APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.

Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.

Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .

Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.

O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



segunda-feira, 18 de abril de 2016

CONTAS DO JOÃOZINHO COMUNISTA: 4 - 4 = 10

CONTAS DO JOÃOZINHO COMUNISTA: 4 - 4 = 10
​No primeiro ano básico as criancinhas aprendem tabuada; tempo em que a professora e a mamãe explicam para o aluno a importância das letrinhas e das continhas, porque sem saber operá-las, o  futuro adulto terá grandes problemas na vida. 
​Mas Joãozinho, sempre aprontando das suas, certo dia, quando a professora perguntou o resultado da operação 4 - 4, sua resposta instantânea foi 10. 
A professora imediatamente o corrigiu: 
- Como pode Joãozinho, se tenho 4 laranjas e chupo 4 sobrarem 10?
Joãozinho, para desespero da professora, respondeu:
- Professora essa conta é muito simples; eu pulo o muro do vizinho e roubo 6.
​Se a historinha do Joãozinho não tem graça nenhuma, não vem ao caso, mas serve muito bem para explicar ao pobre leitor pagador de impostos, como funciona um governo comunista. 
​Um certo pais chamado Crisil, tinha muito dinheiro em caixa, muitas grandes e ricas empresas e o povo andava feliz da vida, gastando o que tinha e o que não tinha. Ai, o governo, para se garantir no poder, arranjou vários amigos ricos e trocou um monte de favores com eles. Depois, resolveu distribuir dinheiro a torto e a direito para os pobres. Também baixou os preços da energia elétrica, dos combustíveis, arrumou emprego público para um monte de coxinhas da elite, deu dinheiro para um grupo de países estrangeiros, fez festa popular uma atrás da outra. No fim, aquele governo não tinha inimigos, porque todos estavam felizes da vida, ninguém queria mais trabalhar, varias empresas começaram a quebrar, outras foram embora. Quem criticava era criticado!
​Então, o saco daquele governo começou a esvaziar. Foi quando os governantes resolveram fazer que nem o Joãozinho. Começaram a pular o muro do pobre povo e das heróicas empresas que sobraram. Foi aumento de imposto, de taxa, de tarifa, de contribuição. Até carro, energia, combustível, arroz,  feijão, fubá, jiló, repolho, pinga, camisinha, rapadura;tudo teve o preço dobrado. O governo dava com uma mão e tomava com a outra! No fim do mês, o povo ficava que nem o Crisil, quebrado e pelado com a mão no bolso.
​Então Joãozinho Comunista aprendeu a lição: Se aqueles governantes tivessemaprendido na escolinha fazer continhas direito e a respeitar os muros dos vizinhos, nada dissoteria acontecido e todos saberiam que deve-se deixar com o vizinho o que é do vizinho, porque nossas conquistas honestas só dependem de estudo, planejamento, trabalho duro e respeito ao outro. Assim ensinam Deus e a contabilidade matemática!

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO

domingo, 21 de fevereiro de 2016

QUANDO A BANANA COME O MACACO

QUANDO A BANANA COME O MACACO

​Meu velho amigo Freitas tem um comportamento esquisito e há horas que fala coisas muito engraçadas. Ele, que anda muito revoltado com a situação nacional, disse que toda vez que vê um macaco lembra do Brasil, porque o bicho com aquela cara de sem vergonha só gosta de duas coisas: banana e sacanagem. Aquilo me deixou intrigado e logo pensei que ele é  um sujeito observador. Banana tem mesmo tudo a ver com sacanagem. Lá no fundo do coração o leitor deve estar dando razão ao Freitas, pois quem nunca teve esse pensamento malévolo diante de uma banana grande e suculenta levante a mão?!
​Até aqui vimos que meu amigo está coberto de razão. Mas, e essa de comparar o Brasil com Macaco Cara sem Vergonha? Está certo isso? Enquanto pensava, folheando uma revista, por acaso, vi uma foto do Palácio do Planalto. Observei sua imponência, a plasticidade arquitetônica, o contraste da dureza do concreto com a sensualidade dos abaulados e formas arredondadas, viajei pela leve combinação entre vidro, água e horizonte; tudo levando o observador à certeza do perfeito equilíbrio entre o mundo natural e a genial obra da criatividade   do projetista. 
​Repentinamente uma mosca intrometida pousou na ponta do meu nariz, transportou-me à realidade e voltando a encarar a foto, observei a rampa por onde sobem e descem tantas autoridades e a seguir comecei a imaginar o que se passa lá dentro, naqueles salões iluminados, decorados com obras de arte, pesados moveis e tapetes da Pérsia. De súbito me veio à mente a figura de uma tremenda macacada, toda caras sem vergonha, se banqueteando com nossas miseraveis bananas, umas moles, outras meio duras, outras quase podres, outras verdes, outras ainda em flor, pequenas, grandes, médias, grossas e até finas. Não importava; todos comiam avidamente sem a menor consciência. Era um verdadeiro assalto ao bananal.
​Foi então que o relógio despertou e, assustado, vi que tinha passado por um pesadelo. Certamente o motivo foi que há dias o Freitas me ligou e a conversa, para não variar, não foi outra a não ser banana, macaco sem vergonha, operação Lava Jato, mentiras da Dilma, impeachment, a falsa modéstia do Temer, a santidade do Renan, o bigodinho sensual do  juiz militante Fachin, aqueles óculos carnavalescos da Rosa Weber, o estrelismo do Barroso, a chupeta do Toffoli, a cara de múmia do Lewandowski, o cinismo do Cunha. Aliás, até calculamos quem era mais cinico, se a cunha do Cunha, a cegueira do Lula ou o dentão da Dilma. 
​Ai resolvi ligar para o Freitas para lhe contar o nefasto pesadelo. Ele deu uma retumbante risada e me contou que no carnaval saiu fantasiado de Petrobras carregando um macaco peludo, empunhando um pires de esmolas, puxando um carrinho cheio de bananas e nas costas uma frase assustadora recendia em letras douradas: A BANANOBRAS NAO É NOSSA, É DA MACACADA! Então perguntei a cor da fantasia. Ele disse que era vermelho comunista, porque esse negocio de verde e amarelo já era. Claro que não concordei, mas, como discutir com o Freitas nunca foi a melhor opção, resolvi deixar pra lá.
​Agora que o carnaval se foi, passaram-se as férias, formaturas, visitas, a gastaça com presentes e viagens; chegou a hora de pagar as contas, de conferir o tamanho do estrago, de voltar ao trabalho, de lembrar que a Dilma ainda existe, a gasolina está pela hora da morte, vai faltar arroz, feijão e açúcar, o pão de cada dia pode virar pão de cada semana, o dólar dobrou a montanha, o real está virando papel higiênico, a garotada vai voltar às aulas e vai precisar de uniforme, caderno, lápis, borracha, sapato, tênis, mochila e umzinho para a merenda, porque ninguém é de ferro... E onde arrumar tanta grana, se o empreguinho tá balançando, a inflação está forte como nunca e a carestia esta pegando fogo? Resposta para essa crucial pergunta certamente quem tem na ponta da língua é o Freitas que de cara responderá: 
- Ligue para a Dilma, diga que votou nela, que a BANANOBRAS é sua e que você quer sua parte no bolão. 
​O caro leitor obviamente deve estar cansado de esperar a hora ou dia em que bananas comerão macacos, porque até aqui esse tal Freitas só mostrou o contrário. O título deve estar errado! Então modestamente respondo que nosso Freitas está certo. Ele não passa de um revoltado que usa de metáforas para criticar macacos ladrões profissionais, por isso informo que ele o está chamando de banana o tempo todo, desde a primeira linha.
​Sinto muito informa-lo, mas concordo com ele. Isso mesmo, eu, você, os eleitores do PT, a oposição, a militância, os idiotas úteis que aplaudem até boi manco, sindicalistas, juízes, militares, policiais, intelectuais, empresários, professores, igrejas, aposentados; todos nós sempre fomos um bando de bananas inúteis e podres, à disposição no cacho, para sermos comidos pelos macacos caras sem vergonha. A diferença fundamental entre eles e nós é que temos medo, somos comodistas e desunidos. Eles são astutos, corajosos e corporativistas. 
​Não há quem esteja satisfeito com a situação que ora vivemos no Brasil. Se você está temporariamente satisfeito, tem seu bom emprego, segurança e salario, não se esqueça dos seus filhos, netos, sobrinhos e outros que talvez não terão o mesmo espaço que você conseguiu nessa sociedade de macacos malandros caras sem vergonha. Se você é um universitário do Pro-Une, tem razão de estar satisfeito, mas quando se formar, com toda certeza, será mais um desempregado, porque ninguém mais investe no país da macacada.
​Se você é um petista, comunista, marxista, bolivariano, reacionário, revoltado, invejoso, mal sucedido, preguiçoso, sádico, fica sempre pensando em si dar bem sem trabalhar; passe os olhos na história e veja o que aconteceu com os inúteis como você, que apoiaram os macacos sem vergonha de outros países, tais como a Rússia, China, Cuba, Alemanha, Venezuela, Japão, Itália e outros. Você verá que eles sempre foram bons para mandar, ruins para respeitar a liberdade alheia e amam o capitalismo, o consumismo e a curtição; de preferência com o dinheiro público. Ademais, vivem e sempre viveram se banqueteado em Paris, Londres e Nova York. Havana sobra para o sonho pobre da militância ignorante.
​Se todos nós bananas, parássemos o Brasil para balanço, pegássemos um mega fone, fossemos para as ruas, para a imprensa, para a internet, para as redes sociais e exigíssemos respeito dos macacos, eles enfiariam seus rabos entre as pernas. De que adianta os bananas do "Movimento Passe Livre" fazerem aquela patuscada diária, em prejuízo para a cidade e para si próprios, protestando por causa do aumento nas passagens de ônibus? Estão tão somente demonstrando ser um bando de bananas mal informado, apenas tentando pisar na ponta do rabo do macaco. Não têem a menor noção de que seus passes livres para o futuro estão sendo bloqueados, suas pontes estão sendo bombardeadas, a sinalização está sendo apagada e suas mentes estão embotadas pela ideologia marxista podre que sempre promoveu miseria, violência, mais atraso e mais sucesso para a macacada. 
​O Brasil está em marcha ré e assim continuará, porque esse é o compasso lucrativo para a macacada sem vergonha e faminta. Deixe, bando de bananas, de ser atraído por falsas promessas, de ser instigado ao ódio e à intolerância social que nunca existiu no Brasil, pois é assim que os grandes ditadores e seus grupos de macacos famintos se apossam das sociedades enfraquecidas que acreditam em suas mentiras. 
​O dia que nós, bando de bananas, nos encorajarmos, e banirmos de nossas vidas o populismo mentiroso que nos engana e crucifica, comeremos os macacos e seremos uma nação rica e justa. Pobres existirão somente na lembrança!

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO. 


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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A FESTA DOS DENTUÇOS E O IMPEACHMENT DO BRASIL


A FESTA DOS DENTUÇOS E O IMPEACHMENT DO BRASIL

Ufa!
Até que enfim Deus ajudou que chegamos inteiros ao fundo do poço em 2015! Segundo alguns analistas mais otimistas a profundidade do poço é maior do que se pode imaginar e a submersão pode continuar até final de 2017 ou mais. Ano difícil esse! Vai ficar na história suja como o ano em que mortos e feridos salvaram-se todos, menos o Brasil e alguns picaretas que estão vendo o sol e o novo ano nascerem quadrados.
 
País intrigante esse tal Brasil! Aqui nascemos e somos criados na crença de que bonitões de terno e gravata tudo podem. “Filho de bacana, bacaninha vai ser! Político e cães mordem, mas acredite mais nos amigos fieis de quatro patas. Pobre é pobre por culpa do capitalismo! Político que faz pode roubar! Justiça é só para os pobres! Há leis que pegam e que não pegam!” E outras tantas asneiras que encheriam esse jornal inteiro, se fizéssemos um apanhado pelos rincões. Tudo sempre demonstrando que a vocação do Brasil é para se perpetuar como um paraíso dos espertos, onde tudo compensa menos ser honesto trabalhador e cumpridor da lei.
 
Outro dia ouvi alguém dizendo que tem muita esperança no Brasil, porque afinal as coisas parecem estar mudando e o maior sinal é ver alguns intocáveis irem para o xilindró; sintoma de que as instituições ainda funcionam inspiradas na ordem democrática em vigor.
 
Eu, particularmente, confesso que apesar dos pesares, ainda sou um tanto pessimista e preciso mais tempo para chegar à mesma conclusão. Posso explicar o porquê! Obviamente não passa pela cabeça de ninguém em sã consciência desmerecer o trabalho daqueles heróis do grupo da desratização, cujo nome “Lava Jato” representa muito bem o remédio que o Brasil precisa para se transformar numa nação civilizada e justa. Seu mérito é indiscutível, entretanto é impossível prever se a semente vai se multiplicar e se transformar num valor frutífero com peso para fazer medo nos futuros aventureiros. Quadrilhas são moldáveis e facilmente adaptáveis e, apesar disso, seus tentáculos estão entranhados no tecido social como um florescente câncer em metástase há mais cinco séculos. A política do toma lá da cá e o nepotismo são valores tão solidificados que ganharam status de herança para ser passada de pai para filho geração após geração. É disso que vivem os profissionais da atividade política no Brasil, a qual prospera diante da ignorância e da pobreza somadas ao desinteresse comodista daqueles que podem compreender o tamanho do problema.

Os lucros seculares são tão vantajosos para os coronéis mandachuvas da política que a eles não interessa a profundidade do poço, quantos anos durará o nefasto mergulho na lama da imoralidade, da incompetência e do atraso. Apenas têem olhos fixos no poder e no controle das massas populares, as mantendo sempre na esperança de que um dia tudo vai melhorar desde que um novo mandachuva seja entronado.

Um juiz sério, apolítico e cumpridor dos seus deveres legais ainda é considerado um indesejável inimigo que precisa ser destruído. O apoio é tímido, tanto da parte dos seus pares, quanto da imprensa e da opinião pública, ambos se mantendo num precavido silêncio; por medo, por conivência, por desinteresse ou até mesmo por interesse. Há de tudo no balaio de ratos que reina no ambiente político brasileiro; menos bom senso, coragem, determinação e interesse pelo bem coletivo.

Além do mais existem forças ocultas em plena ação e grande parte da população brasileira não conhece seu poder, onde e como atuam. Primeiramente dividiu-se a nação brasileira em duas bandas: Ricos maus de um lado e pobres coitados do outro. Os primeiros são aqueles que lutam, criam, investem, geram riquezas, empregos, pagam impostos e carregam a nação nas costas com pouco retorno e reconhecimento. Os segundos, os que precisam continuar pobres e ignorantes, pois é neles que a semente do poder sem escrúpulos germina e ganha forças. A cereja desse bolo maldito é a mentira deslavada de que o governo populista esta preocupado com a pobreza, quando na verdade sua única preocupação é usá-la como suporte para se manter no poder eterno.

Caso fosse um poder casto e limpo, até poderiam obter o perdão da história, contudo, metade da população brasileira sabe que o poder que desejam é sujo, uma vez que está associado com a ideologia ditatorial, que jamais deu certo em lugar algum, a qual atende pelo assustador nome de “comunismo do proletariado”. Sua peculiaridade principal é que o dinheiro fica na mão dos ditadores comandantes e o peso da cruz da miséria nas costas do povo heróico.

Infelizmente, o que resta aos conformados, medrosos, e ignorantes é continuarem calados, encolhidos nos cantos confortáveis da esperança de que a tempestade um dia passará, ainda que demore anos ou décadas e que de preferência não deixe rastros para seus filhos pagarem. Não têm consciência de que o único raticida com poder para destruir a endemia de roedores é a vigilância popular incansável e permanente.

No mais, depois de anos alertando os prezados eleitores sobre os riscos da ignorância e do silencio, só me resta o desejo de que o novo  tempo seja recheado de muita paciência e saúde de ferro para continuarmos diariamente sendo esbofeteados pelos nossos adoráveis picaretas.

Feliz Impeachment em 2016!

ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO




segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

APRENDENDO A PERGUNTAR POR QUE?...


APRENDENDO A PERGUNTAR POR QUÊ?...

            A Ciência da Comunicação compõe-se de quatro bases principais: Informação, Órgão Emissor, Órgão Transmissor e Órgão Receptor. Informação - fato que se deseja informar. Órgão Emissor - o canal. Órgão Transmissor - caminho por onde viaja a informação. Receptor - sujeito que vai ouvir e entender a informação. É preciso que esses quatro elementos estejam em harmonia, senão a informação não acontecerá.
            Apesar da importância de todos, considera-se que o receptor seja o mais importante, porque sem alguém para compreender o assunto nada teria sentido, pois não se informa alguma coisa às paredes. Daí é preciso o uso de um código certo. Um exemplo de código errado seria certa transmissão feita em português para um inglês entender. Por isso o Órgão Emissor e o ouvinte devem estar usando o mesmo código. Outros exemplos até mais engraçados podem ser considerados. Um cão não pode se comunicar com um gato ou um médico não consegue fazer um militar entender como se opera um coração.
            Dentro dessa perspectiva observamos que, ao nascer, nós humanos sabemos nada do mundo, mas podemos chorar e nossa mãe pode nos entender. A criança emite um som, a mãe entende o código: frio, dor, fome, medo... Durante o crescimento a criança usa a inteligência para entender o mundo e por volta dos seis anos quer saber o por quê de tudo. Certos pais perdem a paciência com o pequeno que pergunta de minuto a minuto, porque não entendem que ele esta á procura de informações. Mamãe, por que o cachorro late? Por que a chuva cai? Se a mãe não usar um código simples a criança jamais entenderá a informação.
            Todavia, com a evolução do crescimento as dúvidas vão ficando mais complexas e neste momento entra em ação a “Escola”. Lá aprenderá por que dois mais dois é igual a quatro. Por que a água ferve? Por que o feijão brota? Nesta altura já terá capacidade de entender alguns códigos. O idioma do professor e os códigos matemáticos. Números e sinais também são códigos.
            Ao longo da vida ganhamos cada vez mais códigos que vão enriquecendo nosso saber através do grande número de informações que nos trazem e que aprendemos. Por isso nos transformamos em médicos, advogados, pedreiros, contadores, mecânicos... Todos esses profissionais se tornaram capazes de entender códigos e rapidamente transformá-los em informações e estas em habilidades.
            Contudo, todos os profissionais são, antes de tudo, seres humanos e devem se relacionar bem com outros da mesma espécie. Nasceu assim a “Ciência Política”, a mais importante delas, uma vez que relações humanas são pura política. Aqui, de novo, entra em cena a “Escola”, o lugar onde o indivíduo começa a aprender que seu limite termina onde começa o do colega. Este aprendizado também é um tipo de informação codificada, que resultará no exercício do “respeito ao outro”, uma das bases da democracia, porque só haverá gozo de cidadania plena havendo equilíbrio entre direitos e deveres.  
            Então, a escola além de formar profissionais e o progresso individual e nacional, também é uma espécie de coração pulsante onde o ser humano entra como pedra bruta, aprende a decodificar milhares de informações e deve sair com o brilho de uma joia rara, bela, útil, cara, admirável.
            Mas a missão da “Escola” ainda não acaba por aqui. Sua grande importância, muito além de formar joias para servir, é ensinar o ser humano a “Pensar”. Agora não estou me referindo ao conhecimento, mas à capacidade de enxergar não só em volta de si, mas além da linha do horizonte. Muitos desafios e segredos das relações políticas e, portando da vida, pairam bem distantes, mas têm influência imediata na nossa vida. O indivíduo que não sabe diferenciar as nuances dos códigos das verdades e das mentiras não esta preparado para se defender e, como tal, não esta preparado para a vida, porque, em política verdades e mentiras andam de mãos e pés atados, ora coloridas, ora monocromáticas, ora em preto e branco. Ambas chegam sorrindo, mas geralmente a mentira vem soltando fogos com promessas que não pode cumprir.
            Como então diferenciá-las? Apenas saber perguntar “por que” basta? Claro que não! De novo cabe à “Escola” acostumar o indivíduo com outras importantes perguntas, dentre elas: Pra quê, Quem, Onde, Quando, Com que Finalidade?
            Um professor jamais terá sucesso como profissional, como cidadão ou como familiar, se não estiver equipado com essa capacidade, assim como nenhum cidadão jamais viverá em democracia plena, se não se acostumar a ter em mente estas palavras. O exercício da cidadania se apoia na capacidade de formular essas questões na hora certa e entender o sentido das respostas, mesmo que tais respostas sejam apenas evasivas ou silêncio. O ato de “Pensar” leva o indivíduo ao ato de “Questionar”. Aquele que questiona e é capaz de entender as respostas jamais se engana com a cara falsa da mentira colorida.
            Se todos os cidadãos brasileiros estivessem capacitados para “Questionar”, não haveria injustiça social no Brasil. Assim seria melhor, porque a injustiça aumenta a pobreza e mantém a ignorância fazendo brotar a semente da mentira colorida com cara de verdade.
            Hoje o povo brasileiro esta vivenciando pesada crise financeira e moral e somente agora, quando é tarde demais, muitos começam a acordar para o desastre, porque desconheciam códigos informativos publicados há muito tempo na imprensa, na internet e outros meios de comunicação, os quais previam que qualquer hora o Brasil ia afundar. Poucos questionaram e ficaram satisfeitos apenas com aparências. A mentira trazia escondido na sua bolsa códigos de falsa verdade que enganaram o povo desprezando a mais básica lei matemática: - “saco que sai mais do que entra esvazia” - e como sacos vazios não param de pé o governo, para enchê-los de novo pretende aumentar impostos e continuar usando medidas populistas carregadas de falsidades. Aí esta a mentira colorida sorrindo dissimuladamente fazendo o povo esquecer que mais tarde alguém vai pagar o pato. E quem será? Pode ser seu filho! Às vezes nem tão tarde...
            O código correto informa a quem aprendeu a questionar que bons governantes não precisam nem da sóbria verdade, nem da mentira colorida. Devem apenas cumprir as leis impressas na Constituição Federal, nos Códigos Civil, Penal, do Consumidor, a Legislação Trabalhista e demais Leis Complementares.
            Muito se gastou de tempo e dinheiro, a fim de que essas leis fossem criadas e colocassem coleira no Estado e no capitalismo. No entanto governantes donos da mentira colorida não cumprem a ordem legal, preferem enganar o povo com pequenos agrados que não vão poder cumprir para sempre e depois, para despistar, dizem que estão acabando com a pobreza. Depois, quando tudo da errado, aproveitam para colocar a culpa do sofrimento do povo, na elite, nos países ricos, no sol, na lua, nas estrelas... Pior; dizem que o marxismo comunista vai exterminar a pobreza. Outra mentira, porque isso nunca funcionou em lugar nenhum e os pobres continuaram cada vez mais pobres e sem liberdade. Enquanto isso a verdade fala e ninguém ouve: - Político que dá quer escravizar.
            Agora vamos questionar:
Por que o governo brasileiro gasta bilhões fora do Brasil dando nosso dinheiro suado para ditaduras comunistas, que não respeitam a liberdade democrática, enquanto aqui velhos morrem à míngua, nossos hospitais caem aos pedaços, escolas sucateadas se espalham pelo país, a infraestrutura logística não comporta a demanda, a carga tributária é a mais alta do mundo, nossos combustíveis são ruins e caros e as cidades brasileiras cada vez mais se afogam na violência e no trânsito caótico?
            Talvez nossa democracia esteja em risco!   Será?
Pense, leia, pare, olhe, escute, pesquise, informe-se! Entenda os códigos das mentiras coloridas: ENGANAR PARA ENFRAQUECER E DOMINAR. Este é o código. 
            Assim os ditadores comunistas roubaram a liberdade em muitos países, conta a história verdadeira.
            Por isso, estão em suas mãos nossa liberdade e um futuro melhor. Pense!


ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO