflexos chegariam aqui como uma "marolinha", pois nossa economia estava uma rocha de tão forte; graças ao seu governo.

No entanto, hoje, quando a economia mundial vai lentamente entrando no eixo, o que se vê aqui no Brasil é a aproximação de um tsunami com potencial para engolir salários, empregos, empresas, reservas cambiais e ânimo para investir; sem falar na volta da inflação para temperar o veneno.

Enquanto isso os demagogos petistas continuam politizando a administração do país como sempre de costas para a realidade preocupante. Segundo eles tudo vai bem e a marolinha vai passar assim como passa uma gripe.

Essa é uma estratégia comunista a qual denomino "a virtude do caos"; ou seja: quanto pior melhor para a introdução da facada de misericórdia na democracia.

A história demonstra que isso já aconteceu outras vezes na União Soviética, em Cuba, na Alemanha Nazista e nos países da Cortina de Ferro.

Se você duvida, estude para se informar e não votar nos mensaleiros amigos de Lula e Dilma ou então vote neles e depois aguente as consequências que certamente virão.
p/ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO
 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

MEU ADORÁVEL ESPIÃO




MEU ADORÁVEL ESPIÃO!

            O mundo ficou estarrecido diante da deduragem do traidor americano dando conta de que os Estados Unidos vivem de olho na botica dos outros. Segundo o denunciante, o Brasil esta na linha de frente das vítimas da bisbilhotagem. Há suspeitas de que até a prosa de comadres e namorados ao telefone possam estar sendo rastreadas e isso, além de ser uma tremenda falta de ética, ainda coloca em risco a privacidade alheia. O governo disse que vai investigar as concessionárias de telecomunicações que operam no Brasil e se ficar comprovada cumplicidade, poderão sofrer sérias sanções e até perderem a concessão.
            Mas a indignação do governo brasileiro vai muito além da salvaguarda da privacidade civil e se aprofunda quando o assunto envolve estratégia. O Brasil é um grande jogador mundial nas áreas agrícola, de aviação, alimentícia e combustíveis; por isso importantes segredos podem estar sendo divididos com um potencial concorrente como os Estados Unidos, um país mais rico, altamente industrializado, matriz de grandes empresas cibernéticas e dono do meio circulante mais importante do mundo capitalista; o dólar.
            Segundo acanhadas explicações do governo americano, o objetivo da curiosidade sobre a vida dos outros é simples previdência em brecar com antecedência fortuitos projetos de ataques terroristas aos Estados Unidos e ao resto do mundo, entendendo-se como mundo o séquito de nações aliadas.
            Mas a grande questão e base da indignação é: - quem delegou aos Estados Unidos o direito de polícia sobre os demais?
            Nós, cidadãos comuns, geralmente ocupados com afazeres do cotidiano, muitas vezes desiludidos com o rumo da política, estamos mal informados, porque só nos interessamos por algum assunto, quando jornais sensacionalistas denunciam ou anunciam. Passado o calor do momento, esquecemos de tudo tão logo a imprensa encontre outro mote mais quente. Então ficamos à mercê do sensacionalismo geralmente interessado em vender meias verdades ou até mentiras com ares de verdades.
            Não estamos aqui, em hipótese alguma, defendendo ingerência de uma nação sobre a vida das demais; entretanto o exercício de pensar e concluir é natural do ser humano e à medida que este esteja mais bem informado, poderá tirar conclusões independentes da grande mídia, geralmente manipulada por interesses comerciais ou políticos; entendendo-se o exercício de concluir e dividir informações como um ato só possível no meio democrático existente no Estado de Direito. Num Estado Ditatorial a prática não seria possível, porque se configuraria um desrespeito ao sistema e ao ditador de plantão, passível de punição até com pena de morte. Portanto é isso que estamos fazendo aqui agora: pensando, analisando, concluindo, conscientizando e dividindo impressões.
            Há algumas semanas publicamos nessa mesma coluna o texto cujo título é: SABER É PODER. Hoje, na égide da globalização, do conhecimento e no passo da arapongagem americana ampliaremos o sentido: QUEM SABE MAIS CONTROLA MAIS E MANDA MAIS! E não adianta discordar, porque diante da verdade não há argumentos. Desde que o homem se entende como ser inteligente e sociável essa é a regra. Apenas com o surgimento da idéia de democracia, na esteira da evolução filosófica, os mais fracos passaram a ter direitos pétreos salvaguardados por força de lei e justiça. Contudo, entre nações, isso nem sempre funciona dentro dessa mesma lógica e a influência do peso científico, econômico e bélico ainda fala alto. Muito alto!
            A atividade de espionar é tão antiga quanto a civilização e é oriunda da curiosidade natural do homem. À medida que as sociedades se expandiram diante de recursos naturais escassos, a bisbilhotagem também aumentou e se aperfeiçoou no lençol das conquistas tecnológicas. Saber como e onde o outro esconde seus ovos é fundamental no exercício da sobrevivência e até da superação.
            Na época da guerra fria, o ato de espionar foi uma das atividades mais rentáveis, úteis e admiradas e seu glamour inspirou diversos importantes escritores e produtores, cujas obras enriqueceram por demais a literatura mundial; dentre elas, a mais célebre e conhecida são as aventuras do agente secreto 007. Considere-se ainda o advento da segunda grande guerra, quando o mundo se engalfinhou na mais sangrenta disputa contra a máquina assassina, quase insuperável do fascismo alemão, cuja vitória só aconteceu graças à ação britânico-americana apoiada pela invenção de engenhocas como o radar e um computador primário capaz de desvendar mensagens criptografadas enviadas ao front pelos comandos de Hitler. Vê-se, portanto, que os dois campos fundamentais de onde germinariam a Web e as Telecomunicações Avançadas tiveram origem na atividade da guerra contra a tirania e nada mais foram que ferramentas usadas no exercício de defesa e contra ataque; campos em que a espionagem sempre funcionou como protagonista principal.
            Obviamente que os Estados Unidos sejam mestres na arte da bisbilhotagem –  graças a Deus – e isso não é segredo para ninguém. Ainda mais agora, quando o mundo globalizado depositou involuntariamente nas mãos dos gigantes cibernéticos de bandeira americana toda a sua vida privada. Lembrando que o super-avanço americano nas áreas da alta tecnologia de comunicações é resultado de pesados investimentos em educação e capacitação de pessoas; prática pouco usada aqui no Brasil e em grande parte do mundo. Contudo é inaceitável que uma nação democrática e civilizada se sinta no direito de especular ao bel prazer e interesse, entretanto é também necessário que reconheçamos haver forças ocultas muito mais perigosas que os brothers americanos e seus olhos compridos e talvez elas mereçam atenção especial de quem entenda do assunto. Exemplo mais em voga de forças invisíveis, mas em plena atividade é o perigoso alinhamento dos nossos governantes com os ventos comunistas que sopram da ilha de Fidel Castro e do vetusto bolivarinismo venezuelano. De mais a mais, o melhor remédio para olhos compridos é janela fechada, sendo que a responsabilidade pelo seu fechamento sempre cabe ao dono da casa. Portanto, é nesta fonte de desídia e incompetência que brota a nossa culpa, representada pela irresponsabilidade dos nossos governantes, os quais nunca trabalham duro em defesa dos grandes interesses do Brasil. Foi necessário um idiota traidor se pronunciar vendendo sua pátria e uma falsa imagem de santo, para que nossos governantes ineptos e burros se lembrassem que a chave do galinheiro não deve dormir na gaveta da raposa.
            Se o médico louco Simão Bacamarte, personagem surreal da obra “O Alienista”, que Machado de Assis arrancou do fundo da sua genial imaginação, estivesse por aqui certamente diria que a sociedade humana é dividida em dois  grupos: loucos bons e maus. Portanto, do alto da minha vivência, juízo e conhecimento histórico, escolho o lado dos bons; pelo menos os exemplos de nacionalismo, democracia e respeito à pátria vindos de lá são bem mais digeríveis que as vendetas e escândalos traiçoeiros, a que assistimos, dia após dia, contra essa pobre pátria a que denominaram Brasil em alusão à destruição daquele reconhecido como um dos mais nobres espécimes do ecossistema brasileiro; o pau vermelho que tingia as vestes da nobreza europeia.
            Parabéns aos americanos pelo seu trabalho incansável em prol da defesa da sua pátria e da salvaguarda do mundo contra os loucos maus e uma vaia monumental aos nossos administradores públicos ligados apenas na política comuno-populista de vitrine e nos interesses da sua gang.

 p/ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

HOJE ACORDEI COM SAUDADES DELE



HOJE ACORDEI COM SAUDADES DELE
           
            Hoje acordei em baixo astral! Olhei para o relógio como sempre, mas nada do ânimo costumeiro. Virei para o lado e tentei dormir pouco mais. Mas o pensamento e as responsabilidades atiraram cobranças e tive que pular da cama. Algo estava errado comigo! Tentei entender o que se passava. Em vão!  Começou o dia, os afazeres e aquele sentimento cabisbaixo continuava. Era impossível entender!
            Enfim, depois de muita análise, num átimo de inspiração conclui que aquele era um sentimento ao qual se podia classificar como espécie de preguiça cívica. Isso mesmo: preguiça cívica pura e verdadeira por ter que voltar à vida normal. Assentar de novo diante de todos os canais, bons, ruins e medianos, denunciando os despautérios da cachorrada nacional. Aliás, cachorros são animais distintos e amigos fieis. Talvez abutres ou, melhor ainda, vermes nacionais. Voltar à rotina é duro demais! Antes da novela é show de roubalheira e golpismo; durante: traição e assassinato; depois: rede de intrigas partidárias, cura gay, aumento de impostos, inflação, corrupção, nepotismo, tráfico de influencia e seu congênere das drogas, cracolândia, crise internacional, crise nacional, corrupção policial, judiciário inoperante, desperdício, ineficiência, desvio, extravio, alta tributária, tragédias naturais, engarrafamento, prevaricação, escolas ineficientes, acidentes monumentais, mortes, invasões, arrastões...
            Meu Deus! Tanta confusão num só lugar não é possível! Certamente isso é injustiça! Poderíamos tentar exportar alguma coisa de ruim lá prá fora. Talvez a troca de tsunamis japoneses ou dos furacões americanos pela nossa malta de bandidos de gravata e até uma quebra sem gravata mesmo fosse vantajosa.
            Certo pensador, quando incitado a fazer uma avaliação do ser humano disse: “Os homens/mulheres são animais tão vis, tão vis que deles não se aproveita, nem a urina, nem as fezes, nem a palavra. Diante de um boi ou de um cão, são como o grão de areia e o diamante. Quando salva-se alguma coisa do que pensam e falam é preciso ainda muita cautela antes de descobrir a qual demônio possivelmente estejam associados”.
            Mas deixando de lado as vaticinações pessimistas e voltando ao centro do relato, depois de longo pensar, concluí que meu malfadado desânimo matinal teve origem no empanturramento de prazer e agora de saudade do Papa Francisco, o anjo da luz, aquele que veio em nome da paz e do Cristo Imortal a todos surpreender. De repente tudo virou festa! Beijos, abraços, confraternização geral, música, teatro, apresentações. Não houve frio ou chuva que arrefecesse o ânimo geral! Saíram de cena os vermes imundos e sua fome de carne podre, para dar lugar ao singular sorriso largo, inabalável ânimo, fala mansa e pausada, achegado à aproximação com os mais fracos, simples e indefesos. Alguém que veio falar o que há muito se precisava ouvir em notas afinadas entre lógica, ética, respeito e equilíbrio.
            Ouvidos e coração, antes como latrinas, agora gozavam do novo odor, dourado som da boa nova, da esperança e satisfação de descobrir que o mundo ainda não se perdeu e que os mesmo jovens manifestantes desafiadores dos vermes dissimulados, insistentes e mortais; que sofrem com o desemprego e misérias várias em todo o mundo também acreditam e planejam uma sociedade melhor e mais justa sob a sombra do grande espírito de Deus. Todos os presságios negativos com potencial para turvar o brilho da festa numa cidade violenta, gigantesca, com problemas estruturais insolúveis caíram por terra. Vimos uma afinada orquestra de suspiros em olhos fixos e apreensivos respirarem aliviados ao perceber que tudo ia bem e nada caminhou brasileiramente para o caos. Importante era interagir com a paz reinante e até as velhas carrancas pachorrentas dos bispos sorriram de olhos marejados, espantadas diante da sinceridade e da receptividade. Doravante terão que rever conceitos; o santo padre quer a substituição da ambição pela doação e da soberba pela simplicidade.
            Felizmente, agora, depois da ressaca cívica, sinto um conforto especial. Doce esperança de que vermes continuem sendo apenas vermes, apenas ocupem seu reles lugar e nunca suplantem homens/mulheres vivenciados e imbuídos pela corrente positiva do é dando que se recebe inspirados num Cristo que ainda vive e cuja semente de salvação provou-se; esta latente e forte no seio da humanidade. Faço ainda votos que a suavidade da visita papal gere mais um fruto nas mentes dos dirigentes da Igreja Católica, a fim de que parem de confundi-la com um manto cobertor de falcatruas e improbidades capazes de turvar o belo e incansável trabalho de tantos milhares, que assim como Francisco Bergoglio, trabalham em nome da verdade e da paz.    

p/ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.

sábado, 13 de julho de 2013

JANELAS INDISCRETAS



JANELAS INDISCRETAS

            A cidade era o Rio de Janeiro dos anos setenta. Há quase quarenta anos o Rio já caminhava para o caos, mas nada que se comparasse aos gigantescos problemas sociais e estruturais de hoje. Com certo cuidado e alguma sorte ainda dava para se aventurar pelas madrugadas sem o risco de ser assaltado, assassinado, estuprado, trucidado ou seqüestrado. O Rio ainda era lindo de verdade!
            Numa daquelas noites de alto verão, quando o termômetro batia lá pelos trinta e oito graus e não havia cansaço capaz de arrefecer o desconforto e fazer meu amigo Zé Airton pegar no sono, um impulso arrebatador o fez se levantar e ir buscar um pouco de ar fresco no janelão virado para a Rua Voluntários da Pátria. Muitas janelas ainda abertas, certamente pelo mesmo motivo que atormentava meu amigo, ainda estavam de luz acesa, de modo que os prédios defronte enfeitados com tantos quadrados e retângulos brilhantes davam à paisagem certo ar festivo, além do tom solitário e morno.
            De repente, lá pelas tantas, quando o torpor da madrugada suada e quente já quase desmontava o sofredor e o sono se tornava maior que o calor, algo chama sua atenção de maneira arrebatadora. Num daqueles quadriláteros iluminados aparece a figura de uma mulher seminua, despreocupadamente se admirando no espelho de uma penteadeira que deliciosamente ficava exatamente à frente da sua janela de luz apagada.
Zé Airton não acreditou no que via. Esfregou os olhos uma, duas, três vezes; mirou novamente para se certificar de que não estava sonhando, beliscou-se algumas vezes e não teve dúvidas: era verdade! Aquilo só podia ser um presente do deus da madrugada. O sono se dissipou, o cansaço virou ânimo, o calor ficou mais fresco que a brisa das ilhas gregas e ele, como bom amigo que era, não podia deixar de dividir com os colegas aquela graça, aquele show televisivo da janela da vizinha exibida acesa na madrugada.
            Saiu correndo, torcendo para que a bela da janela demorasse no seu ritual de cuidados e poses femininas na frente do espelho e da janela e foi bater à porta do apartamento ao lado, onde moravam os amigos do peito, que àquela hora sonhavam, mas com outros anjos menos sublimes que aquele da visão arrebatadora. Passados poucos segundos lá estava uma turma de mais de vinte olhos compridos; considerando-se que dentre os dez não havia nenhum caolho, a bisbilhotar a janela, a vida e a mulher alheias. Naquela noite inesquecível, ninguém mais dormiu e o show que, assim como por encanto começou também acabou, quando a estrela do filme da janela apagou a luz e foi dormir.
            O frenesi foi total e geral. Ninguém falava noutra coisa por dias, até que Pedro Olívio teve uma brilhante idéia: comprar um binóculo de alta potência, que pudesse aproximar o anjo para alguns metros de distância. Uma vaquinha foi convocada e até os centavos da coca, do cinema, do ônibus, da cerveja; de tudo, foram desvirtuados para a aquisição da ferramenta bisbilhoteira. Várias noites passaram em claro e o retângulo antes mágico, agora maldito, da janela iluminada não mais acendeu. Será o que estaria acontecendo? Teria a bela da janela desconfiado de alguma coisa, viajado ou se mudado para outra janela iluminada? Se esse infortúnio aconteceu, quem seriam os novos felizardos das janelas opostas? Pelo menos descobriram que a tal inveja, esse sentimento vil, pode existir até na imaginação e de alguém que nem mesmo se conhece.
            Não havia mais sossego e para certeza de que não perderiam nenhum fortuito lance, dali por diante, montaram uma vigília noturna cumprida à risca numa disciplina militar. Um rodízio foi montado composto por ciclos de tempo que incluíam madrugadas e horas; de maneira que todos se revezassem sem prejuízo para alguém. Até que um dia, lá estava a visão inebriante enrolada na toalha exibindo-se e insinuando-se. A correria foi tamanha que quase deixaram cair o binóculo. Mas felizmente foi só um susto e a imagem ficou tão nítida que seriam até capazes de conhecer a garota na rua, se a avistassem. Foi possível perceber que ela portava uma pinta negra e grande do lado esquerdo da boca e também tiveram a certeza de que a exibição era proposital. Impossível tamanho despropósito; claro que ela sabia que havia uma turma de rapazes sedentos do outro lado da rua a poucas dezenas de metros de distância e de altura a observá-la.
            O show continuava! Vez por outra a janela se acendia e lá estava ela, de toalha branca, vermelha, azul e, para alegria geral, quando o calor era demais, nem toalha. A notícia correu a rua, o bairro, a cidade, o mundo inteiro! A turma se esqueceu do velho e sábio ditado: “o segredo é a alma do negócio” e um belo dia, quando todos nem sonhavam com vulcões e tempestades, uma hecatombe aconteceu. O interfone tocou; era o porteiro convocando Zé Airton à recepção. Um senhor, que se identificou apenas como Marcão, gostaria de ter com ele um colóquio de super-homem para homem. Zé Airton, na sua habitual malemolência calorífica e inocência de quem nada deve, chegou à portaria e se deparou com o maior mamute que já havia encontrado em sua vida. O cara, sem tirar nem por, era o próprio King Kong. Dois metros de largura era pouco. De altura, nem se fala! Ao se deparar com tamanho gigante, nosso Zé Airton quis retroceder, mas era tarde. O bruta monte já o havia agarrado pelo pescoço e o acendido até a altura descomunal dos seus olhos. Assim, cara a cara, Marcão com seu vozeirão de trovão decretou: - Se eu souber que continuam olhando minha mulher pela janela ou em qualquer lugar, vou esmagar todo mundo! Sacudiu o pobre nas alturas descomunais do seu corpanzil e o soltou de encontro ao chão sem dó nem arrependimento.
            Zé Airton, branco que nem filhote de camundongo, cheio de vergonha e dores, subiu correndo, a fim de dar a notícia para o resto da turma, que logo quis partir para uma revanche. O cara era muito forte, mas a turma era grande! Em vão! Mais tarde, ficaram sabendo que Marcão, além de grande e forte, era campeão de Boxe da liga dos pesos pesados. Não havia chance e o jeito foi esquecer o anjo da janela acesa no calor da madrugada carioca.
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Diante da estória acima cabe a pergunta:
Quem estava com a razão: Marcão, o King Kong ou a turma do Zé Airton e seu binóculo bisbilhoteiro?

            Enquanto a discussão se avoluma, usarei a mesma estória, a fim de construir um paralelo com a espionagem dos americanos sobre o nosso quintal. Todos estão cansados de saber que a gema das informações importantes são segredos estratégicos, dentre eles militares, comerciais, científicos e tecnológicos. Onde estavam os nossos Marcões e Zés Airtons governamentais, que de maneira leniente nunca pensaram que a chave do galinheiro não deve ficar sob a guarda da raposa? Agora, que a casa caiu, vão tomar providências cabíveis? O Brasil é assim, desde a nossa colonização sofremos essas ingerências e não aprendemos a nos posicionar fortemente.

            Enquanto isso não acontece e continuamos dormindo eternamente no berço esplêndido, envio meus parabéns para os americanos, que trabalham em defesa dos seus interesses e uma sonora vaia para os traidores que recebem nosso voto e gozam da nossa cara, enquanto apenas fingem que trabalham três dias por semana em interesses pessoais e deixam o Brasil enfraquecido e à deriva no oceano de incertezas futuras.

ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A ROTINA DAS COBRAS COMUNISTAS

A ROTINA DAS COBRAS (título original)

por Olavo de Carvalho - Jornal do Comércio - 21/03/2012

Se há uma lição que a História ensina, documenta e prova acima de
qualquer dúvida razoável, é a seguinte: sempre que os comunistas acusam
alguém de alguma coisa, é porque fizeram, estão fazendo ou planejam fazer
logo em seguida algo de muito pior. Acobertar crimes sob afetações
histriônicas de amor à justiça é, há mais de um século, imutável
procedimento padrão do movimento mais assassino e mais mentiroso que já
existiu no mundo.

Só para dar um exemplo incruento: o Partido dos Trabalhadores ganhou
a confiança do eleitorado por sua luta feroz contra os políticos corruptos,
ao mesmo tempo que ia preparando, para colocá-lo em ação tão logo chegasse
ao poder, o maior esquema de corrupção de todos os tempos, perto do qual a
totalidade dos feitos de seus antecessores se reduz às proporções do roubo
de um cacho de bananas numa barraca de feira.

Mas nem todos os episódios desse tipo são comédias de Terceiro Mundo.
Nos anos 30 do século passado, o governo de Moscou promoveu por toda parte
uma vasta e emocionante campanha contra as ambições imperialistas de Adolf
Hitler, ao mesmo tempo que, por baixo do pano, as fomentava com dinheiro,
assistência técnica e ajuda militar, no intuito de usar as tropas alemãs
como ponta-de-lança para a ocupação soviética da Europa.

Os exemplos poderiam multiplicar-se ilimitadamente. Em todos os
casos, a regra é a máxima atribuída a Lênin: "Xingue-os do que você é,
acuse-os do que você faz. "Se o acusado realmente cometeu crimes, ótimo:
desviarão a atenção dos crimes maiores do acusador. Se é inocente, melhor
ainda.

Durante os célebres Processos de Moscou, onde o amor ao Partido levava os réus a confessar crimes que não haviam cometido, Bertolt Brecht, ídolo literário maior do movimento comunista, proclamou: "Se eram inocentes, tanto mais mereciam ser fuzilados." Não foi mera efusão de servilismo histriônico. A declaração obscena mostra a profunda compreensão que o dramaturgo tinha da premeditação maquiavélica por trás daquela obsurdidade judicial.

Como o bem e o mal, na perspectiva marxista, não existem objetivamente e se resumem à resistência ou apoio oferecidos às ordens do Partido, a inocência do réu é tão boa quanto a culpa, caso sirva à propaganda revolucionária – mas às vezes é muito mais rentável.

Condenar o culpado dá aos comunistas o ar de justiceiros, mas condenar o inocente é impor a vontade do Partido como um decreto divino, revogando a moral vigente e colocando o povo de joelhos ante uma nova autoridade, misteriosa e incompreensível. O efeito é devastador.

Isso não se aplica somente aos Processos de Moscou. Perseguir o
general Augusto Pinochet por delitos arqui-conhecidos dá algum prestígio
moral, mas condenar o coronel Luís Alfonso Plazas a trinta anos de prisão,
por um crime que todo mundo sabe jamais ter acontecido, é uma operação de
magia psicológica que destrói, junto com o inimigo, as bases culturais e
morais da sua existência. Na presente "Comissão da Verdade", os crimes do
acusado são reais, mas menores do que os do acusador.

A onda de terrorismo guerrilheiro na América Latina data do início
dos anos 60, e já tinha um belo currículo de realizações macabras quando,
em reação, os golpes militares começaram a espocar. Computado o total das
ações violentas que, partindo de Cuba, se alastraram não só por este
continente, mas pela África e pela Ásia, a resposta dos militares à
agressão cubana foi quase sempre tardia e moderada, sem contar o fato de
que, pelo menos no Brasil, veio desacompanhada de qualquer guerra
publicitária comparável à dos comunistas.

Sob esse aspecto, a vantagem ainda está do lado dos comunistas. Os
delitos dos militares chamam a atenção porque uma rede de ONGs bilionárias,
secundada pela militância esquerdista que domina as redações, não permite
que sejam esquecidos.

Nenhuma máquina de publicidade, no entanto, se ocupa de explorar em
proveito da "direita" as vítimas produzidas pela Conferência Tricontinental
de 1966, pela OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade, 1967)
ou, hoje, pelo Foro de São Paulo.

Numa disputa travada com tão escandalosa desproporção de recursos, a
verdade não tem a menor chance.
Na tão propalada ânsia de restaurar os fatos históricos, ninguém se
lembra sequer de averiguar a participação de brasileiros nas ações
criminosas empreendidas pelo governo de Fidel Castro em três continentes.

Encobrindo esse detalhe, fugindo ao cotejo dos números, trocando os
efeitos pelas causas e partindo do pressuposto de que os crimes praticados
a serviço de Cuba estejam acima do julgamento humano a “Comissão da
Verdade” é, de alto a baixo, mais uma farsa publicitária montada segundo o
modelo comunista de sempre. Seu objetivo não é o mero “revanchismo”, como ingenuamente o pensam os militares: é habituar o povo a conformar-se com um novo padrão de justiça, no qual, a priori e sem possibilidade de discussão, um lado tem todos os direitos e o outro não tem nenhum. A única coisa estranha, nessa reencenação, é que suas vítimas ainda procedam como se esperassem, dos julgadores, alguma idoneidade e senso de equilíbrio, sentindo-se surpreendidas e chocadas quando a igualdade perante a lei lhes é negada – tanto quanto os cristãos se sentem repentinamente traídos quando o governo Dilma volta atrás no compromisso anti-abortista de campanha.

Não há nada de surpreendente em que as cobras venenosas piquem. Surpreendente é que alguém ainda se surpreenda com isso.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

CARTA ABERTA AO JOVENS ESTUDANTES E AOS VELHOS DE GUERRA



CARTA ABERTA AOS JOVENS ESTUDANTES E AOS VELHOS DE GUERRA

09 de julho de 2013.
           
            Na condição de cidadão consciente, extremamente preocupado com a situação do Brasil, me senti com a alma lavada e até com o orgulho cívico renovado, quando vi nossos bravos jovens estudantes nas ruas veementemente se manifestando contra a ciranda massacrante a que estamos submetidos pela força do mau caráter dos nossos governantes irresponsáveis, desonestos e descompromissados com o bem estar e o aprimoramento da sociedade.
            Penso que essa foi uma boa lição em todos os sentidos:
Primeiro, porque ficou provado que as ferramentas cibernéticas disponíveis hoje nos libertaram do controle político sobre a imprensa, que claramente anda dormindo no ponto, certamente imobilizada pelo medo da retaliação dos poderosos de plantão.
Segundo, porque foi uma injeção de ânimo na banda social desmotivada pelo desinteresse, descrença ou mesmo pela ignorância. Todos viram que, quando o povo fala grosso, os políticos enfiam o rabo no meio das pernas.
E terceiro, porque a máscara de ovelha inofensiva e maternal do PT caiu por terra. O velho partidão viu que o simples assistencialismo populista não é suficiente para resgatar a dignidade de alguém; que, se muito mais não for realizado a reeleição e o projeto de permanência perene na governança do Brasil pode se esvair como um castelo de cartas ao vento.
            Caros amigos, não me considero velho, mas tenho consciência de que na altura dos meus cinqüenta e oito anos posso até ser mais idoso que muitos dos vossos pais e até avós. Por isso, talvez corra o risco de ser encarado como um dinossauro carregado de conceitos ultrapassados, segundo vossa visão de vanguarda.  Entretanto, penso que na condição de mais vivido e testemunha ocular da história, tenho conhecimentos e experiências que se soubermos somar ao vosso ânimo de jovens sedentos por justiça e conscientes da querência de uma nação melhor, poderemos juntos alcançar muito bons resultados. 
            Digo isso, porque, apesar dos bons frutos colhidos na ultima campanha popular nas ruas, acredito que ainda falte longo caminho a percorrer; assim, se nos desmobilizarmos eles voltarão à costumeira zona de conforto e estará perdido todo o esforço inicial.
            Os petistas são miméticos, dissimulados e sabem muito bem manipular as emoções do povo. Veja essa saída da presidente para um plebiscito; uma clara manobra de desmobilização e resfriamento dos ânimos através da instalação de uma cortina de fumaça e do lançamento da sociedade num exercício longo e demorado de polêmica. Claro que o Brasil não pode prescindir de uma reforma política, mas essa não é a hora adequada e não é bem esse o foco central das reivindicações populares. Mas o PT é assim, sabe fingir de morto, a fim de ter tempo de reunir forças e eleger culpados, para depois renascer mais forte que nunca.
            Bom; feito esse intróito estou certo de que agora possa entrar diretamente no assunto, que me motivou a vos enviar essa missiva.
            Acredito que os senhores estejam a par do grande esforço dos atuais dirigentes da maioria dos países latinos americanos, dentre eles o Brasil, através do seu principal líder político, o Sr. ex-presidente Lula, para criarem um grande quintal comunista latino americano sem fronteiras, inspirado nos ideais da tresloucada e ultrapassada revolução Cubana. A série de reuniões entre Lula e Fidel Castro nesse sentido teve início ainda no início da década dos noventa; época que Lula nem sonhava que um dia o povo brasileiro lhe colocaria nas mãos seu nobre destino, inocentemente acreditando nas promessas de um futuro mais promissor, livre da ação dos quadrilheiros políticos, inspirado em princípios éticos e democráticos.
            Os dois líderes então criaram o “FORO DE SÃO PAULO” que já aconteceu em várias capitais latino-americanas e cuja décima nona versão deverá acontecer na capital paulista entre a última semana de julho e princípio de agosto. Apenas a título informativo a versão paulistana do FORO DE SÃO PAULO será uma das maiores dentre as já realizadas. Mais de quinhentos ilustres pensadores e filósofos de orientação comunista, dentre eles quase todos os presidentes latinos americanos estarão presentes. E o que é mais assustador: comporão a macabra platéia alguns guerrilheiros das FARC colombiana, donos de longas folhas corridas com registros de assassinatos e seqüestros a serviço do terrorismo urbano na Colômbia, inclusive com associação comprovada ao narcotráfico; cuja recepção já aconteceu no Brasil com honras de chefes de estado pelo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro; inclusive com diárias pagas em hotéis de luxo através do empenho de recursos públicos.  Isso não é nenhuma novidade para os mais velhos como eu, pois há informes constantes, em noticiários especializados, da velha amizade, simpatia e comprometimento político do PT com tais bandidos; sempre embarcado na leviana desculpa de que esses elementos perniciosos e à margem da lei são defensores da democracia e sonhada libertação do povo Colombiano e da América Latina como um todo.
            Obviamente essas são veladas mentiras, uma vez que não seja segredo para alguém quais os métodos ditatoriais os comunistas implantam depois que persuadem a sociedade com suas bravatas, utopias e promessas fantasiosas de melhores dias. Não há um só exemplo na história contemporânea de países que gozaram desenvolvimento sustentável sob tal regime. A história do comunismo, pelo contrário, é carregada de sofreguidão, empobrecimento, atraso tecnológico e dores que deixam feridas profundas e difíceis de cicatrizar.
            Em vista do acima exposto, penso ser mais do que necessário posicionamento heróico e urgente diante da escassez de tempo, no sentido da criação de uma potente corrente informativa, capaz de levar ao conhecimento do povo – principalmente dos jovens – essas ações sub-reptícias, com potencial para escravizar o continente; o empurrando numa espiral de ditaduras sanguinárias, que podem durar décadas.
            Por isso vos exorto para que consigamos nova mobilização pacifica, diante dos holofotes da imprensa, a fim de que esses canalhas se assustem e abortem o FORO DE SÃO PAULO. Que fique definitivamente plantada nas cabeças das lideranças comunistas a certeza de que o Brasil e seu povo, liderado pelos jovens, não querem ditadura, nem de direita, nem de esquerda; nem qualquer modelo político incongruente com os parâmetros do Estado de Direito e da ordem democrática plena e encaixada no ordenamento Constitucional brasileiro.
            Os problemas do Brasil não são de fácil resolução, contudo está mais do que provado que a solução não passa pelo comunismo ditatorial. Pelo contrário, a sociedade brasileira esta sofrendo é pela incompetência e irresponsabilidade da classe política. O capitalismo, na sua versão cruel tem sua parcela de culpa, entretanto uma das funções do governo num estado democrático é estabelecer normas para mantê-lo enquadrado nos limites da ética e do respeito aos direitos básicos do ser humano; quais sejam: de se alimentar, de morar com dignidade, de se educar, se movimentar livremente para poder exercer sua cidadania em paz e com dignidade. Além do mais é oportuno não esquecermos que a trajetória de sucesso de países como o Japão, Koréia do Sul, Austrália e até mesmo a China, que há pouco tempo estavam mergulhados no caos e na obscuridade hoje gozam de respeitabilidade política e econômica graças ao capitalismo bem gerenciado, à educação de qualidade em massa, ao empreendedorismo e à democracia.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.

Vejam os links abaixo a relação íntima deles com os comunistas latinos americanos.