Certa vez o antigo comediante gaúcho Zé
Trindade, ainda no tempo do rádio, no seu programa diário fez uma
crítica à criação divina, pois segundo ele o homem havia sido projetado
errado. Deus deveria tê-lo dotado de olhos nas pontas dos dedos, pois
assim as coisas seriam muito mais fáceis. Por exemplo: ninguém
precisaria subir no banco para olhar em cima do armário. Olhar debaixo
das saias seria aventura quase imperceptível e o buraco da fechadura estaria a fácil investigação de qualquer curioso.
Pensando bem, o saudoso comediante estava certo. Por isso sempre achei
que dois olhos não são bastantes e me acostumei a observar o andamento
da vida, não só com os olhos da cara, como também com os do
desconfiômetro.
Por exemplo: por que nosso querido ex-presidente
Lula Lá Fidel Castro da Silva teria indicado Joaquim Barbosa à ocupação
de uma vaga no STF? Um cara mal humorado, honesto, franco, forte
personalidade, nada disposto à subserviência; perfil exatamente
contrário ao dos janotas vaselinas escorregadios da esquerda festiva,
que andam de carro importado, mas idolatram o comunismo para os outros;
que estão sempre montados no muro, quando o negócio é falar a verdade;
que olham para o sol e dizem ver a lua; chamam urubu de meu louro e até
carregam dinheirinho sujo na cueca?
Meus terceiros olhos dizem que
foi só porque ele é preto, exemplar raro na magistratura brasileira.
Certamente miraram no impacto sobre a opinião dos eleitores
afro-descendentes e supuseram que, mais tarde, de alguma maneira,
conseguiriam domar a fera com manobras políticas, caras feias, ameaças e
rosnados. Ledo engano! Prova de que nem todos os homens têm preço.
Segundo Abraham Lincoln a única maneira de se conhecer o verdadeiro
caráter de um homem é lhe dando poder. No entanto, ao proferir essa
frase ele se dirigia aos poderosos safados. Jamais poderia imaginar que
um descendente de escravos brasileiro, seria o exemplar que contrariaria
sua famosa tese.
Bem feito para Lula Lá Fidel Castro da Silva;
atirou no pé do PT, que agora vai ter que agüentar o aço do Joaquim
Barbosa. Tomara que ele viva bastante e que Deus ajude que a raça negra
produza outros pretos do mesmo quilate, pois, se em quinhentos anos os
brancos não souberam respeitar o Brasil, que pelo mais os pretos o façam
com honradez.
Joaquim Barbosa não esta agradando aos políticos e à
alta magistratura por causa do seu estilo Thatcher de falar a verdade,
doendo a quem doer, contudo esta agradando ao povo, que é o verdadeiro
dono do Brasil e patrão benfazejo; quem paga o feijão com angu, o
caviar, a pinga ou o uísque de todo mundo.
Dá-lhe Joaquim Barbosa! Povo unido, jamais será vencido!
Estamos de olho!
APRESENTAÇÃO
O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.
Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.
Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .
Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.
O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.
Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.
Forte abraço!
quarta-feira, 10 de abril de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
O SER, O TER, O PROGRESSO E O CAPITALISMO
Na
edição passada, refletimos sobre a importância do saber. Hoje vamos um pouco
mais adiante e veremos qual o papel do ser humano bem informado e culto no
contexto do processo de desenvolvimento.
A
capacidade de pensar transformou o animal homem/mulher num ser analítico e
nessa condição, eternamente insatisfeito. A causa da nata insatisfação humana
sempre foi o desafio de sobreviver num meio hostil caracterizado por
intempéries, predadores, distâncias, demais obstáculos tais como necessidade de
comunicação, escuridão, remoção de peso, doenças, conquista de espaço físico
para extração de materiais necessários à construção de abrigos e estradas e do
domínio de fontes de água.
Para a espécie humana a grande contradição da aventura de se manter vivo
no laboratório da vida sempre foi lutar contra a própria natureza. Por isso
todos os modelos de desenvolvimento humano estão baseados no ato de explorar destruindo
para construir viabilizando engenhos artificiais capazes de proporcionar bem
estar e segurança.
Entretanto
o fato de estar seguro não se resume exclusivamente à posse de armas de defesa.
A necessidade de produção e provisão farta de alimentos, o acesso possível e
fácil a recursos naturais e o domínio de técnicas para explorá-los e
transformá-los, também é uma forma de segurança e à medida que se aprimoravam
os processos o homem descobriu que uma maneira bastante eficiente de assegurar
tranqüilidade é através da acumulação de riquezas o que, na forma de alimentos,
significa armazenamento. Todavia, ao passo que alguns grupos sociais foram se
desenvolvendo chamaram atenção da concorrência, ou seja: outros grupos ao
tomarem conhecimento de tantas novidades e comodidades também passaram a almejá-las
e esse fato gerou disputas, competição, insegurança, dominação, escravidão e
morte.
Apesar
disso a espécie humana é a mais bem sucedida no teatro da vida; e sucesso aqui se
traduz em quantidade. À medida que os humanos dominavam a natureza e aumentavam
as possibilidades de sobrevivência, vários grupos sociais gradativamente se
espalharam por todos os quadrantes do planeta demandando cada vez mais espaço e
destruindo mais ecossistemas formados há milhões de anos assim dando início ao
processo de degradação ambiental.
O
espaço físico disponível no planeta é pouco para atender à demanda de uma
população que nunca parou de crescer; juntamente com ela aumentando também as
necessidades, cuja satisfação exigia mais e mais esforço exploratório, cada vez
mais e mais espaço e mais avanço sobre os ecossistemas virgens.
Essa
combinação de aumento paulatino das distâncias, das populações, das demandas
por mais espaço criou cada vez mais necessidades, resultando na pressão pelo
alcance de mais eficiência nos processos de exploração. Os consumidores e
produtores agora estavam muito distantes e era necessária criação de centros de
convergência aonde as tribos se dirigissem, a fim de negociar para se abastecer.
Estes locais de encontro para a realização de negócios foram os primeiros
protótipos dos centros comerciais modernos.
Contudo
as dificuldades ainda se configuravam muitas e, dentre elas, a mais importante
era que nem todos tinham condições de produzir, pois o espaço físico já se
encontrava ocupado pelos pioneiros que chegaram primeiro. Quem não tinha
espaço, não podia produzir alimentos e consequentemente nada a oferecer em
troca. Daí sobreveio a brilhante idéia de se criar a moeda. Um meio circulante
que podia converter-se em valor semelhante a determinada quantidade de bens. Estava
criado o mercado na sua condição mais elementar contendo centros de comércio
com produtores reunidos oferecendo produtos de suas propriedades a compradores
com moeda para trocar.
O
mercado logo se tornou mais complexo e a bipolarização entre proprietários
produtores e compradores consumidores agregou transportadores, limpadores,
tratadores de animais, guardas. Estes seriam os primeiros empregados e
prestadores de serviço, que são aqueles que não detinham propriedades, mas
podiam oferecer sua mão de obra em troca de moeda. A partir daí estava
inaugurado o setor terciário ou de serviços e assim as primeiras relações entre
capital e trabalho.
Na
seqüência dos acontecimentos a expansão populacional continua a pressionar e a
velha fórmula de mercado não mais suporta a demanda. Novas conquistas brilham
no horizonte. Era a industrialização que despontava. O simples extrativismo
associado a processos elementares tornou-se obsoleto pela ineficiência. A
invenção de engenhocas capazes de produzir centenas de vezes mais rápido que um
trabalhador braçal era uma realidade irreversível e veio para ficar. Surgiram
as primeiras máquinas têxteis, a inusitada máquina a vapor, aposentou-se a vela
na navegação, descobriu-se o petróleo e aconteceu a invenção dos primeiros
automóveis. Estava dada a largada para a industrialização em massa. A ciência agora
era a grande estrela, pois indústria demanda técnica e esta não cai do céu; é
elaborada através de pesquisas experimentais por alguém impulsionado pela ânsia
do conhecimento e sede do empreendedorismo. Em assim sendo as novidades tecnológicas
eram registradas como propriedades dos seus inventores interessados em
satisfazer necessidades com mais eficiência e também a fim de se enriquecer
pela acumulação de capital. Cada vez mais os estudiosos desenvolviam ciência e
cada vez mais e mais novidades entravam em cena para incrementar os processos
de produção, facilitar a vida das populações e, em contra partida, acelerar a
exploração destrutiva da natureza. A luta do homem para vencer a natureza
resultou num círculo virtuoso de desenvolvimento jamais imaginado e
consequentemente, a relação capital trabalho associada ao uso da ciência para
geração de conhecimento foram batizados com o polêmico nome de “Capitalismo”.
Assim o capitalismo foi concebido na mesma genética
humana, na sede de conquista através do domínio da natureza; forças essas que
embalaram o instinto de sobrevivência das primeiras sociedades humanas. É um
sistema que carrega consigo a singular relação do ser humano com sua capacidade
de questionar e obter respostas. A curiosidade é o motor do saber, portanto, quanto
mais se questiona, mais se sabe e mais se descobre que o saber é infinito e
mais se cria ciência em busca de mais respostas. Portanto não se pode esquecer
que ciência se constrói por acúmulo de conhecimento, que tudo tem custo
financeiro e custos compensam-se com muito trabalho e aperfeiçoamento em busca
de lucro. Conclusão lógica é que o saber é um fruto caro, que nem todos podem
ou estão dispostos a pagar por ele; entretanto aqueles que investem em pesquisa
têm grande chance de obter sucesso. Sucesso é a conquista do saber e o fruto dessa
árvore é lucro e riqueza. Nesse contexto, saber é propriedade privada e
pertence a quem investiu para conquistá-lo. Nada mais justo!
Até
aqui nada falamos sobre a entidade “Estado”; exatamente porque ele é estranho
nesse ninho, pois num sistema onde haja liberdade e incentivo à iniciativa
individual em conquistar através do saber, cabe a ele apenas as funções de
regulamentar, educar, proteger, fomentar e intermediar relações através de um
judiciário forte e independente, a fim de que se afaste a possibilidade da
injustiça. Não cabe ao Estado a função de empresário, pois historicamente esta
comprovado que esse é o caminho mais rápido ao desenvolvimento de um sistema
corrupto, ditatorial e injusto aonde os interesses dos amigos do Rei sobrepõem
os da maioria. Modernamente, com a conscientização de que a natureza não mais
suporta o atual ritmo de exploração e agressão, o Estado deve assumir a liderança
na iniciativa de se criar e implantar meios sustentáveis de relação com os
ecossistemas, entretanto é bom lembrar que num extrato social altamente
educado, a tendência é haver maior comprometimento e responsabilidade com o
meio ambiente.
Enfim
alcançamos a era da mecatrônica, da robótica, das telecomunicações em tempo
real; a era digital; é preciso que estejamos preparados para, não só desfrutar,
mas também para usá-las como ferramentas de trabalho úteis ao alcance de mais
saber e mais desenvolvimento e isso só será possível com investimentos maciços em educação. Não há
outra saída; senão a pobreza continuará a aumentar e dirão que a culpa é do
capitalismo.
Países
como o Brasil e outros da América Latina, que tradicionalmente não investem em
educação em nenhum dos níveis, são grandes importadores de conhecimento e pagam
caro, muito caro em dinheiro vivo e em sofrimento da população. Além disso, os
governos desses países são grandes empresários, enquanto a eficiência e
lucratividade das empresas estatais são baixíssimas. Some-se a isso o
empreguismo, o nepotismo, a corrupção sempre beneficiando os amigos do Rei.
Quem paga por tudo isso é o povo! Se você tem problemas em conseguir trabalho,
seus filhos estudam numa escola que não os prepara bem para o futuro, seu carro
é velho, sua casa esta caindo, seu aluguel esta caro, você esta sendo despejado
porque não pode pagar, a condução é ruim e cara, o hospital público não presta
e o médico que esta lá não é responsabilizado por nada; não acredite que a
culpa é do seu patrão e do Capitalismo. Capitalismo é ninguém! Trata-se
apenas de um sistema comercial de convívio entre os homens aonde quem sabe mais
pode mais, conforme foi dito antes. Se você sabe pouco é porque foi mal
preparado e a culpa é do seu país, da sua pátria hostil, do seu governo
corrupto, ineficiente, que não o respeita, que não cumpre o dever
constitucional, que protege seus amigos e cobra um alto imposto do povo. Um
governo que paga mal aos professores, que não investe no aparelhamento das
escolas, que sufoca as empresas com a maior carga tributária do mundo. Para
despistar e arrefecer sua consternação lhe oferece uma esmolinha todo mês em
forma de bolsa auxílio; assim comprando seu voto na próxima eleição para você
continuar na mesma, porque vive no mundo tecnológico onde só o saber pode
garantir seu futuro e o da sua família.
Karl Marx e alguns outros que viveram antes
dele erraram feio quando imaginaram um novo sistema de convívio entre os homens
capaz de fazer justiça através do igualitarismo imposto pelo Estado. Esqueceram-se que o Estado não é uma entidade
celeste e, portanto havia que contar com a supervisão de homens com poder
absoluto os quais nunca foram iguais a ninguém, porque ditador manda, não
sugere e não dá satisfação. Esqueceram-se que a natureza humana é livre e
competitiva, esta sempre questionando e querendo saber mais. Diante dessa realidade se furtaram a investir
no aperfeiçoamento humano através da educação, porque já sabiam que homens
cultos são conscientes das verdades e mentiras que os acercam e podem oferecer
risco ao poder absoluto dos governantes. Esqueceram-se que seres humanos
privados da liberdade de criar, perdem também a capacidade de sonhar se
afogando no mundo da mesmice, da pobreza de espírito, da desmotivação e se
acostumam na vida parasitária de esperar migalhas concedidas pelo Estado para
quem for mais bonzinho, mais conformado, mais medroso e oferecer menos risco ao
sistema ou funcionar melhor na atividade da delação; tudo em nome dos
benefícios de uma minoria abastada, corrupta e sanguinária. Assim aconteceu na
extinta União Soviética, na Cortina de Ferro e acontece hoje em Cuba.
A
história do social comunismo que estão tentando implantar na América Latina
esta cheia de mentiras e utopias, as quais alguns teólogos comunistas, que
vivem de barriga cheia e se formaram à custa da Igreja defendem, baseados na
ilusão de que homens podem e aceitam viver sob comando ditatorial. A história
do rato rico que vivia na cidade e não tinha liberdade e a do rato pobre que
vivia no mato cheio de liberdade ilustra bem essa ilusão. Um dia o rato gordo
da cidade foi comido pelo gato ao que, sob tremenda indignação e assustado, o
rato pobre do mato teria exclamado: - ANTES MAGRO NO MATO DO QUE GORDO NA
BARRIGA DO GATO!
IGREJA CATÓLICA NA MIRA DOS HIPÓCRITAS
“Quem não tiver pecados que atire a primeira pedra” Com essa frase emblemática Cristo absolveu a adúltera ante a ira dos hipócritas.
Tapa de luvas nos predadores que têm o rabo maior que a moral: uma mísera mulher, discriminada, indefesa, pobre, cujas vestes não exibiam nenhum brasão, nem no corpo o aroma característico dos nobres de alta linhagem; e um justo cuja postura sóbria e coragem de sobra desafiavam a ordem política e os donos das pedras.
Por incrível que pareça a passagem acontecida há mais de dois mil anos se adequa tão moderna à realidade presente, quanto qualquer último lançamento da BMW ou da Microsoft. O ex-Papa Bento VXI foi diariamente apedrejado, pois queriam lhe impingir parte da culpa pelas faltas de alguns desmiolados que ocuparam ou que, por ventura, ainda ocupem as fileiras da Igreja Católica. O acusavam de leniência, no trato com esses criminosos pedófilos, que insistem em se camuflar sob o manto da Igreja. Ora; queriam que o velho e tradicionalista Joseph Ratzinger, homem de ilibada moral e indiscutíveis serviços prestados à Igreja, saisse por aí dando uma de Papa Polícia! Estão se esquecendo que não é permitido a ninguém, nem mesmo a um pontífice, incriminar quem quer que seja baseado apenas em acusações muitas das vezes improváveis ou em provas toscas. É preciso que a sociedade entenda que a prática da pedofilia é um crime de difícil comprovação, mesmo para a polícia bem aparelhada e treinada e que o criminoso, por exigência constitucional em qualquer país civilizado, deve ter sua acusação formalizada sem pré-julgamentos e que a condenação só se consumará diante do direito de defesa plena e de provas contundentes e indiscutíveis. Ao acusador do padre criminoso, portanto, aconselhamos não telefonar ao Papa ou ao Bispo, pois estes, naturalmente e com razão, cautelosos; se eximirão à condenação sumária. Que o reclamante, além de cuidar melhor dos seus menores, reúna indiscutíveis provas e vá ao Distrito Policial mais próximo e registre queixa formal contra o cidadão padre. Caberá à polícia abrir inquérito, respeitando todos os direitos constitucionais de plena defesa.
Não podemos permitir que a sociedade se valha desses fatos para denegrir a imagem da Igreja, nem a hombridade do seu pastor supremo, nem muito menos a seriedade do trabalho da maioria dos seus membros, apenas baseada nas ações criminosas de uma meia dúzia de miseráveis débeis mentais. Assim como também não seria justo enlamear a imagem de outras instituições da estatura do Congresso Nacional, das Forças Armadas, da Presidência da República, da Polícia ou do Judiciário; baseados apenas nas ações vexatórias de alguns deputados mensaleiros ou de um pequeno grupo de senadores coronéis, de alguns sargentos pederastas, de um ou outro presidente doidivanas, de maus policiais e juizes bandidos, que em troca de dinheiro sujo vendem sentenças benfazejas. Há pouco mais de um ano, os Estados Unidos, prostraram-se de joelhos diante de alguns corruptos e quase levou à banca rota o mundo na avalanche de pesados prejuízos em cascata, que assolaram as maiores e mais sérias empresas do mundo e nem por isso pode-se afirmar que o capitalismo ficou comprometido na sua essência, afinal de contas agir de má fé não é regra instituída nem reconhecida , mas exceção.
Não podemos permitir que a sociedade se valha desses fatos para denegrir a imagem da Igreja, nem a hombridade do seu pastor supremo, nem muito menos a seriedade do trabalho da maioria dos seus membros, apenas baseada nas ações criminosas de uma meia dúzia de miseráveis débeis mentais. Assim como também não seria justo enlamear a imagem de outras instituições da estatura do Congresso Nacional, das Forças Armadas, da Presidência da República, da Polícia ou do Judiciário; baseados apenas nas ações vexatórias de alguns deputados mensaleiros ou de um pequeno grupo de senadores coronéis, de alguns sargentos pederastas, de um ou outro presidente doidivanas, de maus policiais e juizes bandidos, que em troca de dinheiro sujo vendem sentenças benfazejas. Há pouco mais de um ano, os Estados Unidos, prostraram-se de joelhos diante de alguns corruptos e quase levou à banca rota o mundo na avalanche de pesados prejuízos em cascata, que assolaram as maiores e mais sérias empresas do mundo e nem por isso pode-se afirmar que o capitalismo ficou comprometido na sua essência, afinal de contas agir de má fé não é regra instituída nem reconhecida , mas exceção.
Cristo, em seu curto tempo de encarnação, nunca procurou se acercar de super-homens ou super-mulheres dos quais se esperasse a infalibilidade e não há passagens na Sua vida em que condene alguém. Pelo contrário, as escrituras são pródigas em exemplos de falha humana. Ele mesmo foi negado pelo seu principal discípulo. Judas o traiu por dinheiro e diante de Pilatos a multidão preferiu alguém com um histórico de vida menos recomendável que a do mensageiro da paz, da justiça e da concórdia entre os homens.
A Igreja não é Deus, portanto esta sujeita a falhas e o próprio Papa Bento XVI reconheceu, numa interpelação da imprensa, que ela muitas vezes na história foi ferida pelos seus membros. Portanto, faz-se necessário que nós católicos a defendamos, assim como os lobistas ferrenhamente defendem seus interesses e comecemos, o quanto antes, a enaltecer o trabalho sério de centenas de outros militantes de católicos benfeitores, que estão em campo trabalhando, seriamente respeitando a moral é a ética pregada por Cristo, para suprir as necessidades dos pobres, doentes e desvalidos; onde o cruel Estado cobrador de impostos esta ausente por incapacidade ou mesmo por incompetência. Por que rotulá-la pelos maus representantes, se temos exemplos como o de Zilda Arns, Madre Tereza e outros tantos anônimos dando o sangue em nome do bem estar e do amor ao próximo?
sexta-feira, 8 de março de 2013
PAPAS J P II E BENTO XVI CONTRA LEONARDO BOFF E TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO
Senhores teólogos e especialmente ao senhor Leonardo Boff, pai da Teologia da Libertação; há muitas décadas, desde a juventude, quando o mundo se debatia nas ondas da guerra fria, cujo pano de fundo era os interesses capitalistas e comunistas ambos capitaneados pelos EUA e aliados de um lado e pela URSS e dominados do outro e que a eminência de uma guerra nuclear assombrava nosso cotidiano; nos corredores da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, tive notícias da atuação do jovem Leonardo como teólogo e membro insubordinado à ordem clerical da Igreja Católica, quando teria sido excomungado devido à repercussão das suas idéias revolucionárias; assim como também pela sua atuação subversiva e inclusão do seu nome na lista negra das forças de segurança responsáveis pela manutenção da ordem política da época avessa aos ideais comunistas. Vê-se, portanto que o senhor/ele era um homem muito corajoso, pois já naquela época, há cerca de 50 anos, tinha dois inimigos de peso na sua linha de combate.
Aquilo para nós jovens espirituosos e naturalmente avessos à ordem vigente era uma festa. Todo dia havia notícias de novos arrestos; padres, bispos, intelectuais amigos próximos, presidentes de sindicatos, políticos, até militares insurretos. A emoção era total e até o sussurro da brisa era suspeito para os dois lados. A faculdade era o melhor lugar do mundo para estar, pois novidades sobravam; afinal aquele era um ambiente acadêmico formador de opinião, exatamente a mosca na mira dos subversivos comunistas com a missão de vender os ideais soviéticos marxistas como meio de salvação da escravidão capitalista, que tanto mal podia causar ao Brasil e ao mundo. Aliás, diga-se de passagem, a estratégia dos agentes comunistas é sempre a mesma; minar cabeças onde haja energia pensante: igreja, quartéis, sindicatos, universidades, órgãos públicos, pastorais, grupos de jovens. E aí era exatamente onde a cobra fumava!
Hoje os senhores subversivos comunistas que também retalharam violentamente em defesa da liberdade vermelha soviética adornada da foice e martelo, praticando assaltos a bancos, tiroteios em vias públicas, seqüestros de autoridades e terrorismo pousam de mártires, entretanto, o sistema ao qual defendiam e o senhores não podem negar, porque a história comprova; praticava o expansionismo territorial pela invasão armada na calada da noite, estuprando mulheres, adolescentes, assassinando, saqueando, queimando, destruindo com tanto sucesso que o Império Comunista Soviético chegou a se estender transportado nas esteiras de seus tanques e botas de seus soldados de norte a sul, de leste a oeste por grande parte da Ásia e do Leste Europeu e ai permaneceu fuzilando, desapropriando, amedrontando, aterrorizando, massacrando por 70 anos. Chegaram ao extremo de construir um muro divisório sobre Berlim, que serviria de emblema e símbolo da bestialidade humana para o resto dos tempos. Suas ruínas ainda estão lá para os senhores teólogos dizerem que foi Satã Capitalista e a Igreja Católica que ergueram. O senhor muito bem sabe o que foi feito dos padres e teólogos da Igreja Católica e Ortodoxa assim como com os monumentos sagrados: fogo, saques, vilipêndios contra ícones cristãos e pelotão de fuzilamento ou aniquilação perpétua nos Gulags Siberianos em trabalhos forçados a 40 graus abaixo de zero para os eventuais corajosos como o senhores e seus seguidores.
Cuba, a menina dos olhos dos teólogos latinos americanos, não ficou para trás. O comandante Fidel e seu comunismo eternamente capenga e parasita alinhou-se aos assassinos comunistas do leste em troca de proteção contra Satã Capitalista mais víveres e logística; assim como hoje se alinha ao regime Socialista Bolivariano tendo como moeda de troca petróleo e assessoria político comunista nas artes da alienação de massas. A dinastia dos Castro há 54 anos vive de mentiras e ilusionismo. Se lá fosse tão bom como dizem os teólogos da Teologia da Libertação não haveria dissidência, nem ninguém se lançando ao mar às bocas dos tubarões em precárias embarcações. Será que Cuba além de todas as qualidades enumeradas pelos teólogos ilusionistas ainda é também o paraíso dos burros? Só um mentecapto fugiria do paraíso! Lembro-me bem dos tempos da guerra fria quando o Sr. Fidel Castro se valia da proteção da União Soviética e lá treinava sua policia secreta nas artes do sadismo para amedrontar, controlar e desapropriar. Miami é a Meca dos banidos cubanos. Conheço dezenas deles e suas tristes histórias de sofrimento no exílio. Perguntem a Fidel o que foi feito dos camaradas que nele confiaram e desceram Sierra Maestra para salvar Cuba das garras de Satã!... Ele dirá que desceu sozinho apenas acompanhado de Raul, seu irmão, Che Guevara, o santo do pau oco e Clark Kant, o super-homem do planeta Kripton, porque os outros, quando assustaram estavam no xilindró ou no paredão.
Não é compreensível e qualquer inteligência mediana estaria perguntando por que a preferência fanática pela justiça política na América Latina, quando todos sabem que há milhões de pobres oprimidos na Rússia, na China, na Korea do Norte?! Por que o ódio às ditaduras latinas e o silêncio dissimulado em relação às ditaduras Cubana, Koreana, Chinesa, Iraniana? O senhor e demais teólogos simpatizantes da Teologia da Libertação responderão com evasivas, mas eu sei o porquê. Lá não há democracia que possibilite teólogos falarem demais.
Dizem que em política o tempo é capaz de consertar tudo. A explicação é que a memória dos mais velhos é fraca e os jovens não se interessam pelo passado. Hugo Chávez na tribuna da COP 15 em Copenhagen, Dinamarca, bem simbolizou o fenômeno dizendo que os velhos têm o sol nas costas, enquanto os jovens o têm à frente. Esse é exatamente o grande perigo, porque os maiores trapalhões da historia sempre tiveram olhos por todos os lados e com meia dúzia de contos fantasiosos implantam velhas idéias, que deram errado, revestidas com novos adornos. Hoje ninguém mais usa o substantivo “comunismo”. Este foi banido porque é agressivo. Agora o promoveram a “socialismo bolivariano”. Hoje Democracia não significa mais Estado de Direito. Passou a atender pelo nome de “democracia socialista”, onde todos são iguais perante o estado, desde que não pensem e discordem do dever de concordar e ficar calado. Há cinqüenta anos atrás ninguém se preocupava com a natureza e os desequilíbrios causados por satã capitalista americano. Satã era apenas barreira para a expansão territorial e ideológica comunista. Hoje Satã capitalista e a democracia são perigosos, porque permitem que os ricos sujem a natureza e coloquem em perigo a vida no planeta. Enquanto isso o estado berço do novo socialismo do século XXI, a Venezuela se empanturra de petrodólares americanos satânicos, e ainda alimenta Cuba, o paraíso ‘demoniocrata’ Diante dessa contradição Chaves deveria ter feito seu discurso no circo para os palhaços que o aplaudiram e que pelo menos pagassem a entrada, a boa comida e a passagem.
Os senhores teólogos da Teologia da Libertação burros sei que não são, nem mal informados. Aliás, bem mais informados do que os incautos jovens que os aplaudem do alto da sua santa ignorância. Digo santa porque ignorância não é pecado, mas enganação sim. Se há pecadores na historia, esses sei quem são! Os senhores conhecem bem mais que eles como funcionam as relações comerciais internacionais no mundo moderno. Sabe-se que os interesses das nações ricas sobrepujam os das mais pobres e que isso não esta certo. Sabe-se que as nações ricas poluem mais que as pobres e que isso também é inaceitável e cabe reparação. Entretanto, quando dizemos que algo não esta certo, temos que ter parâmetros para identificar o errado. Se esses procedimentos estão errados, qual seria a solução apresentada pelos senhores teólogos e críticos tais como o ex-presidente Chavez? Uso de novas energias limpas e renováveis; uso de combustíveis alternativos; racionalização do uso da água; proibição total à exploração de reservas ambientais e sua biodiversidade; introdução de novas tecnologias no manejo agro pecuário industrial; introdução de novos procedimentos auto-sustentáveis na indústria? Pois sim! Todas essas novas tecnologias e os custos de sua implantação e viabilização, certamente serão desenvolvidos nos laboratórios das universidades dos países ricos, aos quais os senhores classificam como satã, porque a depender da iniciativa dos governos dos incompetentes latinos tudo ficará como está. Os senhores logicamente supõem que um anjo deveria descer do céu abrir-lhes a consciência e logo em seguida que todas as patentes fossem quebradas a custo zero?! Isso jamais vai acontecer!
O grande problema da pobre América Latina desde seu descobrimento foi a exploração extrativista, a escravidão e a ignorância endêmica. Hoje ainda há forte influência desses fatores e muito sofrimento! Ninguém pode negar! Mas entendo que o grande vilão contemporâneo na América Latina atende por vários nomes: “corrupção”, “desonestidade”, “picaretagem”, “roubalheira”, “pilantragem”, “lobismo”, “corporativismo”, populismo, assistencialismo, “politicagem”, “burrice”, “incompetência”, ou seja, lá qual adjetivo possa melhor se encaixar. O povo latino americano pobre pisa em sol rico, como observou Eduardo Galeano, em seu livro Veias abertas da América Latina, mas acima de tudo dorme com o inimigo da mesma língua, da mesma raça e cor. Satã americano capitalista aqui e agora esta absolvido!
Nossa América Latina transformou-se em todos os pontos cardeais no palco iluminado da perda de tempo. Nada funciona a contento! Criaram o Mercosul em nome do orgulho nacionalista latino para enfrentar Satã capitalista. No entanto o que malvado Satã capitalista deve estar fazendo agora é rindo da nossa incompetência. Na Argentina a presidente não sabe onde esta seu nariz. Esta em pé de guerra com todos que produzem e geram riquezas em nome do populismo insustentável e da reacionária Teologia da Libertação. Na Bolívia, Evo Morales desceu a montanha para salvar os pobres e os pobres é que o estão salvando. O Equador, um país minúsculo e pobre, Rafael Correa só sabe fazer discursos comunistas, prometer o impossível e viver do petróleo que vai se acabar. A Venezuela transformou-se no paraíso das turbas felizes com a felicidade que ainda vem, até quando os americanos conseguirem a auto-suficiência do petróleo, o que não demorará a acontecer. Salvam-se o Chile que pela própria natureza sempre esteve de costas para a América Latina; o Peru que acordou a tempo e fugiu do espeto bolivariano e a Colômbia, que não se alinhou à liderança do comandante coronel venezuelano. Na América Central se salva o Panamá, que optou por se transformar no paraíso que Cuba rejeitou e esta ficando rico. No México o maior e mais rico, voltou ao poder um partido retrogrado com roupagem nova, no corpo de um político jovem que não conseguirá acabar, nem com a pobreza, nem com a corrupção e muito menos com a violência social. Sobrou o Brasil auto-intitulado país do futuro que nunca chega. O PT dupla face, comunista e capitalista, até hoje só fez politicagem, assistencialismo, populismo, discursos de efeito, dormiu no ponto na hora de punir os corruptos cortando na carne para servir de exemplo; impõe a maior carga tributária da história a fim de demagogicamente transferir recursos para os pobres, enquanto, por outro lado, inviabiliza investimentos e a expansão da produção assim promovendo inflação; vem transferindo parte da nossa indústria para a China e ainda por cima as constantes ingerências governamentais criam clima de incerteza para os investidores e empreendedores.
Finalmente lhes dirijo a pergunta crucial e paulada de misericórdia na consciência teológica demagoga e tagarela: o que se produz de útil e inovador em termos de conhecimento científico no Continente Sulista? Nada! Não há tempo, não há paz, não há recursos financeiros suficientes, não há logística, não há vontade política, não há incentivo aos investidores e empreendedores, não há segurança jurídica, não há metas, não há planejamento, não há coesão em torno de qualquer idéia inovadora, não há compromisso profissional, não há leis severas e claras, não há punição exemplar, não há poder judiciário forte e independente. Pior de tudo: não há know how científico de ponta.
Caros teólogos da Teologia da Libertação caiam na real e parem de enganar o povo já tão iludido há tantos séculos por tantos pilantras e tanta conversa fiada. Elejam outros alvos para atirar. Esqueçam o Papa e a Igreja Católica. Dirijam suas baterias palavrórias aos verdadeiros inimigos do povo, àqueles que recebem nossos votos e impostos e se agrupam em torno de interesses menores e pessoais. Esses sim são nossos verdadeiros satãs e moram ali logo na esquina. Não há necessidade de discursos fantasiosos de teólogos que sonham com um mundo social comunista, onde tudo gira em torno do Estado com um bando de comandantes fardados e camisa vermelha nos dando ordens e ditando regimentos. Assim o mundo pararia, voltaríamos à idade média, à barbárie, ao feudalismo, aos papas latifundiários, aos sultanatos, aos impérios expansionistas; haveria nova revolução industrial e ideológica e o capitalismo ressuscitaria ainda mais forte, com mais democracia, porque essa ordem esta em consonância com a natureza humana contestatória e livre por natureza. O Estado deve atuar apenas como mediador das relações e difusor de educação de alta qualidade. O homem não existe para servir ao Estado, entretanto o Estado deve atuar para protegê-lo em democracia plena. A isso classifico como sinergia eficiente e auto-sustentável capaz de acabar com a injustiça social que a todos aflige.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
RESPOSTA A LEONARDO BOFF, O FALSO PROFETA
Leonardo Boff, desrespeitosamente critica a Igreja Católica e a compara a uma "Casta Meretriz", em vista do afastamento do Papa Bento XVI. Diante de tamanho desrespeito pergunto: o caro leitor já viu algum filho de puta desconsiderar sua mãe pela baixa condição social? Diante da vossa indignação, que também faço minha, achei por bem respondê-lo através das reflexões abaixo. Afinal estamos numa democracia e o direito de resposta é legítimo!
Atrás
dessa barba e desse bigode há um teólogo comunista. O senhor critica as
ditaduras da América do Sul, mas não toca na ditadura cubana, que sempre visita
e nem nos massacres cometidos pelos sociais comunistas soviéticos que também
tinham esse mesmo discurso de igualitarismo. Eles, pelo menos, eram menos
falsos, pois não usavam o nome de Deus.
A Igreja que o senhor critica e da qual fez parte desfrutou e desfruta é uma instituição humana, falha, assim como todos nós. Esta é apenas a parte física da legião de Cristo. Sua face mais importante é conduta ética, baseada no amor, na caridade e na inclusão espiritual e material. O senhor como filósofo sabe muito bem que o único caminho de inclusão é através da educação de qualidade capaz de equipar o homem de capacidade para pensar e escolher livremente seu destino existencial. Entretanto os teólogos da teologia da libertação fingem não saber disso e tomam o discurso de Cristo como meio de contestação e protesto ainda que pela violência, assim pervertendo a ordem clerical e atentando contra a paz social.
A Igreja que o senhor critica e da qual fez parte desfrutou e desfruta é uma instituição humana, falha, assim como todos nós. Esta é apenas a parte física da legião de Cristo. Sua face mais importante é conduta ética, baseada no amor, na caridade e na inclusão espiritual e material. O senhor como filósofo sabe muito bem que o único caminho de inclusão é através da educação de qualidade capaz de equipar o homem de capacidade para pensar e escolher livremente seu destino existencial. Entretanto os teólogos da teologia da libertação fingem não saber disso e tomam o discurso de Cristo como meio de contestação e protesto ainda que pela violência, assim pervertendo a ordem clerical e atentando contra a paz social.
Desde que o homem existe na face
da terra há dominadores e dominados. Essa é uma característica animal. Somos
predadores por natureza. O senhor como autoridade antropológica sabe que os dois
únicos caminhos possíveis de aplacar essa índole perversa, mas natural, é o
refreamento ético cristão e a democracia que possibilite meios legais de
acusação e plena defesa. Qualquer fórmula estranha a isso não deu e não dará
certo. A história tem provas documentais dessa verdade. Todos que escolheram o
caminho da violência ditatorial, seja para o bem ou para o mal, caíram em desgraça. O império
soviético depois de setenta anos de massacre em nome da igualdade caiu, os
ditadores cubanos cairão porque Cuba esta se auto-destruindo em nome de uma
falsa igualdade aonde mandam duas pessoas e onze milhões obedecem; os ditadores
da América latina caíram um por um e hoje são execrados, apesar de
comprovadamente nenhum deles ter acumulado fortunas. Isso se considerarmos
apenas a história contemporânea.
Caso as suas utopias um dia se concretizem e a Igreja Católica venha a ser comandada por um colegiado de homens e mulheres piedosos como o senhor gostaria, ainda assim haverá roubo, peculato, corrupção, extravio, nepotismo, empreguismo, denuncismo, paternidade indesejada, pedofilia e toda ordem de desvios comportamentais que acontecem em qualquer outro lugar habitado por seres humanos. Apenas a democracia armada dos holofotes da imprensa livre é capaz de frear ratos desvairados e famintos e mesmo assim ainda há necessidade de provas cabais. Os teólogos adeptos da Teologia da Libertação, que são contra o celibato, já imaginaram quantos filhos e filhas a Igreja terá que criar, alimentar e educar? Como ficará o direito sucessório nesses casos? Os senhores teólogos estariam dispostos a participar desse esforço financeiro hercúleo ou optariam por ocupar o lado dos agraciados? Já imaginaram um batalhão de filhos de padres e bispos acionando a Igreja e reivindicando um pedaço da Capela Cistina?!...
O Senhor sempre sonhou em construir um mundo nivelado por baixo, onde todos sejam pobres ovelhas prontas para tosquia e para oferecer sua carne sem pensar nem protestar. Acima delas um pastor como Fidel Castro, fardado, cara feia, hermético, carismático, teatral, cercado de seguranças brutamontes, fazendo discursos moralistas de cinco horas, dando socos no ar. O senhor, claro, como teólogo e pensador comunista terá sempre seu trono, lugar de destaque, receberá afagos, não comerá a ração comum a todos. Estou apenas repetindo o que a história já registrou. Assim viviam os mandarins comunistas soviéticos e a famosa “Nomenklatura”, todos protegidos por sua polícia secreta, a temida e eficiente KGB; quem se rebelasse era dissidente e tinha lugar garantido nos Gulags Siberianos e nos campos de trabalhos forçados.
Nunca vi nenhum teólogo seguidor da teologia da libertação abordar nem reconhecer essas verdades que caíram com o Muro de Berlim, o qual dividiu a Alemanha onde o senhor estudou e que o povo de Deus não pode nem sonhar em conhecer. Gostaria saber quem pagou seus estudos lá? Teria sido a Casta Meretriz? Que filho mal criado!
Esqueça essa história de comunismo Leonardo Boff. Vá lá à Coréia ou ao Japão ver como se faz igualdade. Estados Unidos, nem falo porque os teólogos comunistas preferem o capeta aos americanos, mas aposto que estão equipados com iphone ultimo modelo, ipad e toda a parafernália capitalista que todo o povo de Deus sonha em ter e que o senhor certamente já tem. Conselho: tente uma vaga no Ministério da Educação para por em prática as teorias de igualdade e construa um sistema educacional de base de alta qualidade para todos, que daqui a vinte anos estaremos quase em estado de igualdade como prega a Teologia da Libertação. Além disso, seja defensor de um sistema tributário e fiscal mais inteligente, justo e equânime, a fim de viabilizar maior crescimento da produtividade e, por conseguinte da competitividade do Brasil no certame mercadológico mundial. Um quadro positivo dessa natureza propiciará a criação de milhares de postos de trabalho. Não se esqueça que os pobres tão aclamados na Teologia de Libertação são espoliados pelo PT, que dá bolsas disso e daquilo, mas aplica impostos em cascata para todos sem medir conseqüências e ainda por cima oferece um dos piores serviços públicos do mundo.
Caso as suas utopias um dia se concretizem e a Igreja Católica venha a ser comandada por um colegiado de homens e mulheres piedosos como o senhor gostaria, ainda assim haverá roubo, peculato, corrupção, extravio, nepotismo, empreguismo, denuncismo, paternidade indesejada, pedofilia e toda ordem de desvios comportamentais que acontecem em qualquer outro lugar habitado por seres humanos. Apenas a democracia armada dos holofotes da imprensa livre é capaz de frear ratos desvairados e famintos e mesmo assim ainda há necessidade de provas cabais. Os teólogos adeptos da Teologia da Libertação, que são contra o celibato, já imaginaram quantos filhos e filhas a Igreja terá que criar, alimentar e educar? Como ficará o direito sucessório nesses casos? Os senhores teólogos estariam dispostos a participar desse esforço financeiro hercúleo ou optariam por ocupar o lado dos agraciados? Já imaginaram um batalhão de filhos de padres e bispos acionando a Igreja e reivindicando um pedaço da Capela Cistina?!...
O Senhor sempre sonhou em construir um mundo nivelado por baixo, onde todos sejam pobres ovelhas prontas para tosquia e para oferecer sua carne sem pensar nem protestar. Acima delas um pastor como Fidel Castro, fardado, cara feia, hermético, carismático, teatral, cercado de seguranças brutamontes, fazendo discursos moralistas de cinco horas, dando socos no ar. O senhor, claro, como teólogo e pensador comunista terá sempre seu trono, lugar de destaque, receberá afagos, não comerá a ração comum a todos. Estou apenas repetindo o que a história já registrou. Assim viviam os mandarins comunistas soviéticos e a famosa “Nomenklatura”, todos protegidos por sua polícia secreta, a temida e eficiente KGB; quem se rebelasse era dissidente e tinha lugar garantido nos Gulags Siberianos e nos campos de trabalhos forçados.
Nunca vi nenhum teólogo seguidor da teologia da libertação abordar nem reconhecer essas verdades que caíram com o Muro de Berlim, o qual dividiu a Alemanha onde o senhor estudou e que o povo de Deus não pode nem sonhar em conhecer. Gostaria saber quem pagou seus estudos lá? Teria sido a Casta Meretriz? Que filho mal criado!
Esqueça essa história de comunismo Leonardo Boff. Vá lá à Coréia ou ao Japão ver como se faz igualdade. Estados Unidos, nem falo porque os teólogos comunistas preferem o capeta aos americanos, mas aposto que estão equipados com iphone ultimo modelo, ipad e toda a parafernália capitalista que todo o povo de Deus sonha em ter e que o senhor certamente já tem. Conselho: tente uma vaga no Ministério da Educação para por em prática as teorias de igualdade e construa um sistema educacional de base de alta qualidade para todos, que daqui a vinte anos estaremos quase em estado de igualdade como prega a Teologia da Libertação. Além disso, seja defensor de um sistema tributário e fiscal mais inteligente, justo e equânime, a fim de viabilizar maior crescimento da produtividade e, por conseguinte da competitividade do Brasil no certame mercadológico mundial. Um quadro positivo dessa natureza propiciará a criação de milhares de postos de trabalho. Não se esqueça que os pobres tão aclamados na Teologia de Libertação são espoliados pelo PT, que dá bolsas disso e daquilo, mas aplica impostos em cascata para todos sem medir conseqüências e ainda por cima oferece um dos piores serviços públicos do mundo.
Caro Leonardo Boff, em sua
teoria libertária observa-se inumeráveis citações bíblicas que sublinham a
atuação e ação de Cristo como defensor dos mais fracos, no entanto há trechos
que passam clara visão de um Cristo fascista, quando lembra que fracos unidos
transformam-se em fortes. O
senhor imagina que os fracos se uniriam contra os fortes desunidos? Será que
fracos unidos conseguiriam ser ainda mais fortes que a união dos fortes? A indução
de um embate entre os homens é o absurdo central da sua teoria utópica e
contraditória! Cristo jamais pregou isso! A contradição habita todas as páginas
dos seus mais de noventa livros, todos tratando do mesmo assunto com palavras diferentes
e conclusões iguais. – Os ricos são os vilões da história da humanidade e o
comunismo é a salvação, pois ele pode tirar dos ricos e dar aos pobres. O novo
velho Robin Hood justiceiro! Isso é a maior mentira da história da humanidade!
O que o comunismo consegue fazer é confiscar a riqueza dos ricos e
disponibiliza-la para alguns privilegiados e a partir daí cria-se uma legião de
pobres acomodados e revoltados, como aconteceu na União Soviética e no seu
quintal; como também acontece em Cuba há cinquenta e quatro anos.
A outra face da sua moeda também
é pura contradição. A Teologia da Libertação é discriminatória e separa pobres
merecedores da salvação e pobres condenados ao fogo do inferno comunista.
Aqueles capazes de enxergar um palmo à frente do nariz devem ser perseguidos e
silenciados. Onde estava o senhor e seus seguidores defensores da libertação,
quando chegou ao Brasil a dissidente Yoani Sanches hasteando a bandeira da
justiça e clamando por socorro? Não diga que estava lá no meio dos idiotas a
serviço do Comunismo Cubano, gritando palavras de ordem a fim de dissimular as
mentiras de Fidel e seu bando? Com certeza dirão os teólogos: “ela estava a
serviço dos Yankees” Afinal todos na sua visão utópica são Yankees. A Igreja
não presta; o sistema capitalista não presta; os ditadores da direita não
prestam; os investidores não prestam; a imprensa não presta; quem não quer
socialismo comunista não presta. Conclui-se que a salvação do mundo esta mesmo
a cargo dos teólogos libertários, dos pobres unidos calados e do comunismo
cubano. A Igreja Católica, a qual o senhor desrespeitosamente se refere como
“Casta Meretriz” é certamente uma das únicas instituições do mundo que forma as
legiões de padres, bispos e cardeais a custo zero. O senhor e seus colegas
traidores por anos a fio se valeram da proteção e sustento das vigorosas tetas
da Santa Madre Meretriz e só depois que já haviam se refastelado, lembraram-se
de criticá-la! Algum dia pensaram de onde saíram os recursos para seu sustento
e da sua alta formação humanística? Isso é sujar no prato que comeram e atende
pelo nome de “traição”.
“A irradiação da Teologia da Libertação alcançou o aparelho central da
Igreja Católica, o Vaticano. Influenciadas pelos setores mais conservadores da própria
Igreja latina americana e das elites políticas conservadoras, as instâncias
doutrinárias sob o então Cardeal Joseph Ratzinger reagiram, em 1984 e 1986, com
críticas contra a Teologia da Libertação. Mas se bem repararmos, não se fazem
condenações cerradas. Tais autoridades chamam a atenção para dois perigos que
acossam este tipo de teologia: a redução da fé à política e o uso
não-crítico de categorias marxistas.”
O parágrafo acima, em negrito, é
uma assertiva comprobatória retirada de uma das suas próprias conclusões onde o
senhor claramente protesta contra a reação reprovatória do Papa Bento XVI e
outras lideres católicos fieis à liderança papal. A teologia da libertação
lunática de Leonardo Boff na visão do papa é um claro incentivo à prática
retaliatória e torna-se contraditória e desrespeitosa ao usar da palavra e da
figura de Cristo como incentivo à luta de classes. No segundo passo, diante da
desordem instalada, impõe-se o comunismo ditatorial e assassino para salvar a
pátria; premissa como essa jamais poderia e poderá obter apoio da Igreja de
Cristo, cuja santíssima doutrina jamais pregou o choque armado, nem desarmado,
nem a dominação entre os homens; pelo contrário, Cristo era um parlamentar por
excelência e se impunha pela força da argumentação, da moral, do respeito à
liberdade de expressão e de escolha e muito impressionava seus oponentes apenas
pela doçura do olhar, pela humildade, pelo amor incomensurável e desinteressado.
As escrituras sagradas são claras em afirmar que essa existência terrena e
carnal é apenas uma passagem e aqueles que ferirem com ferro com ferro serão feridos
num acerto final e etéreo, portanto entende-se que nessa dimensão os filhos de
Deus são livres para escolher de que lado jogar. Deus não delegou autoridade a
ninguém para castigar ou premiar quem quer que seja; os homens devem se dirigir
pelos apelos da sua própria consciência com inspiração no Espírito Santo e
apenas a Deus cabe a decisão final. Teólogos libertários fora!
Constatei o quanto o senhor é
pretensioso e vaidoso ao se comparar ao genial Galileu, como também vítima da
inquisição e que a história lhe reservará futuramente especial registro ao lado
dos gigantes da humanidade. Desculpe-me, mas o senhor esta mais para Bakunin. Concordo
em gênero, número e grau com os Papas João Paulo II e Bento XVI, por não terem
dado repercussão à Teoria da Libertação. O primeiro, um polonês que sofreu na
carne a brutalidade dos sociais comunistas, com os quais seu pensamento se
afina e o segundo, um germânico, claramente eleito com a finalidade de dar um
tapa de luvas na Alemanha e no mundo e aplacar a imagem sombria herdada do
fascismo seletivo. Por aí o senhor vê que a Igreja moderna vem tentando se
remir dos seus pecados do passado a começar por silenciar os falastrões e
satanases, que podem atentar contra a paz e a liberdade. A nova orientação da
Igreja sintonizada com o mundo moderno deve entender que aqueles que plantam
ódio pelo pensamento e pela palavra constituem perigo para a humanidade.
Estamos torcendo para que o novo papa esteja bem sintonizado com esse
necessário cuidado.
Sabemos que a Igreja jamais se
acabará como o senhor preconiza. Ela que começou no alto da Cruz, chegou à
coroa da Roma que a perseguiu, foi usada como capa protetora pelos bandidos e
gigolôs da humanidade cobertos da mesma batina que o senhor usou; agora apenas
continua procurando seu lugar no coração dos homens de bem e no seguimento dos
ensinamentos do Cristo pacificador. Assim será até o fim dos tempos, porque esta
revestida do espírito de Deus invocado todos os dias pelo seu povo cheio de
defeitos, mas de muito boa vontade.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
SABER É PODER
A
beleza da língua portuguesa é explicitada a cada momento, mas infelizmente não
temos o hábito de observar a riqueza embutida no sentido de cada palavra, ainda
que se componha de sons, sílabas e letras iguais. A palavra “Poder” é um rico exemplo e
funciona como espécie de ferramenta de múltiplas utilidades, porque engloba
duas vertentes que nos levam a caminhos diferentes no complexo esforço da
comunicação humana. Partindo dessa
premissa observamos que é costume entendermos ‘poder’ como algo que não é para
qualquer um. Assim funciona como um privilégio dos sortudos. Apenas reis,
rainhas, governantes, políticos, líderes ou administradores têm ‘poder’ de
decidir sobre os destinos dos outros. Se procurarmos um sentido gramatical nessa
situação veremos que ‘poder’ aqui tem forma de substantivo abstrato. É algo que
não se pode ver, nem tocar; mas existe, porque se pode sentir sua influência,
que, por vezes, até dói.
Em sua segunda vertente vemos que ‘poder’
incorpora também um sentido de ação. Partindo do principio básico de que a vida
é um exercício dinâmico de fatos e ações interligadas, facilmente percebe-se
que nesse caso seu sentido se amplia grandemente, deixando de ser apenas um
privilégio dos sortudos, para ganhar outros campos mais amplos; englobando o
poder de realizar coisas, construir, ajudar, amar, projetar, planejar,
desenvolver ou simplesmente ‘poder pensar’ ou ‘poder para pensar’.
‘Poder para pensar’ é a ação mais
importante do universo e nada num raio de bilhões de anos luz distante daqui,
em todas as direções, tem essa capacidade.
Só o homem/mulher, esses seres insignificantes, que soltam gases, fazem
coco, sentem frio, têm medo, precisam tomar água e encher a barriga de comida;
têm essa capacidade. Portanto, o bom exercício desse ‘poder’ nos diferencia de
tudo o mais e nos sobrepõe ao degrau mais alto da criação universal. Se por
qualquer motivo nos for subtraído o ‘poder de pensar’, seremos tão inúteis
quanto um grão de poeira. Entretanto a capacidade de pensar é apenas potencial
e ganha maior ou menor amplitude de acordo com o meio em que nascemos, vivemos
e desenvolvemos. A criança que goza de funções mentais normais, num meio
atrasado, terá muito menos respostas favoráveis ao seu desenvolvimento do que
aquela que cresce num ambiente altamente desenvolvido, ou melhor: os seres
humanos pensam de acordo com o nível dos desafios que lhes são
apresentados.
Daí conclui-se que o pensamento é
semente que precisa ser plantada em terreno fértil. Para
que a capacidade de pensar ganhe peso cada vez maior é preciso que o meio
ambiente nos apresente fatos e desafios que nos induzam a questioná-los assim
nascendo um tipo de pensamento ao qual poderíamos classificar como ‘raciocínio’.
Esta é uma forma de pensar com lógica, que possibilite alguma conclusão útil. O
ser humano capaz de enxergar o meio ambiente em que vive com olhar crítico pode
tirar melhor proveito para aperfeiçoamento material ou espiritual, ganha ainda
mais destaque no cenário universal e é pedra fundamental para a construção do
desenvolvimento da sociedade da qual faz parte.
Todavia o problema se complica à
medida que falamos de sociedade. Viver em sociedade é ato e fato político.
Portanto o cidadão pensante só atingirá sua plena capacidade analítica e
conclusiva se tiver a sua disposição três importantes fatores, que associados
se transformarão naquela árvore plantada em nossa bandeira, a qual chamamos de “Progresso”.
São eles: liberdade, informação e educação.
Sem liberdade não há fluxo de informação e sem educação a capacidade de
pensar e questionar não funciona, portanto o desenvolvimento social estará
mortalmente comprometido e a nação ficará à deriva, ao sabor de toda sorte de
ditadores, espertalhões e corruptos para dominá-la e satisfazer interesses particulares
e corporativistas.
As nações que compreenderam isso
mais cedo, rapidamente desenvolveram sólidas democracias e criaram um sistema
educacional eficiente. Hoje são desenvolvidas e ricas. Vê-se por aí que riqueza
não é milagre nem bondade de governo nenhum, mas fruto de um processo onde se
planta certo e se colhe bem. À medida que essas sociedades ricas foram se
organizando, paulatinamente investiram em um ambiente propício à pesquisa
científica, assim dando origem ao ‘poder de pensar cientificamente’. Só o
pensamento científico leva ao aumento da produtividade com redução de custos e
aumento de ganhos. Criou-se um círculo virtuoso de mais conhecimento, mais desenvolvimento
e mais riqueza fluindo numa dinâmica de mercado.
Enquanto isso aqui no Brasil, o país
que se considera futurista e pleiteia respeito mundial, nossos governantes
alardeiam o combate à pobreza com a criação de milhares de postos de trabalho através
da introdução de programas de aceleração do desenvolvimento e implantação de um
sistema de doação de recursos para os muito pobres, a fim de tirá-los da
miséria absoluta. Até aí tudo bem e não
estamos aqui para dizer que não há mérito na ação. Mérito há e não se pode
negar. Mais dinheiro nas mãos de mais pessoas possibilita maior consumo, maior
circulação de bens, mais geração de empregos e acima de tudo mais dignidade.
Entretanto, apenas acertam parcialmente o alvo, porque não estão igualmente investindo
no ‘poder de pensar’. O bom fazendeiro também investe no bem estar do seu gado,
com a introdução do manejo tecnologicamente avançado, entretanto não há no
rebanho quem pense. Ele decide quem vai morrer quem vai viver quem vai
procriar. O gado homem, por sua vez, pode estar de barriga cheia, mas se não
tiver capacidade de questionar, será muito inferior ao pior indivíduo de um
rebanho de corte. Além do que as demais infra-estruturas do país estão caindo
aos pedaços.
À medida que essa política se
ampliar e mais pessoas forem recebendo esmolas oficiais, sem investimento
maciço no ‘poder de pensar’ estará sendo criada uma legião de dependentes
viciados em receber sem suar, encabrestados a um sistema central onde ninguém
discute as ações governamentais, pois de um lado todos são pobres coitados e de
outro todos são santos. No meio um mórbido sentimento de gratidão,
conformidade, imobilidade e impotência por parte de uma sociedade atarantada e
um academicismo falido que só tem como ultima alternativa de negociação a greve
e o esmagamento de novos pensadores. Essa situação seria culpa também do imperialismo
americano, que investe pesado em pesquisa e educação muitos milhares de vezes
mais do que o Brasil e seus vizinhos investem em programas assistencialistas e
populistas?
Este, apesar de não parecer e dos
nossos governantes estarem tirando grande proveito político, é o caminho para o
enterro da democracia e fim de um legítimo sistema onde o ‘poder’ realmente
emane “do povo, para o povo e pelo povo”. Considere-se ainda outros sérios
agravantes: à medida que o governo da esmolas vem aumentando gradativamente os
impostos e os pobres não compram mercadorias isentas de tributos, num claro
exercício de dá e toma. Por outro lado, o mesmo governo bonzinho não cria um
clima favorável ao investimento, onde não há incentivo à ampliação da produção
para atendimento ao aumento da demanda, ou seja: mais pessoas com dinheiro,
haverá mais consumo; não havendo satisfação ao aumento do consumo, haverá alta
de preços e aumento da inflação que coroe o valor do auxílio recebido pelo
pobre. Para combatê-la, uma das ferramentas mais lembradas é a redução de
prazos e o aumento dos juros, o que dificulta ainda mais a vida de todos; salvem-se
os bancos. O círculo virtuoso rapidamente se transforma em vicioso, mas, para
nossos governantes não importa, porque os votos estão garantidos.
Como se ainda não bastasse, meu
poder de pensar e concluir mostra nuvens ainda mais negras no horizonte
democrático por conta da clara intenção de alinhamento político do Brasil com
regimes sociais comunistas da América Latina. É inconcebível pessoas que
sofreram na pele as dores da opressão ditatorial e chegaram a empunhar armas em
defesa da liberdade, agora no poder, estarem flertando com políticas comunistas
adotadas em Cuba, na Venezuela e na cortina de ferro Soviética. A história não
existe para enfeitar bibliotecas e se perder na poeira do tempo, mas deve
servir como aprendizado e alerta para o futuro. Equívocos cometidos mais de uma
vez denotam burrice imperdoável! Está mais do que historicamente comprovado que
os comunistas roubam do homem sua mais sublime dádiva que o diferencia de tudo
no universo: seu poder de pensar e direito de ser livre através do conhecimento
do que se passa a sua volta. E ainda embotam sua criatividade!...
Esses dois países não podem servir
de exemplo para o Brasil. Ambos são governados por ditadores e já tiveram tempo
de sobra para provar que regimes totalitários onde um grupelho pensa por todos
não funciona. Cuba não esta estagnada por culpa do embargo americano, mas pela
burrice, cabeça dura e comodismo dos ditadores que lá se instalaram há 54 anos
em nome da liberdade. A Venezuela, o paraíso dos segredos, fechou o ano de 2012
com uma das maiores inflações do planeta e pobreza generalizada sobre um lençol
de petróleo que dá para abastecer o mundo sozinho por 50 anos. O povo, que não tem informação, nem liberdade
e por isso não pode julgar esta feliz com a esmolaria governamental. A Rússia transformou-se
numa potência militar, porque precisava impor os ideais comunistas. Hoje é um
grande paraíso dos corruptos, esta muito longe de ser um gigante econômico e
todos os países do leste europeu onde reinou o seu comando comunista são mais
atrasados em relação aos irmãos do ocidente.
No entanto, o que mais incomoda o
setor pensante no Brasil, são as trocas de amabilidades e freqüentes visitas a
ditadores declarados e juramentados, enquanto internamente instala-se a “Comissão
da Verdade” para apurar opressão semelhante à cometida pelos camaradas
comunistas, que eles apertam as mãos e dão tapinhas nas costas. Meus pêsames a esses
democratas meia pataca, que pegaram em armas em nome da liberdade e da
democracia, mas foram incapazes de receber civilizadamente a inofensiva
dissidente cubana Yoany Sanchéz, com toda a sua simplicidade, mal vestida segundo
os padrões consumistas brasileiros, armada apenas com a serenidade dos
argumentos verdadeiros e da convicção de que os genuínos paladinos da liberdade
sempre triunfam. Assim como triunfou Cristo, que morreu crucificado, mas o
cristianismo venceu. Tiradentes, o libertador, que morreu enforcado e teve seu
corpo esquartejado, mas o Brasil se livrou da tirania de Portugal. Assim como a
Resistência Francesa venceu o peso da Suástica Nazista sob o manto do silêncio
e da solidariedade. Assim como venceram os limites do Muro de Berlim e a tirania
soviético-comunista as nações nele circunscritas. Assim como venceram os
abolicionistas os ferros da escravidão negra na América. Assim como venceu o
ideal de Martin Luther King de ver um negro na presidência dos Estados Unidos,
caminhando para ser um dos maiores nomes da história daquele país. Assim como
estão vencendo as minorias sociais nos Estados Unidos pelo peso do voto
democrático a esmagar o radicalismo do Tea Party Republicano.
O Brasil e os brasileiros pensantes
concordam com as palavras da dissidente cubana Yoany Sanchez, quando ela diz
que “os governantes passam, mas as nações e ideais de liberdade ficam”, porque
o homem nasceu e existe para ser livre na essência da palavra. O Brasil e os
brasileiros concordam com seus governantes, quando eles se mobilizam para
melhorar a situação dos pobres, mas não concordam de maneira nenhuma, quando sufocam
as empresas nacionais com excessiva regulamentação e pesada tributação
inviabilizando negócios e suprimindo empregos. Não concordam, quando se calam
diante do arbítrio de ditadores de qualquer orientação político-filosófica. Não
concordam veementemente, quando tentam encobrir erros de partidários em desafio
direto a legítimas condenações colegiadas de última instância. Assustam-se e
repudiam quaisquer tentativas de amordaçamento da atuação da imprensa no
sentido de tentar conter o fluxo de informações e, por conseguinte os
horizontes da plena democracia. Se a
imprensa transgredir os limites do respeito e da ética, o ambiente democrático
é via de mão dupla e possibilita ação judicial reparatória. Portanto revogam-se
atos contrários e ações sub-reptícias a fim de enganar inocentes e simplórios,
para depois metê-los a ferros como costumam fazer os bons ditadores comunistas em
seus paredões de fuzilamento e prisões secretas.
A HISTÓRIA SÓ ENSINA A QUEM QUER APRENDER
Não deixem de visitar o site de Yoany
Sanchez (geração y), a dissidente cubana; cetamente uma das mais importantes
personalidades da Ilha Comunista, pela sua coragem em denunciar os
abusos do regime ditatorial dos Castro, há mais de cinquenta anos no
poder. Leiam atentamente as histórias de opressão sofridas por ela e seu
povo, mas ardilosamente dissimuladas pelos censores do sistema. De
conhecimento dessas arbitrariedades nos
vem a dúvida: O que nosso Lula vive fazendo em Cuba? Vejam ainda que
Fidel Castro, antes de tomar a Ilha como sua propriedade, também manteve
contatos secretos com agentes da SS Facista e emissários do remige
comunista soviético, ambos protagonistas do holocausto contra os judeus e
contra os povos dominados na Cortina de Ferro delineada e representada
pelo lendário Muro de Berlim. Será que estarão querendo repetir na
America Latina e no Brasil o que a história da humanidade repudia e
classifica como crimes contra a Humanidade e a Democracia? Devemos ter
cuidado com lobos vestidos de cordeiro, pois preparam a mordida diante
da distração dos incautos. Aqui eles se dizem paladinos da liberdade e
clamam por justiça contra os ditadores do regime militar, mas vivem lá
em Cuba cheirando ditadores mais sanguinolentos que os nossos. Dúvidam?
Então leiam "Arquipélago Gulag" do dissidente soviético Alexander
Soljenítsin e verão com que tipo de gente os governantes da América
Latina estão se alinhando sob a capa da bondade.
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