APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.

Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.

Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .

Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.

O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



quinta-feira, 18 de abril de 2013

A BOLÍVIA DA LIÇÃO NO BRASIL

          A Bolívia, uma nação periférica na América Latina, uma das mais pobres do mundo, com um PIB inferior ao de alguns estados brasileiros, cuja imagem negativa esta plantada em nossas impressões como um centro receptor de carros roubados, produtor e distribuidor de drogas e outras mazelas próprias do mundo subdesenvolvido; esta dando uma lição de responsabilidade jurídico investigativa no Brasil, ainda além disso demonstrando maior compromisso com a verdade, assim como também com a dor e o sofrimento dos desvalidos sofredores.
        Os torcedores corintianos que lá estão detidos há 2 meses à disposição da polícia se dizem inocentes, um suposto culpado menor de idade caiu do céu para assumir a culpa, mas de nada adianta; a cadeia pelo que parece será perene. Mesmo que no final sejam mesmo considerados inocentes, sairão de lá sabendo muito bem que gaita não é birimbáu, pelo menos lá na civilização boliviana.
         Se fosse aqui na tribo Brasileira, certamente já estariam soltos, prontos para outra aventura bélica armados de foguetes e tudo mais. Claro que os culpados seriam o foguete, que não olha por onde vôa ou o garoto assassinado, que estava no lugar errado na hora errada.
         Afinal estamos na democracia dos direitos, onde deveres são relativos. Nossa cultura é assim: fez carinha de coitadinho, logo estamos com dó. Ontem um dos acusados se declarou com todas as letras:" NOIS É INOCENTE SINHÔ" e os corações verde e amarelo, preto e branco logo pularam de emoçao. De que adianta prender os coitadinhos, o morto já esta morto mesmo, não vai ressuscitar?!...
         Meus botões têm outra opinião: VIVA A  BOLÍVIA!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

OS ESTADOS UNIDOS NÃO É O MONSTRO QUE PINTAM



Dizem que se não fossem os loucos, os jornalistas morreriam de fome.
Mais uma vez um desses debilóides cheios de ódio para instilar sorrateiramente ceifa a vida de inocentes indefesos num momento de festa e descontração e o mundo se espanta diante da lembrança daquele nefasto 11 de setembro, quando centenas de inocentes morreram nas torres gêmeas.
            Dentre as vítimas, uma criança de oito anos morta sem ao menos ter conhecido direito a vida e a que barbarismos seus semelhantes são capazes de chegar, muitas das vezes, na sórdida salvaguarda de valores cultuados em nome de Deus.
            Novamente os Estados Unidos sofrem pela inveja e desdenho a sua grandeza! 
Claro que em dezenas de ocasiões a política externa americana não se comporta como a boa mãe que todos gostaríamos que fosse, entretanto não é justo que o terceiro mundo atribua plena culpa das suas mazelas e do seu atraso unicamente à mão pesada do Tio San.
Os responsáveis pelas procelas sociais que nos atormentam, na sua maioria, vivem bem longe dos Estados Unidos; ocupando palácios governamentais, câmaras legislativas e côrtes, não só no Brasil, mas na América Latina e grande parte do resto do mundo subdesenvolvido.
            Se os governantes do terceiro mundo tomassem como exemplo a capacidade de trabalho, o fanatismo pela eficiência, o senso de nacionalismo e respeito à imagem da pátria, assim como a obsessão pela organização, desenvolvimento tecnológico e social e respeito às liberdades individuais; menos trevas haveria em nossos horizontes e nossos povos, talvez não vivessem no mesmo passo desenvolvimentista dos americanos, mas, com certeza, estariam muitas vezes melhor do que estão hoje.
            Governantes corruptos, lobismo corruptor, corporativismo sindical, legislação trabalhista paternalista, legislativos inoperantes, excessiva burocracia, sistemas fiscais e tributários esmagadores, judiciários imperiais, privilégios principescos para o funcionalismo, serviço público caro e ineficiente e ditaduras dinásticas em países orientais é realidade abundante no terceiro mundo, impedindo que os dirigentes entendam, incentivem e respeitem o desejo de liberdade e progresso de seus cidadãos. Por isso optam por denegrir a imagem dos Estados Unidos, procurando desenhar no horizonte a eterna ameaça do monstro imaginário plantado nas mentes incautas e ignorantes. Política que os ajuda a se perpetuar no poder por anos e décadas a fio, neutraliza ânimos de lideranças que tenham potencial de contestação e, com certeza, propicia brutal enriquecimento próprio através de injustas concentrações de renda, aonde muitos têm nada e poucos têm tudo.
Prova cabal da afirmação acima esta na história de países como o Brasil, detentor de território do mesmo tamanho e dono de potencialidades muitos superiores às dos americanos. Apesar de terem a mesma idade os dois países, em pleno século XXI, vivem realidades extremamente opostas. Em primeiro lugar, por culpa dos nossos queridos colonizadores que nos entregaram de bandeja aos interesses Britânicos e depois da independência por nossa própria burrice, desonestidade, incapacidade gerencial e traição dos nossos governantes. Nós não podemos impedir que o urubu defeque em nossa cabeça, mas, se olharmos para cima de boca aberta ele poderá defecar dentro dela. 
Nesse caso a culpa será de quem?

sábado, 13 de abril de 2013

PRIVATIZAÇÃO DO MARACANÃ. VOCÊ CONCORDA?




            Panteão do futebol nas terras brasileiras pentacampeãs do mundo, o Maracanã depois de quase setenta anos de bons serviços prestados e de ter consumido na última reforma uma montanha de milhares de reais, esta prestes a passar ao domínio da iniciativa privada. Com apoio popular ou sem, isso não vem ao caso, dentro em breve tudo estará consumado e o Estado não mais será o responsável pela manutenção do gigante. Caberá a ele receber a bolada inicial, aplicar um regulamento e depois embolsar periodicamente o aluguel do inquilino que lá se estabelecer.
            O que o torcedor ganhará com isso é muito óbvio. Pelo menos teoricamente maior conforto, segurança e prazer de estar num lugar mais bonito. Quanto aos preços dos ingressos, certamente ficarão mais caros, pois empresas privadas funcionam mediante expectativa de vantagem; assim em cada bilhete estarão embutidos gastos com aquisição da concessão somados ao custo de manutenção mais a margem de lucro.
            O resto da história todos maiores de doze anos conhecem. Não haverá prestação de contas de nada. Para onde irá a dinheirama, nem Deus saberá. Aliás, certeza de que Deus não vai querer saber se tem absoluta, senão não fechariam contrato. Bom negócio em âmbito estatal no Brasil é sempre aquele que fica acima do conhecimento e do entendimento dos mortais e de Deus.
            A justificativa corrente nesses casos de privatização é a de que o Estado é mau gestor e seria maior vantagem dar de mão beijada um patrimônio que custou dezenas de milhões ao povo do que mantê-lo sob poder do bando de ratos que infestam as dispensas estatais. Um Maracanã novinho em folha estaria destruído em poucos anos, pois os larápios roedores não pregariam um prego sequer para mantê-lo de pé. Então, outras reformas bilionárias  logo seriam necessárias,  sempre à custa do erário público.
            Intrigante é que, quando o presidente Fernando Henrique no intuito de sanear as finanças públicas e arejar a economia brasileira se viu na obrigação de estatizar alguns antros que só davam prejuízo e proporcionavam boa vida a poucos felizardos as oposições logo se arrepiaram baseadas na justificativa de que empresas públicas são espólio de gerações passadas, que as ergueram à custa de muito trabalho e sacrifício. A justificativa é nobre e legítima, mas nobreza e legitimidade nunca pagaram conta alguma e os déficits só aumentavam. Agora que estão no comando se esqueceram de tudo que defendiam e seguem a mesma cartilha privatizante, a fim de se livrarem dos elefantes brancos que só dão prejuízo ao povo, engordam ratos de estimação e esvaziam o caixa do governo.
            O processo de estruturação e industrialização de qualquer país, quando no início requer interferência governamental na construção da infra-estrutura básica que engloba hidrelétricas, rodovias, portos, aeroportos, grandes usinas, etc. Nesse estágio primário a iniciativa privada ainda é incipiente e não dispõe de recursos suficientes. Mas num segundo  estágio, quando algumas dezenas de empresas já reúnem condições técnicas e financeiras para assumir a direção e a iniciativa de novos empreendimentos, o Estado deve se retirar e se manter apenas nas funções de normatizar e supervisionar.
            Nos países centrais é costume a iniciativa privada construir desde estádios até usinas e rodovias. O empreendedorismo é incentivado e livre. Qualquer empresa esta automaticamente licenciada para construir sua própria rodovia ou seu aeroporto. Basta que tenha recursos e adquira os espaços necessários pelas vias normais. Obviamente o investidor colocará sua estrutura à disposição do usuário mediante cobrança de aluguel e pagamento de impostos ao Estado. Esse é o segredo do sucesso das grandes economias. As empresas privadas trabalham enxutas, não pagam altas cargas tributárias e o Estado não se sobrecarrega com responsabilidades empresarias e desvios comportamentais. Esta livre para retribuir os impostos que recebe em serviços públicos de alta qualidade e pagamento de bons salários.
            Infelizmente, logo depois das revoluções e das ditaduras militares, a América Latina parece viver uma espécie de ressaca alérgica pela direita. Ser da direita virou quase crime e muitos até podem entender como escolha politicamente incorreta. Noventa por cento do meio político na América Latina contemporânea é da esquerda radical ou moderada. No entanto a esquerda não se moderniza; teima em carregar na pele e na genética uma espécie de aversão à iniciativa privada. Vendem a falsa idéia de que o empresário investidor que luta por um ideal pessoal e em troca gera riqueza com eficiência é um cão faminto que morde sem latir. Enquanto que, na verdade, quem tem os dentes mais afiados é o próprio Estado que se veste de mãe e empresário, administra mal, presta péssimos serviços à população, cria uma malta de ladrões sedentos pelas suas generosas tetas e dissimula sua incompetência às avessas com auxílios e bolsas para os pobres, enquanto todos sabemos que pobreza se combate com educação e demanda por mão de obra. Se o Estado não protege as empresas e não incentiva a iniciativa privada, esta mentindo quando anuncia a criação de milhares de empregos. Na esteira dessa péssima conduta, se ainda foi possível criar milhares de empregos, da outra forma menos interferente teria gerado milhões.
            Por isso querido povo compatriota, duvide dos candidatos que prometerem milagres acenando com auxílios disso e daquilo. Sei que é difícil ver o sorvete pronto sendo oferecido e não aceitá-lo. O grande problema é que essa oferenda fácil você mesmo é quem vai pagar, com serviços públicos da pior espécie. Enquanto o governante paga seu sorvete, compra menos um mamógrafo para o posto de saúde, oferece baixos salários aos professores que estão educando seu filho, monta menos um laboratório escolar ou asfalta menos uma rodovia.
            Este é o caminho para manter o círculo vicioso secular que vivemos de ignorância, pobreza, promessas, inflação, juros altos, alta carga tributária, carestia, baixos salários, aposentadorias miseráveis, corrupção...

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

TOMATE SUBIU? NABÃO NO PESSOAL!

Existem certos caras que falam asneiras duras de deglutir! Contudo, outro dia, criticando a alta dos alimentos, que vem empurrando a inflação pra cima do ministro Margarina – ele foi promovido a margarina porque ela anda mais cara que a manteiga - o mala filosofou com certo fundamento:
“ É até bom os alimentos ficarem bem caros, porque aí o grande contingente de gorduchos, seus corações enferrujados, coronárias entupidas, hipertensão nas nuvens, triglicérides a mil e artrite até nas orelhas; vai diminuir”.

Aí pensei:
Ganhará a sociedade por um todo! Os aviões não precisarão recalcular a carga humana; o SUS e planos de saúde economizarão com a melhoria da saúde; na multidão não haverá aqueles caras andando devagarzinho atrapalhando o tráfego. Vai acabar bulling nas escolas contra o eterno rolha de poço, bolão, anda e fica, bola 7, plasta. Ronaldinho ex-fenômeno, Maradona e até o Vampeta voltarão ao futebol; Jô Soares vai mandar beijo do magro e a Dilma RussefA vai virar top model.

Enquanto isso os produtores de tomate vão ganhar tanto dinheiro, que construirão mansão, viajarão pras ilhas gregas, comprarão boi nelori para engordar, carros importados e colocarão o nabão em todo mundo, inclusive nos médicos que ficarão desempregados, porque só moscas irão aos consultórios e os planos de saúde vão quebrar. Será a única maneira de descontar as tantas vezes que tiveram que jogar tomate fora, porque o preço de venda não pagava nem a colheita.

Além de tudo isso, a benfazeja alta vai derrubar a máscara do PT, que poderá perder a eleição pra presidente em 2014; mas já ameaçou que até lá pode confiscar as fazendas de tomate prá colocar o nabão no PSDB e no PSB, num maquiavélico plano inspirado na eficiente Revolução Bolivariana Chavista. Fará parte do plano, colocar Lula Lá Fidel Castro Inácio da Silva na lida da plantação auxiliado pela dupla de super Zés, Dirceu e Genuíno; aqueles injustamente condenados pelo STF pela sua demasiada santidade. Isso servirá para mostrar que o comandante Lula Lá é um cabra macho prá chuchu do nordeste, que topa qualquer parada; com duas mulheres ou até solteiro mesmo e que os santos Zés, se forem para o céu vão formar a dupla sertaneja cujo nome será Zé 1 e Zé 2. Se São Pedro vai gostar disso não é possível prever, mas o PT já garantiu, por tudo que é sagrado, que São Pedro também é comunista do papo amarelo. Prova disso é a falta de chuva que fez faltar tomate, sobrar procura e o preço subir.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

SALVE JOAQUIM BARBOSA!

         Certa vez o antigo comediante gaúcho Zé Trindade, ainda no tempo do rádio, no seu programa diário fez uma crítica à criação divina, pois segundo ele o homem havia sido projetado errado. Deus deveria tê-lo dotado de olhos nas pontas dos dedos, pois assim as coisas seriam muito mais fáceis. Por exemplo: ninguém precisaria subir no banco para olhar em cima do armário. Olhar debaixo das saias seria aventura quase imperceptível e o buraco da fechadura estaria a fácil investigação de qualquer curioso.
         Pensando bem, o saudoso comediante estava certo. Por isso sempre achei que dois olhos não são bastantes e me acostumei a observar o andamento da vida, não só com os olhos da cara, como também com os do desconfiômetro.
Por exemplo: por que nosso querido ex-presidente Lula Lá Fidel Castro da Silva teria indicado Joaquim Barbosa à ocupação de uma vaga no STF? Um cara mal humorado, honesto, franco, forte personalidade, nada disposto à subserviência; perfil exatamente contrário ao dos janotas vaselinas escorregadios da esquerda festiva, que andam de carro importado, mas idolatram o comunismo para os outros; que estão sempre montados no muro, quando o negócio é falar a verdade; que olham para o sol e dizem ver a lua; chamam urubu de meu louro e até carregam dinheirinho sujo na cueca?
          Meus terceiros olhos dizem que foi só porque ele é preto, exemplar raro na magistratura brasileira. Certamente miraram no impacto sobre a opinião dos eleitores afro-descendentes e supuseram que, mais tarde, de alguma maneira, conseguiriam domar a fera com manobras políticas, caras feias, ameaças e rosnados. Ledo engano! Prova de que nem todos os homens têm preço.
          Segundo Abraham Lincoln a única maneira de se conhecer o verdadeiro caráter de um homem é lhe dando poder. No entanto, ao proferir essa frase ele se dirigia aos poderosos safados. Jamais poderia imaginar que um descendente de escravos brasileiro, seria o exemplar que contrariaria sua famosa tese.
          Bem feito para Lula Lá Fidel Castro da Silva; atirou no pé do PT, que agora vai ter que agüentar o aço do Joaquim Barbosa. Tomara que ele viva bastante e que Deus ajude que a raça negra produza outros pretos do mesmo quilate, pois, se em quinhentos anos os brancos não souberam respeitar o Brasil, que pelo mais os pretos o façam com honradez.
           Joaquim Barbosa não esta agradando aos políticos e à alta magistratura por causa do seu estilo Thatcher de falar a verdade, doendo a quem doer, contudo esta agradando ao povo, que é o verdadeiro dono do Brasil e patrão benfazejo; quem paga o feijão com angu, o caviar, a pinga ou o uísque de todo mundo.
           Dá-lhe Joaquim Barbosa! Povo unido, jamais será vencido!
           Estamos de olho!

quarta-feira, 13 de março de 2013

O SER, O TER, O PROGRESSO E O CAPITALISMO





                Na edição passada, refletimos sobre a importância do saber. Hoje vamos um pouco mais adiante e veremos qual o papel do ser humano bem informado e culto no contexto do processo de desenvolvimento. 
            A capacidade de pensar transformou o animal homem/mulher num ser analítico e nessa condição, eternamente insatisfeito. A causa da nata insatisfação humana sempre foi o desafio de sobreviver num meio hostil caracterizado por intempéries, predadores, distâncias, demais obstáculos tais como necessidade de comunicação, escuridão, remoção de peso, doenças, conquista de espaço físico para extração de materiais necessários à construção de abrigos e estradas e do domínio de fontes de água.
           Para a espécie humana a grande contradição da aventura de se manter vivo no laboratório da vida sempre foi lutar contra a própria natureza. Por isso todos os modelos de desenvolvimento humano estão baseados no ato de explorar destruindo para construir viabilizando engenhos artificiais capazes de proporcionar bem estar e segurança.  
                Entretanto o fato de estar seguro não se resume exclusivamente à posse de armas de defesa. A necessidade de produção e provisão farta de alimentos, o acesso possível e fácil a recursos naturais e o domínio de técnicas para explorá-los e transformá-los, também é uma forma de segurança e à medida que se aprimoravam os processos o homem descobriu que uma maneira bastante eficiente de assegurar tranqüilidade é através da acumulação de riquezas o que, na forma de alimentos, significa armazenamento. Todavia, ao passo que alguns grupos sociais foram se desenvolvendo chamaram atenção da concorrência, ou seja: outros grupos ao tomarem conhecimento de tantas novidades e comodidades também passaram a almejá-las e esse fato gerou disputas, competição, insegurança, dominação, escravidão e morte.
                Apesar disso a espécie humana é a mais bem sucedida no teatro da vida; e sucesso aqui se traduz em quantidade. À medida que os humanos dominavam a natureza e aumentavam as possibilidades de sobrevivência, vários grupos sociais gradativamente se espalharam por todos os quadrantes do planeta demandando cada vez mais espaço e destruindo mais ecossistemas formados há milhões de anos assim dando início ao processo de degradação ambiental.
                O espaço físico disponível no planeta é pouco para atender à demanda de uma população que nunca parou de crescer; juntamente com ela aumentando também as necessidades, cuja satisfação exigia mais e mais esforço exploratório, cada vez mais e mais espaço e mais avanço sobre os ecossistemas virgens.
                Essa combinação de aumento paulatino das distâncias, das populações, das demandas por mais espaço criou cada vez mais necessidades, resultando na pressão pelo alcance de mais eficiência nos processos de exploração. Os consumidores e produtores agora estavam muito distantes e era necessária criação de centros de convergência aonde as tribos se dirigissem, a fim de negociar para se abastecer. Estes locais de encontro para a realização de negócios foram os primeiros protótipos dos centros comerciais modernos.
                Contudo as dificuldades ainda se configuravam muitas e, dentre elas, a mais importante era que nem todos tinham condições de produzir, pois o espaço físico já se encontrava ocupado pelos pioneiros que chegaram primeiro. Quem não tinha espaço, não podia produzir alimentos e consequentemente nada a oferecer em troca. Daí sobreveio a brilhante idéia de se criar a moeda. Um meio circulante que podia converter-se em valor semelhante a determinada quantidade de bens. Estava criado o mercado na sua condição mais elementar contendo centros de comércio com produtores reunidos oferecendo produtos de suas propriedades a compradores com moeda para trocar.
                O mercado logo se tornou mais complexo e a bipolarização entre proprietários produtores e compradores consumidores agregou transportadores, limpadores, tratadores de animais, guardas. Estes seriam os primeiros empregados e prestadores de serviço, que são aqueles que não detinham propriedades, mas podiam oferecer sua mão de obra em troca de moeda. A partir daí estava inaugurado o setor terciário ou de serviços e assim as primeiras relações entre capital e trabalho.
                Na seqüência dos acontecimentos a expansão populacional continua a pressionar e a velha fórmula de mercado não mais suporta a demanda. Novas conquistas brilham no horizonte. Era a industrialização que despontava. O simples extrativismo associado a processos elementares tornou-se obsoleto pela ineficiência. A invenção de engenhocas capazes de produzir centenas de vezes mais rápido que um trabalhador braçal era uma realidade irreversível e veio para ficar. Surgiram as primeiras máquinas têxteis, a inusitada máquina a vapor, aposentou-se a vela na navegação, descobriu-se o petróleo e aconteceu a invenção dos primeiros automóveis. Estava dada a largada para a industrialização em massa. A ciência agora era a grande estrela, pois indústria demanda técnica e esta não cai do céu; é elaborada através de pesquisas experimentais por alguém impulsionado pela ânsia do conhecimento e sede do empreendedorismo. Em assim sendo as novidades tecnológicas eram registradas como propriedades dos seus inventores interessados em satisfazer necessidades com mais eficiência e também a fim de se enriquecer pela acumulação de capital. Cada vez mais os estudiosos desenvolviam ciência e cada vez mais e mais novidades entravam em cena para incrementar os processos de produção, facilitar a vida das populações e, em contra partida, acelerar a exploração destrutiva da natureza. A luta do homem para vencer a natureza resultou num círculo virtuoso de desenvolvimento jamais imaginado e consequentemente, a relação capital trabalho associada ao uso da ciência para geração de conhecimento foram batizados com o polêmico nome de “Capitalismo”.
            Assim o capitalismo foi concebido na mesma genética humana, na sede de conquista através do domínio da natureza; forças essas que embalaram o instinto de sobrevivência das primeiras sociedades humanas. É um sistema que carrega consigo a singular relação do ser humano com sua capacidade de questionar e obter respostas. A curiosidade é o motor do saber, portanto, quanto mais se questiona, mais se sabe e mais se descobre que o saber é infinito e mais se cria ciência em busca de mais respostas. Portanto não se pode esquecer que ciência se constrói por acúmulo de conhecimento, que tudo tem custo financeiro e custos compensam-se com muito trabalho e aperfeiçoamento em busca de lucro. Conclusão lógica é que o saber é um fruto caro, que nem todos podem ou estão dispostos a pagar por ele; entretanto aqueles que investem em pesquisa têm grande chance de obter sucesso. Sucesso é a conquista do saber e o fruto dessa árvore é lucro e riqueza. Nesse contexto, saber é propriedade privada e pertence a quem investiu para conquistá-lo. Nada mais justo!
                Até aqui nada falamos sobre a entidade “Estado”; exatamente porque ele é estranho nesse ninho, pois num sistema onde haja liberdade e incentivo à iniciativa individual em conquistar através do saber, cabe a ele apenas as funções de regulamentar, educar, proteger, fomentar e intermediar relações através de um judiciário forte e independente, a fim de que se afaste a possibilidade da injustiça. Não cabe ao Estado a função de empresário, pois historicamente esta comprovado que esse é o caminho mais rápido ao desenvolvimento de um sistema corrupto, ditatorial e injusto aonde os interesses dos amigos do Rei sobrepõem os da maioria. Modernamente, com a conscientização de que a natureza não mais suporta o atual ritmo de exploração e agressão, o Estado deve assumir a liderança na iniciativa de se criar e implantar meios sustentáveis de relação com os ecossistemas, entretanto é bom lembrar que num extrato social altamente educado, a tendência é haver maior comprometimento e responsabilidade com o meio ambiente.
                Enfim alcançamos a era da mecatrônica, da robótica, das telecomunicações em tempo real; a era digital; é preciso que estejamos preparados para, não só desfrutar, mas também para usá-las como ferramentas de trabalho úteis ao alcance de mais saber e mais desenvolvimento e isso só será possível com investimentos maciços em educação. Não há outra saída; senão a pobreza continuará a aumentar e dirão que a culpa é do capitalismo.
                Países como o Brasil e outros da América Latina, que tradicionalmente não investem em educação em nenhum dos níveis, são grandes importadores de conhecimento e pagam caro, muito caro em dinheiro vivo e em sofrimento da população. Além disso, os governos desses países são grandes empresários, enquanto a eficiência e lucratividade das empresas estatais são baixíssimas. Some-se a isso o empreguismo, o nepotismo, a corrupção sempre beneficiando os amigos do Rei. Quem paga por tudo isso é o povo! Se você tem problemas em conseguir trabalho, seus filhos estudam numa escola que não os prepara bem para o futuro, seu carro é velho, sua casa esta caindo, seu aluguel esta caro, você esta sendo despejado porque não pode pagar, a condução é ruim e cara, o hospital público não presta e o médico que esta lá não é responsabilizado por nada; não acredite que a culpa é do seu patrão e do Capitalismo. Capitalismo é ninguém! Trata-se apenas de um sistema comercial de convívio entre os homens aonde quem sabe mais pode mais, conforme foi dito antes. Se você sabe pouco é porque foi mal preparado e a culpa é do seu país, da sua pátria hostil, do seu governo corrupto, ineficiente, que não o respeita, que não cumpre o dever constitucional, que protege seus amigos e cobra um alto imposto do povo. Um governo que paga mal aos professores, que não investe no aparelhamento das escolas, que sufoca as empresas com a maior carga tributária do mundo. Para despistar e arrefecer sua consternação lhe oferece uma esmolinha todo mês em forma de bolsa auxílio; assim comprando seu voto na próxima eleição para você continuar na mesma, porque vive no mundo tecnológico onde só o saber pode garantir seu futuro e o da sua família.
                 Karl Marx e alguns outros que viveram antes dele erraram feio quando imaginaram um novo sistema de convívio entre os homens capaz de fazer justiça através do igualitarismo imposto pelo Estado. Esqueceram-se que o Estado não é uma entidade celeste e, portanto havia que contar com a supervisão de homens com poder absoluto os quais nunca foram iguais a ninguém, porque ditador manda, não sugere e não dá satisfação. Esqueceram-se que a natureza humana é livre e competitiva, esta sempre questionando e querendo saber mais.  Diante dessa realidade se furtaram a investir no aperfeiçoamento humano através da educação, porque já sabiam que homens cultos são conscientes das verdades e mentiras que os acercam e podem oferecer risco ao poder absoluto dos governantes. Esqueceram-se que seres humanos privados da liberdade de criar, perdem também a capacidade de sonhar se afogando no mundo da mesmice, da pobreza de espírito, da desmotivação e se acostumam na vida parasitária de esperar migalhas concedidas pelo Estado para quem for mais bonzinho, mais conformado, mais medroso e oferecer menos risco ao sistema ou funcionar melhor na atividade da delação; tudo em nome dos benefícios de uma minoria abastada, corrupta e sanguinária. Assim aconteceu na extinta União Soviética, na Cortina de Ferro e acontece hoje em Cuba.
                A história do social comunismo que estão tentando implantar na América Latina esta cheia de mentiras e utopias, as quais alguns teólogos comunistas, que vivem de barriga cheia e se formaram à custa da Igreja defendem, baseados na ilusão de que homens podem e aceitam viver sob comando ditatorial. A história do rato rico que vivia na cidade e não tinha liberdade e a do rato pobre que vivia no mato cheio de liberdade ilustra bem essa ilusão. Um dia o rato gordo da cidade foi comido pelo gato ao que, sob tremenda indignação e assustado, o rato pobre do mato teria exclamado: - ANTES MAGRO NO MATO DO QUE GORDO NA BARRIGA DO GATO!

IGREJA CATÓLICA NA MIRA DOS HIPÓCRITAS



            “Quem não tiver pecados que atire a primeira pedra” Com essa frase emblemática Cristo absolveu a adúltera ante a ira dos hipócritas.
           
           Tapa de luvas nos predadores que têm o rabo maior que a moral: uma mísera mulher, discriminada, indefesa, pobre, cujas vestes não exibiam nenhum brasão, nem no corpo o aroma característico dos nobres de alta linhagem; e um justo cuja postura sóbria e coragem de sobra desafiavam a ordem política e os donos das pedras.
            Por incrível que pareça a passagem acontecida há mais de dois mil anos se adequa tão moderna à realidade presente, quanto qualquer último lançamento da BMW ou da Microsoft. O ex-Papa Bento VXI foi diariamente apedrejado, pois queriam lhe impingir parte da culpa pelas faltas de alguns desmiolados que ocuparam ou que, por ventura, ainda ocupem as fileiras da Igreja Católica. O acusavam de leniência, no trato com esses criminosos pedófilos, que insistem em se camuflar sob o manto da Igreja. Ora; queriam que o velho e tradicionalista Joseph Ratzinger, homem de ilibada moral e indiscutíveis serviços prestados à Igreja, saisse por aí dando uma de Papa Polícia! Estão se esquecendo que não é permitido a ninguém, nem mesmo a um pontífice, incriminar quem quer que seja baseado apenas em acusações muitas das vezes improváveis ou em provas toscas. É preciso que a sociedade entenda que a prática da pedofilia é um crime de difícil comprovação, mesmo para a polícia bem aparelhada e treinada e que o criminoso, por exigência constitucional em qualquer país civilizado, deve ter sua acusação formalizada sem pré-julgamentos e que a condenação só se consumará diante do direito de defesa plena e de provas contundentes e indiscutíveis. Ao acusador do padre criminoso, portanto, aconselhamos não telefonar ao Papa ou ao Bispo, pois estes, naturalmente e com razão, cautelosos; se eximirão à condenação sumária.  Que o reclamante, além de cuidar melhor dos seus menores, reúna indiscutíveis provas e vá ao Distrito Policial mais próximo e registre queixa formal contra o cidadão padre. Caberá à polícia abrir inquérito, respeitando todos os direitos constitucionais de plena defesa.
          Não podemos permitir que a sociedade se valha desses fatos para denegrir a imagem da Igreja, nem a hombridade do seu pastor supremo, nem muito menos a seriedade do trabalho da maioria dos seus membros, apenas baseada nas ações criminosas de uma meia dúzia de miseráveis débeis mentais. Assim como também não seria justo enlamear a imagem de outras instituições da estatura do Congresso Nacional, das Forças Armadas, da Presidência da República, da Polícia ou do Judiciário; baseados apenas nas ações vexatórias de alguns deputados mensaleiros ou de um pequeno grupo de senadores coronéis, de alguns sargentos pederastas, de um ou outro presidente doidivanas, de maus policiais e juizes bandidos, que em troca de dinheiro sujo vendem sentenças benfazejas. Há pouco mais de um ano, os Estados Unidos, prostraram-se de joelhos diante de alguns corruptos e quase levou à banca rota o mundo na avalanche de pesados prejuízos em cascata, que assolaram as maiores e mais sérias empresas do mundo e nem por isso pode-se afirmar que o capitalismo ficou comprometido na sua essência, afinal de contas agir de má fé não é regra instituída nem reconhecida , mas exceção.
            Cristo, em seu curto tempo de encarnação, nunca procurou se acercar de super-homens ou super-mulheres dos quais se esperasse a infalibilidade e não há passagens na Sua vida em que condene alguém. Pelo contrário, as escrituras são pródigas em exemplos de falha humana. Ele mesmo foi negado pelo seu principal discípulo. Judas o traiu por dinheiro e diante de Pilatos a multidão preferiu alguém com um histórico de vida menos recomendável que a do mensageiro da paz, da justiça e da concórdia entre os homens.
            A Igreja não é Deus, portanto esta sujeita a falhas e o próprio Papa Bento XVI reconheceu, numa interpelação da imprensa, que ela muitas vezes na história foi ferida pelos seus membros. Portanto, faz-se necessário que nós católicos a defendamos, assim como os lobistas ferrenhamente defendem seus interesses e comecemos, o quanto antes, a enaltecer o trabalho sério de centenas de outros militantes de católicos benfeitores, que estão em campo trabalhando, seriamente respeitando a moral é a ética pregada por Cristo, para suprir as necessidades dos pobres, doentes e desvalidos; onde o cruel Estado cobrador de impostos esta ausente por incapacidade ou mesmo por incompetência. Por que rotulá-la pelos maus representantes, se temos exemplos como o de Zilda Arns, Madre Tereza e outros tantos anônimos dando o sangue em nome do bem estar e do amor ao próximo?