APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.

Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.

Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .

Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.

O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O ELEFANTE, A MATEMÁTICA E O ESTADO GIGANTE

O ELEFANTE, A MATEMÁTICA E O ESTADO GIGANTE.

            Certo biólogo, um daqueles que dedicou toda a vida na épica missão de conscientizar sobre a necessidade vital de proteger o frágil equilíbrio dos ecossistemas naturais, depois de muita luta, conseguiu do governo autorização para manter sob sua guarda, tratamento e reabilitação à vida selvagem, animais doentes vitimados por caçadores e traficantes. Então, transformou sua propriedade rural, um espólio de família, em mini zoológico. Animais vinham de todos os lados. Quase diariamente chegavam aves exóticas, pequenos macacos, repteis e felinos. Sua vida se transformou num sacerdócio de luta e dedicação diuturna a tantos e preciosos pacientes. Não havia maior alegria que a de assistir à soltura de um trio de araras tagarelas ou à partida desconfiada de um felino rumo ao seu lar natural.
            O custo era alto; remédios, alimentos balanceados, pessoal especializado, combustível, mão de obra de apoio, custos fixos. Grande parte dos recursos eram garantidos por duas organizações não governamentais (ONGS) estrangeiras. O resto, oriundo de repasses de origem oficial e doações de amigos, nem sempre constantes e suficientes para garantir o grau de excelência exigida nas inúmeras ocorrências, era o que salvava a contabilidade do vermelho. A fim de melhorar pouco mais o orçamento, outra saída encontrada foi abrir o espaço para visitação popular e uso em pesquisas acadêmicas nas áreas concernentes à biologia e à sustentabilidade natural; de modo que com essas fontes, nem sempre certas e bastantes, iam-se administrando a vida, os sonhos e a sorte de tantos e tão importantes elementos da vida natural.
            Até que num belo dia, um circo, que aportara numa cidade vizinha, sofreu grande incêndio que sacrificara a vida de todo o plantel artístico, menos a de Jumbo, o elefante. Tratava-se de espécime indiano importado e amestrado para exibições no picadeiro. O gigante, dócil como um cãozinho, faltava falar; abraçava o amestrador com a tromba, jogava futebol, assentava num banquinho e até cruzava as pernas; abaixava-se respeitosamente para aplausos e até sabia quantas melancias sobrariam se tirassem cinco da dúzia que devorava a cada dia.
            Não havia quem encontrasse defeito no paquiderme artista, a não ser a fome insaciável que brotava nas suas entranhas a cada novo dia. Seu dono e amo, diante dos revezes do sinistro pictórico, não mais podendo arcar com tamanha despesa, não teve alternativa, senão a de deixá-lo temporariamente hospedado no zoológico vizinho.
            Dr. Laerte, o biólogo apaixonado, ao vê-lo com aquele olhar de despedida em cima de um caminhão estacionado a sua porta, não titubeou em aceitar o novo hospede, sem, ao menos, medir as conseqüências, que não tardariam. Jumbo custava toda a verba da semana num dia e não tardou para que o herói dos bichos se lembrasse que matemática e paixão não combinam. O orçamento apertado não contou com novos reforços e a solução foi diminuir o quinhão dos pacientes menores e aumentar o preço dos ingressos da visitação.
            No principio tudo se foi tenteando! Pela novidade todos pagavam com boa vontade, menos o governo que não quis tomar conhecimento da nova realidade e as ONGS que queriam o mamute para outro destino, sem falar no resto dos animais, que, com menos alimentação e assistência, passaram a apresentar novas ziquiziras provenientes das deficiências alimentar e medicinal[1] . E ainda para confirmar o velho ditado de que "azar dá em cachos" o publico pagante começou a ralear assim que a maioria conheceu Jumbo e suas graças perderam a graça.
            Até que por fim, traumatizado e muito triste, Laerte se viu obrigado a ceder às exigências do equilíbrio contábil, baixar a cabeça e desfazer-se do gigante mambembe. Então, convocou seu velho dono, que sumira. Diante disso enviou- o para o Canadá, sob a proteção e cuidados do zoológico  de Toronto.
            A história verídica relatada acima escolhi para exemplificar o que acontece, quando o Estado se mete a empresário e a dono dos destinos dos cidadãos. À medida que se envolve nos vários setores produtivos, se agiganta e se transforma num elefante sem graça, burro, caro e autoritário! Diferentemente do zoológico que não tinha mais como ser justo com os demais, o Estado Elefante busca recursos no bolso da sociedade aumentando infinitamente a carga tributaria, para equilibrar suas contas à custa do desequilíbrio na vida dos mais pobres e mais fracos. 
            Conclui-se portanto, que quanto menor for o Estado e quanto menos interferir na maquina produtiva, maior será o crescimento da justiça social tendo como efeito colateral positivo o aumento da eficiência. Ao Estado não cabe a missão de competidor e jogador no mercado, mas tão somente a de normatizador do mercado, no sentido de salvaguardar espaço democrático para atuação do maior número de concorrentes. Somente assim haverá maior pulverização de recursos e oportunidades na base da pirâmide social e a pobreza será gradativamente extinta com sustentabilidade ou seja, sem a atuação do Estado Elefante ineficiente como padrasto dos pobres e comprador de votos de cabresto.
            Todas as nações ricas [2] contaram com a atuação útil do Estado no inicio do processo de industrialização, na construção de gigantescas e caras infra-estruturas, tais como: usinas hidrelétricas, siderúrgicas, portos, ferrovias, rodovias; quando o setor privado não existia ou ainda não apresentava potencial suficiente para arcar com pesados investimentos.  Mas, à medida que se fortaleceu e ganhou condição de investir de igual para igual com o Estado, coube a este se afastar, mantendo-se apenas como juiz do jogo; somente empenhado em investir em educação de qualidade, saúde de alto nível e na garantia de um regime democrático que não roube do cidadão sua preciosa liberdade de viver com qualidade por sua conta e risco, sem depender de esmolas oficiais.
            Governos tendentes ao totalitarismo defendem o Estado Elefante, dono de inúmeras empresas estatais. Diante dessa política errônea encaixa-se a pergunta: quem são os grandes beneficiados com a ineficiência das Estatais Elefantes mantidas com os impostos populares, enquanto a sociedade, principalmente os mais pobres, sofrem com a baixa qualidade da infra-estrutura?
            Gigantescas e sensacionais campanhas eleitoreiras oportunamente criam e incentivam espécie inútil de patriotismo de palanque, a fim de incendiar os ânimos nacionalistas do povo com frases de efeito, tais como: "O petróleo é nosso!" "A XPetróleo é do povo!". "Abaixo a privatização!"             
            Verdade que qualquer recurso natural, inclusive o petróleo, é propriedade da sociedade, quando se encontra em território a ela pertencente; no entanto a empresa que o explora pode ser de qualquer um, menos do Estado; alias melhor que assim seja. Nossos devem ser os recursos arrecadados com altos impostos pagos por aquela que compra o direito de explorá-lo. Nossos devem ser os empregos por ela gerados. Nossos devem ser os investimentos em infra-estrutura de saúde, segurança, educação e transporte, que o governo terá condições de fazer melhor com os recursos que sobrarão ao deixar de ser dono de Elefantes sem graça, caros e ineficientes. 
            Quando o povo brasileiro puder entender que privatizar não significa traição à pátria, nem inferno astral, uma vez que privatizadas as estatais deixarão de ser cabides de empregos, tocas do nepotismo para os poderosos ou fontes de pagamentos de favores políticos, o Estado deixara de ser Elefante Caro e a sociedade será mais justa, porque terá menos pobres dependentes de esmolas eleitoreiras.


ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.





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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

RESPOSTA AO FILOSOFO E PROFESSOR RUY FAUSTO

AQUI ELOGIO O PROFESSOR RUY FAUSTO PELA BELA CRÍTICA AO LIVRO: "O NOVO TEMPO DO MUNDO e OUTROS ESTUDOS SOBRE A ERA DA EMERGÊNCIA" DA AUTORIA DO FILÓSOFO PAULO ARANTES. PARABÉNS PROFESSOR!


          Caro Professor Ruy Fausto, na qualidade de assíduo leitor da Revista Piauí, tive a grata satisfação de degustar com os olhos e a alma sua belíssima reflexão critica, intitulada: A ESQUERDA ENCAPUÇADA – as cegueiras do niilismo neomarxista de Paulo Arantes.
            Confesso que ultimamente, quando me deparo com títulos referentes às esquerdas, passo pagina adiante, por não mais agüentar tanta baboseira e perda de tempo. Intermináveis batidas na mesma tecla, num uníssono cansativo que chega a humilhar e subestimar a inteligência de qualquer mortal portador de mínima cultura histórico-político-filosófica. Então depois do Lulismo e agora com seu aprofundamento rumo ao abismo das veleidades petistas e femininas na esteira do Dilmismo – uma vez que este nunca se rebaixou para aquele, talvez por pura encenação; vale menção – ficou mais difícil roer o osso duro carregado de discursos dissimulatórios e silogismos fabricados no quintal cubano/leninista, para enganar incautos e ignorantes úteis.
          Em vista disso, seu texto fez-me delirar de satisfação; um prazer quase sexual perpassou as entranhas por vários motivos: Primeiro e mais importante, ler alguém da sua compleição cultural e prestigio acadêmico criticar outro considerado no mundo das academias marxistas como dono da verdade, principalmente para aquele bando de jovens impetuosos e ignorantes aos quais o senhor se refere na conclusão. Segundo, por ver e ouvir com os ouvidos da alma a palavra proibida “comunismo” grandemente evitada pela mídia e pelos pelegos e filósofos mal intencionados, que vendem um peixe sem cabeça para os neófitos, a fim de que jamais, nem pelo menos, se lembrem de recorrer ao auxilio do pai dos burros ou da wikipédia, para aprender e entender que por atrás dessa fumaça azul,  houve e ainda há muito fogo vermelho queimando e matando milhares de inocentes proibidos de pensar e sonhar.
          Hoje sou um jovem de sessenta anos, um pouco mais escolado do que quando nos vinte ou trinta. Segundo ditado que vi e li em algum lugar, ser de esquerda quando jovem é compreensível, mas continuar esquerdizado, esquerdizando (no sentido do exercício da doutrinação) ou esquerdizando-se depois dos quarenta é no mínimo burrice ou má fé. Como o senhor deixou claro naquelas linhas e entrelinhas tão bem escritas, a utopia, que norteou Marx, o sonhador; na minha opinião um vagabundo beleza, que nunca deu duro para sobreviver, continua tão viva na cabeça da pelegagem sindicalista, ora venal, ora idiota; como também e muito mais grave, ornando teses de intelectuais e acadêmicos na sua maioria encarregados da condução de veículos de formação da opinião pública. Impressiona tanta dissimulação, irresponsabilidade e falsidade diante de fatos que a história registrou, que estão ai nas prateleiras de qualquer biblioteca e que os caras fazem questão de desconhecer, desconsiderar ou até negar. Inacreditavelmente afirmam que comunismo só existe na cabeça da direita imperialista, é coisa do passado, assim como Cuba é um paraíso do qual todos sonham fugir, porque têm medo de ser feliz. Terceiro, pelo reconhecimento e afirmação que conquistas tecnológicas, que tanto bem fizeram e fazem à humanidade, no tocante ao aumento da produtividade e da eficiência, como também pelo simples desfrute do prazer, não podem ser consideradas vilões da história, culpadas pelas injustiças sociais e pela miséria ainda existente e dominante em muitos quadrantes do planeta. E quarto, porque simplesmente vi nas suas reflexões a exata opinião que sempre tive dos marxistas Time Square. Me senti vingado!
          Qualquer intelectual de meia tigela é capaz de reconhecer que o capitalismo empreendedor, pesquisador, perscrutador, faz parte da alma humana na sua inerente ânsia de conquista. Que sem essa característica jamais o ser humano teria chegado aonde chegou. Que os homens/mulheres são animais em constante competição por espaço e alimento como quaisquer outros e que a razão nem sempre é capaz de prevalecer sobre o ímpeto de destruir para dominar. Que cabe ao Estado de Direito, civilizado e democrático o ultra dever de mediar relações, aparando arestas, punindo culpados com rigor, investindo fortemente na educação e em ferramentas para incentivar o empreendedorismo, assim forçando rumo no sentido da total eliminação dos abismos sociais. Penso que deva estar faltado no currículo das faculdades de filosofia uma matéria que atende pelo nome de "psicanálise".
          Sei que corro risco de magoá-lo e desde já me desculpo. No entanto, urge que intelectuais, como o senhor, formados no seio do capitalismo e agraciados por suas benesses consideradas privilégios de poucos, acordem para a realidade e parem de assentar sobre o próprio rabo para criticar outros. O mundo sempre esteve cheio de falsos Cristos salvadores da humanidade, todavia se esquecem que o verdadeiro abandonou sua condição de Deus e assemelhou-se aos mortais para lhes mostrar o caminho da verdade e da solidariedade. Entretanto seus falsos fac-símiles, nascidos em berços de ouro, continuam por aí assentados em escritórios refrigerados vendendo e ensinando justiça, ganhando acima da média dos mortais, sempre vestidos de cordeiros e escudados por teses que eles mesmos são incapazes de vestir a camisa e morrer por elas na mesma lama onde imperam as injustiças às quais criticam sem apresentação de soluções. Quando apresentam, tratam-se de propostas simplistas, populistas e utópicas.
          Os grandes e lendários pensadores do passado, há três ou quatro mil anos atrás, baseados nos revezes que afligiam as sociedades daquelas épocas, enunciaram criticas e soluções tão concernentes à realidade humana que pode-se dizer pensaram o futuro, uma vez que mudaram-se costumes e valores, mas a alma humana nunca mudou e nunca mudara. Surpreendentemente, as dezenas de pensadores contemporâneos nada enunciam de novo, bastam-se em vôos circulares, que não levam a lugar algum; sempre debruçados em teses pequenas, superficiais, enunciadas muitas das vezes por mentes insanas, que jamais funcionaram e nunca vão funcionar devido a sua excessiva teorização, sempre desconectadas da realidade pragmática da vida.
          O mundo acadêmico marxista claramente esta vivendo uma inversão de valores. A filosofia, não desconsiderando sua importância como elemento aprimorador do ser humano, sempre foi ciência periférica e neste patamar deve permanecer, pois do contrário, correrá o perigo de se tornar pura e inútil utopia, uma vez que ninguém pode viver comendo, morando e trabalhando num éden filosófico capaz de alimentar, manter e proteger o corpo, este elemento fugaz, impuro, fraco, mas necessário para a existência.
          Veja o senhor, quanto tempo perdido em analises inúteis sobre as manifestações de junho/julho/2013! Quais soluções apresentaram? Já li mais de cem teses a respeito daqueles acontecimentos. Os pensadores precisam deixar de enxergar demônios onde apenas existem problemas solucionáveis com boa vontade e competência. O povão foi às ruas, porque esta de saco cheio de tanta miséria, da vida difícil, da enganação, da exploração. Só isso! Black Blocs foram plantados pelo governo marxista, para amedrontar manifestantes pacíficos, tira-los das ruas e das manchetes, com o objetivo de dar boa lição nos capitalistas inúteis, improdutivos vagabundos, credores do Estado inepto, como também nos bancos que não financiam as gastanças estatais e não cumprem as leis ditadas pelos donos do poder. E a polícia? Essa também não serve para nada, a não ser bater em vagabundos violentos, quando depredam o patrimônio privado, a fim de premeditadamente desvalorizar seu trabalho em atendimento aos objetivos do FORO DE SÃO PAULO. Análises mais análises inúteis, fúteis, efêmeras, para vender revista e fazer fama não levam a lugar algum e daqui a seis meses todo mundo já esqueceu. Falta pragmatismo aos nossos pensadores contemporâneos. Quem precisa de análise são os governos bolivarianos instalados nas republiquetas miseráveis da América Latina; salientando-se que a velha estratégia maliciosa de culpar os gringos pelos nossos infortúnios não cola mais.
               Há anos tive um professor no estágio de engenharia têxtil que costumava dizer: - “não me tragam problemas, tragam-me soluções.”. Gosto disso e guardarei para sempre nos alfarrábios da memória, por isso me é tremendamente difícil compreender essa gente que, depois de tanto estudo e conhecimento, ainda continua apresentando problemas sem saber como solucioná-los, apenas acusam e criticam quem trabalha, madruga todos os dias, paga impostos altíssimos; mergulhado num mar de inconstâncias e incertezas criadas e patrocinadas por governantes ineptos, corruptos, mal intencionados, comprometidos unicamente em mentir no sórdido intuito de destruir valores solidificados, a fim de dominar e abiscoitar o poder para deleite próprio e dos comparsas; assim como acontece nas sociedades patrimonialistas, às quais o senhor não se cansou de mencionar em suas reflexões.
          Alguém em sã consciência pode imaginar um país como o Brasil, com todas as suas potencialidades, prejudicado por um governo fisiológico de esquerda, carregado de elementos rancorosos e raivosos, lobos vestidos de cordeiros, aliados a todo tipo de ditadores e ideologias conspiratórias e dominatórias antidemocráticas? Claro que pode, pois esta aí para qualquer idiota ver. Entretanto, o que vendem são essas teorias “Arantianas” – segundo sua própria definição – cuja cereja do bolo é a violência cinzenta para conquistar o que? A derrubada do capitalismo? A destruição da democracia? A derrocada dos Estados Unidos? A dominação bolivariana que coroe republiquetas latino americanas? O fim da miséria e da injustiça social? Nada disso! Na verdade, o que querem é poder. Um bando de invejosos incompetentes ou espertalhões mal intencionados, tratando de desvalorizar as uvas maduras dos outros, para colhê-las depois no conforto dos seus iates, assim como acontecia na União Soviética e ainda acontece na China, na Rússia, em Cuba, na Koréa comunista, nos Califados decaptadores e em outros cantos obscuros que nem merecem menção.
             Caro professor, não tive a gloria de estudar filosofia a fundo como o senhor e o Arantes, mas não temo lhes afirmar: - conheço os Estados Unidos e a França, onde os senhores se formaram e a todo instante lamento Deus não ter-me feito americano ou francês, com perdão antecipada aos meus pais que muito amei e ainda amo sua memória. – À Pátria? Hoje sou um apátrida, estou cheio dela e da sua hostilidade! Não lhe devo satisfação! – Americanos e franceses são povos felizes, ricos, cultos, considerados, respeitados. Há distorções? Há inferno astral? Claro, há? Mas nada comparável aos nossos puleiros sujos, enlameados, baixos, desprotegidos, sem esperança aqui do submundo. Conheço dezenas de latinos – cubanos, brasileiros, mexicanos, argentinos, venezuelanos – que tiveram a sorte de ultrapassar fronteiras rumo à civilização capitalista democrática "cruel", segundo a malandragem marxista, e lá encontraram a felicidade verde como o dólar a brilhar nos olhos, no estômago, antes vazio, e na cabeça, antes cheia das burradas e bravatas autoritárias dos nossos governantes incompetentes para governar, mas competentes para mentir e se locupletar de carniça humana.
                Boa sorte para o senhor professor e que Deus continue o iluminando no combate aos intelectuais estrábicos, que só sabem trazer problemas e que gostam, tanto quanto todos os mortais, da boa vida em democracia e com os bolsos bem cheios de dólar e euro ou até mesmo reais desvalorizados.

                Forte abraço! 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

REAVALIANDO VELHOS CONCEITOS

REAVALIANDO VELHOS CONCEITOS
               
                É natural, quando nos referimos ao tempo meteorológico, o uso dos antônimos – bom e ruim – para avaliar um dia de sol ou chuvoso. Injustamente nos acostumamos a classificar a chuva como algo ruim que atravanca a mobilidade ao trabalho, ao lar, às férias, às folganças de um esperado fim de semana ou ainda, quando a chuvarada se transforma numa borrasca furiosa com potencial para destruir.
                Céu azul, sol e brisa fresca? Isso sim; é a personificação da bondade, da segurança, da paz, do sossego, do bom papo com amigos, de noites marchetadas de estrelas e luar para dar o indispensável toque romântico.
            Certamente seja por isso que nós brasileiros gozamos da fama de ser um povo alegre, feliz, descontraído, musical; pela única certeza de que Deus seja um ilustre e bondoso conterrâneo. Então, na criação do planeta foi severo com muitos povos, quando permitiu que conturbações naturais fizessem tremer o chão, montanhas intransponíveis cuspissem fogo e fumaça tóxica, tremores destruíssem casas e matassem em segundos, tsunamis inundassem a terra, furacões transformassem a suave brisa em dragão que rodopia a centenas de quilômetros por hora e nevascas enregelantes desolassem e transformassem tudo em paisagem inerte, monocolor, improdutiva, inóspita; apenas suportada pelos espécimes mais preparados e adaptados à fome ou à hibernação. 
                Contudo algo esta acontecendo de novo; um fenômeno extremo para mostrar aos brasileiros que o velho ruim, pode ser o novo bom. Que, certamente, Deus não deva estar tão satisfeito com seu pimpolho preferido, o Brasil brasileiro bolivariano comunista. Quem sabe pela reprovação aos atos bestiais que ora emporcalham as páginas da nossa história, pelo desrespeito institucionalizado à moral, pelo laicismo governamental insistente e institucionalizado ou até mesmo pelo desprezo que grande parte da sociedade brasileira vem demonstrando contra a moralidade e o respeito a ícones religiosos milenarmente cultuados e respeitados?
                Mamãe costumava dizer que – “entre o céu e a terra há segredos que ninguém entende e pode explicar, portanto cautela e caldo de galinha nunca fez mal a ninguém. Na incerteza;  ajoelhe-se e implore a Deus, que Ele poderá ouvi-lo, se mereceres”
                Não estou aqui para discutir se mamãe era visionária ou carola, no entanto, penso que é chegada a hora da supressão das referências “bom e ruim” para referir-se a algo que esta aí para baixar o topete dos homens e mulheres que pensam que tudo podem. A seca imprevisível esta na medida certa para que a sociedade brasileira se lembre que nossos irmãos nordestinos sofrem com o flagelo da seca há mais de três séculos, um fenômeno perfeitamente contornável em nações sérias, mas que aqui na Pátria de Deus a solução nunca aconteceu, porque nossos governantes são experientes no uso da ignorância para abiscoitar o poder. Portanto tornou-se temerário rotular com pejorativos desprezíveis e discriminatórios aqueles que migram para o sul correndo da indústria da seca, da fome e da miséria. 
             É preciso estudar história e aprender que o sofrimento é boa ferramenta para incitar a solidariedade humana e que um pouco mais de respeito à moral e ao próximo seria bom caldo de galinha; que vida boa não se faz só de sol, céu azul e ociosidade, mas também da boa chuva que molha a terra fazendo germinar a vida, lembrando que Deus e a natureza não podem ser  tratados como política, nem objeto, nem propriedade privada, nem cabo eleitoral, mas como algo sagrado, que precisa ser preservado e respeitado. 

ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO

   

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

MENSAGEM DE ANO NOVO A DILMA ROUSSEFF

Desastrada presidenta, esta de pêsames o Brasil pela sua recondução ao poder por meio do ilusionismo assistencialista exploratório, do estelionato e da mentira, pregados na parte mais inocente e carente da sociedade. Minhas condolências aos cidadãos explorados pela alta carga tributaria, inclusive os pobres. Minha solidariedade aos jovens que herdarão uma nação marcada pelo embuste e pela traição. Minha angustia pelas gerações futuras que lerão paginas sujas da sagrada historia de um povo e de uma nação secularmente explorados por tantos mercenários sedentos de sangue e de poder. Minha compaixão pelos velhos, que no fim da vida, sao penalizados pela certeza de que pelo resto dos seus dias haverá humilhação, dor, pobreza e consequente baixa qualidade de vida.

E passada a hora de vossa excelência compreender que uma nação de 200 milhões de habitantes e um território de 8 milhões e meio de quilómetros quadrados não é Cuba. Que as coisas por aqui são muito mais complexas e que governar nesta terra não pode e nunca vai ser tão simples que seja possível se impor pela bravata, pela cooptação e pela ditadura. Que os tempos sao outros diferentes daqueles, quando as  nações eram ilhas cercadas pela desinfomacao e isoladas pela distância. Que hoje um traque mal cheiroso poderá se transformar numa nuvem negra de conturbações e prejuízos irreparáveis. Que toda marolinha tem potencial para se transformar num tsunami.

Quando sair de manha para trabalhar, deixe em casa o mimetismo, ora se apresentando como coitadinha, ora como torturada sofredora, ora como inocente que nunca sabe de nada, ora como amiga e solidaria a ditaduras sanguinárias, ora como desconhecedora das inconfidências do FORO DE SAO PAULO e da UNASUL comunista, que de democracia e liberdade nada entendem, nem preconizam.

Deixe de lado a falsidade e conte para a sociedade o que essas bestas comunistas estão tramando por trás dos bastidores, a fim de se implantar uma ditadura comunista no Brasil e na America Latina, que todos sabem não vão funcionar, assim como não esta funcionando na Venezuela, na Argentina e no nosso Brasil quebrado, humilhado, desacreditado; coincidentemente governado pelos democratas que defendiam e ainda defendem teorias comunistas soviéticas e a recuperação do que foi perdido na Cortina de Ferro do leste europeu, cuja ação somente trouxe sofrimento, miséria, atraso   e vergonha para aquelas nações e seus povos.

Espero que em 2015 ponha a mão na consciência, descarte o autoritarismo, deixe de lado também a ideologia inútil e embusteira; lembre-se que só com trabalho honesto, planejamento, democracia educação de qualidade, respeito às conquistas históricas positivas e aos outros poderes da república os homens/mulheres poderão alcançar a liberdade e a felicidade. Jamais se esqueça que associações com amigos piores que nós nos desqualificam. Nos sexagenários aprendemos isso com papai e mamãe! Lembra-se?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

PROFESSOR BRUNO LEONCIO CARIELO, O CARA!

PROFESSOR BRUNO CARIÊLO LEÔNCIO, O CARA!

Justa homenagem prestou a administração municipal, com a anuência e apoio da prefeita Regina, ao professor Bruno Cariêlo, pelo seu brilho e suas conquistas no âmbito esportivo nacional; como também por ascender o nome e a imagem desta cidade de São Vicente de Minas ao mais alto panteão da sua história.

O lendário ex-presidente americano Abraham Lincoln, certa vez, proferiu o seguinte pensamento: “- Quando pratico o bem, sinto-me de bem; quando pratico o mal, sinto-me de mal. Eis a minha religião”! Diante disso, calculemos o quanto bem nosso nobre professor esta se sentindo por, através do esporte, plantar o bem na vida de tantos jovens.

O futuro será o retrato do presente, portanto jovens de bem farão um Brasil melhor, menos injusto, mais gentil, mais amado e mais respeitado. 
E o ex-acadêmico da Academia Brasileira de Letras, Eugênio Gomes, em sua brilhante análise: O Enígma de Capitu sobre a obra prima de Machado de Assis: Dom Casmurro; nos deixou a seguinte mensagem, que não nos é permitido esquecer: - “a estética é a ética da civilidade.” O esporte se enquadra perfeitamente nessa verdade por ser, além de belo e fazer bem ao espírito e ao corpo, algo que proporciona ao homem/mulher a capacidade de colocar sua natureza guerreira em ação sem ferir ninguém, uma vez que o respeito ao adversário é seu dogma fundamental.  

Parabenizo o professor, lhe desejando saúde e disposição para continuar seu belo trabalho, como também a esta cidade pelo reconhecimento a ele devido
na esperança de que mais homens/mulheres dessa têmpera nasçam, a fim de salvar o Brasil da sua atual depauperação moral e cívica.



quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

QUAL O MELHOR PARA O BRASIL E PARA AS NACOES EM DESENVOLVIMENTO?

QUAL O MELHOR PARA O BRASIL E PARA AS NAÇÕES EM DESENVOLVIMENTO?

        O Brasil é a segunda maior democracia do mundo, não pela qualidade, mas pelo tamanho gigantesco da sua população. Quando a sociedade brasileira conseguir reduzir o abismo que separa ricos e pobres, não só no campo econômico, mas também no social e educacional, aí sim, seremos grande democracia em tamanho e qualidade.
A receita para esse intento, no entanto, não se encontra nos manuais marxistas e muito menos na conduta político-administrativa ditatorial dos países comunistas. Pelo contrário; todas as sociedades que foram ou ainda estão submetidas a regimes ditatoriais, de qualquer orientação, sofreram ou estão sofrendo pelo atraso tecnológico, social, político e democrático.
Os líderes que se encontram hoje no comando das nações pobres ou consideradas emergentes sabem disso tanto quanto também conhecem a receita usada pelos países ricos e democráticos; os mesmos que conseguiram reduzir a pobreza com sustentabilidade, ou seja, sem implantar na mentalidade popular a ilusão de que o Estado pode e deve funcionar como pai e mãe de todos os desvalidos. A essa política chamamos “assistencialismo populista”, cuja utilidade é criar uma massa de manobra incapaz de pensar, julgar e escolher seu próprio destino; abrindo espaço para que governantes se transformem em donos absolutos da nacionalidade, podendo dispor das riquezas culturais e materiais segundo interesses pessoais e aos da elite que os apóia.
A democracia plena e igualitária é fruto do trabalho de líderes verdadeiramente comprometidos com as liberdades humanas em sua plenitude, entendendo-se que a maior delas é a capacidade do universo de indivíduos competir de igual para igual, porque todos tiveram as mesmas oportunidades educacionais; entendendo-se isso como direito à educação de alta qualidade desde o período pré-escolar até os últimos anos universitários.
A máxima que no presente orienta o pensamento político brasileiro: “País rico é país sem pobreza” não passa de uma alegoria lingüística, uma espécie de silogismo barato de cunho populista; nada mais que um jogo de palavras para impressionar cidadãos mal informados. Eu digo que país rico é aquele que não fabrica dependentes e ignorantes úteis, nem admite comércio de votos de cabresto.
  Independentemente da orientação política: capitalismo ou comunismo; não importa; se não houver comprometimento com a verdade e com o abraço fraternal entre eu, você e nós, nada funcionará bem. As injustiças atribuídas ao sistema capitalista brotam no âmbito da falta de solidariedade, na incapacidade de respeitar direitos constitucionais que impõem igualdade entre os indivíduos e na leniência dos governantes que não submetem o Estado a sua utilidade precípua que é a de proteger o cidadão indefeso garantindo justiça social prevista em lei constitucional.
De outra forma os timoneiros comunistas, que historicamente precisam usar da força ditatorial, para se impor sobre a natureza livre do ser humano não conseguem livrar-se da ambição absolutista e montados no Estado o transformam em carrasco impiedoso capaz de exterminar, unicamente baseados em condenações sumárias, na maioria das vezes pelo crime banal de discordar das políticas estatais impostas sem consulta popular.
Diante de sérios defeitos estruturais dos dois regimes, não é difícil concluir, portanto, que o melhor sistema é aquele que mais respeita as liberdades individuais e os direitos básicos do ser humano de se educar, se informar, se movimentar livremente, se manifestar, se defender, se alimentar, investir, procriar e ser protegido pelo Estado. A isso chamamos "Estado de Direito" e é com esse que devemos caminhar rumo ao futuro, se é que assim desejamos.
Portanto, as nações que almejem construir uma sociedade menos injusta devem substituir políticas demagógicas de extremistas paranóicos de direita ou de esquerda, como também foices e martelos obsoletos comunistas pelo conjunto: honestidade, cumprimento dos direitos básicos previsto na Constituição Federal, escola de alta qualidade para ricos e pobres, democracia, empreendedorismo, administração eficiente dos bens públicos, combate severo à corrupção, racionalização dos gastos do Estado e computador integrado à rede mundial acessível a cem por cento da população.
Segundo Alvin Toffler, importante pensador norte americano: “Os analfabetos no futuro não serão aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que não tiverem oportunidade de aprender, reaprender e voltar a aprender.” Impossível tratar desse tema sem mencionar o consagrado escritor futurista, que a esquerda considera um visionário louco, autor de uma das mais polêmicas obras do século XX: “A Terceira Onda.”
Ele dividiu o tempo e o espaço desenvolvimentista da humanidade em três partes as quais classificou como ondas.  A primeira onda considerou a época da agropecuária básica, quando novas gerações exploravam a terra como seus ancestrais faziam há milhares de anos; num padrão básico de produção para subsistência pessoal e familiar. A segunda ressalta a fase da industrialização maciça, uso intensivo do automóvel, do transporte de massas, inchaço das grandes cidades, poluição, falta de planejamento no campo da sustentabilidade. A terceira trata do fenômeno internet, introdução do computador nos lares, no trabalho e nas empresas como eletrodoméstico comum e de uso diário; tendo como pivô central a proliferação de funções e profissões que exigiriam cada vez mais conhecimento de alta sofisticação tecnológica.
Lembro que suas previsões futurísticas preconizadas na obra “Terceira Onda” foram publicadas ainda na década dos oitenta, quando a internet e as novas tecnologias ainda causavam espanto e incredulidade até nos cidadãos das nações desenvolvidas. Mas a pérola máxima das suas previsões viria, quando enxergou que a popularização das altas tecnológicas produziria maior eficiência e produtividade, mas em contrapartida exigiria grandes investimentos em educação e que este seria o caminho mais curto e barato para a extinção da pobreza na sua condição de subproduto da ignorância. Exemplos de nações que seguiram sua cartilha e tiveram sucesso inimaginável: Japão, Korea do Sul, Austrália, Nova Zelândia.
Diante dessa magnífica futurologia, que a cada momento mais se concretiza e toma ares de indiscutível realidade, cabe a inevitável pergunta: Qual será o futuro do Brasil e demais nações, que, por ventura ainda continuem navegando na contra mão da Terceira Onda, por simples radicalismo ideológico ou mesmo porque ainda enxergam no uso da ignorância um bom passaporte para a permanência no poder?

ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

ABA EM GUERRA COM A REVISTA VEJA - EM SEGUIDA MINHA OPINIÃO


ABA avalia se irá processar a Veja por ataques baixos contra povos indígenas e antropólogos/as
A recente matéria da revista Veja intitulada "Farra da Antropologia Oportunista" vem despertando reações veementes de condenação da prática de jornalismo descaradamente mentiroso, racista e atrelado ao lobbie dos capitalistas em conflito com povos indígenas. Em nota pública assinada pelo Prof. João Pacheco de Oliveira da UFRJ e coordenador Comissão de Assuntos Indígenas da Associação Brasileira de Antropologia, a CAI-ABA demonstra com evidências documentais que o artigo da Veja não é um fato isolado, mas parte de uma prática sistemática de deslegitimação das reivindicações dos povos indígenas que estão em conflito com interesses corporativos e do agronegócio, valendo-se para tanto de mentiras, argumentos superficiais e caluniosos, difamação de lideranças indígenas, do CIMI e de antropólogos, e uso manipulado de frases às vezes fora de contexto e em outras claramente forjadas de profissionais. A Comissão de Assuntos Indígenas revela que o presidente da Associação Brasileira de Antropologia já acionou os seus assessores jurídicos para avaliar a possibilidade de responsabilizar juridicamente os responsáveis.
"Dada a assimetria de recursos existentes, contamos com a mobilização dos antropólogos e de todos que se preocupam com a defesa dos direitos indígenas para, através de sites, listas na Internet, discussões e publicações variadas, vir a contribuir para o esclarecimento da opinião pública, anulando a ação nefasta das matérias mentirosas acima mencionadas. Que não devem ser vistas como episódios isolados, mas como manifestações de um poder abusivo que pretende inviabilizar o cumprimento de direitos constitucionais, abafando as vozes das coletividades subalternizadas e cerceando o LIVREhttp://cdncache1-a.akamaihd.net/items/it/img/arrow-10x10.png debate e a reflexão dos cidadãos. No que toca aos indígenas em especial a Veja tem exercitado com inteira impunidade o direito de desinformar a opinião pública, realimentar velhos estigmas e preconceitos, e inculcar argumentos de encomenda que não resistem a qualquer exame ou discussão."


REVERSÃO DA HISTÓRIA NO TÚNEL DO TEMPO.
Quero deixar claro que não estou aqui defendendo a destruição ou a desumanização do índio, esse elemento de extrema importância na formação étnica brasileira. Entretanto não posso deixar de me pronunciar diante do acirramento dos ânimos toda vez que o tema é o espaço indígena no sentido territorial ou até mesmo cultural.

Não é também tema central desta reflexão a razoabilidade ou a veracidade do que a Revista Veja denunciou ou a sensibilidade melindrosa da esquerda, que tradicionalmente gosta de liberdade de expressão para si, mas não a vislumbra como via de mão dupla, cujo direito de falar o que pensa não deve ser compartilhado com quem também pensa, mas diferente.

Não acredito que Veja inventou o que publicou como também não acredito que as teses político-antropológicas relativas aos indígenas sejam um arrazoado de mentiras e exageros. Penso assim, porque, apesar de não ser um estudioso das ciências antropológicas, sou um ser pensante, bem informado, lido e corrido, brasileiro até a alma, conhecedor das artimanhas da vida e da política brasileira e também não concordo com a excessiva valorização ou desvalorização de qualquer dos seguimentos étnicos que compõem a sociedade brasileira.

Todavia, assim como eu, grande parte dos cidadãos brasileiros tem observado com certo espanto manobras indígenas no sentido de reivindicar direitos sobre áreas urbanas já consolidadas de alto valor mobiliário, como também sobre áreas industriais e rurais altamente produtivas e de importância vital para as regiões onde se localizam, adquiridas e documentadas legalmente pelos atuais proprietários, porém conquistadas nas guerras dos lendários bandeirantes a serviço do Império Português, descobridor e arrebatador do poderio indígena naqueles séculos em que o Brasil ainda nem existia como nação independente e reconhecida como legalmente constituída.

Não é segredo para ninguém que a história universal é ricamente recheada de sangrentas guerras de conquista, cuja sombra da morte, da humilhação e da escravidão sempre esteve presente e nesse contexto os índios sul americanos e brasileiros simplesmente foram o povo vencido.

No entanto, penso que os índios brasileiros merecem usufruir de algum espaço que lhes pertença, mas é uma aberração casos de tribos indígenas, com pouco mais de cinco ou dez mil indivíduos, terem a propriedade de áreas maiores do que muitos países, ricas em minerais importantes e, o que é mais grave, em alguns casos localizadas junto às bordas das fronteiras brasileiras com outros países; quando se sabe que há nações indígenas que impedem o livre acesso a estradas construídas e pagas pelo erário público, praticam exploração ilegal de minerais e madeira e facilitam a permanência e até a residência de cidadãos estrangeiros no interior de suas propriedades, em detrimento de brasileiros natos.

A extrema condescendência com que os acadêmicos brasileiros e, porque não dizer, o judiciário e até o governo atual vem tratando o problema dos indígenas brasileiros é tão estapafúrdia que breve ensejará a devolução do Brasil aos índios. Seria o mesmo que Roma reivindicar os territórios da Península Ibérica e da velha Britânia, que os Australianos tivessem que devolver a algumas centenas de Aborígenes o país continente ou os descendentes dos Maias, quererem que o governo espanhol lhes indenize todo o ouro, a prata e o grande território que lhes foi tomado.

Penso que esse é um assunto de imensa importância e delicadeza que jamais deveria ser tratado com arrogâncias ideológicas de direita ou de esquerda. Afinal, o Brasil existe ou não? Todos têm os mesmos direitos e deveres ou não? Onde estão estabelecidos os deveres dos índios para com a integração nacional e para com a integridade dos imensos territórios que já lhes foram confiados?


Será que teremos que entrar no túnel do tempo, a fim de ressuscitar os reis portugueses, para que eles desconsiderem o Tratado de Tordesilhas e se satisfaçam com os quatro cantos do seu mínimo país?