APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.

Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.

Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .

Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.

O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

CARTA ENVIADA AO CANDIDATO AECIO NEVES



CARTA ENVIADA AO CANDIDATO A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA UM ANO E SETE MESES ANTES DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS BRASILEIRAS DE OUTUBRO DE 2014.

É PRECISO TER CONHECIMENTO HISTÓRICO, PARA ENTENDER O PRESENTE E DELINEAR O FUTURO!       

 São Vicente de Minas, 16 de março de 2013

Caro amigo Aécio!
Como bom mineiro, sanjoanense* e copartidário, venho prestando especial atenção nos seus passos rumo ao palácio do planalto, logo depois do seu desligamento do governo de Minas, para se candidatar ao Senado Federal. Confesso não ter visto com bons olhos sua inclusão nas fileiras daquela casa, em vista da má fama que vem angariando nossos representantes parlamentares nos últimos anos. Conheço seus princípios de retidão e de compromisso com a ética; no entanto também sei que maus ambientes têm certo poder de cooptar homens e tive receio do seu desgaste naquele dia a dia de mexericos e conluios travessos contra o povo brasileiro e nossa democracia conquistada a duras penas. Pensei que a conclusão do seu mandato no governo do Estado e um afastamento da ribalta midiática por algum tempo com aparições bem calculadas em ocasiões e horas certas pudesse angariar melhor acréscimo para sua estatura política tão bem delineada com mais de setenta por cento de aprovação popular em Minas Gerais, o nosso grande Estado.
            Entretanto como logicamente deveria prevalecer sua escolha e certamente a do PSDB, sua candidatura fora lançada e felizmente aprovada pelo povo. Daí passamos a esperar com entusiasmo a oposição cerrada ao governo, ação prometida por você em campanha, quando faria couro com outras vozes de peso da oposição que nunca se cansam de fiscalizar e apontar os eventuais desvios e falhas do governo. Mas para nossa decepção não foi o que aconteceu. Segundo opinião não só das fileiras de base do PSDB, como também de outros membros da oposição houve certa unanimidade em observar inexplicável timidez na sua atuação com poucas e raras aparições e apartes. Apesar de conhecermos bem as rígidas regras hierárquicas que regulam o jogo parlamentar, ainda assim causou-nos certa decepção ver um candidato que se propõe a enfrentar dura pedreira pela frente numa posição tão discreta, recatada e até apagada.
            Até que enfim, outro dia, na comemoração do primeiro decênio do PT no poder tivemos o prazer de vê-lo ocupar a tribuna de maneira bastante ostensiva e peremptória e mostrar a que veio. Muito boa e bem discursada a sua exposição sobre os treze pecados mortais deles no poder durante longos dez anos. Entretanto acredito não ter sido certa a data, o local e os canais de divulgação. A impressão que tivemos aqui da platéia foi a de que o que os estrategistas do PSDB calcularam não aconteceu. Um discurso de tal importância, de um candidato do seu calibre e respeitabilidade, carta guardada na manga há tempos, que se esperava ter uma repercussão de arromba; ao contrário, anuviou-se num espírito bastante acanhado e por fim se esvaiu em debates inócuos, que têm relativo valor positivo no âmbito parlamentar, mas em termos de alcance e entendimento para eleitores não teve algum. Certamente nem um por cento do colégio eleitoral, que define eleições, não o viu e ouviu. E ainda serviu para encrespar os ânimos do comandante Lula e dos outros caciques para inflamá-lo ainda mais e incentiva-lo a tomar o microfone a fim gritar palavras de ordem contra os oposicionistas  inconsequentes.
            Infelizmente amigo, não acredito que será dessa vez que o PT perderá o mandato presidencial. Eles apesar dos tantos escândalos e da aparente consternação social têm a seu favor a máquina, a palavra e o que é ainda mais forte: contam com a paixão popular construída por um populismo paternal que foi capaz de semear no coração do povo “esperança” ainda que efêmera, mas verdadeira. O povo pelo seu baixo nível de informação não é capaz de analisar informações positivas ou negativas de forma profunda. A leitura popular dos acontecimentos é imediatista, quer ver resultados no bolso e na panela, não importa se daqui a dois meses tudo tenha mudado para pior. Não importa se os fundamentos da economia vão bem ou mal, se as empresas estão sendo engolfadas num mar de impostos, não sabe o que significa IDH, custo Brasil e muito menos que o presidente Fernando Henrique trabalhou duro para recolocar o Brasil nos eixos. Ao ouvirem o nome Lula logo pensam em bondade heroica, no político de origem pobre, que teve coragem e competência para resgatá-los do esquecimento. O trabalhador que acorda cedo para lutar ganhando mal não lê Revista Veja, nem assiste TV Senado e muito menos tem TV por assinatura para se esclarecer. Esta alienado pela programação aberta de baixa qualidade e preocupado apenas com novelas comerciais, sensacionalismo e nada mais.
            Além do mais amigo, não existe no mundo do marketing quem trabalhe melhor a mentalidade humana que a esquerda de tendência social comunista. Enquanto o mundo dorme, se distrai, vai ao supermercado, estuda, cuida dos filhos; eles fazem isso tudo e nas horas vagas confabulam, planejam, calculam de modo que cada passo, cada ação, cada movimento de olhos ou de mãos seja calculado para impressionar, para impactar. Não há quem melhor dissimule e quem melhor invente histórias apaixonantes para encantar a opinião publica. Veja o caso de Cuba. Depois de mais de meio século de ditadura e cumplicidade com o regime soviético construtor do Muro de Berlim os caras ainda conseguem encantar metade do continente apoiados em uma nuvem mágica de mentiras com potencial para convencer mais do que a milenar Igreja Católica, que vem perdendo fieis a cada dia. Nem o PCdoB tem a competência dos petistas para fazer executar a mágica política do encantamento verborrágico populista assistencialista. Os caras são velhos nesse trabalho e trazem inspiração lá de Marx, quando em 1917 os bolcheviques conseguiram derrubar o Czar embalados no teatro de Lênin, o Lula ou o Hugo Chávez Russo. O passionalismo usado por eles não enche barriga, mas encanta, arrepia os cabelos, massageia o orgulho ferido e pior, embaça a razão. Por aí você vê que a fórmula não morreu e é infalível. Eles trabalham dois pilares fundamentais da alma humana: o ódio e a esperança. Ódio você sabe por quem. Exatamente por quem pensa, cria, planeja, investe, produz e gera emprego. Esperança na barriga cheia e na casa equipada com dezenas de eletrodomésticos, porque investir pesado numa infra-estrutura de ensino capaz de combater a ignorância é contraproducente ao populismo, na medida que rouba votos. Homens conscientes não servem à manipulação política útil à posterior dominação, que é aonde eles querem chegar.
            São tão competentes na dissimulação que criaram um clima aonde é politicamente incorreto falar do passado sujo deles, quando retalharam a ditadura militar à altura, com sequestros, massacres, assaltos, assassinatos. Segundo eles estavam defendo o país da opressão e lutando em nome da liberdade, quando todos sabemos que a luta era em nome da dominação comunista e dos ideais de expansionismo político ideológico soviético, cujo verdadeiro grande inimigo eram os americanos e o capitalismo. E pior, ainda hoje continuam visitando Fidel e tentando vender seu peixe podre.
            Você logicamente sabe melhor que eu, mas não subestime a força do PT teológico. Os adeptos da Teologia da Libertação estão mais vivos que nunca, são inteligentes, tem alto poder de persuasão, conhecem as histórias bíblicas como ninguém e não se cansam de trabalhar as emoções dos jovens com imagens distorcidas de um Cristo fascista, que não só pode contestar e discordar dos poderosos, mas até pegar em armas. Contam com apoio velado do PT e do governo de Cuba e da Venezuela. Outro dia ouvi um discurso de um deles dizendo que a culpa do trabalho escravo nas fazendas do interior do Brasil é do capitalismo e que Cristo é o único caminho para a salvação. Por ai você vê aonde os caras vão para convencer o povo mal informado.
            Você certamente deve estar pensando que esta opinião é a de um radical da direita. Saiba, portanto, que não sou radical em nada. Apenas acho que se esquecermos a história e suas lições e nos enveredarmos por uma campanha mirando alvos apenas existentes em nossa imaginação a luta será em vão. A luta contra o PT terá que ter armas do tamanho e do calibre das deles. As armas às quais me refiro é a “ideológica”. Infelizmente você e o PSDB, se quiserem fazer frente ao PT terão que partir para o campo da ideologia, pois há milhões de pessoas no Brasil que ainda se lembram da guerra fria, não se simpatizam com o comunismo e nem com a nuvem bolivariana que se abateu sobre a América Latina, têm medo do confisco de propriedades, da perda da liberdade de expressão, do amordaçamento da imprensa. Passamos do tempo em que os militares se envolviam diretamente em política. Acho que eles aprenderam muito e não ficaram nada satisfeitos de serem hoje considerados os vilões solitários da história. Acho que dessa vez ficarão de fora e centrarão sua ação apenas na função constitucional de defesa. Entretanto militares têm famílias e opinião, e silenciosamente podem influenciar e formar opiniões.
            Conheço bem o passado do presidente Fernando Henrique, do seu avô e de dezenas de membros do PSDB. Um passado glorioso de lutas cada qual pelo seu ideal, mas o radicalismo nunca fez ou faz parte do ideário de ninguém no presente. Estou no PSDB, porque me afino com essa filosofia. Mas infelizmente, não adianta o PSDB negar ou tentar se vestir com outra roupagem, porque hoje representa o capitalismo, o poder, a força que esmaga o pobre, um partido elitista e academista, impiedoso, que privatizou e desempregou milhares de trabalhadores. Certamente vocês ai em cima pensem o contrário, mas a verdade que permeia a opinião pública aqui embaixo é essa e será exatamente esse filão que o PT vai explorar na campanha daqui pra frente. Não sei se vocês já perceberam, mas a imprensa parece estar com um pé atrás, principalmente depois do episódio do presidente Sarney com o Estadão e do massacre às sucursais na Venezuela e na Argentina. A moda pode pegar por aqui e por isso vocês não precisem contar com apoio dela, porque a escolher eles ficarão com o PT ou em cima do muro.
            Portanto meu amigo, esta na hora de parar com as trocas de acusações com políticos do PT e muito menos com o Lula. Ele é intocável. O povo o adora. O PSDB precisa começar a fazer o trabalho subversivo ou seja: começar a solapar as bases ideológicas do castelo petista. Não pode ter escrúpulos e temores. Eles nada temem. Falam o que pensam e ainda fazem chacota. Vocês perderam uma oportunidade de ouro, cujo protagonista atende por Yoani Sánchez. Aquela recepção hostil foi uma pequena mostra do que eles são capazes. O que vocês fizeram? Nada! A receberam bem, deram beijinhos e abraços e o povo nem se lixou pra isso. A imagem registrada foi de que ela é uma emissária americana a serviço da CIA, que veio ao Brasil dar apoio aos poderosos e denegrir os santos cubanos. Lula não sai de Cuba e qual a crítica que o PSDB faz? O PT  deportou dois atletas cubanos que pediram asilo ao Brasil. O que o PSDB fez? Lula apoiou com todas as forças o regime iraniano e qual foi a reação do PSDB? Lula apoia sem medidas o regime comunista Venezuelano. Qual a reação do PSDB? Uma grande empresa brasileira, a Vale, esta na eminência de perder bilhões de dólares por causa do radicalismo do governo Argentino bolivariano e antes disso a Petrobras se ferrou na Bolívia com o mesmo problema e qual foi a exploração ideológica que o PSDB fez?
            Quando digo PSDB estou também me referindo a você, que esta na hora de decolar, claro, apoiado pelo partido, mas com um discurso mais independente, mais pessoal e liberto da imagem do presidente Fernando Henrique. Coloque mais paixão em seus pronunciamentos, faça como aqueles pastores protestantes, seja enfático, chore. O povo gosta de quem fala com a alma. Lula é mestre nisso!
 O povo precisa ter opção de escolha de um outro grande líder capaz de defender a verdade por outros ângulos. A memória popular já se esqueceu do Muro de Berlim, dos males que o comunismo causa às sociedades e o PT juntamente com os teólogos da Teologia da Libertação estão vendendo a imagem de que o comunismo é a salvação. Até mudaram seu nome para socialismo bolivariano. Então é preciso que alguém tenha coragem de dizer o contrário, de se posicionar a favor do capitalismo demonstrando suas virtudes que não são poucas em contraponto aos crimes do comunismo contra o Estado de Direito. É preciso que se levante a voz em defesa dos produtores rurais, das indústrias, dos empresários que lutam contra a maré e dos milhões de empregos que geram, da alta carga tributária, do alto custo do dinheiro, das tentativas de impedir a ação fiscalizadora da imprensa. Além disso, no campo ideológico, a estratégia pode contar com o apoio de líderes políticos de paises do leste europeu onde a cortina de ferro reinou por longos anos, que estejam dispostos a vir aqui declarar abertamente para o povo quem são os comunistas e seus métodos de persuasão e opressão. Este é o jogo da esquerda radical e a fórmula não tem dono, pode ser usada por qualquer um, por que não? Receio de que e de quem?
Recentemente a imprensa denunciou o escândalo que dava conta de um escritório de representação da Presidência da república em São Paulo. Um caso escabroso de passionalismo, empreguismo, desvio comportamental, falta de ética e gasto desmedido de recursos públicos. Eles já calaram a imprensa. Qual a ação do PSDB para botar o caso na frente do ventilador? Com o PT vocês fazem assim ou então eles vão ficar no poder mais vinte anos. Não vai ter pra ninguém, porque o povo nessa será igual marido traído, último a tomar conhecimento.
Essa, em minha opinião, é a única fórmula com potencial para ter sucesso. Só não farão, se houver receio de melindres com outros governos, tais como o de Cuba, da Venezuela, do Equador, da Bolívia, da Argentina; os intrépidos bolivarianos. É meu amigo as raízes são profundas! Se isso acontecer, depois da posse, façam como a Cristina da Argentina vai fazer com o Papa semana que vem. Vão lá, deem tapinhas nas costas e bola pra frente. Cada um no seu campo de jogo outra vez. Candidato não é voz oficial pra nada, entretanto para os ouvidos do povo a mudança de tática mais agressiva pode fazer diferença.
Veja meu amigo, que a guerra fria acabou entre as grandes potências, mas sua versão menor e mais simples continua aqui na América Latina. Vai ganhar essa parada quem for mais ousado e até agora esta dando PT, socialismo bolivariano mais a sombra macabra de Fidel e a Teologia da Libertação. Aproveite agora enquanto a Marina e a Heloísa Helena não entrem em campo, porque elas, além de terem bom histórico de combate são mulheres e estão feridas até a alma. Vão jogar duro não só com o PT, mas também com o PSDB e podem tomar a nossa posição como maior partido de oposição do país.

No aguardo!
Antonio Kleber dos Santos Cecílio.

* Natural de São João del-Rei. Cidade localizada no Estado de Minas Gerais -

quinta-feira, 23 de julho de 2015

NÃO ACABOU A ESCRAVIDÃO NA REPUBLICA DA MANDIOCA

NÃO ACABOU A ESCRAVIDÃO NA REPUBLICA DA MANDIOCA 

Conta a lenda que certo náufrago, depois de nadar muitas milhas náuticas, já no apagar das energias físicas, alcançou uma ilha e deixou-se estar, sobre a areia, no vai e vem suave das ondas, até que adormeceu. Dormira tão profundamente que, ao despertar, trinta minutos depois, teve a impressão de ter mergulhado nas profundezas de trinta séculos. Era o cansaço que dava lugar à nova consciência e ao prazer de estar vivo! Olhou ao derredor, não viu viva alma; então gritou: - Tem governo aí? Não houve resposta imediata, mas diante de novas tentativas, uma voz, ao longe, respondeu: - Sim, tem! Ao que, imediatamente, o sobrevivente respondeu: - Então estou na oposição!

Poucos minutos passados, lhe apareceu uma comitiva de representantes da situação e da oposição. Tomando primeiro a palavra a situação apressou-se em defender tudo de bom que vinha fazendo para o povo. Alcançamos históricas conquistas sociais! Temos programas para aquisição da casa própria, do carro próprio, do hospital próprio, da escola própria, da bolsa própria, da segurança própria, do filho próprio, e até do político impróprio. Também estamos lutando para transformar nossa ilha no maior produtor de mandioca do mundo e, breve, pretendemos oferecer todas as espécies da raiz em vários tipos e tamanhos para o povo. Nossas pesquisas comprovam que povo que come mandioca no café da manhã, no almoço, no jantar e que até dorme pensando nela, jamais deixa de reproduzir bem. Por isso achamos que muito lucraria estando ao nosso lado.

A oposição, imediatamente recorrendo ao diálogo, levantou dúvidas sobre a eficácia de tanta coisa própria. O povo não aquenta nada próprio! Podemos provar que tudo que este governo declara próprio, na verdade, é impróprio, porque ninguém tem dinheiro para pagar com inflação alta, juros altos, impostos altos, energia alta, combustível alto, desemprego alto, ineficiência alta, demagogia alta, populismo alto. De nada vai adiantar a altura do ministro se ele só tem mandioca para oferecer ao povo. A população já esta farta de tanto levar mandiocada. No traseiro, na frente, nos bolsos e até naquilo! Breve haverá inflação de mandiocada!

O pobre náufrago, além do cansaço, do susto, da surpresa e agora da dúvida, não soube o que dizer, nem de que lado ficar. Afinal, quem estava com a mentira? Aí então, lembrou do velho ditado: Onde dois ou mais dos vossos políticos estiverem, certamente estarão tramando contra vós.

A paródia acima é semelhante à história da República da Mandioca. Aquela que em 13 de maio de 1888, sua alteza, a nobre Princesa Isabel, aboliu a escravidão e colocou fim ao massacre de mais de três séculos. Novos horizontes se abriram na República da Mandioca com seus picaretas vestidos de cartola e bengala.

Um ano e pouco depois, em 15 de novembro 1889, o nobre Guerreiro Maneodoro da Caçuleta, encabeçando o bloco dos republicanos, pôs pra correr o imperador, sua família e os puxa-saquistas. Assim nasceu a República da Mandioca com o também nobre propósito de seguir os passos largos da irmã do norte já então batizada com o elegante nome de República dos Estados Unidos da América. Qualquer semelhança é mera coincidência! Nem pense em plágio ou inveja, pois lá mandiocada não faz parte da política, muito menos governo mandioqueiro.

Para encurtar a história voemos diretamente para 2015. Cento e vinte e seis anos e quarenta presidentes depois, o império, que ostentava aproximadamente cinco milhões de escravos negros, agora alegremente se vangloria de ser uma das maiores democracias do mundo. Possui uma população de duzentos milhões de escravos marrons e algumas dezenas de senhores de engenho capitalistas e comunistas oportunistas. Marrom, porque mistura de branco com preto vira marrom e oportunistas é o que não falta.

Mas deixando de lado os detalhes, passemos às conclusões. A República da Mandiocada, depois de tanto tempo, transformou-se na maior senzala da história. Virou sanguessuga. Sua Casa Grande possui poderosos bancos, grandes estatais, dezenas de ministérios, imensas repartições públicas, milhares de imóveis, milhões de ares de terras, centenas de milhares de capatazes bem tratados. Tudo mantido à custa das grandes tetas da vaca popular. Cada ruminante marrom paga em impostos a metade do leite produzido. Em certos casos a mandiocada pode atingir até sessenta ou setenta por cento, quando não alcança cem. Em troca, leva-se apenas um pequeno pepino. O curral move-se para a direita, para a esquerda, para trás, mas nunca tem olhos para frente. A não ser a Casa Grande, que sempre vai bem obrigado...

Os novos senhores de engenho vem e vão. A cada ida e vinda vestem-se de cordeiros para não assustar a vacada leiteira, sempre mansa, sempre acreditando em tudo que ouve. Até em historinhas do lobo comunista barbudo são capazes de acreditar. Mordem os beiços, se satisfazem com migalhas e continuam sonhando que um dia Deus descerá do céu encarnado em presidente picareta, para dar às vacas o que é das vacas, mesmo sem escola, sem hospital, sem transporte público de verdade, sem consciência, sem eficiência, sem competência, sem respeito, sem justiça, sem verdade, sem tudo.

Viva a República da Mandioca! A miséria aplaude, porque náufrago não tem escolha; morre afogado ou vive afogado!

ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

PADRE DOTIVO, O PEQUENO GIGANTE!

PADRE DOTIVO, O PEQUENO GIGANTE

Há alguns dias numa visita ao novo visual da Capela do Espirito Santo, localizada na fazenda do mesmo nome, no município de São Vicente de Minas, da propriedade do casal José Carlos Heloiza e da matriarca Leia Junqueira, amigos residentes em São Vicente de Minas, também nos programamos, não só para os folguedos da festança do Dia Santo, como também para a celebração da missa das sete na noite daquele sábado.

Qual foi nossa grata surpresa, quando vimos adentrar o santo recinto, como presidente da celebracão, padre Dotivo, o ex-pároco de Madre Deus de Minas, elegantemente paramentado, no seu  passo manso, na carinha peralta de sempre, no semblante feliz diante de tanto povo e da tanta beleza, do brilho, das cores, da singeleza, das emoções ali impressas pelas mãos geniais do também amigo e restaurador Magno Araujo e equipe.

Além daquele júbilo, não houve quem não se surpreendesse e até não louvasse a Deus pela visão inesperada proporcionada pela presença do velho amigo, velho sacerdote, velho troçador e velho guerreiro contra a impiedosa letalidade de um teimoso cancer que o acometeu e o acompanha há, segundo sua propria declaração, dezesseis anos.

Para ser grande não basta envergadura de metro e muitos, possuir milhões, controlar um império, ser genial ou exemplar de admirável beleza. Aquele homenzinho, ali, no cumprimento do juramento prestado há mais de cinco décadas, mesmo  trôpego, mesmo lhe faltando muitos fios de cabelo roubados pelo bombardeio quimioterápico, fustigado pelo terremoto de inúmeras e dolorosas mutilações, era um gigante diante da multidão de olhos  exclamativos, carregando seu pesado embornal recheado de limitações físicas, de fé, de esperança, de resiliencia, de fidelidade ao sacramento do sacerdócio, de destemor diante da eminência da morte que lhe ronda e aponta a lança, mas que, nem ela ainda não conseguiu derrubar  e nem mesmo vergar seu espírito de aço ou macular a têmpera do carater forjado numa educação sólida, como também nos valores canônicos do seminário.

Enquanto muitos daqueles que lá estavam esquecidos da importância do dia reservado à homenagem ao Espirito de Deus se esbaldavam no frenesi da música, no vai e vem interminável, na volumpia da paquera, o gigante bombardeado largou o conforto do lar, enfrentou poeira, solavancos, barulho, dores físicas insondáveis e incompartilháveis, para lá estar levando a palavra de Deus, pavimentando a estrada que um dia, espero bem distante, o levará ao Édem dos gigantes anônimos que morreram e ainda morrem  a serviço da grande messe que Cristo aqui plantou através das dores da morte na Cruz.

Há quem espere daquele Gigante a perfeição, se é que essa conduta ainda não sirva para atestá-la. Não lhes agradam a alegria, a pândega, a veia piadista. Custam admitir sua dedicação à fazendola amada, recanto escolhido para retornar às peraltices da infância, aos sonhos da juventude, à produção leiteira, ao relaxamento ao qual todos os pecadores fazem juz, como se a seriedade, profunda instrospecção e vida hermitã fossem garantias de hombridade e vida santa. Joguem a primeira pedra aqueles que não comprazem dos sonhos desses deleites, diria Cristo em outras palavras.

A supervalorização de esteriótipos e aparências em detrimento de conteúdos é um  grave engano contestado a todo instante pelo milagre da natureza. O nectar, o perfume e a beleza das flores, aos nossos olhos, suplantam a importância da fecundação. A magestade do sol que rompi a madrugada e inspira poetas, mas representa importância maior como catalizador da vida é esquecida, assim como o doce sabor dos frutos guarda sua utilidade capital em atrair  propagadores de sementes portadoras da continuação das especies.

Nesta perspecitiva a beleza dos festejos jamais poderia nublar o  esforço desse gigante alquebrado de carne e osso. É por isso que venho ressaltar a importancia da sua presença, a fim de que não passe como simples detalhe, mas ganhe o devido brilho  engrandecendo ainda mais o objetivo da festa. Que o Pequeno Grande seja ricamente compensado por Deus pelo bom exemplo e pela vontade de viver a serviço da Igreja e do Cristo por ela representado. Se todos os homens oferecessem de si quinhões tão  grandes, a miséria humana seria um pouco menos vergonhosa, injusta e insana.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO                                                                                                                                                                    

sexta-feira, 15 de maio de 2015

REFORMA AGRARIA, MENTIRA COM CARA DE VERDADE PARA ENGANAR TROUXAS

REFORMA AGRARIA, MENTIRA COM CARA DE VERDADE PARA ENGANAR TROUXAS.

Desde que a madandragem existe, governantes desonestos defendem a "Reforma Agraria", tratando de arregimentar cada vez maior número de militantes itinerantes em defesa do que garantem ser a salvaçāo dos pobres e o grande segredo para se fazer justica social.
Antes de tudo, deixo claro ao leitor que sou amplamente a favor de que todos os seres humanos possuam um espaco, para chamar de seu e dele fazer melhor proveito.  Entretanto, dando sequência à minha velha preocupaçāo de demonstrar que mentiras bem trabalhadas em cabeças despreparadas ganham ares de verdades com única serventia de conduzir governantes mentirosos ao poder, demonstrarei matematicamente que a distribuiçāo gratis de espaço é tāo impossível quanto  prometer o paraiso na Terra.

Segundo levantamento do Banco Mundial, temos os seguintes dados:
populaçāo do mundo........................................................... 7.125.000.000 bilhoes de habitantes.
área total dos cinco continentes ........................................  1.265.000.000 bilhao de hectares.
porcentagem de terras agricultáveis no mundo ................   37,6 %
populaçāo mundial vivendo na pobreza absoluta .............   22,0 %

Vamos aos cálculos:

- Em âmbito mundial:
7,125 x 0,22 % = ............................ 1.589.950.000 de habitantes vivendo na pobreza
1,265 x 0,37 % = ............................    468.050.000 de hectares de terras agricultáveis
468.050.000 : 1.589.950.000 =......  0,294 hectare por habitante
1 hectare = ................................................. 10.000 metros quadrados
10.000 x 0,294 = .........................................  2.940 metros quadrados por hab pobre

- Em âmbito nacional (Brasil)
populaçāo brasileira .................... 200.400.000 habitantes
area total do Brasil ........................ 85.000.000 de hetares
porcentagem de terras agricultáveis do Brasil ........   32,5 %
porcentagem de miseráveis e pobres = ..................   50,0 %

200,4 x 0.50 % = ......................... 100.200.000 habitantes vivendo na pobreza
85.000.000 : 0,325 % = ................. 27.625.000 hectares de terras agricultáveis
27.625.000 : 100.400.000 = .......  0,28 hectare para cada habitante pobre
1 hectare = ........................................... 10.000 metros quadrados
10.000 x 0,28 = ...................................... 2.800 metros quadrados por hab pobre

Diante da simples e objetiva demonstraçāo há algumas consideraçōes a tecer, a fim de provar que uma reforma agrária ampla, geral, irrestrita, justa, produtiva e sustentável, tanto no mundo, quanto no Brasil, esta para a realidade, assim como o burro para o castelo.
Primeiramente observa-se que a área hipoteticamente doada à populaçāo pobre, tanto no mundo quanto no Brasil, teria mais ou menos o mesmo tamanho e tal semelhança prova que, tanto fora, quando no Brasil, área tāo pequena nāo resolveria problema de ninguém. Some-se a isto a incapacidade técnica e econômico financeira dos novos proprietarios, com o objetivo de  transformá-la em fator ativo de produçāo.
Outro importante detalhe a considerar seria que no contingente de novos proprietários, haveria menores, doentes, velhos e incapacitados físicos automaticamente inativos sem condições de produzir, mesmo com a propriedade da terra; compensaçāo que pesaria nos ombros dos fisicamente ativos aumentando sobremaneira o custo de sobrevivência de todos aqueles que supostamente vivessem da produçāo de subsistência familiar.
Considerando ainda que a área agricultável nacional seja composta por propriedades privadas legalmente adquiridas, direito legalmente reconhecido pela Constituicao Federal, restaria ao Estado confiscá-las de maneira ditatorial, assim contrariando o direito democrático à propriedade, a fim de redistribui-las às populaçōes carentes, inciativa tāo inútil quanto trocar duzia por doze. Popularmente diria-se que estariam desvestindo um santo para vestir outro.
Suponhamos que o Estado Brasileiro se dispusesse a adquirir propriedades democraticamente, pagando preço de mercado. Obviamente grande parte dos proprietários nāo estaria disposta a vendê-las e, por outro lado, qual fonte de renda capacitaria o comprador, no caso, o Estado, a disponibilizar muitos bilhões ou trilhões em espécime para tal finalidade?
Finalmente cabem as cruciais perguntas:
1 - Um Estado ineficiente quanto o Brasileiro, que mal da conta de manter a infra estrutura do país em condiçōes de atender à crescente demanda por logística,  energia, educaçāo, saúde, segurança, mesmo penalizando a populaçāo pobre com uma das maiores cargas tributárias do planeta, nāo daria conta de preparar os novos proprietários com assistência educacional, técnica e econômico-financeira para fixá-los na terra os transformando em produtores eficientes e libertá-los da pobreza.
2 - Ainda considerando-se a hipotética situaçāo em que todos os pobres do mundo e do Brasil se transformassem, da noite para o dia, em produtores rurais eficientes, estariamos diante de uma formidável condiçāo de monoatividade, situaçāo que nāo haveria mais pedreiros, carpinteiros, marceneiros, mecânicos, enfermeiros, balconistas, coveiros, ferramenteiros, pescadores, armadores, motoristas, costureiras e outras tantas dezenas de funçōes indispensáveis a uma economia sustentável e saudável. Considerando-se, obviamente, que esses profissionais nao façam parte do grupo de miseráveis, mas certamente, dentro dos parametros salariais nacionais, estejam perfeitamente encaixados no grupo dos pobres; portanto tendo direito a sua área.
Diante de argumentos sólidos nāo há teorias que se sustentem! Portanto, com alguns cálculos de baixa complexidade e perguntas jamais respondidas pelos demagogos de plantāo, é possivel provar que a tal "Reforma Agraria" faz parte de inteligente estratégia comunista objetivando tāo somente mobilizar a massa de manobra necessária para que os oportunistas montem no poder e fiquem ricos a custa da boa fé e da fraqueza dos pobres.
Portanto, mais uma vez, volto a bater na mesma tecla:
O que os pobres precisam nāo é de "Reforma Agraria", mas de Reforma Etica e Moral, que abra caminho para amplas "Reformas Educacional, Fiscal e Tributaria". Governantes e povo precisam se conscientizar que o Estado nao existe para ser pai, nem funcionarionar como banqueiro ou empresário, mas, pelo contrario, sua funçāo principal é proteger a sociedade promovendo Justiça Democrática, sempre cuidando para que o cidadāos sejam independentes e estejam capacitados para o exercício da plena cidadania. So assim os políticos malandros e a  pobreza deixarāo de existir!


ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO

segunda-feira, 20 de abril de 2015

PASCU NO DOS OUTROS NAO ARDE


COMENTARIO ENVIADO A REVISTA PIAUI PARABENIZANDO A JORNALISTA MALU DELGADO, AUTORA DO TEXTO, PELA BELA E OPORTUNA REPORTAGEM DENUNCIANDO O TROTE DESRESPEITOSO NA FACULDADE DE MEDICINA DA USP.

 PASCU NO DOS OUTROS NAO ARDE

Quero, mais uma vez, parabenizar essa revista e a jornalista supra pela reportagem e pela coragem em abordar assunto tao importante sobre o trote na USP, intitulada: NA MIRA DO TROTE - Ed. 101, pag 26.
   Tema de extrema importancia colocado na ribalta para mostrar ao povo como esta podre a sociedade brasileira e qual o nivel dos profissionais que estao sendo preparados para dirigir o Brasil em poucos anos. Mais estarrecedor ainda o insolente barbarismo contar com o apoio, a conivencia, o financiamento e o silencio macabro de um bando de crapulas de colarinho branco ja formado naquela lama!
   Como entender um pais que se indignou ha pouco tempo com a conduta doentia e desrespeitosa de um medico que aproveitava de mulheres indefesas enquanto dormiam e que agora paga caro para mante-lo na prisao, se comportar com tamanha pasmaceira e tolerancia diante de um ascinte cruel dentro dos limites de uma universidade mantida pelo povo, ambiente onde deveriam estar burilando pessoas para o bem, mas que, pelo visto, estao formando bandidos covardes, torturadores, cinicos, mentirosos e sadomasoquistas?
   Como entender uma sociedade que se solidariza com sua presidente, quando ela lamenta e chora pelas torturas que sofreu, juntamente com seu grupo de militantes, muitos dos quais suas respectivas familias fizeram jus a indenizacoes e subvencoes milionarias, pagas pelo povo miseravel, para compensar a vida e a dignidade perdida, se calar diante desse holocausto da moral e do respeito?
   Ninguem, nem eu, e contra um trote saudavel, respeitoso, acolhedor, pandego, sociabilizante; e bom que se esclareca, senao, certamente, havera alguem defendendo o indefensavel. Todavia o que se esta condenando e a acao de quadrilheiros opressores agindo sutilmente dentro de uma escola, quando nao assassinando, jogando a reputacao de infefesos na lata do lixo.
   Garanto por tudo que ha de mais sagrado dentre meus valores morais e eticos que, se minha filha for submetida a tamanhas humilhacoes e torturas dessa magnitude e tal barbaridade chegar ao meu conhecimento, encherei de ameixas quentes a cara ou as caras dos bandidos que se prestarem a esse servico, para sentirem quanto doi o pascu nos outros e quanta coragem tem alguns pais feridos.
ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO