APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.

Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.

Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .

Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.

O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



quarta-feira, 1 de abril de 2015

TEM CASCAVEL NESSE MATO

 TEM CASCAVEL NESSE MATO

Estamos vendo todos os dias nos jornais noticias sobre a tal Reforma Política.

Portanto, na intenção de clarear o que esta por trás das cortinas, resolvi tratar do tema, a fim de melhor esclarecer aos amigos do que se trata, porque estando todos bem informados, através do compartilhamento na rede, será mais difícil os governantes nos fazer de gado sendo conduzido para o matadouro sem saber de nada e de cabecinha baixa.

Antes, quero ainda lembrar que por parte dos políticos, de qualquer partido, não há intenção nenhuma de fazer reforma alguma, porque a situação do jeito que esta é muito boa para eles. O caminhão deles está carregado de desvantagens é contra o povo!

Ademais, não posso esquecer de chamar atenção para mais um detalhe:
Prestem atenção que toda vez que o povo vai às ruas protestar contra a corrupção ou contra o sofrimento do dia a dia, eles se lembram da reforma, para acalmar os ânimos. Em 2013, se lembraram e depois esqueceram, quando o povo se acalmou. Agora será a mesma coisa. Assim que o povo sair das ruas, voltarão a esquecer.

O risco que nossa democracia corre é grande, porque a cascavel no mato é brava e venenosa e pode nos roubar a liberdade. O mesmo golpe já foi aplicado em outros países. O melhor e mais recente exemplo é a Venezuela, que se transformou num país comunista e miserável.

Vamos à explicação:

Existem alguns tipos de democracia, mas as mais importantes e mais usadas são:
DEMOCRACIA REPRESENTATIVA e a DEMOCRACIA PARTICIPATIVA.

No Brasil e na maioria dos países democráticos vigora a “Democracia Representativa.”
Representativa, porque vem do verbo “representar”. O povo vota em eleições diretas a cada quatro anos para eleger seus representantes no Congresso Federal, nas Câmaras Estaduais e nas Câmaras de Vereadores. A partir daí cabe aos representantes do povo fazer as leis e fiscalizar o Poder Executivo representado pelo: – PRESIDENTE – GOVERNADOR – PREFEITO.
Ao povo cabe fiscalizar todos eles, porque o povo é o dono do país.
 Agora ficou mais fácil, porque temos as potentes ferramentas chamadas INTERNET E REDES SOCIAIS.
Por isso, quanto mais safados forem os políticos, mais temem um povo conectado!

A DEMOCRACIA PARTICIPATIVA origina-se do verbo “participar”.
Nela o povo é chamado para dar opinião sobre assuntos de interesse popular.
Na antiguidade muitas pessoas se reunião numa praça ou numa arena de gladiadores e levantavam e baixavam as mãos, se contra ou a favor; como se faz hoje numa sala de aulas.

Com o crescimento das populações ficou impossível fazer isso, então a solução foi nomear um grupo de líderes populares, para levantar ou baixar as mãos no lugar do povo.
Vê-se que nessa hora a DEMOCRACIA REPRESENTATIVA foi inventada.
Numa cidade como São Paulo, como reunir milhões de pessoas num só lugar para opinar?

Por isso, a Reforma Política que estão querendo fazer hoje tem coisas boas, mas também tem um ninho da cascavel escondido. O governo federal quer criar no Brasil a DEMOCRACIA PARTICIPATIVA, como maneira de tirar poder do Congresso Nacional e o povo poder opinar diretamente nas decisões importantes.
Isso pode ser feito através de plebiscito, pela internet, pelos Correios, etc...
Você acha que isso daria certo? Imagine quantas vezes por ano haveria consultas populares e quanto custaria isso para o povo em dinheiro e em burocracia?

Mas o governo finge não saber de nada disso e quer porque quer.
Vende a idéia de que assim o povo seria mais valorizado.

Contudo, a verdadeira intenção dos governantes é escolher para as Câmaras de Votação somente cidadãos filiados aos partidos que apoiem o governo. Assim, nenhum cidadão da oposição seria convocado para votar e a opinião da maioria nunca seria considerada.
Sociedades onde não existe oposição não são sociedades democráticas nem aqui nem em lugar nenhum. A democracia é a arte do debate entre opositores onde vence a maioria.

Esse tipo de Democracia Participativa Furada é na verdade um caminho para uma ditadura.
Como o tempo a cascavel da cria e vira uma DITADURA COMUNISTA.

A história conta que na China, na extinta União Soviética e em Cuba comunistas havia e ainda há os “politiburos” o mesmo que as Câmaras Populares que o governo brasileiro quer criar.
E acima dos politiburos há o Presidium que significa presidência.
Na antiga União Soviética o Presídium era conhecido como “Soviete Supremo”
Tudo composto pelos amigos dos ditadores.

Não havia oposição e quem abrisse a boca era fuzilado.
Se duvida consulte a história desses países.
João Paulo II, o maior papa da história de Igreja, nasceu e cresceu na Polônia Comunista e sempre foi contra essas ditaduras porque conhecia quanto sofrimento causam ao povo, que continuava pobre e sem liberdade.

Quem quer isso para o Brasil levante a mão!

Não se esqueçam que a DEMOCRACIA REPRESENTATIVA tem muitos defeitos, muitos por culpa do povo que vota mal e não fiscaliza, mas ainda não inventaram nada melhor.

Fora disso quem se dá bem são os eternos comandantes...

Não faça do seu voto uma arma, a vítima pode ser você!

O ENGENHEIRO PIANISTA E A INVEJA

O ENGENHEIRO PIANISTA E A INVEJA

Há muitos anos havia numa cidade do interior dois amigos, Papim e Julius. Tinham a mesma idade, eram vizinhos, famílias velhas amigas.  A amizade era tanta que os pais de ambos tornaram-se compadres. Convidaram-se mutuamente como pagamentos de gentilezas e profunda amizade. Eram como irmãos e desde o amanhecer estavam juntos. A escola era a mesma, desde cedo nas mesmas turmas.
Papim era um carinhoso apelido originário ainda do tempo em que o menino balbuciou as primeiras palavras e papai foi uma delas. Todos se encantavam com o esforço do pequenino tentando se comunicar com o pai solicitando colo. De braços abertos, olhos fixos e mãos trêmulas freneticamente se contorcia num choro alto que só parava, quando tinha atendido seu desejo.
Com o passar dos anos a dinâmica do crescimento anunciava que Julius tinha um caráter mais extrovertido. Era falante, brincalhão e todo o tempo estava equipado com bolas, patins, bicicletas e chuteiras. Papim era o oposto. Introvertido, pouca fala, sorria entre dentes, era mais dedicado aos estudos e tinha claro pendor musical, com certeza, herdado do avô materno, exímio trompetista da banda municipal. Logo começou a colher sucessos com boas notas, elogios dos professores e assédio dos demais garotos da sala que o requisitavam para sanar dúvidas nas exatidões matemáticas. Julius se esforçava para acompanhá-lo e apesar de aparentar mais inteligência e vivacidade, seu perfil bonachão não era adequado para colocá-lo a páreo com o amigo irmão.
Então a tanta diferença de perfis começou a levantar barreira no relacionamento, não destruindo a sólida amizade, mas criando incompatibilidades crescentes. Julius andava com meninos barulhentos, arteiros, passou a tirar notas medíocres na escola; vez por outra matava aula e na adolescência já havia namorado uma dezena de garotas na escola e do bairro. Passou a ser motivo de grande preocupação para os pais ainda mais alarmados ao ver Papim desenvolvendo sua habilidade musical e a cada mês apresentando boletins recheados de notas azuis. Convocaram psicólogo, psiquiatra, assessoria pedagógica e todos eram unânimes no diagnóstico da normalidade. Julius tinha um caráter libertário, não suportava controles, horas, ambientes fechados, repreensões; em contrapartida aos seus testes de capacidade intelectual que apresentavam inteligência acima do padrão. Sua mãe, como toda mulher, era mais condescendente e tinha esperança de que a maturidade colocaria os pingos nos is do filho. Mas o pai não tinha outra opinião a não ser a de que Julius era malandro, preguiçoso incorrigível.
Com o tempo já nem mais se viam. No máximo se cumprimentavam e ouviam as vozes um do outro devido à proximidade das casas. Quando inevitavelmente se encontravam até tentavam um papo, mas o esforço era grande de ambas as partes. Nada mais havia um com o outro. Papim considerava o antigo amigo um irresponsável e Julius, por sua vez o via como um nerde, amante de livros e cadernos, mas neófito na arte da conquista. Jamais o vira pelo menos conversando com uma garota. Certa vez, tentou ajustar um namoro para ele, com aprovação da garota, mas Papim, depois de alguns dias a dispensou, porque havia passado no vestibular de Engenharia Elétrica e aproveitaria as horas vagas para se dedicar aos compromissos universitários e aos exercícios de piano.
O distanciamento foi tanto que contaminou até as famílias e as horas de prazer dedicadas a bate papos intermináveis já não mais aconteciam. O sucesso de Papim, nessas horas, constrangia seus pais e o desregramento de Julius humilhava sua família. Mas mesmo evitando o assunto não mais havia calor humano. E é o que procuravam fazer; nao tocavam no assunto "filhos".
Como nada na vida foi feito para ser igual, o andar da carruagem, com o passar dos anos, foi o que se esperava: Papim transformou-se num engenheiro de sucesso graças a uma contratação da General Eletric. Foi passar alguns anos nos Estados Unidos. Lá, aproveitou e aprofundou mais o domínio do piano. Chegou até a fazer parte da Orquestra Filarmônica de São Francisco. Hoje é presidente da seccional latino americana da General Eletric. Vez em quando vem ao Brasil tocar em saraus e outras apresentações eruditas.
Julius continuou o que era! Apenas mais velho e o amadurecimento nunca colocou pingos nos seus is, como sua mãe previa. Trabalhar pouco sempre foi seu lema! Apreciava noitadas, divorciou-se, casou-se outras vezes, foi pai de uma penca de filhos, que mal puderam gozar do carinho paterno. Nunca achava no bolso o suficiente para compromissos sérios; o que não faltava para a esbórnea.
Tinha ojeriza por Papim, não podia nem ouvir som de piano que a inveja lhe trespassava. Considerava o ex-amigo um maricas. Chegava a colocar dúvida sobre sua masculinidade e inventava mentiras sobre seu passado; um impulso inconsciente para compensar a desproporção entre os dois. Batia no peito, reconhecia a culpa, mas o orgulho ferido não o redimia. Pelo contrário, cada vez mais o impulsionava a odiar o engenheiro pianista. Depois que os pais de ambos morreram, nunca mais se viram pessoalmente. Enquanto a vida de um se transformara num tédio, a do outro era de trabalho, conquistas, cheia de prazeres e glamour. Papim, se casou com sua segunda namorada a qual namorara por quase dez anos e teve dois filhos, que se doutoraram em Física Nuclear e Direito Internacional. Quanto aos filhos do outro, não pergunte que nem ele nem eu sabemos.
Entretanto, de repente a sorte sorriu para Julius. Outro amigo de escola, foi eleito prefeito da cidade por um certo Partido da Frente de Libertação Incondicional (PFLI). A bandeira era pela destruição do capitalismo e domínio internacional do marxismo popular igualitário. Julius foi convidado para se filiar e mesmo não gostando, nem entendendo nada de política, aceitou o convite. Devido a sua característica extrovertida, inteligência e alta capacidade de convencimento, rapidamente enfronhou-se nos meandros do mundo político, aprendeu que mentira bem aplicada, no sujeito e na hora certa, pode ter mais força que verdade. Dois anos depois da filiação já era membro da diretoria, fazia discursos inflamados, conclamava o povo a se revoltar contra tudo. Gostava de ser bajulado e aplaudido, mesmo que suas palavras não significassem nada. Importante era o povo acreditar.
No fundo o grande objetivo de Julius era  o Parlamento. De lá ele poderia mirar de igual para igual, nas mesmas alturas, a cara de santo convencido do velho amigo Papim. Foi o que aconteceu. Perdeu a primeira disputa para deputado estadual, mas dois anos depois, com o apoio incondicional do PFLI, ganhou direito a um assento na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Aí, nem o céu foi limite. Candidatava-se para tudo que era comissão disso e daquilo, colecionava um pelotão de amigos de todas as nuances sociais, patrocinava time de futebol, escola de samba, festa de tudo que era santo. Projetos nunca apresentou algum, mas ocupou o parlamento por mais de vinte anos, sempre na mesma linha populista. Seu verdadeiro prazer era consumir, viver bem, viajar em tudo que era missão internacional e se deliciar em hotéis de cinco estrelas. Mulheres sempre foram seu fraco! Mas, sempre tomava cuidado na afinação dos discursos inflamados para agradar a militância da esquerda radical. Até que um dia, por nova pressão do partido, fora indicado para a pasta das Minas e Energia. Como ministro tornou-se líder o governo e tinha grande influência sobre o presidente.
Logo teve a grande idéia de convidar Papim para seu assessor especial para assuntos estratégicos. Papim, um idealista, sempre focado na missão de unir para fortalecer, aceitou o convite. Afinal ele desconfiava, mas nunca teve certeza da ojeriza do amigo e, na dúvida, preferia perdoar.
Como não entendia nada de nada, era bom de papo mas ruim de passo, era Papim para tudo. Sem a assessoria e capacidade técnica do assessor, Julius era zero à esquerda. Sofria com isso, mas agora o poder era acalento para as dores de cotovelo.
Quer saber a moral da história? Um comunista incompetente sempre precisará de um capitalista competente para assessora-lo, pois só assim os eleitores poderão continuar acreditando nas suas virtuosas promessas vazias.


ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

sábado, 21 de março de 2015

O PATO COMUNISTA E O PINTO CAPITALISTA

O PATO COMUNISTA E O PINTO CAPITALISTA.

Certo imigrante vindo lá das Arábias, no seu mais profundo sentido genérico, uma vez que todo imigrante árabe leva o codinome de “turco”; não garanto exatamente de qual país ele era, todavia estou certo que era turco. Nossa personagem aportou no Brasil no ano de 1907, tinha sete anos e era o filho mais velho de um casal de pobres miseráveis seguidos por uma penca de cinco filhos, a mais nova com um ano. Chegaram ao Rio de Janeiro sem falar palavra em português, sem saber nem onde o sol nascia, foram recebidos por um intérprete contratado pelo governo, que na época concedia asilo aos fugitivos das seculares guerras e perseguições implacáveis comuns no Oriente Médio.
Naquele dia que meu amigo turco relatou sua via-crúcis, com olhos inundados pela saudade dos velhos pais, além das feridas do espírito, era seu aniversário de cento e um anos. Com a voz embargada confessou-me veladamente que o maior inimigo não eram os perseguidores, apesar de cruéis, mas a fome, que mata devagar vinte e quatro horas por dia e continua matando até que a última célula expire. Um tiro de misericórdia é mais alentador que morrer de tripas vazias.
Na “DISTRIBUIÇAO”; nome que davam ao serviço de orientação aos recém chegados, foram alocados para Minas Gerais, mais exatamente na cidade de Conceição da Barra. Com o pouco dinheiro que trouxeram; migalha oferecida pelos avós do turco, para ajudar no êxodo familiar, compraram pequena casinha que nem porta tinha. Móveis, havia apenas velha mesa que de tão surrada foi deixada pelo antigo proprietário como brinde aos compradores. Tirando o lenço do bolso, enxugando uma lágrima e outra, contou-me a mais tenebrosa noite da sua vida. Chovia a cântaros, raios de todas as nuances singravam o céu, trovões estremeciam as paredes frágeis como a marcha dos cavalos dos inimigos que ficaram do outro lado do mundo e a família se escondeu debaixo da mesa.
Ao amanhecer seguinte, logo à primeira luz, saíram para reconhecer melhor o ambiente e viram que o rio estava cheio, o verde da vegetação era mais nítido que no dia anterior, alguns pássaros chilreavam na beira quebrada do telhado. E então, sua mãe se ajoelhou, postou as mãos ao alto, deu graças e decretou tendo Deus, o marido e os filhos como testemunhas: - “Viemos para o paraíso. Aqui não passaremos fome nunca mais”. Entrou, tirou da pequena mala uma figura do Sagrado Coração de Jesus, pendurou-a na parede e por baixo, num prego enferrujado e torto, fixou um mapa do Brasil extraído dos documentos recebidos na hora da chegada, e benzeu-se.
Aos quase quarenta anos, depois de duras labutas ajudando a família no lugar tenente de filho primogênito, o turco estava órfão de pai e mãe. Continuou o trabalho no armazém de secos e molhados dos velhos, adquirido por seu pai com reservas economizadas no árduo trabalho de viajante vendedor de bugigangas e tecidos baratos pelos povoados da redondeza. Também orientava a tropa semanal de burros que ia à cidade levar lenha e mercadorias frescas. A volta servia para trazer sal, café, açúcar, carne seca e querosene para usufruto próprio e abastecimento da vizinhança, que contava com apenas aquela fonte de fornecimento.
O turco que virou pai dos irmãos mais novos, depois de casar as duas irmãs caçulas, vendeu sua parte no negócio aos irmãos, juntou com outras economias e partiu para São Paulo, a convite de um velho amigo da viagem ao Brasil, que havia sido distribuído para lá e já havia construído fortuna muito maior que a sua.
Algumas semanas o turco alojou-se no quarto dos fundos na casa do amigo e, sempre de olho num bom negócio logo comprou uma joalheria. Lentamente aprendeu os segredos da profissão e com o passar dos anos transformou-se em comprador oficial de ouro a serviço do Banco do Brasil, função hoje atribuída a Caixa Econômica Federal, que não existia àquela época.
Paralelamente comprava jóias usadas, desmanchava, vendia o material com lucro e transformou-se num ourives de primeira grandeza com obras raras desenhadas e fabricadas por ele em vários cantos da cidade e até do Brasil.
Hoje, depois de viúvo e patriarca de uma família de quatro filhos e dez netos, além de uma penca de bisnetos, se define como um pobre diabo batalhador. Os quatro filhos seguiram a mesma profissão, fizeram cursos de ourivesaria e gemologia nos Estados Unidos, venderam tudo no Brasil e se mudaram para aquele país de mala e cuia. O turco ficou aqui sozinho, tem muita saúde, mas vive hoje num asilo, aos cuidados de médicos e enfermeiros seus empregados, pois ele é o dono do asilo, mantido pela empresa americana de seus filhos. Vez em quando vai visitá-los, mas àquela altura estava desanimado para enfrentar aeroportos e longo tempo assentado.  Diz que não pode mais sair de onde seu coração tem que ficar e por isso quer morrer no Brasil e que seu corpo seja consumido por essa terra abençoada.
Então, extasiado diante da sua saga, apesar de saber que trabalhou igual a um verdadeiro mouro, lancei-lhe a fatal pergunta:
 - Conte agora qual o segredo do sucesso?
 Ele então olhou para a lâmpada, onde rodopiavam alguns insetos, pensou, enxugou outra furtiva lágrima, arrumou o corpo na cadeira e respondeu:
- Viver e trabalhar no Brasil, porque quem não vence aqui é vagabundo ou burro; muito trabalho duro, pouco sono, objetivos bem traçados, planejamento e saber usar o dinheiro dos outros; ou seja: pagar em dia. Em resumo – honestidade!
Então perguntei:
- E a sorte?
Ao que respondeu:
- Se eu fosse contar com ela não teria ganhado nem um quarto do que ganhei.
Mas a chave de ouro ele deixou para finalizar:
- “Comer como pato e defecar como pinto”
Diante da história de sofrimento e sucesso relatada acima conclamo o leitor a refletir sobre o que acontece no Brasil hoje.
O turco, segundo o jargão corrente, é considerado um exemplar da “elite branca”, capitalista, imperialista, cruel com os pobres; por isso deve ser massacrado com infindáveis dívidas tributárias e, se possível, um bom Comunismo, para confiscar seus bens ganhos com trabalho comprovadamente honesto.
Os governantes brasileiros sempre foram ineficientes, perdulários e mentirosos, mas ultimamente a indústria da desonestidade ganhou força e nunca o pato excretou tanto e tão mal. Quem discorda que levante a mão!...
Então, pergunto ao leitor: O turco estava certo ou errado quanto à matemática das aves? Se não fosse o trabalho duro e as economias de pinto, alguém teria suprido suas necessidades e lhe construído fortuna?
Moral da história?
Filosofias inúteis e ideologias baratas não enchem barriga nem constroem vencedores. Portanto, o melhor caminho é disposição, honestidade, trabalho duro e pouca conversa fiada. O turco passou fome, dormiu debaixo da mesa e nunca precisou de ajuda de governo nenhum.

ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.

segunda-feira, 2 de março de 2015

O MONÓLOGO DO MARXISTA INÚTIL

O MONOLOGO DO MARXISTA INÚTIL
Ontem assisti à entrega do Oscar!
Não me simpatizo com americano,
Mas a fim de me manter informado e alertar a militância, abri exceção!
Logo no inicio, aquela palhaçada de gente rica, sempre sorrindo, feliz da vida!
Como se houvesse esquecido que há milhares de pobres morrendo nos hospitais do Brasil!
Como se tivesse esquecido que na Guiné Equatorial o povo não tem nem esgoto!
Como se não lembrassem que, se não fosse a grana dos pobres burros de lá, minha Beija Flor não teria ganhado o campeonato das Escolas de Samba de cá!
Na Venezuela, nem papel higiênico! Como admiro meu irmão Maduro com aquele bigodinho parecendo que engasgou com uma andorinha. Sabe que o ônibus vai para o abismo, mas não entrega os pontos! Põe a culpa nos ricos e prende e arrebenta! Bem feito!
A mulherada se exibindo, sorriso pra lá, olhadinha pra cá!
Jóias pra todo lado! Pra que aquilo? Minha irmã hippie, aquela da militância, faz umas pulseirinhas com casca de côco muito mais elegantes e em conta!
Um palhaço atrás do outro fala um monte de coisa, conta piada, faz gracinha!
A câmera mostra aquela gente asquerosa aplaudindo, todo mundo com uns ternos pretos e aquelas gravatinhas que nem sei o nome. Parece uma borboleta preta como alma de rico!
Eu, fiel às minhas convicções ideológicas, sei que estou morrendo de inveja!
Um bolo duro sobe e desce no meu estômago!
Eu não gosto de contar isso nem pra mim, sei que é a tal inveja que me coroe!
Já fiz de tudo pra combater esse mal, mas não consigo!
Quando penso em trabalhar prá melhorar de vida, logo vem a danada da preguiça; aquela revolta; logo penso em revolução, confisco, imposto bem alto pra ensinar os ricos quem manda no Brasil!
Lembro do meu ídolo Lula Lá, que nunca trabalhou, nunca estudou, era pobre pra chuchu e virou ex- presidente dono do Brasil e do Foro de São Paulo, que só viaja no avião dos bobos dos ricos. Lembro até do filhinho de papai dele, aquele tal que limpava bosta de elefante!
Fico pensando! Por que não sou assim, vagabundo rico, bonito, cheiroso, sorridente?
Por que papai não é o Clint Eastwood?
Por que mamãe não é a Maryl Street?
Se pelo menos fosse filho da Gracinha com aquele tal do farol baixo!
Por que o “minha casa minha vida” não constrói mansões como a dos ricos vagabundos pra militância? Afinal quem paga não somos nós mesmo!
Depois, se a Veja se meter a besta, chamo a militância, vamos lá e quebramos tudo.
Por que meu uninho 1.0 não é um cadilac gran vitória de 500 mil dólares?
Por que em vez de nascer em Hollywood, nasci no Maranhão?
Também, só pra vingar, vou chamar meu amigo pai de santo comunista Frei Beto; vamo fazê um dispacho forte a mó de que um tsunami japonês jogue aqueles ricos vagabundos tudo na Bahia de Guanabara com bastante poluição – Culpa do FHC! – pra eles vê o que é bom pra tosse!


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A ESCRAVIDÃO VERDE E AMARELO E O INFERNO BRASIL

A ESCRAVIDÃO VERDE E AMARELO E O INFERNO BRASIL

Comum ouvir dizer que brasileiros são um povo, inteligente, criativo, trabalhador e até, em certas ocasiões, quando se requer otimismo extremado, nos impõem a certeza de que Deus é brasileiro. Outro dia, num esforço dantesco para explicar o “por-quê” dos reajustes das tarifas de energia, logo depois das eleições, e a tendência de alta nos próximos anos, o novo Ministro das Minas e Energia, sem ter muito que dizer, preferiu invocar a nacionalidade de Deus na confiança de que o Santo Senhor não se esqueça da sua “Pátria Amada Mãe Gentil” e envie chuvas abundantes e torrenciais para encher os reservatórios d’água e os espíritos de esperança.
Na Santa Palavra Escrita, no entanto, não existe referencia a isso, mas é claro que, se Deus realmente tem pátria, esta deve ser a consciência e o coração dos homens/mulheres e animais políticos. Todavia, ao longo de mais de quinhentos anos a história vem nos provando que esses cavaleiros, sem coração e consciência, são mestres em montaria; montam no Estado e do alto do seu confortável lombo usam o “Santo Nome em Vão” para convencer o povo. Convencer de que mentiras em nome de Deus podem se transformar em verdades ou então de que a culpa da miséria, da fome, da precariedade dos serviços básicos de saúde, da péssima qualidade do transporte público e até do maldito buraco que quebra o carro da Elite Branca da prejuízos mata e mutila, é de Deus.
Mas, deixando Deus em paz, usando apenas parte da inteligência de brasileiro e dando continuidade ao raciocínio, não é difícil perceber que o grande deus que oprime o povo é o Cavalo dos Políticos, o qual atende pelo nome “Estado”. O Cavalo Estado, lépido e fogoso, conduzido pelo nobres cavaleiros engravatados e titulados gosta de ser bem tratado, sua alfafa são altos impostos; mas cuidado, porque sua educação é precária e a todo momento gosta de defecar na cabeça daqueles nos quais também gosta de pisar. O digníssimo leitor quer prova? Vá a uma repartição pública e vereis como os senhores peões pagos por vossa senhoria o tratarão com toda deferência; na hora, sem caras feias, sem taxas, tarifas e contribuições especiais.
Os políticos, principalmente os de orientação marxista, camuflados em suas peles de cordeiros democráticos, nunca culpam a si, nem o Cavalo Oficial; surpreendentemente, além de Deus, gostam de culpar também um perigoso demônio, que atende pelo nome de “Elite Branca”. Dizem que se não fossem as maldades do tal demônio não existiria pobreza, nem fome, nem hospitais imundos, nem escolas ruins, nem portos congestionados, nem krackolandias, nem buracos assassinos e, muito menos, seca. Por dedução conclui-se também que São Pedro é da “Elite Branca”, uma vez que, segundo a lenda, governa as caixas d’agua celestes.
Segundo os Cavaleiros do Cavalo Estado todos aqueles que passaram parte da vida estudando e se preparando com disciplina para um futuro bem sucedido como profissional produtivo e útil à sociedade, é um elemento nocivo. O agro-pecuarista, que madruga, trata da terra, semeia, enfrenta intempéries, pragas, concorrência, juros altos, impostos mais altos ainda; também é braço demolidor do satanás maldito. Empreendedores são irmãos do demônio, mesmo que sua empresa seja pequena e não possa manter lobistas milionários no Parlamento. Banqueiros são pais de Lúcifer, o chefe das trevas. Mercado e Bolsa de Valores são o próprio caldeirão onde os pobres são cozidos e depois devorados. Bancos são arenas onde o cão faminto depena os pobres, lhes cobra juros altos com a autorização também de Judas, o traidor. Propriedades são o ópio da Elite Branca, só servem para fazer inveja nos santos incompetentes e invasores vagabundos e enfear o ambiente com muros, cercas e tapumes. Empresas são locais amaldiçoados onde se fazem feitiços e escalpelam-se pobres trabalhadores indefesos sem direito nem de ir ao banheiro.
Entretanto, os Cavaleiros Políticos não contam para os pobres que o Governo é o maior empresário do país. Dono dos dois maiores bancos da constelação bancária, além de controlador da Petrobras, a maior empresa nacional e, quando não é dono, é sócio majoritário de todas as empresas privadas, uma vez que todo empresário da Elite Branca é obrigado a pagar  cinco meses da sua produção para o Cavalo Estado encher sua grande e inútil pança.
Os negros, coitados, não sabem que estão sendo usados como escudo dos espertalhões montados no Cavalo Estado, para servir de bucha de canhão numa guerra entre classes sociais, a fim de confundir a sociedade. Esquecem-se que nem todo branco é rico, que a maioria dos brancos são muito pobres e que alguém que trabalhou a vida inteira para conquistar uma casinha e um carrinho, muitas das vezes financiados, não é rico. Esquecem-se que apenas 2% da sociedade brasileira pode ser considerada rica, porque possui 90% das riquezas do país, sendo que o Grande Cavalo Estado faz parte do clube dos mais ricos. Esquecem-se que mesmo  o Estado sendo o mais rico dos ricos, o Governo não cumpre sua obrigação constitucional que é garantir igualdade de direitos para todos os cidadãos, independentemente de raça, cor da pele e poder aquisitivo. Esquecem que o negro pobre Joaquim Barbosa, vencedor pelo seu esforço pessoal, um dos juízes mais sérios da história do Judiciário Brasileiro, foi massacrado e humilhado por fazer cumprir a Lei Constitucional em Tribunal Democrático e à luz de holofotes, e nem assim nenhum líder negro levantou voz para defendê-lo. 
Enquanto isso esporearam tanto o Grande Cavalo que ele não agüentou e quebrou as pernas. Transformaram-no num jumento pelado e empacado. Empacado porque a Elite Branca, insegura com a bagunça nacional e com o comunismo batendo à porta, esta deixando de produzir e o Grande Cavalo, que virou asno inútil esta desnutrido. 
Então os senhores cavaleiros não perderam tempo e logo após as eleições, depois que a Elite Morena os conduziu novamente para o alto da sela, vão implantar um dos maiores arrochos tributários da história, arrancando o coro do povão, a fim de manter quase quarenta ministérios e centenas de janotas da elite vermelha bem pagos, as bolsas famílias populistas de cento e poucos reais e os Três Poderes da República bem alimentados com substanciosos aumentos de salário, diárias, ajudas de custo para viagens, funcionários, automóveis, festas, bolsas de estudos, aviões, férias, combustível, auxílios moradias, passagens aéreas, telefones, presentes, aposentadorias especiais, grandes construções em países vizinhos, empréstimos para grandes empresários amigos a juros módicos, etc; custos que, segundo especialistas da Imprensa Fofoqueira, podem alcançar a cifra de R$ 2 bilhões de reais, considerando-se que os reajustes serão em cascata, ou seja, todos os escalões inferiores do Brasil inteiro passarão a gozar dos mesmos benefícios. Os pobres vão ganhar bolsinha e devolver um bolsão no supermercado, na rodoviária, na farmácia, no hospital, no prato feito.
Com isso surge no Inferno Brasil a Nova Elite de Colarinho Branco, moderna versão dos Imperiais Senhores de Engenho, da Casa Grande e da Senzala, aonde deverão se acomodar a Elite Branca pobre e a Negra pobre e enganada. 
Aqui na Senzala continuará havendo choro, ranger de dentes, assassinatos, violência, desprezo com os velhos, achatamento salarial, desemprego, terror, insegurança, falta de esperança, falta de planejamento, sujeira, lixo sem tratamento, subnutrição, esgoto a céu aberto, desrespeito, guerra da polícia ruim com bons bandidos, analfabetismo, black blocks, ignorância, cinismo, humilhação, roubalheira, impunidade, desmatamento, escola ruim, juros altos e cada vez mais impostos. 
O Grande cínico Cavalo se desculpa e pede votos nas próximas eleições. Se possível não se esqueça de votar em branco e, para amenizar a revolta anule vosso precioso voto, que tereis todas as vossas condenações perdoadas.
ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

RESPOSTA AO JORNALISTA PAULO HENRIQUE AMORIN

RESPOSTA AO JORNALISTA PAULO HENRIQUE AMORIN!

O JORNALISTA, EM SEU PROGRAMA “CONVERSA AFIADA”, LEU UM TEXTO APÓCRIFO (AUTOR DESCONHECIDO) O QUAL CLAMA POR JUSTIÇA E DENUNCIA A VIDA DURA DOS PRISIONEIROS DA POLICIA FEDERAL ACUSADOS NA OPERAÇÃO LAVA JATO.

Um cidadão que paga um dos mais altos impostos do mundo, goza dos piores serviços públicos do mundo, vive num país aonde milhares de prisioneiros comuns mofam nas masmorras  sépticas e fétidas, não pode sair às ruas nem para ir à padaria com segurança, vê as trapalhadas dos governantes incompetentes arrebentarem com seu futuro e o da sua família; acordar de manhã e assistir a uma pantomima de mau gosto revestida de ideologismo fisiológico barato como essa, tem vontade vomitar na cara do comunicador.

O senhor Paulo Henrique Amorin ter coragem de ler um documento, que ele mesmo diz apócrifo, contendo acusações contra um juiz no cumprimento da sua obrigação e dentro da lei é um desrespeito maior que sua cara de pau. Lembro a ele e ao autor do texto, que as “masmorras do juiz Moro” não são do juiz, mas do Brasil. Que ele indique aonde há outras melhores, com camas confortáveis, ar condicionado, geladeira, tv HD, piscina, charutaria e whisky gelado para prisioneiros Vips, que geram milhares de empregos e compõem o clube do privilegiados petroleiros, no país dos miseráveis bolsistas que passam fome, não sabem nem onde esta o nariz, votam a troco de migalhas e pagam tantos impostos quanto os ricos?

Lembro ao insano e injusto jornalista que se fosse na China comunista ou em Cuba, que ele tanto gosta e defende, esses bons e coitados senhores, com  grande chance de condenação, seriam fuzilados e ainda pagariam pelas balas que os trespassassem.

Lembro ainda que o dia em que o Bolivarianismo, que ele tão veementemente defende, se instalar no Brasil, leituras de textos como esses estarão proibidas e jornalistas infratores irão para o exílio e para as masmorras do Brasil, sem direito a choro nem vela.

Dêem-me licença que tenho náuseas e vou ao banheiro limpo da minha casa, porque não devo nada a ninguém.

P/ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

DEU NO QUE DEU

DEU NO QUE DEU!
                                                        P/ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

Ontem o heroico eleitor, que não estava assistindo ao Big Brother, nem ao Império Global, teve o prazer de assistir nos noticiários noturnos aos Impérios da mentira e da safadeza.

Primeiro foi o vôo da Gracinha para seu merecido descanso em Paris, Nova York ou Toscana. Se eu fosse petista iria para Cuba ou Caracas, mas petista legitimo vai mesmo é para os braços do capitalismo.  Pior, deixou a batata quente nas mãos da amiga fiel, a presidente presidenta Dilma Roussef. A Dama do Vermelho, agora sozinha no deserto comunista, terá o pequeno desafio de encontrar, em menos de uma semana, um executivo capitalista, competente, poliglota, que não seja politico e respeitado pelo mercado, para governar a desgovernança da Petrotombo.

Tião, um amigo meu, dono de um botequim de bananas, diante de doença crônica, levou três meses para encontrar pessoa adequada para substitui-lo com o mesmo desvelo e competência. Mas, como a Petrotombo é pouco maior que o botequim do Tião tudo será muito fácil para Super Dilma.

Mais tarde, o show foi no Congresso Nacional, quando o senador Aecio Neves legal e   justamente reivindicava mais espaço para seu partido. Então, diante das dificuldades interpostas pela presidência, teve um entrevero coloquial amoroso e púbico - bate boca - com o magnânimo Rei do Calango das Alagoas.

Aecio invocou a imagem daquela casa, onde a alma da democracia deve reinar; condição que não comporta qualquer tipo de intervenção de cunho politico ideológico. Renan, enfureceu-se e se defendeu atacando. Lembrou ao interlocutor que a democracia reina tanto no Brasil que possibilitou a candidatura de Aecio a Presidência da Republica e adiante usou do bullying.
Mencionou que Aecio perdeu a eleição pelo seu caráter autoritário, uma alegação fora de contexto, característica de quem não tem argumentos e atira para qualquer lado. Alinhavou o desrespeito, quando alteradamente zombou do seu par dizendo: - "por isso deu no que deu". Referindo-se a derrota de Aecio para Dilma Roussef.

Aecio alegou, também aos gritos, que era grande o seu orgulho de representar cinquenta e um milhões de eleitores e lembrou que Renan não era, tão somente, presidente dos partidos da base governamental, mas de todos oficialmente constituídos. Indiretamente pediu isenção por parte do mosqueteiro presidente, o indiscutivelmente simpático Renam Calheiros.

Mas para não abusar da paciência do eleitor, vamos ao mérito da questão:
Renan, quando disse "deu no que deu" foi infeliz, porque, se sua intenção foi ofender Aecio e seus cinqüenta e um milhões de eleitores, conseguiu. Ademais, a nota negativa ficou registrada no seu currículo de Ali Babá da lança mole.

Em segundo lugar, se Aecio tivesse um pouco mais de calma e presença de espirito teria devolvido o "deu no que deu" ao endereço certo. Todos sabemos no que deu o fisiologismo governamental, quando, não é segredo para ninguém, que o Brasil esta quebrado, a administração publica desmoralizada, a Presidência da Republica desacreditada e a maior empresa do pais de joelhos diante dos gatunos que dela se apoderaram e dos gringos, na torcida para que ela mergulhe direto no pre-sal e se transforme na maior piada administrativa da historia do Brasil e do universo.