APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.

Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.

Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .

Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.

O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A ESCRAVIDÃO VERDE E AMARELO E O INFERNO BRASIL

A ESCRAVIDÃO VERDE E AMARELO E O INFERNO BRASIL

Comum ouvir dizer que brasileiros são um povo, inteligente, criativo, trabalhador e até, em certas ocasiões, quando se requer otimismo extremado, nos impõem a certeza de que Deus é brasileiro. Outro dia, num esforço dantesco para explicar o “por-quê” dos reajustes das tarifas de energia, logo depois das eleições, e a tendência de alta nos próximos anos, o novo Ministro das Minas e Energia, sem ter muito que dizer, preferiu invocar a nacionalidade de Deus na confiança de que o Santo Senhor não se esqueça da sua “Pátria Amada Mãe Gentil” e envie chuvas abundantes e torrenciais para encher os reservatórios d’água e os espíritos de esperança.
Na Santa Palavra Escrita, no entanto, não existe referencia a isso, mas é claro que, se Deus realmente tem pátria, esta deve ser a consciência e o coração dos homens/mulheres e animais políticos. Todavia, ao longo de mais de quinhentos anos a história vem nos provando que esses cavaleiros, sem coração e consciência, são mestres em montaria; montam no Estado e do alto do seu confortável lombo usam o “Santo Nome em Vão” para convencer o povo. Convencer de que mentiras em nome de Deus podem se transformar em verdades ou então de que a culpa da miséria, da fome, da precariedade dos serviços básicos de saúde, da péssima qualidade do transporte público e até do maldito buraco que quebra o carro da Elite Branca da prejuízos mata e mutila, é de Deus.
Mas, deixando Deus em paz, usando apenas parte da inteligência de brasileiro e dando continuidade ao raciocínio, não é difícil perceber que o grande deus que oprime o povo é o Cavalo dos Políticos, o qual atende pelo nome “Estado”. O Cavalo Estado, lépido e fogoso, conduzido pelo nobres cavaleiros engravatados e titulados gosta de ser bem tratado, sua alfafa são altos impostos; mas cuidado, porque sua educação é precária e a todo momento gosta de defecar na cabeça daqueles nos quais também gosta de pisar. O digníssimo leitor quer prova? Vá a uma repartição pública e vereis como os senhores peões pagos por vossa senhoria o tratarão com toda deferência; na hora, sem caras feias, sem taxas, tarifas e contribuições especiais.
Os políticos, principalmente os de orientação marxista, camuflados em suas peles de cordeiros democráticos, nunca culpam a si, nem o Cavalo Oficial; surpreendentemente, além de Deus, gostam de culpar também um perigoso demônio, que atende pelo nome de “Elite Branca”. Dizem que se não fossem as maldades do tal demônio não existiria pobreza, nem fome, nem hospitais imundos, nem escolas ruins, nem portos congestionados, nem krackolandias, nem buracos assassinos e, muito menos, seca. Por dedução conclui-se também que São Pedro é da “Elite Branca”, uma vez que, segundo a lenda, governa as caixas d’agua celestes.
Segundo os Cavaleiros do Cavalo Estado todos aqueles que passaram parte da vida estudando e se preparando com disciplina para um futuro bem sucedido como profissional produtivo e útil à sociedade, é um elemento nocivo. O agro-pecuarista, que madruga, trata da terra, semeia, enfrenta intempéries, pragas, concorrência, juros altos, impostos mais altos ainda; também é braço demolidor do satanás maldito. Empreendedores são irmãos do demônio, mesmo que sua empresa seja pequena e não possa manter lobistas milionários no Parlamento. Banqueiros são pais de Lúcifer, o chefe das trevas. Mercado e Bolsa de Valores são o próprio caldeirão onde os pobres são cozidos e depois devorados. Bancos são arenas onde o cão faminto depena os pobres, lhes cobra juros altos com a autorização também de Judas, o traidor. Propriedades são o ópio da Elite Branca, só servem para fazer inveja nos santos incompetentes e invasores vagabundos e enfear o ambiente com muros, cercas e tapumes. Empresas são locais amaldiçoados onde se fazem feitiços e escalpelam-se pobres trabalhadores indefesos sem direito nem de ir ao banheiro.
Entretanto, os Cavaleiros Políticos não contam para os pobres que o Governo é o maior empresário do país. Dono dos dois maiores bancos da constelação bancária, além de controlador da Petrobras, a maior empresa nacional e, quando não é dono, é sócio majoritário de todas as empresas privadas, uma vez que todo empresário da Elite Branca é obrigado a pagar  cinco meses da sua produção para o Cavalo Estado encher sua grande e inútil pança.
Os negros, coitados, não sabem que estão sendo usados como escudo dos espertalhões montados no Cavalo Estado, para servir de bucha de canhão numa guerra entre classes sociais, a fim de confundir a sociedade. Esquecem-se que nem todo branco é rico, que a maioria dos brancos são muito pobres e que alguém que trabalhou a vida inteira para conquistar uma casinha e um carrinho, muitas das vezes financiados, não é rico. Esquecem-se que apenas 2% da sociedade brasileira pode ser considerada rica, porque possui 90% das riquezas do país, sendo que o Grande Cavalo Estado faz parte do clube dos mais ricos. Esquecem-se que mesmo  o Estado sendo o mais rico dos ricos, o Governo não cumpre sua obrigação constitucional que é garantir igualdade de direitos para todos os cidadãos, independentemente de raça, cor da pele e poder aquisitivo. Esquecem que o negro pobre Joaquim Barbosa, vencedor pelo seu esforço pessoal, um dos juízes mais sérios da história do Judiciário Brasileiro, foi massacrado e humilhado por fazer cumprir a Lei Constitucional em Tribunal Democrático e à luz de holofotes, e nem assim nenhum líder negro levantou voz para defendê-lo. 
Enquanto isso esporearam tanto o Grande Cavalo que ele não agüentou e quebrou as pernas. Transformaram-no num jumento pelado e empacado. Empacado porque a Elite Branca, insegura com a bagunça nacional e com o comunismo batendo à porta, esta deixando de produzir e o Grande Cavalo, que virou asno inútil esta desnutrido. 
Então os senhores cavaleiros não perderam tempo e logo após as eleições, depois que a Elite Morena os conduziu novamente para o alto da sela, vão implantar um dos maiores arrochos tributários da história, arrancando o coro do povão, a fim de manter quase quarenta ministérios e centenas de janotas da elite vermelha bem pagos, as bolsas famílias populistas de cento e poucos reais e os Três Poderes da República bem alimentados com substanciosos aumentos de salário, diárias, ajudas de custo para viagens, funcionários, automóveis, festas, bolsas de estudos, aviões, férias, combustível, auxílios moradias, passagens aéreas, telefones, presentes, aposentadorias especiais, grandes construções em países vizinhos, empréstimos para grandes empresários amigos a juros módicos, etc; custos que, segundo especialistas da Imprensa Fofoqueira, podem alcançar a cifra de R$ 2 bilhões de reais, considerando-se que os reajustes serão em cascata, ou seja, todos os escalões inferiores do Brasil inteiro passarão a gozar dos mesmos benefícios. Os pobres vão ganhar bolsinha e devolver um bolsão no supermercado, na rodoviária, na farmácia, no hospital, no prato feito.
Com isso surge no Inferno Brasil a Nova Elite de Colarinho Branco, moderna versão dos Imperiais Senhores de Engenho, da Casa Grande e da Senzala, aonde deverão se acomodar a Elite Branca pobre e a Negra pobre e enganada. 
Aqui na Senzala continuará havendo choro, ranger de dentes, assassinatos, violência, desprezo com os velhos, achatamento salarial, desemprego, terror, insegurança, falta de esperança, falta de planejamento, sujeira, lixo sem tratamento, subnutrição, esgoto a céu aberto, desrespeito, guerra da polícia ruim com bons bandidos, analfabetismo, black blocks, ignorância, cinismo, humilhação, roubalheira, impunidade, desmatamento, escola ruim, juros altos e cada vez mais impostos. 
O Grande cínico Cavalo se desculpa e pede votos nas próximas eleições. Se possível não se esqueça de votar em branco e, para amenizar a revolta anule vosso precioso voto, que tereis todas as vossas condenações perdoadas.
ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

RESPOSTA AO JORNALISTA PAULO HENRIQUE AMORIN

RESPOSTA AO JORNALISTA PAULO HENRIQUE AMORIN!

O JORNALISTA, EM SEU PROGRAMA “CONVERSA AFIADA”, LEU UM TEXTO APÓCRIFO (AUTOR DESCONHECIDO) O QUAL CLAMA POR JUSTIÇA E DENUNCIA A VIDA DURA DOS PRISIONEIROS DA POLICIA FEDERAL ACUSADOS NA OPERAÇÃO LAVA JATO.

Um cidadão que paga um dos mais altos impostos do mundo, goza dos piores serviços públicos do mundo, vive num país aonde milhares de prisioneiros comuns mofam nas masmorras  sépticas e fétidas, não pode sair às ruas nem para ir à padaria com segurança, vê as trapalhadas dos governantes incompetentes arrebentarem com seu futuro e o da sua família; acordar de manhã e assistir a uma pantomima de mau gosto revestida de ideologismo fisiológico barato como essa, tem vontade vomitar na cara do comunicador.

O senhor Paulo Henrique Amorin ter coragem de ler um documento, que ele mesmo diz apócrifo, contendo acusações contra um juiz no cumprimento da sua obrigação e dentro da lei é um desrespeito maior que sua cara de pau. Lembro a ele e ao autor do texto, que as “masmorras do juiz Moro” não são do juiz, mas do Brasil. Que ele indique aonde há outras melhores, com camas confortáveis, ar condicionado, geladeira, tv HD, piscina, charutaria e whisky gelado para prisioneiros Vips, que geram milhares de empregos e compõem o clube do privilegiados petroleiros, no país dos miseráveis bolsistas que passam fome, não sabem nem onde esta o nariz, votam a troco de migalhas e pagam tantos impostos quanto os ricos?

Lembro ao insano e injusto jornalista que se fosse na China comunista ou em Cuba, que ele tanto gosta e defende, esses bons e coitados senhores, com  grande chance de condenação, seriam fuzilados e ainda pagariam pelas balas que os trespassassem.

Lembro ainda que o dia em que o Bolivarianismo, que ele tão veementemente defende, se instalar no Brasil, leituras de textos como esses estarão proibidas e jornalistas infratores irão para o exílio e para as masmorras do Brasil, sem direito a choro nem vela.

Dêem-me licença que tenho náuseas e vou ao banheiro limpo da minha casa, porque não devo nada a ninguém.

P/ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

DEU NO QUE DEU

DEU NO QUE DEU!
                                                        P/ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

Ontem o heroico eleitor, que não estava assistindo ao Big Brother, nem ao Império Global, teve o prazer de assistir nos noticiários noturnos aos Impérios da mentira e da safadeza.

Primeiro foi o vôo da Gracinha para seu merecido descanso em Paris, Nova York ou Toscana. Se eu fosse petista iria para Cuba ou Caracas, mas petista legitimo vai mesmo é para os braços do capitalismo.  Pior, deixou a batata quente nas mãos da amiga fiel, a presidente presidenta Dilma Roussef. A Dama do Vermelho, agora sozinha no deserto comunista, terá o pequeno desafio de encontrar, em menos de uma semana, um executivo capitalista, competente, poliglota, que não seja politico e respeitado pelo mercado, para governar a desgovernança da Petrotombo.

Tião, um amigo meu, dono de um botequim de bananas, diante de doença crônica, levou três meses para encontrar pessoa adequada para substitui-lo com o mesmo desvelo e competência. Mas, como a Petrotombo é pouco maior que o botequim do Tião tudo será muito fácil para Super Dilma.

Mais tarde, o show foi no Congresso Nacional, quando o senador Aecio Neves legal e   justamente reivindicava mais espaço para seu partido. Então, diante das dificuldades interpostas pela presidência, teve um entrevero coloquial amoroso e púbico - bate boca - com o magnânimo Rei do Calango das Alagoas.

Aecio invocou a imagem daquela casa, onde a alma da democracia deve reinar; condição que não comporta qualquer tipo de intervenção de cunho politico ideológico. Renan, enfureceu-se e se defendeu atacando. Lembrou ao interlocutor que a democracia reina tanto no Brasil que possibilitou a candidatura de Aecio a Presidência da Republica e adiante usou do bullying.
Mencionou que Aecio perdeu a eleição pelo seu caráter autoritário, uma alegação fora de contexto, característica de quem não tem argumentos e atira para qualquer lado. Alinhavou o desrespeito, quando alteradamente zombou do seu par dizendo: - "por isso deu no que deu". Referindo-se a derrota de Aecio para Dilma Roussef.

Aecio alegou, também aos gritos, que era grande o seu orgulho de representar cinquenta e um milhões de eleitores e lembrou que Renan não era, tão somente, presidente dos partidos da base governamental, mas de todos oficialmente constituídos. Indiretamente pediu isenção por parte do mosqueteiro presidente, o indiscutivelmente simpático Renam Calheiros.

Mas para não abusar da paciência do eleitor, vamos ao mérito da questão:
Renan, quando disse "deu no que deu" foi infeliz, porque, se sua intenção foi ofender Aecio e seus cinqüenta e um milhões de eleitores, conseguiu. Ademais, a nota negativa ficou registrada no seu currículo de Ali Babá da lança mole.

Em segundo lugar, se Aecio tivesse um pouco mais de calma e presença de espirito teria devolvido o "deu no que deu" ao endereço certo. Todos sabemos no que deu o fisiologismo governamental, quando, não é segredo para ninguém, que o Brasil esta quebrado, a administração publica desmoralizada, a Presidência da Republica desacreditada e a maior empresa do pais de joelhos diante dos gatunos que dela se apoderaram e dos gringos, na torcida para que ela mergulhe direto no pre-sal e se transforme na maior piada administrativa da historia do Brasil e do universo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

DA-ME CARNAVAL

DA-ME CARNAVAL
                                                             P/Antonio kleber dos Santos Cecilio
Vem aí o Carnaval!

Quero me esbaldar!
Esquecer o ano duro que passou e o que esta por vir.
Dizem que o passado não é nosso e o futuro a Deus pertence.
Então, se o presente é comigo, não estou nem aí pra seca, aumento de impostos, governo desgovernado, populismo, assistencialismo, ignorância, inflação, carestia, voto de cabresto, Renan Calheiros na presidência do Senado, PT, PMDB, mamãe Dilma, papai Lula, comunismo, marco civil da internet, violência social, reajuste de combustíveis e energia, desemprego, Petrobras Quebrada, nem mesmo pra cara plastificada e olhar de paisagem do Michel Temer.

Quero me esbaldar no sol quarenta graus!
Tomar cerveja, cachaça, whisky, vodka,
Beber até cair de preferência nos braços da felicidade,
Que a felicidade tenha um bundão bem grande, seja morena, brilhante que nem a Globeleza,
Atenda pelo nome de Judith, Helena, Juliana ou Tereza.

Quero me esbaldar na minha escola querida!
Atravessar a avenida,
Com pé calçado, descalço ou com ferida.
Dor não sentirei, nem quero sentir!
Meu éden é o samba, batucada, boi bumba, mijar na rua!

Quero me esbaldar no bar da esquina!
Não importa se tem ou não tem tira gosto, bala perdida ou chacina,
Nesse carnaval vou beber, beber até cair!

Até quarta-feira!

Meu nome é: Zé Brasil, numero 34569 do Bolsa Família.


MARCO CIVIL DO GOVERNO

MARCO CIVIL DO GOVERNO

- Proibido reeleição presidencial, estadual e municipal a partir de 2017!

- Juízes dos Tribunais Superiores serão promovidos por meritocracia ou (por mérito ou hierarquia). O Presidente da República não mais indicará juízes para o STF e STJ.

- Oficiais Generais serão promovidos por hierarquia ou meritocracia. O Presidente da República não mais promoverá candidatos ao posto de General de qualquer nível hierárquico.

- Presidentes, vice-presidentes e assessores de empresas estatais serão nomeados por meritocracia ou plano de carreira, não mais cabendo ao Presidente da Republica fazê-lo.

- Esta vetado o direito à reeleição a mais de dois mandatos consecutivos ou alternados para os cargos de Senador, Deputado Federal e Vereador.

- É vetada candidatura a qualquer cargo executivo ao cidadão ou cidadã, que esteja no exercício de cargo público de qualquer natureza ou funções com poder de formação de opinião política, tais como padres, locutores, artistas, atletas, professores universitários.

- Somente será permitida candidatura do cidadão em seu Estado de Origem, a não ser sob prova documental e testemunhal que o pretenso candidato resida no novo domicílio eleitoral, fora do seu Estado de Origem, há mais de dez anos.

- É vetado ao Governo Federal empréstimos sob qualquer pretexto para países amigos ou instituições filantrópicas nacionais e internacionais, a não ser com a aprovação do Congresso Nacional em maioria de ¾ dos votos abertos.

- Está proibido o “multipardidarismo” e promulgado o “bipartidarismo” com a finalidade de viabilizar a governança e inviabilizar conluios prejudiciais aos interesses da sociedade.

- E proibida a presença de lobistas nas áreas internas do Congresso Nacional

- Esta vetado o uso de aeronaves oficiais, assim como qualquer tipo de veículo automotor, em visitas aos currais eleitorais, nem sob custeio do requisitante.

- Esta abolido o Foro Especial para qualquer ocupante de cargo público, seja de qualquer dos três Poderes da República, inclusive do presidente, que, se estiver sob acusação comprovada ou mesmo suspeita, terá que se afastar do cargo, entregando o exercício da função ao vice presidente.

- Caso de crimes de corrupção comprovada e transitados em julgado serão punidos com prisão perpétua e em casos de vultosos valores, que configurem alta traição à Pátria, com a pena capital (pena de morte).

- Esta vetado aos ex-presidentes, governadores e prefeitos participar de forma direta através da mídia escrita ou televisiva de debates e qualquer outro tipo de apoio que venha a exercer influência no eleitor.

- Esta vetado o alinhamento político ideológico do Brasil com ditaduras de qualquer natureza, permitindo-se, tão somente, relações bilaterais de interesse comercial.

- Esta vetado o aporte financeiro de empresas privadas a candidatos ou partidos políticos sob qualquer pretexto constituindo-se crime passível de punição com pena mínima de dez anos de reclusão, em regime fechado, e pagamento de multa pecuniária no valor de mil salários mínimos vigentes à época do cometimento do crime.

- Estão proibidos anúncios em qualquer tipo de mídia alardeando obras governamentais, fora do período eleitoral, como também durante.

- Os Poderes Executivos de ambos os níveis estão obrigados a publicar campanhas educativas em todos os tipos de mídias relativas à Educação Moral e Cívica, obrigando-se os canais midiáticos a abrir espaço na sua programação de no mínimo dois minutos a cada hora de programação. Observa-se que os mencionados anúncios não podem conter mensagens ideológicas de nenhuma orientação política.

- Promessas de campanha terão força de “Fé Pública” e o candidato, se eleito, esta obrigado a cumpri-las até o fim do mandato. Caso isso não ocorra, por qualquer motivo, estará sujeito a multa pecuniária de cinco mil salários mínimos em espécime ou bens moveis ou imóveis que correspondam ao valor supra mencionado.

- Esta vetado o direito de coligações partidárias, uma vez que o sistema bipartidário não prevê tais associações em qualquer dos níveis executivos da República.

- Esta impedido do exercício do voto qualquer cidadão analfabeto ou beneficiado de qualquer tipo de ajuda governamental.

- Bolsas governamentais estarão suspensas após o período de três anos, obrigando-se o governo a fornecer ao ex-beneficiado, no período concomitante ao benefício, cursos de formação e aperfeiçoamento profissional, bem como sua orientação no mercado de trabalho, sem ônus para o Estado.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

COMO VAI ACABAR O CAPITALISMO?


COMENTÁRIO SOBRE REFLEXÃO PUBLICADA NA REVISTA PIAUÍ EDIÇÃO OUT/2014; DA AUTORIA DE WOLFGANG STREECK; SOCIÓLOGO ALEMÃO, DIRETOR DO INSTITUTO MAX PLANCK PARA O ESTUDO DAS SOCIEDADES.


Sao Vicente de Minas, 23 de janeiro de 2015


 Caro professor Wolfgang Streeck, assim que li na revista Piauí, edição 97/outubro, reflexão intitulada: “COMO VAI ACABAR O CAPITALISMO?” da sua autoria, estou tentando abrir espaço na agenda diária para lhe enviar um feedback, o que, afinal, todo autor, escritor e pensador como o senhor mais deseja, principalmente num país que poucas pessoas colecionam entre seus hábitos, o da leitura.

Não sei se por coincidência – a vida tem dessas coisas inexplicáveis – ou talvez, porque o assunto seja recorrente e esta na pauta dos pensadores contemporâneos a todo o momento, outro dia li e também comentei reflexão intitulada – “A ESQUERDA ENCAPUÇADA” publicada pelo filósofo e professor Ruy Fausto, que por outras linhas apresentou nesta mesma revista, edição 99/dezembro, tese convergente com suas opiniões, porém embutidas numa inteligente crítica sobre livro publicado pelo filósofo, escritor e também professor Paulo Arantes, cujo título é: “O novo tempo do Mundo e Outros Estudos sobre a Era da Emergência.”

Para começar, preciso deixar claro que não sou radical de direita, nem de centro, nem  de esquerda. O por-quê da afirmação é que assim estou me blindando diante do seu prejulgamento – ou perante o de outros que venham a ler este comentário – contra o velho preconceito, o qual desqualifica maliciosamente todos os defensores do capitalismo-neoliberal ou acusadores do marxismo-comunista autoritário. Logo os caracterizam como imperialistas, fascistas, aproveitadores, destruidores da natureza e contrários à ascensão dos pobres.

Costumo sim, afirmar que sou do direito, sedento por justiça e pela emergência da verdade. Assim também sou sofredor diante do teatro de mentiras que desde os tempos da guerra fria armou-se, à sombra da utopia marxista, a fim de dourar a pílula e enganar incautos, ignorantes e “idiotas úteis”; tomando de empréstimo a afirmativa do professor Olavo de Carvalho, meu ídolo e guru.

Creio que o senhor deva estar pensando o que significa, pra mim, ser do direito. Logicamente o sentido esta explicito, não havendo nada mais a justificar. Entretanto, o direito ao qual aqui me refiro está plenamente inserido no nosso tema e goza de vertente pouco mais larga encaixando-se exatamente na pergunta que pulula em qualquer mente mediana.  O que as teses lunáticas preconizadas por Marx e constantemente enriquecidas por uma avalanche sem fim de seguidores, há quase quinze décadas, plantaram de positivo para a humanidade a não ser ditaduras sanguinárias, sedimentação da pobreza, corrupção, nepotismo, radicalismo e terror? Não há na história exemplo de que a pergunta não proceda! A União Soviética espatifou-se, salvando-se apenas os capitalistas milionários amigos dos falsos comunistas assassinos, que um dia depois do desmantelamento daquele império já estavam aplicando seus milhões sujos no mercado de capitais europeu e americano. Cuba, é o que é; não carece maiores considerações; apenas que, segundo os mentirosos filósofos marxistas, continua ilha da fantasia de onde todos querem se escafeder, mesmo ao alcance das bocarras dos tubarões famintos, apenas porque têm medo de ser feliz. A China, só depois que abriu as pernas para o capitalismo, se ergueu. A Koréia do Sul já deixou sua irmã comunista do Norte na poeira há cinqüenta anos. A Alemanha Oriental virou um lixo descartável para muitos alemães que não queriam pagar a conta das burradas dos paranóicos da Cortina de Ferro. A Venezuela esta batendo o bico no chão naufragando num mar de petróleo. Outras republiquetas bananeiras da América Latina, como sempre, no caos ou a caminho, apenas proporcionam dividendos para os seus ditadores comunistas e suas gangues. Salve-se o Uruguai, o único dos nanicos que, por enquanto vem caminhando bem, graças ao Sr. Mojica, o ex-guerrilheiro comunista, cujo amadurecimento lhe aparou arestas, amainou a ambição que ainda aparelha o caráter dos demais colegas e assim, transformou-o num cavalheiro pobre que anda de fusquinha, deve nada a ninguém e certamente estará em paz com seu travesseiro. Oportunamente observo, que apesar de pouco maior que alguns países da America Central, o Uruguai até tem direito de ser pobre em vista da exigüidade das suas dimensões territoriais e das limitadas riquezas naturais. A África, essa coitada, continua na mesma situação de “Pasto Universal”, segundo classificação do antológico poeta brasileiro Castro Alves. Os marxistas comunistas expulsaram os capitalistas de lá para continuar chafurdando na lama da miséria deixada pelos expulsos. Com apenas um gravame: seus senhores ditadores comunistas carrancudos, elite negra como os demais irmãos pobres, transformaram-se, com orgulho indômito, em fornecedores de commodities para abastecer os mercados capitalistas imperialistas, conforme qualificação pejorativa dos comunistas, também imperialistas. E a Argentina? Essa nem é bom lembrar, pois não caberia aqui sua história de derrotas sucessivas protagonizadas por governantes malandros, cheios de ginga e conversa pra boi bolivariano comunista dormir.

Na sua bela exposição há uma alusão à “legitimidade da democracia”, quando se refere ao período pós-guerra. Ali o senhor acertadamente afirma que “a premissa central era que os Estados fossem capazes de intervir nos mercados e corrigir seus resultados, no interesse dos cidadãos.” Então parte para uma série de lamúrias relativas à desídia desses mesmos Estados, corporificadas no aumento crescente das desigualdades em contrapartida ao formidável acúmulo de riquezas em poder das minorias privilegiadas. Penso que esse possa ser considerado o âmago de toda sua exposição, uma vez que o resto apenas pairou sobre esse orbe lhe dando, ora consistência, ora o contradizendo. Aqui é que devo enfatizar novamente meu gosto pelo direito, que, como foi dito, seria a capacidade de enxergar as coisas como elas são sem distorções malévolas. Então lhe pergunto: quando e onde a democracia deixou de ter legitimidade? O senhor sabe melhor do que eu que nunca! E se perdeu algo, não foi a legitimidade, mas o respeito e a observância dos princípios da igualdade, da fraternidade e da solidariedade por parte de quem? Não será dos mesmos falsos democratas que se incumbiram de programá-la, viabilizá-la e conservá-la? Um brilhante na lata de lixo não perde a legitimidade por estar onde esta! Ademais, onde se encaixa nesse jogo a segunda via, a marxista; projetada para tapar os buracos cavados pela primeira, quando imaginou o deificado Estado paternalista, igualitário, paraíso onde não há proprietários, porque os bandidos comunistas montados no Estado sempre se apresentam como provedores e donos de tudo e de todos?

Caro professor, vou bater na mesma tecla usada para o professor Fausto. Penso que nossas faculdades de ciências sociais – inclusive aquelas onde os senhores privilegiados da elite capitalista se formaram; francesas, britânicas ou americanas – estão precisando introduzir psicanálise no currículo, a fim de capacitar seus futuros brilhantes pupilos a entender o ser humano não só pelo estômago, mas também como funciona seu mundo esquizofrênico, paranóico e mesquinho, o mesmo em que vivem os governantes do planeta.

A psicanálise os ensinaria que o ser humano é competitivo por natureza, por isso é predador eficiente e perigoso. Precisa da liberdade para desenvolver suas potencialidades, mas que essa tão decantada condição, para não ser transformada em libertinagem e privilégio de alguns, requer também "Estados capazes de intervir nos mercados e corrigir seus resultados". Mas, Estados são seres inanimados, entidades existentes apenas no liame da imaginação e dos acertos internacionais, seja através da paz ou da guerra; então a quem caberá cumprir a premissa preconizada pelo senhor? Ao sujeito humano, incorrigível, desonesto, cruel, irresponsável e mais tantos adjetivos negativos quanto a lembrança possa alcançar?

Mais à frente há outra afirmativa da sua lavra, a qual previne que “devemos pensar a aproximação do fim do capitalismo sem nos comprometermos em responder à pergunta sobre o que colocar em seu lugar.” Peco-lhe desculpas; aí houve um escorregão monumental da sua parte no que tange à realidade. Devemos, portanto, segundo sua avaliação, continuar a filosofar para o nada, esquecendo a velha máxima que o futuro promissor e melhor deva ser projetado no presente? Como os humanos poderão melhorar se não houver projetos baseados nos erros e acertos do passado e do presente?

Escorregou ainda mais feio – aí o escorregão é de todos vocês – quando aponta suas baterias contra as grandes corporações, como que se o capitalismo fosse composto apenas por elas. Claro que não é segredo para alguém que as grandes corporações transnacionais geram pouco mais de 15% dos empregos no planeta por vários motivos que não vem ao caso agora tratar. O resto é gerado por pequenas empresas, cumprindo as mesmas regras válidas para as grandes - uma injustiça cruel - localizadas no interior, muitas vezes em fundos de quintal, até clandestinas, administradas por famílias pacatas, sem nenhum status econômico e que, na maioria das vezes, nem se lembram que o demônio capitalista existe. Pois é aí, nesse vasto universo desconhecido e desprezado, que se localiza a profícua fonte tributária que enche os cofres não só dos simpáticos ao capitalismo, mas também de certos bolivarianos comunistas, como é o caso do Brasil. Lembro que os senhores intelectuais da esquerda têm prestado um péssimo serviço a esses empresários pequenos e pobres, que foram transformados em ricos só porque possuem uma casa e um carro, muitas das vezes financiados a custa de altíssimos juros, e, no máximo, podem a cada ano desfrutar uma viagem à praia com amigos ou manter filhos estudando na capital numa universidadezinha vagabunda. Esta na hora dos senhores tomá-los como exemplo de força de trabalho útil, talvez uma boa saída para a salvação do capitalismo. Ao trabalho digno desses heróis anônimos há no texto bela alusão que lhes fazem justiça, como  também ao capitalismo responsável, à qual o senhor se referiu assim: “O capitalismo não se baseia no desejo de ficar rico, mas sim na auto-disciplina, no esforço metódico, na administração responsável, na devoção sóbria a uma vocação e a uma organização racional da vida.” Os capitalistas justos e sóbrios sempre usaram dessa via para construir sua imagem de honestidade e competência, nada compatível com a malandragem reinante nos grandes conglomerados internacionais. Muito bonita e real a afirmação, também em harmonia com a via do direito ao qual me refiro. Alias, conduta que ensinamos aos  nossos filhos, quando lhes preparamos para administrar suas vidas com dignidade e respeito.

Não gosto de generalizações, mas vou arriscar uma. Todos os intelectuais da esquerda (padres, filósofos, sociólogos, antropólogos) nutrem verdadeiro ódio pelos Estados Unidos e nunca ouvi ninguém alertar que este é uns pais que em pouco mais de 100 anos se transformou na maior potência do mundo. Será que pelas benesses do comunismo? Terá sido por obra e graça de algum santo protetor de esquerda? Seria porque simplesmente sabem explorar os pobrezinhos do mundo melhor que ninguém? Ou porque abriga um povo obstinado pelo trabalho, que valorizou e valoriza a educação, a ordem, a organização, a democracia? Costumam dizer que são imperialistas e pressionam as nações pobres. Até posso concordar em parte, entretanto nunca me esqueci do que meu velho pai dizia: - “Não deixe a janela aberta que entra ladrão.” Nós pobrezinhos sempre fomos governados por bandos seculares de quadrilheiros de esquerda e de direita, que adoram deixar não só janelas, mas também portas abertas, a fim de que o ladrão amigo entre; enriquecem a custa da inocência popular e depois vendem imagem satânica de quem trabalha e é eficiente, como pretexto para faturar eleições.

Num outro parágrafo referente aos Estados Unidos o senhor preconiza sua eminente derrocada, quando deverá ser substituído, como máquina de fazer dinheiro para os capitalistas, pelo Brasil, Rússia e Índia; graças às vastas extensões territoriais e potencial natural a explorar. Tenho sessenta anos de idade, mas estou certo de que os meus bisnetos não verão isso acontecer. A Rússia continua e jamais deixará de ser o paraíso da KGB. Breve haverá outros substitutos para o célebre e exibido czar atual. Sua política prioritária continuará sendo a de assustar vizinhos com o velho costume de expandir territórios atropelando fronteiras estabelecidas há décadas e até séculos. A Índia e sua população gigantesca e pequeno território em termos proporcionais, um estado cuja ignorância endêmica não é efeito colateral, mas catalisador; uma espécie de ingrediente da cultura, característica folclórica e até orgulho nacional; ainda esta longe de tomar rumo certo para o alcance desse auspicioso objetivo. E o Brasil, esse gigante eternamente adormecido, agora surfando nas ondas do Foro de São Paulo comunista e nos devaneios histriônicos do imperador analfabeto Lula da Silva, carregando sua gigantesca horda de ignorantes indisciplinados revoltados contra tudo e contra todos, não me parece estar plantando nada de positivo para substituir a potência bem dirigida, disciplinada, organizada e obstinada pelo sucesso.

Sobre a besta capitalista norte americana o senhor ainda alude à violência dos que se sentem prejudicados pela sua sombra e ao eterno risco a que esta exposta. Os Estados Unidos são um país civilizado e democrático, mas convém que lembremos que cutucar a onça com a vara curta costuma dar errado. O senhor se lembra quando o Japão invadiu traiçoeiramente o Hawai matando covardemente militares e civis dormindo e desprevenidos. Pois é, aquilo lhe valeu duas bombas atômicas no lombo e mais de 200 mil mortos. O dia que um presidente mais genioso resolver fazer o mesmo, passando por cima do Congresso ou até mesmo apoiado pelo mesmo, muito sangue correrá e seus inimigos se lembrarão que eram felizes e não sabiam.

Outro dia fui convidado a palestrar para alguns alunos do segundo grau de certa escola, missão cujo tema era: “A importância da empresa para a sociedade”. Imagine como comecei a aula! Caros amigos, por favor, olhem ao seu redor, inclusive a roupa que vestem seus corpos; lembrem-se do alimento que tomaram hoje pela manhã e apontem alguma coisa que não tenha sido transformada, manipulada ou distribuída por uma empresa. Todavia, empresas são como Estados, entes magníficos, mas sem alma, pois nós seres humanos somos quem a emprestamos. Por trás dessas máquinas de produzir progresso e viabilizar a vida, há homens/mulheres sonhadores, empreendedores, livres, dedicados; pensando vinte e quatro horas por dia, criando, projetando, enfrentando a concorrência, pagando altos impostos, gerando riquezas – esse demônio que tanto incomoda os falsos marxistas – e delegando ao Estado a missão de fazer aquilo que muitos não fazem e outros fazem parcialmente: “intervir nos mercados e corrigir seus resultados, no interesse dos cidadãos.” Eu, substituiria o verbo “corrigir” por outro mais apropriado e mais democrático: mediar.

Concordo com sua afirmação de que o capitalismo seja um fenômeno histórico, entretanto discordo que terá fim. Quando e caso isso aconteça, terá chegado ao fim a humanidade, pois a cargo de quem estará o desenvolvimento os remédios para nos livrar da extinção da vida no planeta? Tanto o professor Fausto como o senhor são unânimes em afirmar que a continuar o atual ritmo de consumo ou, se, pelo menos, metade dos excluídos fossem incluídos, o planeta não agüentaria tamanha exploração. Aí estou de acordo, entretanto posso garantir que as universidades, grandes laboratórios de biomédica e engenharia da sustentabilidade mantidos pelo capitalismo já têm desenvolvidos adiantados estudos de como reverter a situação ou pelo menos amenizá-la. Tenho dúvidas que em Havana ou qualquer outro pais miserável comunista o mesmo esteja acontecendo.

Permanecendo nessa linha de raciocínio há ainda outra questão sem resposta que os filósofos da esquerda; religiosos e laicos não apresentam solução, pois quando o tema vem a tona aproveitam para faturar dividendos políticos ideológicos. Calcula-se que a continuar o atual ritmo de crescimento demográfico o planeta terá por volta de 10 bilhões de almas em alguns anos. Diante disso cabe a crucial pergunta? Haverá maneira de brecar a saturação da natureza com o atual ritmo de crescimento populacional? Todos sabem que não! Não por culpa do capitalismo, mas da desídia das sociedades que temem tratar do tema, por preconceito, ignorância ou má fé. No entanto a preocupação centra-se apenas nos satanases capitalistas que só pensam em lucrar, enquanto a própria física diz que ocupação de espaço é potente divisor. Todavia, tente o senhor defender um eficiente controle de natalidade, principalmente para os pobres. Vão crucificá-lo de cabeça para baixo e dirão: - então que capem os ricos! Mas quem dirá isso não serão os pobres que sonham em brecar a fertilidade a todo custo. Serão os falsários da esquerda, ricos como os ricos aos quais pejorativamente se referem, muitas das vezes ocupando empregos públicos bem remunerados pagos pelos pobres ao Estado ladravaz de esquerda ineficiente e incompetente; primeiro a maltratar os pobres com baixo retorno corporificado em serviços públicos de péssima qualidade.

Senhor professor Wolfgang, haveria muito mais considerações a fazer sobre as virtudes e pecados da sua tese, mas vamos parando por aqui. Peço desculpas pelas divergências e críticas ao seu trabalho e pensamento e lhe garanto a boa intenção de contribuir com o aprimoramento das idéias partindo do abandono de modismos ideológicos que ao ganharem status de moda, passaram a ofuscar a verdade muitas das vezes esquecida por ignorância ou conveniência.

Forte abraço! Continuarei a segui-lo na midia.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O BIG BROTHER BRASIL 2015 APRESENTA A PIOR AUDIÊNCIA DE TODAS AS EDIÇÕES.

O BBB 2015 APRESENTA A PIOR AUDIÊNCIA DE TODAS AS EDIÇÕES.
O POVO BRASILEIRO ESTA ACORDANDO!

(Abaixo veja reflexão sobre a notícia acima publicada na mídia)

O povo brasileiro esta acordando coisa nenhuma! Prova cabal foi o circo armado nas ultimas eleições pelos bandidos oficiais e engolido pelo povo. Aliás, me excluo dessa, porque nunca assiste a um minuto de Big Brother e não voto em partido comunista, nem se Cristo for o candidato, uma vez que a historia demonstra que os comunas vermelhos são burros, incompetentes, desonestos e sanguinários.

O BBB esta em declínio por um fenômeno natural conhecido no mundo do marketing como "saturação". A causa é simples: não há novidades e o único apelo: sexo - também esta em saturação - As pessoas precocemente já o conhecem e a coisa maravilhosa e cheia de surpresas e prazeres se banalizou., tornou-se um arroz com feijão ao alcance de qualquer Joãozinho e Joaninha de dez anos de idade, a qualquer hora, em qualquer lugar. Pior ainda é o comércio do sexo e mentiras, falsidades, desentendimentos, polêmicas; um teatro de mau gosto protagonizado por artistas de terceira classe, cheios de bunda e músculos, porém vazios de massa cinzenta.

O voyeurismo praticado e admirado por muitos através de possantes binóculos e janelas indiscretas é um bom exemplo, porem a graça, se existe, consiste na surpresa, na aventura, na chantagem. Melhor exemplo são os inconsequentes paparazzis dos grandes tablóides, sempre à procura de um flash comprometedor.

Contudo, o BBB com suas loiras saradas, seus gays exasperados e seus Adônis bombados (correto seria bombeados) é nada, significa nada, não passa de um mercado de anunciantes dispostos a pagar milhões por um minuto na ribalta e por telefonemas a custo de alguns reais, mas que somados, semanalmente apresentam arrecadação suficiente para pagar os aloprados e os custos totais do show de mau gosto. Os cofres e os balanços da grande rede de televisão agradecem de coração!

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO