APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.

Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.

Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .

Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.

O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



domingo, 21 de fevereiro de 2016

QUANDO A BANANA COME O MACACO

QUANDO A BANANA COME O MACACO

Meu velho amigo Freitas tem um comportamento esquisito e há horas que fala coisas muito engraçadas. Ele, que anda muito revoltado com a situação nacional, disse que toda vez que vê um macaco lembra do Brasil, porque o bicho com aquela cara de sem vergonha só gosta de duas coisas: banana e sacanagem. Aquilo me deixou intrigado e logo pensei que ele é  um sujeito observador. Banana tem mesmo tudo a ver com sacanagem. Lá no fundo do coração o leitor deve estar dando razão ao Freitas, pois quem nunca teve esse pensamento malévolo diante de uma banana grande e suculenta levante a mão?!
Até aqui vimos que meu amigo está coberto de razão. Mas, e essa de comparar o Brasil com Macaco Cara sem Vergonha? Está certo isso? Enquanto pensava, folheando uma revista, por acaso, vi uma foto do Palácio do Planalto. Observei sua imponência, a plasticidade arquitetônica, o contraste da dureza do concreto com a sensualidade dos abaulados e formas arredondadas, viajei pela leve combinação entre vidro, água e horizonte; tudo levando o observador à certeza do perfeito equilíbrio entre o mundo natural e a genial obra da criatividade   do projetista. 
Repentinamente uma mosca intrometida pousou na ponta do meu nariz, transportou-me à realidade e voltando a encarar a foto, observei a rampa por onde sobem e descem tantas autoridades e a seguir comecei a imaginar o que se passa lá dentro, naqueles salões iluminados, decorados com obras de arte, pesados moveis e tapetes da Pérsia. De súbito me veio à mente a figura de uma tremenda macacada, toda caras sem vergonha, se banqueteando com nossas miseraveis bananas, umas moles, outras meio duras, outras quase podres, outras verdes, outras ainda em flor, pequenas, grandes, médias, grossas e até finas. Não importava; todos comiam avidamente sem a menor consciência. Era um verdadeiro assalto ao bananal.
Foi então que o relógio despertou e, assustado, vi que tinha passado por um pesadelo. Certamente o motivo foi que há dias o Freitas me ligou e a conversa, para não variar, não foi outra a não ser banana, macaco sem vergonha, operação Lava Jato, mentiras da Dilma, impeachment, a falsa modéstia do Temer, a santidade do Renan, o bigodinho sensual do  juiz militante Fachin, aqueles óculos carnavalescos da Rosa Weber, o estrelismo do Barroso, a chupeta do Toffoli, a cara de múmia do Lewandowski, o cinismo do Cunha. Aliás, até calculamos quem era mais cinico, se a cunha do Cunha, a cegueira do Lula ou o dentão da Dilma. 
Ai resolvi ligar para o Freitas para lhe contar o nefasto pesadelo. Ele deu uma retumbante risada e me contou que no carnaval saiu fantasiado de Petrobras carregando um macaco peludo, empunhando um pires de esmolas, puxando um carrinho cheio de bananas e nas costas uma frase assustadora recendia em letras douradas: A BANANOBRAS NAO É NOSSA, É DA MACACADA! Então perguntei a cor da fantasia. Ele disse que era vermelho comunista, porque esse negocio de verde e amarelo já era. Claro que não concordei, mas, como discutir com o Freitas nunca foi a melhor opção, resolvi deixar pra lá.
Agora que o carnaval se foi, passaram-se as férias, formaturas, visitas, a gastaça com presentes e viagens; chegou a hora de pagar as contas, de conferir o tamanho do estrago, de voltar ao trabalho, de lembrar que a Dilma ainda existe, a gasolina está pela hora da morte, vai faltar arroz, feijão e açúcar, o pão de cada dia pode virar pão de cada semana, o dólar dobrou a montanha, o real está virando papel higiênico, a garotada vai voltar às aulas e vai precisar de uniforme, caderno, lápis, borracha, sapato, tênis, mochila e umzinho para a merenda, porque ninguéé de ferro... E onde arrumar tanta grana, se o empreguinho tá balançando, a inflação está forte como nunca e a carestia esta pegando fogo? Resposta para essa crucial pergunta certamente quem tem na ponta da língua é o Freitas que de cara responderá
- Ligue para a Dilma, diga que votou nela, que a BANANOBRAS é sua e que você quer sua parte no bolão. 
O caro leitor obviamente deve estar cansado de esperar a hora ou dia em que bananas comerão macacos, porque até aqui esse tal Freitas só mostrou o contrário. O título deve estar errado! Então modestamente respondo que nosso Freitas está certo. Ele não passa de um revoltado que usa de metáforas para criticar macacos ladrões profissionais, por isso informo que ele o está chamando de banana o tempo todo, desde a primeira linha.
Sinto muito informa-lo, mas concordo com ele. Isso mesmo, eu, você, os eleitores do PT, a oposição, a militância, os idiotas úteis que aplaudem até boi manco, sindicalistas, juízes, militares, policiais, intelectuais, empresários, professores, igrejas, aposentados; todos nós sempre fomos um bando de bananas inúteis e podres, à disposição no cacho, para sermos comidos pelos macacos caras sem vergonha. A diferença fundamental entre eles e nóé que temos medo, somos comodistas e desunidos. Eles são astutos, corajosos e corporativistas. 
Não há quem esteja satisfeito com a situação que ora vivemos no Brasil. Se você está temporariamente satisfeito, tem seu bom emprego, segurança e salario, não se esqueça dos seus filhos, netos, sobrinhos e outros que talvez não terão o mesmo espaço que você conseguiu nessa sociedade de macacos malandros caras sem vergonha. Se você é um universitário do Pro-Une, tem razão de estar satisfeito, mas quando se formar, com toda certeza, será mais um desempregado, porque ninguém mais investe no país da macacada.
Se você é um petista, comunista, marxista, bolivariano, reacionário, revoltado, invejoso, mal sucedido, preguiçoso, sádico, fica sempre pensando em si dar bem sem trabalhar; passe os olhos na história e veja o que aconteceu com os inúteis como você, que apoiaram os macacos sem vergonha de outros países, tais como a Rússia, China, Cuba, Alemanha, Venezuela, Japão, Itália e outros. Você verá que eles sempre foram bons para mandar, ruins para respeitar a liberdade alheia e amam o capitalismo, o consumismo e a curtição; de preferência com o dinheiro público. Ademais, vivem e sempre viveram se banqueteado em Paris, Londres e Nova York. Havana sobra para o sonho pobre da militância ignorante.
Se todos nós bananas, parássemos o Brasil para balanço, pegássemos um mega fone, fossemos para as ruas, para a imprensa, para a internet, para as redes sociais e exigíssemos respeito dos macacos, eles enfiariam seus rabos entre as pernas. De que adianta os bananas do "Movimento Passe Livre" fazerem aquela patuscada diária, em prejuízo para a cidade e para si próprios, protestando por causa do aumento nas passagens de ônibus? Estão tão somente demonstrando ser um bando de bananas mal informado, apenas tentando pisar na ponta do rabo do macaco. Não têem a menor noção de que seus passes livres para o futuro estão sendo bloqueados, suas pontes estão sendo bombardeadas, a sinalização está sendo apagada e suas mentes estão embotadas pela ideologia marxista podre que sempre promoveu miseria, violência, mais atraso e mais sucesso para a macacada. 
O Brasil está em marcha ré e assim continuará, porque esse é o compasso lucrativo para a macacada sem vergonha e faminta. Deixe, bando de bananas, de ser atraído por falsas promessas, de ser instigado ao ódio e à intolerância social que nunca existiu no Brasil, pois é assim que os grandes ditadores e seus grupos de macacos famintos se apossam das sociedades enfraquecidas que acreditam em suas mentiras. 
O dia que nós, bando de bananas, nos encorajarmos, e banirmos de nossas vidas o populismo mentiroso que nos engana e crucifica, comeremos os macacos e seremos uma nação rica e justa. Pobres existirão somente na lembrança!

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO. 


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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A FESTA DOS DENTUÇOS E O IMPEACHMENT DO BRASIL


A FESTA DOS DENTUÇOS E O IMPEACHMENT DO BRASIL

Ufa!
Até que enfim Deus ajudou que chegamos inteiros ao fundo do poço em 2015! Segundo alguns analistas mais otimistas a profundidade do poço é maior do que se pode imaginar e a submersão pode continuar até final de 2017 ou mais. Ano difícil esse! Vai ficar na história suja como o ano em que mortos e feridos salvaram-se todos, menos o Brasil e alguns picaretas que estão vendo o sol e o novo ano nascerem quadrados.
 
País intrigante esse tal Brasil! Aqui nascemos e somos criados na crença de que bonitões de terno e gravata tudo podem. “Filho de bacana, bacaninha vai ser! Político e cães mordem, mas acredite mais nos amigos fieis de quatro patas. Pobre é pobre por culpa do capitalismo! Político que faz pode roubar! Justiça é só para os pobres! Há leis que pegam e que não pegam!” E outras tantas asneiras que encheriam esse jornal inteiro, se fizéssemos um apanhado pelos rincões. Tudo sempre demonstrando que a vocação do Brasil é para se perpetuar como um paraíso dos espertos, onde tudo compensa menos ser honesto trabalhador e cumpridor da lei.
 
Outro dia ouvi alguém dizendo que tem muita esperança no Brasil, porque afinal as coisas parecem estar mudando e o maior sinal é ver alguns intocáveis irem para o xilindró; sintoma de que as instituições ainda funcionam inspiradas na ordem democrática em vigor.
 
Eu, particularmente, confesso que apesar dos pesares, ainda sou um tanto pessimista e preciso mais tempo para chegar à mesma conclusão. Posso explicar o porquê! Obviamente não passa pela cabeça de ninguém em sã consciência desmerecer o trabalho daqueles heróis do grupo da desratização, cujo nome “Lava Jato” representa muito bem o remédio que o Brasil precisa para se transformar numa nação civilizada e justa. Seu mérito é indiscutível, entretanto é impossível prever se a semente vai se multiplicar e se transformar num valor frutífero com peso para fazer medo nos futuros aventureiros. Quadrilhas são moldáveis e facilmente adaptáveis e, apesar disso, seus tentáculos estão entranhados no tecido social como um florescente câncer em metástase há mais cinco séculos. A política do toma lá da cá e o nepotismo são valores tão solidificados que ganharam status de herança para ser passada de pai para filho geração após geração. É disso que vivem os profissionais da atividade política no Brasil, a qual prospera diante da ignorância e da pobreza somadas ao desinteresse comodista daqueles que podem compreender o tamanho do problema.

Os lucros seculares são tão vantajosos para os coronéis mandachuvas da política que a eles não interessa a profundidade do poço, quantos anos durará o nefasto mergulho na lama da imoralidade, da incompetência e do atraso. Apenas têem olhos fixos no poder e no controle das massas populares, as mantendo sempre na esperança de que um dia tudo vai melhorar desde que um novo mandachuva seja entronado.

Um juiz sério, apolítico e cumpridor dos seus deveres legais ainda é considerado um indesejável inimigo que precisa ser destruído. O apoio é tímido, tanto da parte dos seus pares, quanto da imprensa e da opinião pública, ambos se mantendo num precavido silêncio; por medo, por conivência, por desinteresse ou até mesmo por interesse. Há de tudo no balaio de ratos que reina no ambiente político brasileiro; menos bom senso, coragem, determinação e interesse pelo bem coletivo.

Além do mais existem forças ocultas em plena ação e grande parte da população brasileira não conhece seu poder, onde e como atuam. Primeiramente dividiu-se a nação brasileira em duas bandas: Ricos maus de um lado e pobres coitados do outro. Os primeiros são aqueles que lutam, criam, investem, geram riquezas, empregos, pagam impostos e carregam a nação nas costas com pouco retorno e reconhecimento. Os segundos, os que precisam continuar pobres e ignorantes, pois é neles que a semente do poder sem escrúpulos germina e ganha forças. A cereja desse bolo maldito é a mentira deslavada de que o governo populista esta preocupado com a pobreza, quando na verdade sua única preocupação é usá-la como suporte para se manter no poder eterno.

Caso fosse um poder casto e limpo, até poderiam obter o perdão da história, contudo, metade da população brasileira sabe que o poder que desejam é sujo, uma vez que está associado com a ideologia ditatorial, que jamais deu certo em lugar algum, a qual atende pelo assustador nome de “comunismo do proletariado”. Sua peculiaridade principal é que o dinheiro fica na mão dos ditadores comandantes e o peso da cruz da miséria nas costas do povo heróico.

Infelizmente, o que resta aos conformados, medrosos, e ignorantes é continuarem calados, encolhidos nos cantos confortáveis da esperança de que a tempestade um dia passará, ainda que demore anos ou décadas e que de preferência não deixe rastros para seus filhos pagarem. Não têm consciência de que o único raticida com poder para destruir a endemia de roedores é a vigilância popular incansável e permanente.

No mais, depois de anos alertando os prezados eleitores sobre os riscos da ignorância e do silencio, só me resta o desejo de que o novo  tempo seja recheado de muita paciência e saúde de ferro para continuarmos diariamente sendo esbofeteados pelos nossos adoráveis picaretas.

Feliz Impeachment em 2016!

ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO




segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

APRENDENDO A PERGUNTAR POR QUE?...


APRENDENDO A PERGUNTAR POR QUÊ?...

            A Ciência da Comunicação compõe-se de quatro bases principais: Informação, Órgão Emissor, Órgão Transmissor e Órgão Receptor. Informação - fato que se deseja informar. Órgão Emissor - o canal. Órgão Transmissor - caminho por onde viaja a informação. Receptor - sujeito que vai ouvir e entender a informação. É preciso que esses quatro elementos estejam em harmonia, senão a informação não acontecerá.
            Apesar da importância de todos, considera-se que o receptor seja o mais importante, porque sem alguém para compreender o assunto nada teria sentido, pois não se informa alguma coisa às paredes. Daí é preciso o uso de um código certo. Um exemplo de código errado seria certa transmissão feita em português para um inglês entender. Por isso o Órgão Emissor e o ouvinte devem estar usando o mesmo código. Outros exemplos até mais engraçados podem ser considerados. Um cão não pode se comunicar com um gato ou um médico não consegue fazer um militar entender como se opera um coração.
            Dentro dessa perspectiva observamos que, ao nascer, nós humanos sabemos nada do mundo, mas podemos chorar e nossa mãe pode nos entender. A criança emite um som, a mãe entende o código: frio, dor, fome, medo... Durante o crescimento a criança usa a inteligência para entender o mundo e por volta dos seis anos quer saber o por quê de tudo. Certos pais perdem a paciência com o pequeno que pergunta de minuto a minuto, porque não entendem que ele esta á procura de informações. Mamãe, por que o cachorro late? Por que a chuva cai? Se a mãe não usar um código simples a criança jamais entenderá a informação.
            Todavia, com a evolução do crescimento as dúvidas vão ficando mais complexas e neste momento entra em ação a “Escola”. Lá aprenderá por que dois mais dois é igual a quatro. Por que a água ferve? Por que o feijão brota? Nesta altura já terá capacidade de entender alguns códigos. O idioma do professor e os códigos matemáticos. Números e sinais também são códigos.
            Ao longo da vida ganhamos cada vez mais códigos que vão enriquecendo nosso saber através do grande número de informações que nos trazem e que aprendemos. Por isso nos transformamos em médicos, advogados, pedreiros, contadores, mecânicos... Todos esses profissionais se tornaram capazes de entender códigos e rapidamente transformá-los em informações e estas em habilidades.
            Contudo, todos os profissionais são, antes de tudo, seres humanos e devem se relacionar bem com outros da mesma espécie. Nasceu assim a “Ciência Política”, a mais importante delas, uma vez que relações humanas são pura política. Aqui, de novo, entra em cena a “Escola”, o lugar onde o indivíduo começa a aprender que seu limite termina onde começa o do colega. Este aprendizado também é um tipo de informação codificada, que resultará no exercício do “respeito ao outro”, uma das bases da democracia, porque só haverá gozo de cidadania plena havendo equilíbrio entre direitos e deveres.  
            Então, a escola além de formar profissionais e o progresso individual e nacional, também é uma espécie de coração pulsante onde o ser humano entra como pedra bruta, aprende a decodificar milhares de informações e deve sair com o brilho de uma joia rara, bela, útil, cara, admirável.
            Mas a missão da “Escola” ainda não acaba por aqui. Sua grande importância, muito além de formar joias para servir, é ensinar o ser humano a “Pensar”. Agora não estou me referindo ao conhecimento, mas à capacidade de enxergar não só em volta de si, mas além da linha do horizonte. Muitos desafios e segredos das relações políticas e, portando da vida, pairam bem distantes, mas têm influência imediata na nossa vida. O indivíduo que não sabe diferenciar as nuances dos códigos das verdades e das mentiras não esta preparado para se defender e, como tal, não esta preparado para a vida, porque, em política verdades e mentiras andam de mãos e pés atados, ora coloridas, ora monocromáticas, ora em preto e branco. Ambas chegam sorrindo, mas geralmente a mentira vem soltando fogos com promessas que não pode cumprir.
            Como então diferenciá-las? Apenas saber perguntar “por que” basta? Claro que não! De novo cabe à “Escola” acostumar o indivíduo com outras importantes perguntas, dentre elas: Pra quê, Quem, Onde, Quando, Com que Finalidade?
            Um professor jamais terá sucesso como profissional, como cidadão ou como familiar, se não estiver equipado com essa capacidade, assim como nenhum cidadão jamais viverá em democracia plena, se não se acostumar a ter em mente estas palavras. O exercício da cidadania se apoia na capacidade de formular essas questões na hora certa e entender o sentido das respostas, mesmo que tais respostas sejam apenas evasivas ou silêncio. O ato de “Pensar” leva o indivíduo ao ato de “Questionar”. Aquele que questiona e é capaz de entender as respostas jamais se engana com a cara falsa da mentira colorida.
            Se todos os cidadãos brasileiros estivessem capacitados para “Questionar”, não haveria injustiça social no Brasil. Assim seria melhor, porque a injustiça aumenta a pobreza e mantém a ignorância fazendo brotar a semente da mentira colorida com cara de verdade.
            Hoje o povo brasileiro esta vivenciando pesada crise financeira e moral e somente agora, quando é tarde demais, muitos começam a acordar para o desastre, porque desconheciam códigos informativos publicados há muito tempo na imprensa, na internet e outros meios de comunicação, os quais previam que qualquer hora o Brasil ia afundar. Poucos questionaram e ficaram satisfeitos apenas com aparências. A mentira trazia escondido na sua bolsa códigos de falsa verdade que enganaram o povo desprezando a mais básica lei matemática: - “saco que sai mais do que entra esvazia” - e como sacos vazios não param de pé o governo, para enchê-los de novo pretende aumentar impostos e continuar usando medidas populistas carregadas de falsidades. Aí esta a mentira colorida sorrindo dissimuladamente fazendo o povo esquecer que mais tarde alguém vai pagar o pato. E quem será? Pode ser seu filho! Às vezes nem tão tarde...
            O código correto informa a quem aprendeu a questionar que bons governantes não precisam nem da sóbria verdade, nem da mentira colorida. Devem apenas cumprir as leis impressas na Constituição Federal, nos Códigos Civil, Penal, do Consumidor, a Legislação Trabalhista e demais Leis Complementares.
            Muito se gastou de tempo e dinheiro, a fim de que essas leis fossem criadas e colocassem coleira no Estado e no capitalismo. No entanto governantes donos da mentira colorida não cumprem a ordem legal, preferem enganar o povo com pequenos agrados que não vão poder cumprir para sempre e depois, para despistar, dizem que estão acabando com a pobreza. Depois, quando tudo da errado, aproveitam para colocar a culpa do sofrimento do povo, na elite, nos países ricos, no sol, na lua, nas estrelas... Pior; dizem que o marxismo comunista vai exterminar a pobreza. Outra mentira, porque isso nunca funcionou em lugar nenhum e os pobres continuaram cada vez mais pobres e sem liberdade. Enquanto isso a verdade fala e ninguém ouve: - Político que dá quer escravizar.
            Agora vamos questionar:
Por que o governo brasileiro gasta bilhões fora do Brasil dando nosso dinheiro suado para ditaduras comunistas, que não respeitam a liberdade democrática, enquanto aqui velhos morrem à míngua, nossos hospitais caem aos pedaços, escolas sucateadas se espalham pelo país, a infraestrutura logística não comporta a demanda, a carga tributária é a mais alta do mundo, nossos combustíveis são ruins e caros e as cidades brasileiras cada vez mais se afogam na violência e no trânsito caótico?
            Talvez nossa democracia esteja em risco!   Será?
Pense, leia, pare, olhe, escute, pesquise, informe-se! Entenda os códigos das mentiras coloridas: ENGANAR PARA ENFRAQUECER E DOMINAR. Este é o código. 
            Assim os ditadores comunistas roubaram a liberdade em muitos países, conta a história verdadeira.
            Por isso, estão em suas mãos nossa liberdade e um futuro melhor. Pense!


ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO



quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O ESTADO CRIMINAL E O SINDICATO DE LADRÕES

O ESTADO CRIMINAL E O SINDICATO DE LADRÕES

Em 15 de novembro de 1889 o Brasil foi transformado numa república para que se cumprisse o velho sonho de tantos jovens sonhadores e intelectuais idealistas. Uns dizem que a única justificativa foi a simples influência vinda da América do Norte, numa imitação da opção dos Estados Unidos pelo presidencialismo. Outros que o Imperialismo era um sistema político caro, baseado em privilégios, de pouca flexibilidade, nenhuma alternância de poder e que a história do Império do Brasil estava calcada em desvios comportamentais, escândalos sexuais, traições e um velho ranço escravagista.

Mudar era necessário e foi o que aconteceu. Passou-se ao presidencialismo, mas o clientelismo e a macabra mancha negra do escravagismo jamais tiveram fim. A íntima relação entre políticos e os oligarcas das elites dominantes sempre transitou livre pelos salões dos palácios governamentais e nunca deixou de ser a chave capaz de abrir portas inimagináveis para um humano qualquer. Favores comprados a peso de ouro e cargos conquistados à surdina nas negociações espúrias e noturnas, enquanto a plebe pagante de impostos dormia o sono dos inocentes, jamais deixaram de ser o manual dos bandidos de gravata e cartola.

A escravidão sobreviveu agora não mais tão negra, mas miscigenada. Olhos azuis ou puxados, desde que não fossem ligados aos esquemas de poder também passaram a habitar a nova concepção de senzala. A sujeira corporal e o odor de suor e urina transferiram-se para bairros miseráveis das periferias, plantações de café, fábricas e suas cargas horárias de doze horas diárias, cuja exploração física substituiu a chibata, mas não deixou de doer tanto quanto suas investidas.

Essa situação jamais deixou de ser o estopim das permanentes conturbações sociais que povoam as paginas da História do Brasil, um país que em pouco mais de um século já teve mais de trinta presidentes, nem todos eleitos por eleições diretas e democráticas, sem contar vários mandatos interrompidos e revoluções com centenas de mortos e desaparecidos.

O resultado funesto da constante instabilidade é que nunca sobrou tempo para que os governantes governassem, pois todo o tempo que lhes restava era para governarem o desgoverno e seus interesses próprios. Enquanto isso o ato de defender os interesses do povo ficou esquecido em patamares inferiores na importância das prioridades do Estado. A bem da verdade a ordem política brasileira chegou a um caos tão profundo que o povo é que passou a ser ferramenta de defesa dos interesses do Estado, fato que  transformou o Brasil num país atrasado, endividado, fora do compasso da dinâmica do mundo desenvolvido, povoado por uma horda de ignorantes, analfabetos e conformados. Se considerarmos que a profunda ignorância gera pobreza e que a conformação leva ao comodismo, a sociedade brasileira se transformou no melhor dos mundos para os picaretas e espertalhões. Um lugar onde se pode cometer o mais bárbaro dos crimes contra os interesses do povo que tudo estará perdoado e esquecido; cuide-se quem reclamar.

Então Deus ajudou e nos deu o Partido dos Trabalhadores (PT) e suas propostas de justiça social, tão fortemente defendidas pelo seu comandante máximo. Ninguém teve dúvida de que o condutor divinamente inspirado era Luiz Inácio Lula da Silva, o nordestino de origem humilde, sindicalista empedernido, com história e coragem de sobra para governar o desgoverno nacional e colocar o Brasil no rumo da ordem e progresso com merecida democracia.

Ele então não demorou a mostrar a que veio. Tomou posse com pompa e circunstância, discursou aqui e ali, na ONU, na OEA, no FMI, no Banco Mundial, em dezenas de palanques e universidades, ganhou importantes títulos e honrarias, elegeu uma sucessora e virou “O CARA”; porque sabia como ninguém convencer a todos que conhecia a mágica que levaria o Brasil a se transformar em modelo de desenvolvimento, assim como em exemplo de como se deve e se pode exterminar a pobreza em todo o mundo.

O mundo acreditou nele como a maioria de nós brasileiros. Entretanto, o povo brasileiro não sabia o que o mundo já tinha conhecimento. Doze anos antes de tomar posse como presidente salvador da Pátria, Lula já estava de conchavo com o grande ditador Fidel Castro, quando fundaram o "Foro de São Paulo". Um órgão de magnitude continental, com o intuito de transformar o Brasil e a America Latina em redutos marxistas, onde tradicionalmente a ordem democrática só existe no papel. O Mundo fechou os olhos, porque Lula sempre fez questão de mencionar a palavra “democracia” em todos os seus pronunciamentos e, a fim de conquistar a confiança do povo, lançou mão do mais profundo populismo da historia do Brasil. Baseou o crescimento na distribuição de dinheiro fácil, no consumismo irresponsável, fez olhos e ouvidos de mercador para o desgoverno a sua volta e para a crise mundial que se prenunciava. Transformou-se no maior fenômeno de popularidade jamais visto no Brasil e sem ninguém perceber dirigiu o país rumo ao desastre passando a gastar sistematicamente mais do que a máquina produtiva comportava.  Para manter tudo isso, construiu sua ilha da fantasia cercada pelo sistema tributário mais faminto do mundo.

Então passamos a viver a tragédia anunciada, uma vez que o populismo é um sistema perverso de duas mãos. Uma dá aos pobres sem prepará-los para viver por conta própria e a outra toma, através da alta carga tributária. Enquanto isso as duas posicionam elementos de confiança em cargos chaves, para acobertar falcatruas e limitar o alcance da lei ao que chamamos de “Aparelhamento do Estado”. No entanto o populismo ainda tem outra face oculta e perigosa, uma vez que promove fantasioso estado de felicidade baseado numa especie de cortina de fumaça para distrair o povo, enquanto a estrutura governamental se prepara para destruir a democracia e eleger um querido ditador comunista.

Isso não podia resultar em outra coisa. O ambiente de êxtase passageiro anestesiou a consciência popular e transformou o Brasil numa espécie de "Sindicato de Ladrões" com direito a se apropriar da coisa pública a hora e da maneira que bem entender sedento para dividir gordos lucros, desde que os prejuízos sejam pagos pelo povo.

Essa é a triste história de uma nação que há mais de cinco séculos teve seu destino selado pelo banditismo extrativista, transportado até aqui nos porões das caravelas portuguesas e até hoje conservado com especial carinho na geladeira das consciências mortas.

Enfim, parece que as tais consciências começam a ressuscitar e um sopro de vida nasceu lá pelas bandas do Estado do Paraná. Um tal general Sérgio Moro e seu exército de jovens guerreiros resolveram estancar o esgoto que há cinco séculos vem envenenando o organismo nacional e assassinando a Ordem e o Progresso. Que os anjos do bem digam amém, porque os do mal são quase indestrutíveis.

Deus salve o Brasil e seu pobre povo heróico e cansado!


ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO





sábado, 28 de novembro de 2015

A PRACA E DO POVO! A PETROBRAS NAO.

A PRAÇA É DO POVO! A PETROBRAS É DO GOVERNO.

O importante poeta baiano Castro Alves, falecido em 1871, foi grande defensor da liberdade. Também conhecido como poeta dos escravos, na sua curta vida compôs vários poemas, mas alguns ficaram na galeria dos maiores: “Vozes da África”, “Navio Negreiro” e “Espumas Flutuantes” este tratando de problemas existenciais. Escreveu também sobre a importância do livro como fator de transmissão de cultura e libertação. E obras menos conhecidas como o poema “O povo ao Poder”.                    

Castro Alves criou a expressão “A praça é do povo assim como o céu é do condor”, comparando a praça ao espaço livre do céu e o vôo do magnífico pássaro planador à vida em liberdade democrática. Não é difícil perceber que sua intenção nesta bela e oportuna comparação foi chamar a atenção para o espaço que o povo deve dispor a fim de exercer o direito de ser livre. Um local aonde se vai para passear, se mostrar, encontrar amigos, dialogar, saber das novidades, fazer novas amizades e, muitas vezes, protestar. Afinal, qual prisioneiro goza do direito de ir e vir ou de apenas estar na praça?

Indiretamente Castro Alves se referiu ao prisioneiro enclausurado numa cela, sem liberdade, sem visão do outro lado das paredes. Fez uma analogia comparativa à ignorância, que escraviza o homem, porque o impede de questionar por simples falta de conhecimento.

Aqui também pretendo conduzi-lo, caro leitor, pelos caminhos comparativos usados pelo poeta. Se possível divulgue o texto, leia para outros menos esclarecidos e abra-lhes as asas, lhes mostre o caminho da praça, a direção do espaço do condor, a fim de que nossos governantes entendam que somos um povo livre por natureza, porque somos capazes de enxergar grades invisíveis à nossa frente e saltarmos sobre elas antes que bloqueiem nossas liberdades de ir e vir, de expressão, de trabalhar e produzir nosso sustento com dignidade, sem depender de esmolas de ninguém. Esmolas escravizam, geram gratidão da parte de quem recebe e cobrança daqueles que as dão. Assim funciona a vida: - Não há almoço sem paga, nem tempo que não passe antes do pagamento. Tenho dito isso em todas as oportunidades que a liberdade de expressão me proporciona.

Desde o primeiro suspiro começamos a pagar e pagamos por tudo até o último. Maná não mais cai do céu. Para aliviar nossa dor por não nos deixarem ser feliz, logo nos primeiros anos de vida inicia-se a lavagem da nossa mente com um sabão eficiente chamado “Patriotismo”. Aí põem na nossa cabeça que somos donos do Brasil, que o Brasil é nosso, que a Petrobras é do povo, que o Banco “X” é o ”Banco do Povo, que o petróleo é nosso. Depois dizem que temos que oferecer a vida pela Pátria. Claro, se preciso for a vida deve ser oferecida, assim como muitos já ofereceram, mas em benefício da liberdade e do seu bem estar pessoal, porque Pátria  significa nada sem você. Nada não é mais importante que o cidadão e sua felicidade! Assim deve ser o céu do condor, sem limites, nem cobranças, nem barreiras.

Estão cerceando o limite do nosso céu, quando nos dizem que o Brasil é nosso. Certo seria dizer que nós somos da Pátria Mãe. Afinal, não nos ensinaram que ela é gentil??
Por isso só cabe a Ela e a mais ninguém resguardar nossos direitos de liberdade, igualdade e fraternidade, porque assim está escrito na nossa Constituição Federal e na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Não só aqui, mas no mundo inteiro, em todos os tempos, venderam essa fantasia e lavaram mentes. Na realidade quem leva vantagem em pregar mentiras cívicas com cara de verdade são os governantes, porque ideologia nunca fez parte do pacote da felicidade.

Se vivemos infelizes numa Pátria que não respeita direitos constitucionais básicos, como afirmar que ela é nossa? Somos donos de nada e caso fossemos, certamente teríamos apenas a propriedade das nossas desventuras, humilhações e sofrimentos.

O ex-presidente americano, John F. Kennedy, certa vez, disse num famoso discurso que ninguém deve perguntar o que a Pátria deve fazer pelo cidadão, mas o que ele, o cidadão, deve fazer por ela. Ora, nós brasileiros passamos a vida nos doando pela Pátria e ela passa todo o tempo nos negando o direito de ser feliz.

Você é pobre? Não tem casa própria? Seu filho não pode estudar na melhor escola? Seu plano de saúde não cumpre a obrigação contratual? O combustível está fora do seu poder de compra? O salário esta minguado? O desemprego esta batendo a sua porta? Bandidos não respeitam sua família nem seu patrimônio? A condução é cara e ruim? Viu parentes morrerem nos hospitais imundos, quentes e ineficientes? A financeira tomou seu carro? A natureza esta se acabando? A Previdência Social esta falindo? Velhos estão na miséria? Temos crianças comendo lixo nas grandes cidades? O governo aumentou impostos para pagar a roubalheira que você não participou? A Justiça é demorada e você esta esperando há anos? Sem a menor dúvida, a culpa é da sua Pátria Amada.

Prova disso é que o governo brasileiro é a instituição mais rica e poderosa do Brasil, mantida à custa do povo e das empresas privadas. É o maior capitalista do felizardo grupo de aproveitadores. Esta associado aos grandes conglomerados empresariais, é dono de dois grandes e poderosos bancos, recebe bilhões em impostos para cumprir sua obrigação constitucional que é garantir nossa liberdade, igualdade e bem estar; mas não o faz. Entretanto, enquanto não cumpre fielmente as leis, abre vagas nas estatais para um bando de bacanas, amigos do rei ou da rainha e ainda manda os políticos saírem por aí lavando mentes dizendo que o povo é dono do Brasil e da Petrobras. Que engano!

O condor popular, para voar livre precisa deixar de ser dono do Brasil de mentira. Precisa aprender a querer privatizar empresas públicas, porque isso significa arrancar carrapatos da carne, assim arredando grades que fecham a passagem ao direito de ser feliz.

Nenhum governo e nenhum povo precisa ser dono de empresas. Isso é tarefa para empresários. Ao governo cabe mediar relações, normatizar, cobrar impostos justos, prestar serviços dignos ao cidadão, manter corruptos e bandidos na cadeia, defender o território e a soberania nacionais e deixar a praça livre para o povo voar e ser feliz, sem pobreza e enganação.


ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.