APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.

Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.

Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .

Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.

O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



sexta-feira, 7 de junho de 2013

ÉTICA, DESENVOLVIMENTO, EQUILÍBRIO E DEUS.



ETICA, DESENVOLVIMENTO, EQUILÍBRIO E DEUS.
            
           Na última edição provamos através de uma equação matemática simples que a humanidade esta numa encruzilhada. À primeira vista há duas alternativas: Pára de se multiplicar ou estará caminhando a passos largos em direção à sua extinção e, talvez, da vida como um todo.
            Uma das questões que sempre implicou a ciência moderna é o fenômeno da vida. A terra poderia ser um planeta estéreo como tantos outros a sua volta e nada seria diferente na organização física interplanetária. É questão indiscutível para a ciência que a vida é um fenômeno independente, que num determinado momento surgiu e desde então entrou em processo evolucionário que se mantém até o presente. 
            Existem duas correntes filosóficas discutindo esse assunto e cada uma lutando para encontrar razões que legitimem suas teses: os criacionistas, que defendem o princípio de que Deus é o responsável pela entrada da vida no cenário terrestre e os evolucionistas, que, por outro lado, defendem a possibilidade dos primeiros seres unicelulares terem chegado vindos de outros cantos do universo e aqui, encontrando condições favoráveis, se multiplicaram e originaram todos os seres vivos, inclusive os vegetais e até o homem/mulher. Transportados em que, também existem muitas hipóteses, que não cabe nessa reflexão discutir.
            A vida, portanto, é fruto inexplicável, mas o que se sabe é que desde sua criação ou chegada vem se mantendo através de uma sensível dinâmica que tem como pedra fundamental o equilíbrio. Darwin se imortalizou quando disse que: “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Em outras palavras a vida se mantém pela vida. Onde não há vida é porque ela foi extinta ou nunca existiu. As espécies, pela ótica evolucionista parecem mesmo estar num processo evolutivo, mas é causa pétrea e indiscutível o fato de que se nutrem umas das outras.  O homem, nos primórdios da sua existência, também foi parte dessa corrente, até que, pela sua capacidade de raciocinar, domesticou alguns tipos de animais, aprendeu a cultivar e criou processos de transformação e defesa estranhos ao equilíbrio e à lentidão naturais; procedimentos que tiveram como conseqüência a introdução de uma vertente paralela e estranha aos elos da corrente natural.
            Esse paralelismo, ao longo do processo da evolução tecnológica cresceu demais pressionado pelo acelerado aumento da população humana e passou a interferir e até sufocar fortemente o equilíbrio natural. Os cientistas se apercebendo disso e conscientes de que era chegada a hora de tomar providências para minimizar impactos irreversíveis criaram o termo “sustentabilidade” que nada mais é que a percepção da necessidade de adaptar e submeter as ações humanas ao equilíbrio dos elos da corrente dos sistemas vitais.
            Aí surge o grande problema: como fazer isso em tempo? Um documentário sobre o aquecimento global produzido em 2009 por uma importante universidade japonesa atestou que nos últimos oitenta anos a sociedade industrial emitiu em gás carbônico e metano o equivalente ao que a natureza emitiu em duzentos e cinqüenta milhões de anos isso sem contar os desmatamentos nos remanescentes de floresta tropical e gigantescas queimadas ao redor do globo.
            O papa Bento XVI, em sua Encíclica Spe Salvi, extremamente preocupado com o molde desenvolvimentista atual declara que: “O progresso oferece inéditas potencialidades para o bem, mas ao mesmo tempo abre possibilidades abissais de mal que antes não existiam”. O fato que cobre de razão a afirmativa papal é que a humanidade nunca se preocupou com a ética no processo de desenvolvimento. Os parâmetros desenvolvimentistas precisam de uma boa revisão no seu conceito de lucro pelo lucro puro e simples sem mínima preocupação com o organismo Terra.
            Existem dezenas de preleções com o intuito de definir Ética. Se observarmos bem, todas carregam em si a mágica do equilíbrio. Pessoalmente gosto de defini-la como: a arte de viver pensando nas conseqüências que nossas iniciativas poderão causar ao elo ao nosso lado; o outro. Entretanto - o outro - poderá estar ao nosso lado, ser nosso filho, nossa mãe ou cônjuge; mas também poderá estar viajando pelo cume do Everest em forma de gotícula d’água que daqui a alguns meses cairá na sua plantação de alfaces carregada de partículas ácidas que poderão lhe causar um belo câncer no estômago.
            Certa vez um sábio na sua posição reflexiva viu passar uma mulher grávida e se aproximando dela perguntou: - Por que você esta grávida? Ela sorrindo, acanhadamente respondeu: - Porque quero ter um filho. Ele então retrucou: - Você já pediu licença à natureza? Ela lançou outra pergunta: - Quem é essa? Ele respondeu: - É aquela mesma que dá vida àqueles pássaros que todas as manhãs passam por aqui em busca de comida e os alimenta sem que nada plantem. Você tem sementes e onde plantar sem destruir os insetos que alimentam aqueles pássaros? O velho sábio lhe deu uma lição de ética auto-sustentável, que a natureza tem de sobra e a humanidade tem de menos ou nunca teve.
            A sociedade humana, estrábica sob a lente do orgulho e do poder esnobe, esta embarcada na certeza de que o homem é dono de tudo, por isso não se apercebe que a natureza é uma corrente fechada e auto-sustentável aonde o homem não cabe e é mero estranho. Ou seja, não fazemos parte desse contexto vital e virtuoso, portanto nossa ausência não faria a menor diferença. Somos dispensáveis e não fazemos parte dos elos naturais. Nossa reinserção no contexto depende de que voltássemos ao velho estágio neandertal, quando nossos antepassados viviam nas cavernas e caçavam para sobreviver.           
            O mundo científico geralmente exila no campo da loucura os estudiosos que se rendem à existência de um criador. Mas não posso deixar aqui, do alto dessas reflexões, além de me emocionar, também de me colocar ao lado dos loucos. Por que e para que estamos aqui? Eis a questão que nos leva à queda num abismo de dúvidas, que jamais terão respostas a não ser pela fé na existência de um propósito ultra-inteligente, que se reserva o direito de ficar calado e nos reserva o dever de respeitar. Somos no universo a única e minúscula criação capaz de raciocinar e agir por livre e espontânea vontade. Quem nos delegou essa capacidade, de onde veio nosso espírito pensante, quem o fez e qual seu propósito? Será que os super dotados do Vale do Silício têm a resposta? Neste ponto da reflexão os criacionistas e evolucionistas se vêem obrigados a se dar ar mãos e a se abraçarem carregados de dúvidas que convergem para um único ponto forte universal.
            Vimos então que não fazemos parte dos elos naturais, mas, sem sombra de dúvida, somos elos que nos ligam a um ser supremo de alta razão. Diante de tamanha responsabilidade, a humanidade, que precisa parar de produzir novos divisores, deve parar de produzir novos elos da corrente superior e universal? Claro que não. Mas também claro é que reproduzir pelo simples prazer de ver o outro saído de você é banal demais diante da perfeição universal. É preciso haver ética na decisão de se reproduzir respeitando-se o equilíbrio e procurando respostas para a sábia questão: Você tem ou terá de onde tirar o sustento do seu outro sem agredir um círculo fechado que nunca foi seu e ao qual nunca pertenceu? Se a resposta for positiva, reproduza; se não, Deus o perdoará. Infelizmente nenhum de nós, na caótica conjuntura global tem tido argumentos fortes e verdadeiros para afirmar que sim, ainda que a nossa condição seja a de rico ou pobre. Acho que é passada a hora de reduzirmos os divisores; a boa ética recomenda!
            Quanto ao surgimento frenético de novas necessidades criadas pelo marketing e pelo modismo deve-se considerar que esta é uma forma de produção antiética, porque quem, para construir também precisa destruir o que não lhe pertence, não esta construindo, mas apenas trocando pedras de lugar. No final este esforço terá resultante zero e levará a humanidade à condição de predadora de si própria, nada condizente com o super-espírito inteligente que a criou.

ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

CAPITALISMO OU COMUNISMO? QUAL O MELHOR?



                               CAPITALISMO OU COMUNISMO? QUAL O MELHOR?

Há dois tipos de timoneiro: aquele que leva o barco rumo certo e o que o conduz para o abismo. Todos os timoneiros comunistas, que se lançaram como libertadores das garras do capitalismo se guiaram por uma falsa compulsão messiânica e apaixonadamente gritaram aos quatro ventos que intencionavam promover a igualdade social. Mentira, porque a história comprova que sua maior competência era para o empobrecimento das nações onde atuaram com suas mãos de ferro. Eles se esqueceram que o ser humano precisa do capitalismo, porque ele esta afinado com sua natureza livre, questionadora e desbravadora. Só em liberdade, bem educado e informado o homem/mulher é capaz de criar, produzir e se defender dos falsos messias.

O capitalismo selvagem não é problema do sistema em si; trata-se de uma distorção cuja causa provém da insensibilidade, da cumplicidade ou da incompetência dos governantes. Assim como o socialismo/comunismo nunca seguiu a receita básica de igualdade comunitária, porque os falsos salvadores do povo nunca salvaram ninguém, a não ser a própria pele; invariavelmente abandonando o povo à deriva no mar da pobreza e da ignorância, sob a égide do ódio, da forra e da divisão social baseada em privilégios para os camaradas. A União Soviética comunista se esvaiu na miséria e na ingovernabilidade depois de setenta anos de ditadura comunista. Os países dominados e cercados pela cortina de ferro se empobreceram e Cuba, o último bastião comunista, vende uma falsa idéia de prosperidade, enquanto o mundo inteiro sabe que a ilha esta caindo aos pedaços, a massa popular sonha com a democracia e seus ditadores apenas esperam a suspensão do embargo americano ou que as comunas um dia conquistem a América Latina, para que continuem vivendo do parasitismo que sempre os manteve desde os tempos da guerra fria. A China, precisou do capitalismo para se reerguer e seus timoneiros sabem que mais cedo ou mais tarde o dragão vai rugir. Haverá guerra e rios de sangue correrão, mas a liberdade emergirá, porque esse é o curso natural que a história corrobora.

A sociedade humana pode estar sob qualquer orientação política, independentemente de capitalismo, socialismo ou comunismo, no entanto, se não estiver comprometida com a verdade e com a linha divisória entre eu, você, e nós nada funcionará bem. As injustiças atribuídas ao sistema capitalista brotam na incapacidade de respeitar o espaço do outro, assim como também vivem bem forte na cabeça dos timoneiros comunistas, que precisam usar da força ditatorial, para se impor sobre a natureza livre da sociedade. Em resumo; o melhor sistema é aquele que mais respeita as liberdades individuais e os direitos básicos do ser humano de se educar, de se informar, de se movimentar, alimentar, procriar e ser protegido pelo Estado. A isso chamamos "Estado de Direito" e é com esse que devemos caminhar rumo ao futuro, se é que assim desejamos.

Nossos atuais governantes na verdade não estão comprometidos com a democracia, nem com o Estado de Direito e, muito menos, com o progresso do Brasil e do povo brasileiro. Apenas usam do discurso messiânico para conquistar votos. Seu maior compromisso é com a ideologia Marxista Comunista, com o ditador Fidel Castro e com as delícias do poder absoluto sem a fiscalização da imprensa livre, sem tribunais independentes e isentos do protecionismo aos amigos e sem nenhum controle sobre o engrandecimento de suas fortunas.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

CARTA A AÉCIO NEVES, CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DO BRASIL



CARTA ABERTA A AÉCIO NEVES!    
           
            Caro Aécio, um dia depois do tão anunciado e esperado anúncio do PSDB, veiculando abertamente em horário nobre sua candidatura à presidência da república, o amigo deve estar em suspense para saber qual o nível da repercussão alcançada. Posso lhe garantir que foi das maiores, pelo menos junto a grande parcela da população brasileira, que não agüenta mais tanta bravata aquecida com o ardor dos tapas na cara que os quadrilheiros governamentais diariamente nos aplicam sem a menor dor de consciência.
            Os bandidos oficiais parecem estar certos de que nada pode lhes acontecer, uma vez que o poder lhes absolve e tudo permite, ainda que a sordidez e a baixeza das suas ações seja contrária a todo e qualquer valor ético, moral, constitucional e até cultural. Nunca se viu no Brasil tanta criatividade para a bandalheira! Os cidadãos conscientes estão a se perguntar em quais manuais nossos homens de governo, aos quais um dia confiamos nossas vidas, buscam tanta inspiração para o crime e golpes contra o Brasil e seu povo?!... Nem Maquiavel, talvez inspirado por mil demônios, fosse capaz de preconizar tamanha ignomínia contra um povo, com potencial para enlamear sua história e jogá-la em pedaços fétidos no esgoto da latrina da vergonha.
            Caro amigo, somos co-partidários e até tenho grande orgulho de fazer parte das fileiras do PSDB,  mas posso lhe garantir que não sou  homem cuja consciência política se move por  qualquer filosofia partidária. Sou contra esse procedimento e acho que os valores intrínsecos, que devem rotular a decisão do voto são endógenos e assim devem partir de dentro da pessoa que se propõe à candidatura ao cargo diretamente para nossa percepção de excelência. Em outras palavras: a nossa confiança deve nascer do reflexo do caráter do candidato; consubstanciado no seu passado, na sua estrutura familiar, na característica positiva do seu pensamento, na sua postura sóbria, na sua cultura, no seu compromisso com a verdade, com a moral, com a ética e ainda na coerência da sua vida pública com seus ideais políticos e filosóficos de desenvolvimento perene e sustentável.
            Em assim sendo acredito que sua candidatura seja a melhor. Dentre os demais candidatos sua historicidade é a mais rica e, principalmente, sem manchas contra a dignidade do povo e a imagem do nosso Estado de Minas, nem da Câmara dos Deputados e, agora, na sua passagem pelo Senado Federal; ainda não o vimos a pares com aqueles senhores mandraques cada qual com sua cara de pau tão grande quanto a falta de vergonha na cara.
            Aécio, outro dia me expressando aqui nesse mural, afirmei que gosto de estar envelhecendo, porque nesse passo do tempo vejo aclarar à minha frente a consciência plena que antes não tinha sobre a vida e o mundo. O envelhecer é um delicioso farol que vence a escuridão antes indissolúvel. Espero que suas impressões sejam tal qual as minhas, agora, quando já também faz parte do esquadrão de cinqüentenários.
            Ambos conhecemos boa parte do mundo e sabemos o quanto esse país Brasil, no qual, com a graça de Deus nascemos, é melhor que outros tantos. Ambos sabemos também que, se ainda não atingimos o cume do desenvolvimento, ao lado das grandes nações, é por culpa exclusivamente dos nossos governantes mais afeitos à politicalha, ao conluio, ao interesse próprio, ao enriquecimento ilícito do que com o progresso e bem estar do povo; somente se lembrando disso em vésperas de eleições. 
            As torrentes da modernidade mesmo que não queiramos invadiram corações e consciências para o bem e para o mal. Os pobres, que antes eram mansos e conformados com a situação miserável, que pegavam no crucifixo e oravam quando seus filhos choravam de fome; agora pegam em armas e vão às ruas assaltar, batem em professores, quebram escolas, traficam armas e drogas, pintam a cara, jogam pedras, incendeiam; certamente pela falta de perspectiva, pela desilusão, pela falta de opção ou mesmo movidos pelo turbilhão da revolta numa sociedade cruel que secularmente só sabe olhar para o próprio umbigo.
            O Brasil e seu povo não mais querem nem precisam de governantes comprometidos com filosofias retrógradas que pregam comunismo, socialismo de centro de direita ou de esquerda. Essas são utopias do século passado que não deram certo em lugar nenhum. O Brasil quer ser governado por um homem comprometido com a verdade cuja única bandeira é a educação, o investimento maciço em infra-estrutura e a redução do tamanho do Estado. Não há outra saída! Se não educarmos nosso povo e não reduzirmos o tamanho da pata massacrante do Estado, nosso progresso jamais será sustentável.  Assim aconteceu no Japão, na Alemanha, na Coréia,  na Austrália, nos Estados Unidos no principio do século XX e agora esta acontecendo na China. A cortina da ignorância não pode mais servir de tapume para traquinagens de grupelhos governamentais.
            Para finalizar, tomo a liberdade de lhe dar um conselho: um grande líder precisa saber reunir em torno de si homens capazes de ajudá-lo na arte da governança, mas jamais se deixar influenciar por eles ou seus interesses. Depois de muito estudo e observação das mais diversas opiniões, as  decisões finais devem ser tomadas de preferência no silêncio da noite, quando as maiores conselheiras são a solidão e a consciência.  Nessas horas a responsabilidade não pode e não deve ser dividida com ninguém, mas assumida e até exigida para si. Cabe ao grupo apenas o apoiar e defender.  Aquele que procede assim não deixa sua nação e seu povo à deriva, como alguns que na hora crucial alegam nunca saber de nada e correm o risco de serem rotulados de incompetentes ou farinha podre do mesmo saco.
            Ainda gostaria de lembrá-lo que nossa América do Sul, solo onde se estende nosso berço esplêndido, não deve ser esquecida, mas jamais imitada, principalmente, agora quando os delírios bolivariano-comunistas estão acalorados e destruindo países como a Argentina que já foi a nação mais próspera do continente e hoje se arrasta sob o peso da inflexibilidade de um governo sem personalidade. Se for eleito presidente o povo brasileiro quer o Brasil olhando além mar; a oeste, a leste, a norte e a sul. Chega de correr atrás de amigos que não querem ou não podem ou não aceitam nossa vocação inata pela liberdade, pelo  Estado de Direito e pelo progresso sustentável.
            Essa carta aberta publicarei em todas as redes sociais, a fim de que o mundo conheça seu conteúdo e não o perdoe por eventuais desvios noutra direção, porque não há outra que não seja direto ao abismo. O Brasil não pode prescindir do socorro aos pobres, nem muito menos dos curativos para que se cure a cultural falta de vergonha na cara e atraso por ignorância proposital e burrice epidêmica.  Até os últimos dias da minha vida a publicarei para elogiá-lo ou para criticá-lo no embalo dos seus acertos ou eventuais erros.
            Abraço! Boa sorte! Que Deus nos dê você como presidente da república.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO

quinta-feira, 23 de maio de 2013

O BEIJO DA SERPENTE ESCARLATE



O BEIJO DA SERPENTE ESCARLATE

            A origem do pensamento comunista remonta às últimas décadas do século XIX e se baseia no instinto rebelde e revolucionário dos dois maiores filósofos pensadores considerados pais do comunismo: Karl Marx e Friedrich Angels. Ambos trabalharam juntos na produção e publicação das duas obras consideradas bíblias do comunismo: “O Manifesto Comunista” e “O Capital”
            A história ainda registra a atuação de outros pensadores de grande importância na égide comunista não só pela contribuição teórica como também pela sua participação ativa em funções de estado: Leon Trotsky, fundador do exército vermelho russo; Vladimir Lênin, importante articulador, foi o primeiro presidente comunista russo e Josef Stalin, tirano, que comandou a Rússia com mão de ferro por 31 anos e é considerado “o expansionista” pela sua fixação em levar as fronteiras do seu país aos limites do antigo império russo invadindo e massacrando inocentes. E décadas depois, outro emblemático revolucionário comunista, cuja missão era salvar o povo cubano das garras do imperialismo americano, surgiria na ilha caribenha e se alinharia aos soviéticos em busca de apoio político, tático e econômico. O típico revolucionário folclórico dado a discursos moralistas de longa metragem e à produção de frases de efeito e com coragem suficiente para dizer que “Cristo foi quem praticou o primeiro ato comunista da história da humanidade, quando distribuiu peixes, pães e transformou a água em vinho”. Só não se lembrou de dizer qual era a marca da metralhadora de Cristo e quantos romanos ela teria fuzilado em seu paredão de fuzilamento.
            O comunismo (do latim communis - comum, universal) é uma ideologia política,  que tem como idéia central promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, onde tudo deve girar em torno da defesa dos interesses das massas populares. Seria fantástico e a sociedade humana estaria um paraíso, se esses ícones não tivessem se esquecido da estupidez do homem/mulher, invólucro imperfeito ao qual eles também estão circunscritos. Quando no poder, jamais conseguiram colocar em prática um só parágrafo do que preconizaram.
            Bakunin, odiado anarquista, espécie de profeta maldito, porque foi capaz de prever o futuro negro do comunismo disse: “Com o comunismo chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a natureza humana”.          
            Cá pra nós; penso que o melhor critério para o planejamento da vida futura se sustenta em dois pilares conhecidos como: história e estatística. Se a humanidade, quando diante de difíceis decisões primeiramente olhasse pela lente dessas duas ciências, certamente sua coleção de erros seria bem menor.  Afirmo isso, porque não é difícil verificar nos respectivos registros biográficos que esses pensadores, sem exceção foram homens desajustados em algum ponto ou época da sua vida. Para começar, a maioria deles não era descendente de proletários, nunca passou sérias dificuldades na vida, sempre teve oportunidades acima da média das sociedades onde nasceu e se formou e nunca enfrentou jornadas de trabalho que exigissem disciplina, planejamento e respeito aos limites do outro e às metas das corporações; como é normal na vida profissional de qualquer proletário. Pequena leva deles teve origem simples, mas todos, pobres ou ricos, sempre apresentaram o mesmo caráter rebelde, característico de jovens contestadores, arredios à obediência das leis e dos costumes da sua época. Invariavelmente todos foram presos por rebeldia cívica, condenados e depois anistiados pelos governos que severamente criticavam. Em resumo: foram vagabundos bacanas, privilegiados e cultos, agitadores cujo pensamento em nada contribuiu para engrandecer o ser humano.
            Pela ótica estatística a história também condena. Todos que chegaram ao exercício do poder e tiveram oportunidade de colocar em prática o ideário do comunismo salvador, não se saíram bem como governantes, foram altamente corruptos, temidos ditadores, protagonistas de atos característicos do mais alto grau de intolerância contra qualquer um que tentasse contradizer seus caprichos pessoais; em claras demonstrações de sintomas que denotam personalidades masoquistas e pior, deixaram seus países em situações precárias no campo socioeconômico.
            Hoje, estamos assistindo aqui na América Latina e agora, especialmente no Brasil, às vésperas das eleições presidenciais de 2014, o namoro dos nossos governantes com as táticas de abordagem comunista objetivando a conquista do voto das classes proletárias, menos cultas e mal informadas. A história e a estatística, mais uma vez  mostram, que o procedimento já foi largamente usado no passado com resultados positivos. Conquistaram o proletariado pela boca e logo após a instalação do regime salvador, lhes foi imposta ditadura tão ou mais cruel quanto a anterior numa clara demonstração de que o profeta Bakunin estava mais do que com a razão; porque tinha a luz da lucidez acesa à sua frente. Além disso, assisti-se a uma crescente intolerância desrespeitosa à Imprensa Livre e ao Judiciário, dois ícones incontestáveis da democracia e do Estado de Direito.
            Vê-se ainda que a maioria dos movimentos do atual governo são de caráter pontual e midiático, ou seja: escolhem com precisão cirúrgica campos onde percebem haver maior interesse e emoção popular, lançam no ar a temática e a polêmica e depois  se colocam na posição confortável de inocentes salvadores do povo e da pátria. Como, por exemplo, a PEC das Empregadas Domésticas. Campo de acaloradas e polêmicas discussões a um ano e pouco das eleições! Qual oposição não pensará duas vezes antes de discordar, mesmo que seja de mínimos detalhes, diante de uma montanha de milhões de votos em jogo? Obviamente esse é um assunto do mais alto interesse social e é necessário que se faça justiça com a classe trabalhadora tradicionalmente prejudicada, entretanto algo que esta para ser discutido há cinquenta anos, por que impor goela abaixo um problema multifacetado em curto espaço de tempo, capaz de atingir em cheio o equilíbrio financeiro das famílias? O governo claramente não esta se preocupando com ninguém. O que esta em sua mira é abundância de votos.
           
            Estes governantes que estão no poder há dez anos estão cansados de saber que o fluxo dos portos brasileiros esta em colapso há muito tempo. Por que agir agora, no afogadilho, a ponto de obrigar até os senadores aliados protestarem? Pior é que a solução dos problemas dos Portos Porcos é apenas o primeiro e tímido passo rumo à erradicação do gargalo, contudo a imagem negativa deve ser atenuada e a colheita dos pontos positivos junto ao eleitorado mal informado tem que ser contabilizada, afinal quem não viu a fila quilométrica de caminhões e navios parados e improdutivos?     

            O Brasil é um país altamente injusto, ineficiente e incipiente no campo médico; capaz de pouco se importar com seus filhos morrendo nas filas dos hospitais açougues, nas madrugadas geladas à espera de um miserável atendimento, com médicos invariavelmente irritados e mal pagos. Há municípios que são obrigados a receber milhares de pacientes vindos de cidades satélites, onde muitas vezes não existem hospitais equipados, nem postos de saúde, nem médicos. Todavia, nossos governantes teatrais comunistas estão altamente preocupados com o vazio amazônico e querendo urgentemente importar médicos cubanos para atendimento daquele povo. Os médicos viriam de Cuba direto para a Amazônia, que é algumas vezes maior que a Europa e corresponde a mais de um terço do território brasileiro, onde não há estradas, nem energia, nem água potável, nem hospitais, nem aeroportos e as cidades estão a centenas de quilômetros umas das outras; a fim de fazer o que? De onde virão a infraestrutura, a logística, alojamento, salários, direitos trabalhistas, auxiliares, alimentação desse contingente no meio do nada? Bem! Para o ufanismo comunista nada disso importa, porque a contabilidade eleitoral já registrou que o nobre povo daquele rincão está muito feliz de saber que o governo esta preocupado com eles.
            Além do mais, por que médicos cubanos? Quem são eles? Qual seu preparo? Falam português amazônico? Não seriam emissários ou agentes comunistas para contaminar a cabeça cabocla daquele povo inocente, carente e abandonado? Quando digo abandonado não estou culpando, nem os americanos tradicionais inimigos de Cuba, nem os capitalistas brasileiros tradicionais inimigos do PT, mas exatamente aos senhores governantes, inclusive Lula e Dilma, há dez anos no poder.
            Fidel Castro e seus asseclas dizem que aqueles profissionais cubanos são dos melhores, porque se formaram em universidades cubanas da mais alta competência e tradição. No entanto qualquer enfermeiro de nível primário sabe que medicina não deve respeitar fronteiras e se desenvolve também pela troca de informações com outros centros. Cuba é um país pobre; não há imprensa livre para documentar verdades e mentiras; não detém nem dispõe de alta tecnologia na área das telecomunicações nem da telemática, as grandes vias do desenvolvimento moderno; é um país com população menor que a da cidade de São Paulo e não tem know how à altura da complexidade dos problemas brasileiros; além disso, esta submetida a um pesado embargo americano, há quase sessenta anos, quando todos sabemos que os Estados Unidos são o maior centro produtor e exportador de tecnologia médica do mundo.
            Mais uma vez nada disso importa para nossos potenciais candidatos a governantes comunistas, porque a colheita de eleitores simpatizantes já esta garantida sem contar o lustro que estão dando ao quintal cubano do messias comunista Fidel Castro, para que ele continue enchendo o peito e a boca de patacas e mentiras. Não sou eu que estou dizendo isso, apenas reporto o que a história e a estatística já registraram. Quem quiser pagar prá ver e sentir, outubro de 2014 esta chegando. Basta se deixar apaixonar pela serpente escarlate. Sua picada é doce, mas mortal.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.


terça-feira, 21 de maio de 2013

A VERDADE NUNCA REVELADA SOBRE A INFLAÇÃO NO BRASIL



A VERDADE NUNCA REVELADA SOBRE A INFLAÇÃO NO BRASIL!
           
            Nosso propósito não é dar uma aula de economia, mesmo porque a complexidade do tema e a exigüidade do espaço não permitem. Contudo, uma abordagem mesmo superficial com palavras claras, exemplos interessantes e sem subterfúgios será útil para auxiliar o cidadão comum a entender um dos mais sérios problemas do Brasil, que pode influenciar negativamente o bolso de todo o povo brasileiro, independentemente da classe social e da atividade econômica de cada cidadão.
            Desde tempos remotos, quando a moeda ainda não existia como meio de pagamento e o mercado era baseado na troca de mercadorias, já se conhecia o fenômeno da inflação. A própria palavra é um derivativo do verbo inflar, que pode significar também encher ou inchar.
            Mercadores nômades observavam búfalos selvagens lambendo salinas ou mesmo a areia das praias e depois procurar uma fonte d’água para matar a sede. Em seguida os animais iniciavam viagem de dias sem beber água. Então, concluíram que a ingestão de sal era necessária para que pudessem ficar longos períodos sem se hidratar, significando que o sal tem a capacidade de reter água no organismo.
            Obviamente um búfalo inflado era aquele que estava com alta reserva hídrica (água) no organismo. Assim, tendo a natureza como exemplo, os comerciantes antes de colocarem o gado à venda, lhe forneciam sal em abundância e depois água à vontade fazendo com que passasse alguns dias acima do peso. Exatamente o tempo necessário para a chegada dos compradores, que só percebiam o prejuízo léguas adiante, quando não havia mais como reclamar.
            Na economia moderna não se usam mais bois como moeda de troca, mas a idéia central que a inflação encerra continua viva como nunca. Numa economia contaminada pela inflação há sempre que se considerar a desvalorização monetária, uma vez que a cada dia com a mesma quantidade de dinheiro compram-se menos mercadorias. Aparentemente os preços sobem sem motivo, mas, na verdade as altas constantes são o resultado de desequilíbrios preocupantes na economia.
            No Brasil há dois fatores inflacionários que incomodam há décadas; os governos os conhecem, mas nunca explicam claramente ao povo. É normal ouvirmos o presidente ou ministros tentando justificar altas inflacionárias e prometendo que vão resolver o problema, contudo, nunca resolvem, porque a solução passa por caminhos muito difíceis; talvez até impossíveis no Brasil e depende de providências de ordem política e estrutural, tão caras, complexas e demoradas que é mais fácil se desculpar e empurrar o problema com a barriga.
            Notem que o remédio comum aplicado por todos os governantes é a alta dos juros. Assim as operações financeiras, incluindo compras a vista, a prazo e empréstimos bancários ficam mais caras. Aumentar os juros é a ferramenta mais comum para diminuir o consumo das famílias e das empresas. Ao aplicar esse remédio o povo consome menos, as empresas investem menos, a produção cai, o desemprego aumenta, o consumo diminui ainda mais e o país para. Assim montamos numa gangorra: toda vez que o país vai parando, o governo baixa  juros, reduz os impostos de alguns produtos populares como eletrodomésticos e automóveis. Lentamente a economia começa a respirar voltando a crescer até que um belo dia a inflação sobe e nova alta de juros faz voltar tudo à estaca zero, num vai e vem sem fim. O país que vive este problema esta doente. Aumentar e baixar juros é como receitar aspirina para o paciente que esta com câncer. Nada resolve, mas impede o desenvolvimento e mantém quem já é pobre ainda mais pobre. Os ricos, menos ricos.
            A economia de um país é a ciência do equilíbrio! É indispensável que as empresas se preparem com antecedência e adequadamente para abastecer o mercado com sua produção. Para isso precisam de capital de giro, capital de investimento para aquisição de novos equipamentos, ampliação de instalações, contratação de mão de obra nova em tempo suficiente. Mas o combustível que move o empresário a arriscar seu capital se chama confiança no futuro. Quando há incertezas no horizonte, as empresas param de ampliar sua capacidade de produzir e se mantêm em ponto morto numa espécie de compasso de espera.
            O Brasil é um país que há décadas planta incertezas nos horizontes da economia e na cabeça dos investidores. Insegurança proveniente da concorrência cada vez maior com produtos chineses baratos, impostos cada vez mais altos, leis trabalhistas que concedem direitos cada vez mais caros aos trabalhadores, falta de mão de obra qualificada, juros altos, complexa burocracia, infra-estrutura de transportes precária e cara. Essas são apenas algumas das causas, mas, dependendo da região do país, outras podem também influir negativamente. 
            O governo, principalmente esse do PT, não toma nenhuma providência no sentido de fazer com que as empresas aumentem a produção, mas atua do outro lado da moeda distribuindo dinheiro ao povo através de seus programas assistencialistas e bolsas com o único objetivo de ganhar votos.
            Vou explicar: O governo não erra por ajudar aos pobres, mas não acerta quando somente ajuda aos pobres. A ajuda deve vir acompanhada de forte incentivo à produção. Quando uma multidão de pessoas miseráveis que nunca puderam consumir, ganha bolsas e vira consumidora acontece um grande aumento repentino da procura por mercadorias As empresas tentam atender ao aumento extra da procura, mas não conseguem, porque sua capacidade de produção não é suficiente. Nessas circunstâncias gera-se desequilíbrio entre produção e procura, provocando a imediata e descontrolada elevação de preços. Essa situação é ruim para todo mundo, porque os salários e as bolsas do governo não aumentam na mesma proporção dos preços e todos ficam cada vez mais pobres.
            O outro fator que contribui para alta inflacionária também reside no saco de burrices e incompetências do governo. À medida que aumentam-se impostos, deveriam também aumentar investimentos em construção e modernização de estradas, portos, aeroportos, hospitais, escolas, etc. Enfim; na mesma proporção que o governo tira dinheiro da sociedade deve investir em infra-estrutura e melhoramentos de toda ordem. Uma das funções de governo é transforma-se num potente motor propulsor do progresso, através da devolução de impostos em benfeitorias e desenvolvimento. O ato de construir e modernizar tem alto potencial de geração de empregos e distribuição de renda, assim criando clima favorável e de confiança; muito contribuindo para o equilíbrio entre a oferta e o consumo. O governo do PT ia ao caminho certo, quando lançou o Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC), uma boa iniciativa, que até hoje levantou vôo de galinha por incompetência, despreparo gerencial e falsidade ideológico-eleitoreira.
            Algumas estatísticas recentes dão conta da situação alarmante em que se encontra o Brasil. A primeira acusa que a corrupção e a ineficiência administrativa são responsáveis pelo desvio anual de mais de 40 bilhões de dólares e uma outra informa que nos últimos dez anos os ladrões de colarinho branco roubaram do povo quase um terço de tudo que se produziu no país. Pelo menos se esse montante tivesse permanecido girando na economia com a abertura de fábricas e outros projetos producentes, talvez a coisa não fosse tão séria; o grande problema é que a maior parte desse montante é desviada para paraísos fiscais e investimentos no exterior.
            A presidente Dilma diante da alta inflacionária prometeu que não descansará enquanto não controlar a inflação. Mentiu para o povo, porque ela sabe que não pode controlá-la com os métodos de gestão usados pelo PT. O máximo que poderá fazer é botar o pé no freio para o coração econômico do país bater mais devagar. Sabe também que a economia caracteriza-se como uma ciência exata. Por isso o Estado jamais pode injetar dinheiro na economia sem lastro. Isso significa que pela mesma quantidade de moeda nova injetada, necessário é que se produza na mesma equivalência.
            O PT já esta distribuindo hoje em auxilio para os pobres 13 bilhões de reais por mês e pretende aumentar ainda mais. Se não houver o mesmo incentivo para o setor produtivo a inflação vai continuar aumentando. Matemática é do equilíbrio, não é do PT comunista que pensa poder fazer o país crescer e tirar multidões da miséria desprezando quem pensa, investe e produz. A isso classifico como burrice utópica Soviético-Cubana-Marxista-Comunista ou devaneios de idiotas do baixo calibre de Lenin, Fidel Castro, Hugo Chaves, Lula e simpatizantes.


p/ ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO