APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.

Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.

Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .

Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.

O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O COISOFILO



Não há no mundo país que tenha mais eleição do que o Brasil. A cada dois anos lá vamos nós às urnas meter o dedão no botão. Nao sei se é impressão só minha, mas o tempo tem passado tão depressa que ainda nem consegui esquecer a última vez que meti o dedão no botão e ouvi aquele gritinho característico. 

O Brasil é mesmo o país dos contrastes! Enquanto nada funciona direito e a bagunça tem se transformado no principal produto do nosso "Pilantronegócio", eleição é a única coisa que funciona direito. Tudo anda que nem relógio suíço! Tem dia e hora certa para começar e terminar. Tem tempo contado para cada candidato vender seu peixe. Tem hora marcada para a propaganda pública e eletrônica. Tem local adequado para fixar cartazes. Fazer boca de urna da cadeia, multa e pito do delegado. Carregar eleitor nem pensar. Não pode beber em público. Alto falante gritando depois das sete é condenado a perder a língua. Ninguém pode contratar, nem demitir. Liberação de verba, nem com cheque sem fundos. E aquele velho costume de subir na dureza do poste e sujar a cidade, acabou. E, por incrível que pareça, no país do protesto, ninguém protesta, nem o centrão, nem a direita canastrona, nem os doidos varridos da esquerda. 

Por que tanto perfeccionismo só em tempo de eleição? Eis a questão! E o pior é que dizem que cada eleição dessas custa ao povão eleitor muitas dezenas de milhões. Tanta grana que daria para construir um cadeião lá em Marte e mandar tudo que é vagabundo pra lá com passagem só de ida. Mas, como eleição é a mãe da democracia não há que medir preço para que continuemos com ela. 

Contudo, outra coisa que muita me intriga é que, enquanto falta grana pra tudo, prá eleição nunca faltou prá nada. Jamais ouvi alguem declarar que não vai ter eleição por falta de verba. Com dinheiro ou sem dinheiro, com bagunça e tudo, eleição é sempre uma perfeição. Eu até ultimamente tenho pensado que poderíamos trocar o nome do Brasil pra "Eleiçãosil". Talvez assim o dinheiro aparecesse, a safadeza fosse banida e a incompetência  desse lugar à eficiência!

Nesse ponto até preciso me justificar ao querido leitor que está longe de mim a intenção de criticar o valor de uma eleição. O que estamos aqui a questionar é o contraste entre a "Bagunça" e a "Perfeição". Se sabemos fazer eleição direito, porque não fazemos todo o resto direito? Os linguarudos dizem que há quem precise da bagunça, porque é boa para muita gente. Afinal, sem ela, o que seria da malandragem? O prezado eleitor dúvida disso? Acha que estou errado? Então pense naquele gritinho da urna quando apertamos seu botão. Pra que serve aquilo? Dizem que serve para o eleitor saber que o voto deu certo. Imagine um eleitor acostumado a tudo errado saber que seu voto deu certo. Isso é uma maravilha pra todo mundo. Eleitor feliz e candidato feliz! O que não se sabe direito é se aquelas pobres urnas, que levam dedada um dia inteiro, ficam assim tão felizes...

Por falar em "Dedada"; preciso agora, antes que acabe a folha, confessar triste notícia para meu paciente leitor eleitor. Tenho um velho amigo lá de São João del Rei, ao qual sempre envio as bobagens que escrevo antes de públicá-las neste jornal, a fim de que o digníssimo emita sua opinião, que me é muito importante pela sua grande experiência literária e filosófica. 
Então enviei a prévia desta. Passados alguns dias ele me telefonou e me acusou de "Coisófilo". Eu, surpreso, perguntei: - Que negócio é esse de "coisofilo? A resposta veio imediata e dura: 
- Coisofilo e o cara que sofre de "Coisofilia"; num pode ver nada que logo começa a pensar naquilo. Mês passado falou na "Tocha Nacional" e agora no "Dedão no Botão". Eu, então, logo me justifiquei:

Aí em São João del Rei, quando eu era pequeno, tinha o João do Pirulito e a Maria da Cobra. Os tais tinham  esses  nomes, porque o João vendia pirulito na frente da escola. E a Maria? Dizem que a tal tinha sua jararaca brava numa gaiola, porque só queria morder em todo mundo. O que eu podia pensar?
Então, aquilo me despertou essa tal "Coisofilia" para o resto da vida. 

Imagine o leitor eleitor, que outro dia fui ensinar um alguém a votar pela primeira vez e me lembrei que naquele tempo antigo era "Buraco da Urna", agora na modernidade virou "Botão da Urna":
O senhor leva o santinho com o número do candidato, digita o número e a cara dele aparece. Então "Aperta o Botão" para confirmar. O eleitor então me perguntou:
Aperta o botão de quem? Do candidato? Claro que não! Respondi. 
Aperta o "Botão da Urna" e ela da o gritinho: Bli, Bli, Bli, Bli!
Ai, para o mal dos meu muitos pecados, o cara me vira e diz:
 Seria então melhor que ela fizesse:
Aí, Ai, Ai, Ai!

 Numa situação dessas, o eleitor iria pensar em que?
O leitor eleitor também está sofrendo da tal "Coisofilia"? Pois é! 
E daqui a dois anos lá vamos nós de novo meter o dedão no botão. 


ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO


 











segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A TOCHA OLÍMPICA E A TOCHA NACIONAL



                                        A TOCHA OLÍMPICA E A TOCHA NACIONAL

A Tocha Olímpica atravessou oceanos e chegou ao Brasil vangloriante. Recepção no Aeroporto, discursos, música e foguetório, para receber o símbolo ardente da confraternização  e da necessidade de respeito e paz entre os humanos.
 
Como manda a programação, depois a Tocha viaja pelos rincões do país, a fim de cumprir mais um ritual simbolico e proporcionar ao cidadão comum a sensação de inclusão e participacão. Tudo como se fosse uma espécie de batismo com os ares da paz e da concordia. Ela não pode ser apagada depois de acesa e assim todo esforço deve ser feito no sentido de mantê-la ardente até o encerramento das competições.

Mas diante da tanta emoção e frenesi, algo me chamou atenção. A Tocha foi vaiada e até apagada em vários lugares por onde andou. O paciente leitor já teria pensado no por-quê de tamanho absurdo? Variar um negócio bonitinho e inofensivo daquele!

Pois é! Este é o resultado da penetraçao da outra Tocha, a Nacional. O cidadão está traumatizado! Não aguenta mais levar tanta tocha e ainda ver outra passando na TV, com um fogão na ponta na mão de um brutamontes. Por via das dúvidas, logo assenta no velho sofá de tantas más notícias, a fim de tentar proteger seu glorioso traseiro. Afinal de contas, onde vão enfiar aquilo; logo pensa e se assusta com as semelhanças. Ambas são grossas e compridas, uma anda na mão e correndo a outra, muitas vezes com a mão e parado.

Contudo, infelizmente escrevi isso para lembrar a todos os heróicos levadores de tocha desse país que de nada adianta assentar. A Tocha Nacional é muito mais forte e grossa do que a Olímpica. Entra por onde menos se espera. Pode ser pela boca, pelos ouvidos, pelos olhos, pelas mãos, pelo pensamento; assentado, de pé, dormindo ou acordado.

Se o cidadão vai a um hospital, leva tocha por todo lado. A um supermercado leva tocha no bolso. Se viaja, leva tocha no buraco da estrada e na oficina. Se anda com o farol apagado, leva tocha da Polícia que não sabe que as estradas têm mais buracos do que queijo suíço e mais mato que a Selva Amazônica. Se esta empregado, leva tocha quando perde o emprego. Se desempregado, leva tocha da mulher em casa. Se está em casa vendo TV, leva tocha pela tristeza ao saber de tanto absurdo. Ter consciência que se vive num país onde nada funciona sem botar a tocha em alguém é assustador. Os caras não pensam um minuto sequer que botar a tocha nos outros é crime de lesa-traseiro e que o traseiro do próximo não é o da Mãe Joana.

A Tocha Nacional anda tão na onda que outro dia pensei que os colocadores de tocha no nosso traseiro poderiam fazer alguma coisa mais útil que apenas ficar brigando uns com os outros o tempo todo, como se não tivessem mais nada no mundo pra fazer alem de pensar em colocar a tocha no dos outros.

Por exemplo, se eu fosse um colacador de tocha, mudaria o nome de alguns estados, afinal no país da tocha nada mais natural do que prestarmos homenagem à Tocha Nacional. Poderíamos ter as Tochas Grande do Sul e do Norte. A Tocha Grossa e a Tocha Grossa do Sul. O Rio Amazonas viraria Rio Amantochas Grandes. Rio de Já Levei a Tocha continuaria capital fluminense e Aracatocha do Sergipe. Ponta Grossa seria promovida a Tocha Grossa. Outro nome sugestivo seria Senta Clementina. A Petrotocha seria reinaugurada. Rio das Ostras ficaria bem como Rio das Outras Tochas. O Pão de Açúcar rebatizado de Morro da Tocha Doce e o Maracanã, maior Arena do Mundo, onde o Brasil levou tocha, passaria a se chamar: Maracantocha.

Muitos leitores mais conservadores, que não concordam comigo ou que pensam que ainda não levaram muita Tocha é porque ainda não pensaram no que vai acontecer depois que a Tocha Olímpica for embora. Com ela vão os gringos e seus dólares, vai a impressa internacional e toda a alegria. Aqui ficará tão somente a Tocha Nossa de Cada Dia. Será que a Seleção vai levar tocha ou vai por a tocha?

Outro dia acordei assustado por um pesadelo exatamente, porque sonhei com a grossura da tocha que vamos levar depois que tudo isso acabar. O que será feito daquilo tudo que foi construído? Será que os senhores colocadores de tocha já pensaram em como tomar conta daquilo tudo numa cidade pacífica como o Rio de Já Levei a Tocha, onde até tocha perdida tem?

Obviamente as respostas estão na ponta da língua: - "Esta é a herança que será   incorporada à vida da cidade". O leitor já pensou no que foi feito das heranças dos jogos Pan-Americanos e da Copa da Tocha?

Pois é, se não pensou vai levar a Tocha Nacional assim mesmo, porque ela penetra em quem pensa e em quem não pensa.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

SANTOS POLÍTICOS, O SOL QUADRADO E O POVO SEM VERGONHA
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Desde pequeno ouvia meu saudoso pai dizer que política não é coisa para “Amador”. Ele com certeza tinha alguma razão para dizer isso, mas eu, que naquela época estava mais preocupado com outros passatempos, não me atentava para a sábia afirmação.
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Mas, passados os anos e já calejado pelas frustrações, que agora mais do que nunca, abalam o ânimo do povo brasileiro, mergulho lá no fundo da memória para compreender quanta razão tinha o velho e imaginar que motivos teria ele para valer-se de tal desabafo. Que artes de mau gosto estariam produzindo os políticos daquela época? Hoje, diante da minha alguma experiência de vida, posso imaginar qual escândalo estaria protagonizando os noticiários, pois, afinal o que foi feito nesta Pátria Desastrada, desde Cabral, sem comprometimento com os bandidos das Mãos Leves e dos Olhos Compridos? Contudo, conforme diz o ditado popular que “É’ vivendo que se aprende”, só agora, depois de tantos anos, pude compreender o sentido do adjetivo “Amador”: Amadores seriam os homens sérios, porque os profissionais, como sempre, são os amantes do alheio e quem se arriscaria afirmar o contrário? Com certeza, somente os próprios. 

Caso fosse possível calcular o quanto se desviou ao longo da história, na melhor das hipóteses, construiríamos outra dezena de Brasis bem melhores do que este que ora sobrevivemos, até que chegamos às profundezas do poço. Hoje, nada no Brasil funciona bem e, em certos casos, nem mesmo mal. A Pátria Amada está de cabeça baixa! Nossos tetranetos pagarão por tanta malandragem e estarão de joelhos diante do mundo que avançará e os deixará na poeira da vergonha. Mas será que ainda temos ou teremos vergonha algum dia? 
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Certamente os sem vergonhas somos nós do povo, que trabalhamos duro e pagamos nossos impostos e depois ficamos assentados no sofá de boca aberta esperando o ladrão chegar, porque nossos santos políticos em uníssono juram suas inocências. Deus do Céu; aliás, dos Políticos, esta conspirando contra suas sagradas inocências e querendo injustamente colocar-lhes para ver o sol nascer quadrado. Assim seria justo que cercássemos o Brasil, aprisionássemos esse povo sem vergonha e de fora deixássemos os santíssimos políticos para continuarem rindo da nossa cara e arrebentando nosso futuro.
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Chegamos a tal absurdo que o que antes se fazia apenas com bicicletas, aquele animal inofensivo, hoje fazem é com a economia, o animal mais perigoso da fauna mundial. Nossos santos anjos políticos se esqueceram até da tabuada aprendida na escolinha primária e resolveram pedalar no nosso bolso e gastar mais do que podemos pagar. E, por incrível que pareça, inventaram a matemática mágica: aquela que vê mais não enxerga; ouve, mas não escuta; rouba e não devolve; come e não paga; da aos pobres um tostão num dia e tira dois no outro.

Enquanto isso o Brasil supera grandes recordes mundiais. Temos o maior numero de partidos políticos, a produtividade do nosso Parlamento é baixíssima, o custo dos nossos representantes é dos mais altos do planeta e ainda enviamos secretamente preciosos recursos para países onde vigoram ferozes ditaduras comunistas. Outra idiossincrasia nacional é que dentre as dezenas de partidos todos brotaram na horta da esquerda, a mesma facção que nunca deu certo em lugar nenhum.  Mas não tem importância, porque pelo jeito, nossa vocação é mesmo para estar na liderança do grupo dos incompetentes e oportunistas da história da Desumanidade; pobres para sempre com ou sem Bolsa Família.
Afinal, precisamos dos pobres e inocentes, senão o que seria dos Santos Políticos?!

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

quinta-feira, 23 de junho de 2016

DELACÃO PREMIADA, A TORTURA CIVILIZADA


DELACÃO PREMIADA, A TORTURA CIVILIZADA

Desde tempos muito remotos, quando ainda os homens primitivos viviam em cavernas e a luta pela sobrevivência exigia domínio de espaço territorial e a posse de riquezas como minerais, água e solo fértil, percebeu-se que a tortura podia ser importante aliada como ferramenta de intimidação. Indivíduos ou povos vencidos eram submetidos a punições e castigos promovidos em sessões permeadas por intenso sofrimento psíquico e físico. A dor, uma temida penúria brotava em borbotões de corpos nus e indefesos até que o torturado fosse desprovido de qualquer capacidade de resistência e assim colocasse à disposição de seus algozes tudo que precisavam: - preciosas informações, domínio e poder. Além da dor, os submetidos ao suplicio intenso, ainda tinham a temer a invalidez e a morte.

Para nós ocidentais os dois métodos de tortura mais conhecidos são a crucificação e a escravidão. Roma pregava na cruz aquele que desafiasse seu poder e os colonizadores europeus crucificaram com a humilhação e trabalhos forçados em nome dos interesses do Império.

Durante a maior parte da História, a pena capital foi, muitas vezes, deliberadamente dolorosa. Com o desenvolvimento humano também desenvolveram-se os tipos de tortura e suas aplicações e assim uma vasta lista de penas cruéis foram sendo desenvolvidas com o objetivo de tornar o ato de torturar cada vez mais penoso, rápido e eficiente. O método foi também largamente utilizado para punir com rigor máximo aqueles que transgredissem as leis.

Com o desenvolvimento do Humanismo, em meados do século XVII, as penas cruéis foram abolidas na Inglaterra primeiramente. Com a criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948 ficou proibida a prática oficial da tortura por todos os estados membros da Organização das Nações Unidas; o que não impediu que o barbarismo continuasse a ser usado até os dias de hoje de modo clandestino e ainda reconhecido por governos ditatoriais. No século XX, durante os anos da Segunda Guerra Mundial, o Nazismo torturou com o confisco e gás venenoso e no pós guerra os campeões da covardia foram os Soviéticos Comunistas liderados Stalin e simpatizantes, tempo em que a crueldade suprema acontecia nos Paredões de Fuzilamento, quando, segundo alguns dados estatísticos, mais de 50 milhões de pessoas pereceram sem direito de defesa.

Mais recentemente diante da incapacidade dos Estados de dar respostas concretas à sociedades no combate ao crime organizado e da grande fiscalização contra a prática da tortura, reconheceram-se a utilidade da DELAÇAO PREMIADA como método grandemente eficaz e desprovido de dor física e humilhação, uma vez que o suspeito ou acusado pode ter reduzida uma pena de anos de cadeia, caso coloque à disposição da Justiça importantes informações capazes de desmontar sua quadrilha e sua malandragem.

No presente momento político brasileiro a 'Delacão Premiada' transformou-se em protagonista dos noticiários e vem demonstrando sua eficácia a cada dia, quando, cada vez mais e mais bandidos oficiais têm revelados seus golpes e traições contra a Nação Brasileira e seu Povo.

Obviamente há aqueles que sejam contra; sempre revestidos de razões técnico-jurídicas ou, suspeitamente inspirados por interesses inconfessáveis. A esses precisamos deixar a mensagem que não pode calar: - "Não há direito individual que supere o direito coletivo" - libelo conhecido desde os primeiros anos das piores Faculdades de Direito de qualquer país e já na Antiga Grécia os velhos filósofos em suas discussões publicas nunca se cansaram de mencionar a indiscutível verdade.

Contudo, não posso perder a oportunidade de lembrar aos nossos intrépidos governantes da direita e da esquerda, em nome dos pagadores de impostos dessa pobre Pátria Brasileira, que a tortura tem nos acompanhado a cada dia, quando, depois de um dia de trabalho, no conforto dos nossos lares, assistimos às mais absurdas noticias de traição à Pátria pela roubalheira de Recursos Públicos faltantes nos hospitais, nas escolas, nas estradas, nos portos e aeroportos, sempre alocando nosso país nas últimas e humilhantes posições nas pesquisas de qualidade de vida.

Somos barbaramente torturados, quando temos noticia de que dezenas de Ministérios e milhares de Cargos Públicos foram criados para abrigar pelotões de funcionários cheios de direitos e poucos deveres, pagos a peso de ouro, enquanto que a eficiência dos serviços públicos apresenta-se a cada dia mais precária.

Doem os ossos ao vermos o patrimônio nacional, construído a duras penas, ser destruído por bandos de quadrilheiros ricos e cínicos, sempre munidos de furtivas desculpas proferidas por brilhantes rábulas mal intencionados, apenas com a baixa intenção de colocar a culpa da desgraça nacional nas costas dos anjos do céu ou, certamente, imputar-lha àqueles que trabalham amparados pela lei, a fim de colocá-los atrás grades.

Abaixo a tortura! Viva a Delação Premiada!

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO.



domingo, 22 de maio de 2016

OS "ISMOS" E O IMPEACHMENT

OS "ISMOS" E O IMPEACHMENT

  Desde a posse da senhora Dilma Roussef não se pronunciou outra palavra tantas vezes, com tanta paixão por parte de quem a apóia, quanto da parte dos que a acusam. Enquanto isso o Brasil adormeceu e dizem que acordará com uma ressaca que poderá durar mais de vinte anos; o que pode resultar em desemprego, pobreza e infelicidade.

Pensando na calamidade nacional, me lembrei de um velho filósofo e professor que gostava de dizer que precisamos ter muito cuidado com tudo que termina em "ismo". Sempre lhe dei razão e agora mais do que nunca... Só para ajudar a memória do prezado leitor vão aqui alguns exemplos, que poderão servir para aguçar sua curiosidade, como para desafiá-lo a se lembrar de algum "ismo" que fuja desta impressionante verdade.

Quantas vezes na vida ouve-se falar em Passionalismo, Comunismo, Capitalismo, Castrismo, Militarismo, Parasitismo, Ocultismo, Nepotismo, Clientelismo, Assistencialismo, Partidarismo, Populismo? Concorda o leitor que poderíamos passar muitos horas tentando lembrar de tantos "ismos", para, finalmente, nos certificarmos que noventa e cinco por cento das palavras com essa mal fadada terminação sempre significam algo defendido por um bando de malucos apaixonados por uma sandice qualquer, tendo como  causa a desinformação, a burrice ou um grande interesse próprio?

Dando seqüência ao estudo dos "ismos", há dias passados, vimos e ouvimos nossos eficientes parlamentares justificarem seus votos pela mãe, pelo neto, pela vizinha, pelo prefeito malandro, pela amante, pelo carnaval. Infelizmente não vimos, nem ouvimos nenhum voto pelo Brasil, pelo Progresso, pelo Direito de ser respeitado. Certamente poderíamos chamar aquele espetáculo de "Sensacionalismo", uma vez que muitos daqueles, há poucos dias, ainda faziam parte do grupo dos incendiários que vêm bombardeando o Brasil e seu povo com bombas de mentiras, falsidades e cinismo.

Em nome do Brasil, o povo gostaria de saber que o voto a favor do afastamento da presidente e do seu séquito fazia-se necessário por muito mais do que pelo vil desrespeito à "Lei da Improbidade". Suas Excelências, os Nobres Deputados, deveriam ter votado também pela interrupção do projeto populista que trabalha há mais de vinte anos pela transformação da América Latina numa nova União Soviética Comunista, tendo o Brasil e seu povo pagador de impostos como patrocinadores. Este o motivo inconfessável da roubalheira institucionalizada, da associação com bandidos ricos, do empreguismo oficial, da destruição da Petrobras, dos empréstimos secretos para ditadores africanos e latinos, da grande quantidade de ministérios e da compra de votos através de programas sociais insustentáveis.

O Brasil parou e vai continuar parado, enquanto em seus horizontes houver o risco da existência de um governo marxista comunista bolivariano nos moldes dos atuais vigentes em alguns países sul americanos e que estão caindo como uvas podres, graças ao despertar das consciências adormecidas. Qual investidor nacional ou internacional, em sã consciência, colocará em jogo seus recursos, para depois serem confiscados por um governo comunista autoritário, ineficiente, centralizador e mau gastador?  Enquanto isso, não haverá empregos, não haverá Ordem, não  haverá Progresso!

Winston Churchill, grande pensador e duas vezes Primeiro Ministro Britânico, homem de grande luminosidade política; um dos que ajudou a botar o fascismo alemão de joelhos, certa vez proferiu o seguinte aforismo: "Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir."

Churcill, como sempre estava com a razão, mas se esqueceu de dizer que a mentira tem fôlego longo e prevalece por muito tempo por causa da cumplicidade ou pelo acovardamento de alguns ou de muitos. Por isso, Nobres Deputados, guardem para vós vossos motivos banais e da próxima vez votem apenas pela verdade, se não vos lembrareis do Brasil, nem dos vossos eleitores. Assim estareis depondo também o charlanismo, o fanatismo e o banditismo, que matam as inteligências, assassinam a ética, massacram a moral e empobrecem nações inteiras.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

segunda-feira, 18 de abril de 2016

DE TIRADENTES A SERGIO MORO

DE TIRADENTES A SERGIO MORO

​Para melhor aceitar as suas limitações, a história demonstra que o homem em todas as eras criou heróis, esses seres sempre com o mesmo ideal de alcançar: a justiça, a paz, o bem.  
​Todos nós temos heróis, todos nós sonhamos com heróis, todos nós desejamos ser heróis, mas, afinal, o que significa ser herói? E bom, ruim, tem consequências positivas ou negativas? Existem mesmo heróis e super-heróis ou eles são uma criação da Humanidade para explicar o inexplicável, para aceitar as injustiças, para lembrar a fragilidade do ser humano?
​Lá na primeira frase do primeiro parágrafo vimos que alcançar a justiça, fazer a paz e construir o bem é um desejo milenar que pode ser classificado como 'desejo de ser livre e feliz'. Dai, pôde-se concluir que não há felicidade sem liberdade. O ser humano para ser feliz precisa ser livre em todos os sentidos, obviamente sem esquecer que a liberdade individual termina onde começa o direito do outro. O conceito moderno de liberdade consiste portanto no ato de respeitar o outro e poder decidir por livre e espontânea vontade o próprio destino, sem interferências do Estado ou, na melhor das hipóteses, com seu apoio. 
​Porem, não é difícil concluir que, se a história da luta pela liberdade necessita de heróis é porque vilões sempre existiram e trabalham para escravisar. Portanto, o eterno combate entre heróis e vilões foi o terreno fértil onde nasceu a idéia de democracia, que nada mais é do que o ambiente onde todos têm o direito de ser livres e iguais perante a lei; e quando este direito for violado o Estado tem o dever de promover a Justiça. 
​Através dos tempos observa-se o surgimento de dois tipos de heróis: os das histórias de ficção, tais como Super-Homem, Homem Aranha ou Batman, que nos dão a esperança de um mundo melhor. E os de carne e osso, como Joana D'arc, Gandy, Martin Luther King e tantos soldados desconhecidos, que aparecem em situações de exploração extrema, de perigo, de conflitos, de guerras: gente aparentemente normal que, em certas circunstâncias, revela dotes e capacidades excepcionais. Uma Joana d´Arc, numa França dominada pela Inglaterra; um Tiradentes, homem simples, mas com indignação e coragem suficientes para enfrentar o autoritarismo do Império Português. Um Sergio Moro; a personificação da luta de um povo e uma nação contra uma canalha de sanguessugas, atrevidos, mentirosos e cínicos.
​Contudo, a história demonstra que ser herói custa caro, uma vez que cada um deles, sem excessão, teve a seu lado um adorável traidor. Jesus Cristo não conseguiu passar incólume por Judas e ainda Pedro, a pedra da Sua futura Igreja, o traiu antes que o galo cantasse. E hoje a traição continua incorporada na animalidade irracional do ser humano que mata, escravisa e massacra por ambição ou pelo simples prazer de dominar e ter poder.
​Por isso gosto das lições da história; porque a cada instante nos mostram os buracos do caminho que insistimos em cair. Em suas páginas aprendemos que a verdade, ainda que tardia, prevalece, mas infelizmente sempre à custa de muito sofrimento. Aprendemos também que traidores sempre existiram impulsionados pelo interesse. O traidor tem a falsa impressão de que se associando ao inimigo estará a salvo da pobreza ou da perseguição. 
​Contudo, posso, sem sombra de dúvida, garantir ao leitor que a grande culpa do sacrifício extremo dos heróis - a perseguição, a prisão ou a morte - pode ser atribuída ao medo e à falta de apoio daqueles por eles defendidos. 
​Vai aqui portanto um alerta, uma vez que até as pedras já sabem, que, se perdermos nossa única e, talvez, última chance de moralizarmos o Brasil com o apoio, trabalho duro, legal, limpo e apolítico do Juiz Sérgio Moro, da sua Equipe de Procuradores e da Polícia Federal levaremos certamente mais de um século para nós livrarmos da insanidade política, da ladroeira e do assédio oportunista do comunismo Russo-Soviético, com o objetivo de fazer do Brasil e da América Latina um quintal de idiotas e medrosos, apenas aptos a obedecer e pagar as contas sem reclamar.
​Não façamos de Sergio Moro mais um herói morto! O apoiemos fortemente e sem medo, para que os ladrões culpados da pobreza de muitos brasileiros sejam exemplarmente punidos. Aos candidatos a ditadores comunistas façamos que ouçam o Brado Retumbante de um povo que deseja, quer e precisa ser livre e feliz. "Mais vale morrer em liberdade do que viver de joelhos"; assim disse o pensador. 

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO
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CONTAS DO JOÃOZINHO COMUNISTA: 4 - 4 = 10

CONTAS DO JOÃOZINHO COMUNISTA: 4 - 4 = 10
​No primeiro ano básico as criancinhas aprendem tabuada; tempo em que a professora e a mamãe explicam para o aluno a importância das letrinhas e das continhas, porque sem saber operá-las, o  futuro adulto terá grandes problemas na vida. 
​Mas Joãozinho, sempre aprontando das suas, certo dia, quando a professora perguntou o resultado da operação 4 - 4, sua resposta instantânea foi 10. 
A professora imediatamente o corrigiu: 
- Como pode Joãozinho, se tenho 4 laranjas e chupo 4 sobrarem 10?
Joãozinho, para desespero da professora, respondeu:
- Professora essa conta é muito simples; eu pulo o muro do vizinho e roubo 6.
​Se a historinha do Joãozinho não tem graça nenhuma, não vem ao caso, mas serve muito bem para explicar ao pobre leitor pagador de impostos, como funciona um governo comunista. 
​Um certo pais chamado Crisil, tinha muito dinheiro em caixa, muitas grandes e ricas empresas e o povo andava feliz da vida, gastando o que tinha e o que não tinha. Ai, o governo, para se garantir no poder, arranjou vários amigos ricos e trocou um monte de favores com eles. Depois, resolveu distribuir dinheiro a torto e a direito para os pobres. Também baixou os preços da energia elétrica, dos combustíveis, arrumou emprego público para um monte de coxinhas da elite, deu dinheiro para um grupo de países estrangeiros, fez festa popular uma atrás da outra. No fim, aquele governo não tinha inimigos, porque todos estavam felizes da vida, ninguém queria mais trabalhar, varias empresas começaram a quebrar, outras foram embora. Quem criticava era criticado!
​Então, o saco daquele governo começou a esvaziar. Foi quando os governantes resolveram fazer que nem o Joãozinho. Começaram a pular o muro do pobre povo e das heróicas empresas que sobraram. Foi aumento de imposto, de taxa, de tarifa, de contribuição. Até carro, energia, combustível, arroz,  feijão, fubá, jiló, repolho, pinga, camisinha, rapadura;tudo teve o preço dobrado. O governo dava com uma mão e tomava com a outra! No fim do mês, o povo ficava que nem o Crisil, quebrado e pelado com a mão no bolso.
​Então Joãozinho Comunista aprendeu a lição: Se aqueles governantes tivessemaprendido na escolinha fazer continhas direito e a respeitar os muros dos vizinhos, nada dissoteria acontecido e todos saberiam que deve-se deixar com o vizinho o que é do vizinho, porque nossas conquistas honestas só dependem de estudo, planejamento, trabalho duro e respeito ao outro. Assim ensinam Deus e a contabilidade matemática!

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO