APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.

Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.

Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .

Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.

O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



sábado, 16 de agosto de 2014

A MORTE DE EDUARDO DA LIÇÃO PARA A VIDA!

A MORTE DE EDUARDO DA LIÇÃO PARA A VIDA!

Num átimo cessa o burburinho! Vozes, antes conflitantes, em uníssono choram e o pandemônio em que se transformou a sociedade brasileira, aonde todos falam e ninguém se entende, cala diante da morte! Olhos arregalados, caras assustadas, por quê e, por fim, apenas o silencio tétrico resta...

A vida precisa e deve continuar! A vida sempre a vida; essa, a grande preciosidade, o maior de todos os patrimônios! O que valeria o universo, astros, planetas, a terra, o Brasil e todas as riquezas que encerram sem a vida?! O tudo, de repente, seria nada! Restaria tão somente a morte, sua frieza, o silêncio, o vazio...

Os brasileiros agora, envoltos na densa nuvem de interrogações e exclamações têm apenas uma saída: levantarem a cabeça, marchando com a lanterna do bom senso, da ética e do respeito acesa alumiando o caminho, planejando o futuro na folha turva de um presente conturbado em que esperanças desvanecem como folhas no outono.

Faço votos e oro genuflexo diante de Deus, para que a morte e seu sofrimento, que retumbaram forte nas consciências sirvam, ao menos, para alertar que o facho de luz na escuridão indica o caminho certo: a vida clama por mais respeito, mais responsabilidade, mais trabalho, mais bom senso, mais ética e menos ódio ideológico, menos retaliação, menos corrupção; para que a vida seja mais fácil e digna, não só para as gerações futuras, como também para estas que aqui estão agora.


Que a placidez da esperança cantada pelo poeta nos versos do Hino Nacional assuma seu real significado na vida brasileira! Lutemos por isso.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

GALOS E RAPOSAS

GALOS E RAPOSAS

Diz a sabedoria popular que galo que dorme com raposa, amanhece comido. Platão, do alto da sua genialidade filosófica, diria que discutir obviedades é ato de extrema burrice e perda de tempo. E Einstein, uma das maiores inteligências que a humanidade produziu; também celebrizado como grande pensador declarou que a estupidez humana é tão ou mais infinita quanto o espaço sideral.
Diante dos entreveros entre a Ucrânia, a Rússia e a Comunidade Européia liderada pelos Estados Unidos, vê-se claramente que, mesmo Platão sendo contra a discussão do óbvio e Einstein se perturbando com a insanidade dos homens, a humanidade ainda permanece tão estúpida como galo que confia em raposa. Isso sem considerarmos que entre ambos pensadores há passados mais de vinte séculos, período que aparentemente serviu para nada no campo da convivência política.
A velha Rússia e sua vetusta tradição expansionista esta de volta de garras e dentes de fora. Nada de novo no sinistro modelo operante expansionista de um país que historicamente nunca respeitou nada, nem ninguém. Seu diálogo com os vizinhos e com o mundo sempre foi sonorizado pelo retumbar de canhões, na marcha dos coturnos e no rosnado dos sádicos ditadores que se revezam no Kremlin na esteira de décadas.
Mas o tempo esse inimigo dos incautos passou e com ele a brutalidade do comunismo soviético. A queda do muro de Berlim, o fim da Cortina de Ferro, a independência de uma dezena de países massacrados pelo domínio comunista foram sementes novas trazidas pelos ventos da liberdade. O vórtice ditador da superestrutura Soviético Comunista aparentemente havia morrido por nunca ter se preocupado com políticas desenvolvimentistas auto-sustentáveis e por estar ancorado num sistema improdutivo não mais agüentou patrocinar o parasitismo dos privilegiados sempre dependurados no poder, explorando, oprimindo, amedrontando e assassinando por setenta anos.
Nova Rússia surgiu no palco iluminado do fim da guerra fria, de bandeira nova, novos governantes, nova disposição para dialogar com o mundo e interagir num ambiente democrático civilizado. Tudo novo, menos a semente da cultura ditatorial autocrática autoritária.
Os galos idiotas do mundo democrático civilizado caíram no conto do vigário de uma raposa de cara nova, mas de alma velha.  Dormiram em seus braços, construíram interações comerciais sólidas, gasodutos singraram o território europeu em todos os quadrantes partindo das gigantes reservas russas sem se preocupar com outras alternativas de fornecimento. Lançaram os livros de história, juntamente com as páginas negras escritas pelo comunismo russo soviético no fundo das bibliotecas e suas verdades nas brumas do esquecimento.
Platão e Einstein saberiam que o resultado funesto não tardaria como não tardou. Menos de trinta anos depois, caiu por terra a máscara mal encaixada e restou a face canina da raposa carnívora sempre disposta a se impor pela força e traição, envolta nas sombras da noite, enquanto os galos idiotas dormem.
Que os episódios da Criméia e da Ucrânia sirvam de alerta para o mundo democrático civilizado jamais se esquecer que mais amor e menos confiança é boa medida para uma convivência saudável e segura com os novos Czares Russos e que a paz e a democracia no mundo somente serão duradouras enquanto os Estados Unidos, a França e a Inglaterra estiverem bem preparados para a Guerra.
Sei que muitos criticarão a afirmativa; prova de que sempre haverá galos idiotas confiando em raposas prontas para morder, confiscar a liberdade e massacrar o Estado de Direito. Contudo, desde já, posso ouvir uma multidão gritando palavras de ordem. Dirão que o triunvirato franco-anglo-americano também costuma usar dos mesmos argumentos violentos e autoritários. Como respostas vão perguntas: Por que os grandes ditadores e amigos ainda continuam investindo fortunas em Paris, Londres e Nova York e enviando filhos privilegiados para estudar em Sorbonne, Oxford e Harvard? Por que os Títulos do Tesouro Americano, que oferecem um dos menores rendimentos do mundo, continuam servindo de terra firme para investidores de todas as bandeiras?
Quando perguntas respondem e caem como chapéus em cabeças grandes e pequenas, ouve-se tão somente um silêncio matreiro e muitos olhos abertos fingem não enxergar ou não enxergam de verdade. Os primeiros para dissimular interesses ilegais ou inconfessáveis e outros porque se encontram vendados pela ignorância. Contudo a história esta recheada de exemplos demonstrando que, quando a razão cede lugar ao jogo do mercado ou a discursos fantasiosos de fanáticos e sua falsidade ideológica, o bom senso sai de cena cedendo lugar a interesses menores e muito perigosos, sempre custando grande sofrimento aos mais fracos. Ou seja, a corda sempre arrebenta do lado que é para arrebentar.
Além de tudo e como se não bastasse o risco iminente, correndo por fora, temos visto também a China crescendo no cotidiano mundial como novo éden. O mundo, e principalmente a esquerda verde dólar, esta trocando o capitalismo imperialista tradicional, pelo novo capitalismo comuno-imperialista chinês, como se a China Comunista Draconiana não soubesse morder bem. Todos estão deitando no colo esplendido chinês dormindo o sono tranqüilo dos inocentes, tais como galos tontos. Há um claro objetivo do bloco mambembe de usar a China como Cavalo de Tróia para reduzir e destruir o poderio e a influência político-econômica Americana. Esta a pleno vapor a festa no céu onde galo tonto entra e quando acordar a panela lá embaixo estará fervendo e o tombo será direto no estômago da outra raposa vermelha, porque no projeto de Deng Xiaoping de transformar a Grande China em “Potência do Meio” certamente nunca houve reserva de lugares especiais para galos dorminhocos de carne macia.
Breve a nova ordem mundial estará em evidência e o mundo será um lugar muito mais perigoso. Nós, os eternos galos incompetentes, teremos criado uma forte dupla de raposas espertas para nos explorar e depois papar. China e Rússia, dois dos maiores países do mundo em extensão territorial, detentoras de quase um quarto da população mundial, nada afáveis à democracia e donas de dois dos exércitos mais poderosos do mundo, estarão com os dentes tão afiados e tão fortes, que não nos restará outra alternativa senão servir de bifes suculentos para saciar a fome de raposas gigantes, lembrando que direitos humanos nunca fizeram parte do cardápio na mesa das ditaduras sino-russas.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

sexta-feira, 18 de julho de 2014

ENTRA EM CENA O URSO RUSSO!

Para você jovem que não conhece historia universal esta ai nos jornais as noticias da velha Russia e seu expansionismo massacrante com o único objetivo de saciar a sede de poder de ditadores desprovidos da mínima noção de respeito à paz e à integridade de quem quer que seja.

Um avião com quase 300 inocentes a bordo abatido por um míssil super potente. Adivinhem quem foi o terrorista de boa pontaria? Ninguém... Pelo menos Bin Laden tinha menos cara de pau e mais coragem para assumir suas insanidades fanáticas. Bem diferente desses outros covardes que ora se apresentam com pinta de santos de chifre!

Separatistas russos apoiados descaradamente pelo ditador da hora culpam a vitima, paÍs menor e múltiplas vezes mais fraco, que pecou, porque não quer mais orbitar sob os interesses do velho patrão; quer fazer parte da União Europeia e sua salutar segurança democrática.

Ha 2 meses, a mesma Ucrânia perdeu um braço: a Crimeia. Não reagiu, porque pulgas não costumam derrubar ursos e a desculpa foi a de que a maioria da população é de origem russa e havia unanimidade na reunificação ao território russo.

Agora a moda pegou e novos russos apareceram para fazer o serviço sujo. Querem o outro braço em nome da fome insaciável do canídeo, que finge desdenhar o bife suculento.

Polônia, a ex Iugoslávia, Alemanha e grande parte de pequenos países vizinhos que sofreram na pele a potência imoral e mortal da mordida canídea conhecem muito bem o que significa viver sob a ameaça dos maus humores e da falta de respeito de ditadores megalomaníacos.

Que fiquem de olhos abertos aqueles gatinhos que possuem grandes áreas desocupadas, grandes reservas hídricas, minerais, terras raras, petróleo e demais incontáveis riquezas, pois o Velho Urso pode resolver caçar mais longe do seu quintal e ai será tarde demais.

Não esqueçam que gatinho que dorme com urso amanhece comido!

Alinhamentos ideológicos podem salvar a Pátria, desde que Ursos e Dragões Vermelhos da hora estejam de barrigas cheias. Observem que seus estômagos são grandes! A história comprova!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

VEM AI O DECRETO LEI 8243 - ABRA OS OLHOS

            Aqueles que enchem o peito com todo orgulho para dizer que não gostam de política, gostam muito mais de festa. Com o término da Copa do Mundo já devem estar se preocupando com as próximas. Talvez natal, reveillon, carnaval, semana santa, aniversário da escola de samba do coração... Esquecendo que teremos em breve uma importante eleição para renovar grande parte do conjunto de governantes, mas prefere viver desconhecendo a realidade, entregando sua vida e seu destino nas mãos de bandidos profissionais da política e ainda acreditando em governo que compra votos com esmolas.
            Apenas uma coisa um povo de memória fraca e que não gosta de política não pode esquecer: - Porcos também ganham muita comida, mesmo assim vivem na lama e quando estão bem criados morrem para encher barrigas alheias. Pensando bem, por que isso acontece? Porque não pensam; por isso não sabem a forca que têm e acreditam em mão que da sem pedir retorno.
            Por isso, mais uma vez, aqui estou batendo na mesma tecla: - Enquanto o Brasil inteiro está distraído com as festas e satisfeito com o governo bonzinho que compra votos com bolsas, o comunismo esta batendo às nossas portas e ninguém percebe ou acredita. Prova melhor é que o governo federal acaba de instituir o decreto lei 8243, promulgado em maio deste ano de 2014, e assim está dando importante passo para tomar do povo brasileiro a democracia conquistada a duras penas.
            Sem a mínima cobertura da grande imprensa nacional e nenhum conhecimento popular, salvo algumas denuncias e comentários de jornalistas independentes de jornais eletrônicos veiculados pela internet, a presidente assinou esse decreto, que se configura numa lei antidemocrática, porque estabelece Conselhos Populares compostos por membros do grande partido do governo com a participação de Movimentos Sociais alinhados a esse mesmo governo. A intenção é que as grandes questões nacionais sejam discutidas primeiro em fóruns populares compostos por esses futuros conselhos.
            Automaticamente fica de fora quem discorde do governo ou não pertença a nenhum movimento social, assim desobedecendo a Constituição Federal, que garante somente ao Congresso Nacional poder para legislar e fiscalizar atos do Executivo. Também deve ser composto por membros eleitos diretamente pela maioria de votos individuais, secretos e de igual valor para todos os cidadãos, independentemente da sua classe social, partido ou opinião política. Nestas condições, além do Congresso Nacional perder a razão de existir, o país passa a ser governado unicamente por um partido, ficando demais partidos de oposição e os cidadãos sem partido a ver navios e sem qualquer importância ou direito de opinar. Em resumo, está sendo criado um grupo de cidadãos com mais direitos que a maioria e com vocação para vaquinhas de presépio, boas para balançar a cabeça sempre que o governo precisar.
            Pode-se afirmar sem a menor dúvida que o decreto em questão é uma viagem no túnel do tempo diretamente ao ano de 1917, quando Lênin, o primeiro presidente comunista da Rússia, tomou o poder em nome do povo. Seu atrativo era a promessa de acabar com as injustiças sociais através da criação de um Estado onde todos fossem iguais; menos ele e seu grupo. A história, contudo, demonstra que os pobres soviéticos continuaram cada vez mais pobres e sem direito nem de espernear, porque o comunismo não tolera oposição.
            Mas Lênin e seu partido comunista tinham muitas cartas na manga, que não foram mostradas antes. A verdadeira intenção era perpetuarem-se no poder sem oposição para incomodar. Instituíram os conselhos – em russo igual a sovietes – compostos por membros do partido e movimentos sociais, que mais tarde – em 1922 – formariam a União Soviética Comunista e governariam o país com mão de ferro por setenta longos anos, sem a participação popular, sem eleições, sem imprensa, sem direito de defesa.
            Aproveito para chamar atenção do leitor sobre a coincidência histórica. Na verdade não há coincidência alguma! Ha sim um alinhamento dos nossos estrategistas políticos do PT com a ideologia comunista que levou a Rússia e seu povo inocente a viver aqueles anos de chumbo que só serviram para manchar a historia com desrespeito, truculência, ditadura e sofrimento em favor de uma pequena elite de governantes sádicos, que faziam qualquer negócio sujo pelo prazer de mandar sem limites.
            Será que é isso mesmo que o povo brasileiro precisa para resolver os problemas do Brasil? Buscar no passado algo que não funcionou bem e além do mais aprofundou a miséria material e espiritual de uma nação muito mais antiga e poderosa que a nossa?
            Se o leitor ainda não tem respostas para essa grave e importante questão, não deixe de curtir as festas, mas também não se esqueça de estudar um pouco a historia dos países que optaram pelo comunismo, leia alguma coisa sobre como algumas nações conseguiram acabar com a pobreza, troque idéia com quem tem mais conhecimento histórico, assista aos noticiários mais comprometidos com a verdade, disponíveis na internet ou em horários mais tardios.
            Por último, procure saber qual a vantagem de anular ou votar em branco e descobrirá que é o mesmo que tentar empurrar o diabo para a fogueira sem ser abraçado por ele. Assim estará aprendendo a valorizar mais seu voto, sua pessoa, sua dignidade e nossa democracia.


 ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Ei DILMA...VAI TOMAR NO COL!

Ei DILMA... VAI TOMAR NO COL! ...

A cada dia mais me decepciono com a baixaria brasileira.
Absurdo aquela musiquinha: "ei Dilma vai tomar no piiiiiiii...
A coisa e tão feia que não da nem pra repetir, por isso uso o piiiiiiii global.

Só porque o PT anda pondo no piiiiizão do Brasil, ninguém tem o direito de desrespeitar
o piiiiiii da "presidenta" presidente desse jeito, principalmente no dia da abertura da "Copa das Copas", mesmo que o povo já esteja cansado de tomar no piiiiiiii desde que começaram os preparativos super-faturados e se esqueceram de cuidar do piiiiiiizinho do povo.

No sentido de resolver esse impasse, deixar nossa presidenta mais a vontade e o ambiente menos carregado com tanto piiiiiiiii no ar, dou idéia de trocarem piiiiiii por "col".
Ei Dilma vai tomar no col!... Ficaria muito mais elegante e menos agressivo.

Querem explicação de onde tirei a idéia?
O "col" e uma espécie de cacimba feita da metade da casca de um coco. Certa tribo indígena, que habitara o nordeste antes da chegada dos primeiros colonizadores usava castigar seus  delinqüentes e pela-sacos de plantão com apenas um "col" d'agua por dia. Nada mais que isso!
O sujeito podia espernear de sede que nada lhe era mais concedido, alem de único "col". A água era considerada por eles como elemento de purificação, portanto sua privação constituía grande e vergonhoso castigo.

Ao meliante era decretada a pena: - que vá tomar um único col!

Ei Dilma vai tomar no col!...fica a idéia, afinal este pais do futuro é ou não uma tribo civilizada?

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO




segunda-feira, 9 de junho de 2014

TRÊS BRASIS E UM ABISMO

TRÊS BRASIS E UM ABISMO

            Nos seus quinhentos e quatorze anos de história acredito que os brasileiros jamais tenham experimentado tamanha ebulição social como a destes últimos anos, meses e dias. Fortes emoções nos envolvem a todo instante e nem é preciso estar à frente da televisão ou de um jornal virtual para que a indignação bombardeie a consciência e faça ferver o sangue.  A avalanche de informações negativas invade, sem pedir licença, células profundas da sociedade, desestabiliza o equilíbrio emocional, contamina valores éticos e estremece relações antes estáveis de maneira tão violenta que a impressão primeira é a de que não mais há limite entre certo e errado, entre bem e mal. Pequenas cidades, seculares ambientes de sossego, lentamente vêem seus índices de criminalidade crescer, vicejando no adubo da petulância de jovens e adultos amparados por legislações dúbias e tolerantes, mal formados na torrente de  exemplos negativos que a toda hora inundam o ambiente formal e legal necessário em qualquer meio comunitário.
            Natural ouvirmos alguém dizer que o mundo esta de cabeça para baixo; numa clara tentativa de justificar como naturais os transtornos comportamentais vividos pela sociedade brasileira. O mundo nunca foi virtuoso em paz e bons exemplos o que demonstra que a convivência humana é difícil e tempestuosa, uma vez que interesses terceiros de menor importância sempre suplantam o respeito e as normas da boa convivência entre diferentes culturas. Entretanto no Brasil algo mais vem acontecendo que a maioria das gentes ainda não se apercebeu: estamos passando por uma revolução cultural de origem marxista, inspirada nas Revoluções Cubana e Venezuela; o que significa afirmar que o comunismo esta batendo às nossas portas.
            A palavra revolução por uma questão histórico-cultural nos remete à lembrança de levante armado; o que aconteceu amplamente no passado, mas que agora mudaram-se as táticas. Armas, tiros e assaltos foram substituídos por doutrinas ideológicas e lavagens cerebrais. Algo que funciona como a inocência de um alçapão colocado no galho da árvore frondosa. As aves descuidadas e famintas deixam de usar seus instintos naturais de caça e, diante do alimento fácil, caem na armadilha perdendo a preciosa liberdade. Também a sociedade brasileira esta caindo no alçapão das promessas fáceis; se esquecendo que na vida tudo tem um preço e que nem sempre a moeda de troca é dinheiro; também pode ser a liberdade.
            Em outras palavras, o brasileiro sofredor diante de tantos problemas estruturais que o escravizam há séculos esta diante de um belo alçapão dourado contendo ilusórias liberdades oferecidas de mão beijada por governantes que não cumprem preceitos constitucionais, os quais  obrigam o Estado a oferecer igualdade de condições para todos os cidadãos. Em compensação, transformaram o Brasil no paraíso das bolsas e dos direitos! No entanto, ninguém se lembra dos deveres do cidadão, nem da exploração tributária contra os mesmos pobres que recebem ajuda.
            Subsídios em todos os níveis de governo são distribuídos com o intuito de facilitar a vida do pobre, enquanto não se investe em ensino básico de boa qualidade para o jovem pobre, não se valorizam professores, não se investem em um sistema de saúde popular avançado, financiam-se casas pequenas de baixa qualidade, oferecem-se transportes públicos ineficientes e caros, cobram-se tributos altíssimos, fazem-se vista grossa com os ladrões dos cofres públicos e os pobres continuam confinados em favelas e guetos nas grandes cidades. Vê-se claramente que não há objetivo claro de resolver o problema, mas apenas amenizá-lo com iniciativas sensacionalistas que causem impacto psicológico nacional e internacional e a falsa sensação de estar sendo lembrado e assistido. Estamos diante da próspera e falsa indústria do voto de cabresto!
            Mas a revolução doutrinária não para por aí e vai ainda mais longe quando desvaloriza, ridiculariza e desautoriza autoridades constituídas democraticamente dentre elas a polícia, os tribunais, o ministério público, alguns parlamentares sérios e honestos, as forças armadas, a igreja, a imprensa, a escola, o professor, os médicos e desmerece personalidades históricas e seus feitos importantes, muitas vezes baseada na justificativa chula de que sempre estiveram a serviço do imperialismo e contra os pobres. Reescrevem a história segundo seus interesses político-doutrinários!...           
            Na verdade os poderosos sempre estiveram de costas para os pobres, assim como o Estado com todo o seu poder legal constituído, em vez de fazer valer a lei em favor dos menos aquinhoados, sempre se  transforma no maioral dos imperialistas, virado também de costas para os pobres; de modo que a pobreza sempre funcione como bom e eficiente cabo eleitoral alimentado com esmolas baratas. Um sistema sórdido, caro e improdutivo em que o pobre sempre será dependente e nunca deixará de ser pobre, a classe média ficará pobre, o rico perderá grande parte das suas posses, e o Estado Marxista continuará apadrinhando seus aliados com altas vantagens, salários e direitos exclusivos em troca de apoio e poder eterno. Abrão Lincoln, grande pensador e ex-presidente americano, referiu-se a essa distorção política com a seguinte reflexão: “Não fortalecerás os fracos por enfraqueceres os fortes.”
            Por isso a todo instante assistimos a invasões de propriedades rurais e nas cidades a uma horda de bandidos raivosos destruindo tudo que encontra pela frente, senhores de si, claramente despreocupados com punições, diante de policiais assustados, impotentes e na defensiva à frente de uma sociedade estupefata e amedrontada; enquanto o governo faz olhos de mercador e se contorce em explicações superficiais, dentre as quais a de que a polícia sempre foi autoritária, precisa mais treinamento e que os prejuízos e mortes são justos para os imperialistas que só sabem explorar os pobres. Melhor julgador será você, se algum dia uma malta de vagabundos invadir, quebrar e incendiar sua casa e matar sua família...
            Todavia, tudo que estamos vendo trata-se ainda do resumo do filme, porque a história demonstra que, quando o tempo de transição passa e os candidatos comunistas sobem ao poder sua primeira providência é cassar a democracia e a todos que em seu nome agiram, inclusive os baderneiros, bolsistas e incendiários que um dia pensaram que poderiam tudo, protegidos por um falso governo democrático.  Infelizmente foram usados como ferramentas de desestabilização social e agora precisam ser eliminados, pois governos comunistas não toleram manifestações, nem vagabundos violentos, nem escritores como este que ora lês, porque laranjas podres no mesmo saco podem contaminar outras.
            Nesse compasso o Brasil fervente esta aspergindo vapor de desorganização, incompetência e grave tendência a um estado policial comunista para os quatro cantos do mundo. Lentamente a imagem do país vai perdendo brilho e ganhando fuligem como país conturbado, que não oferece segurança e garantias democráticas nem mercadológicas aos investidores nacionais e internacionais. Assim o sonhado Brasil produtivo e dinâmico, que precisa acompanhar a evolução tecnológica desenvolvimentista preparando seu capital humano de maneira eficiente, a fim de gerar milhões de empregos, para acabar com a pobreza de maneira sustentável, produzir milhares de toneladas de grãos e ostentar grande esperança, não só como potência agro-industrial, mas também como potência industrial-democrática moderna, sensível às demandas sociais vai derretendo, perdendo potencial e se transformando num sonho para confirmar o título de “Brasil, país do futuro”, que nunca chega.
            Lembro que esse é o motivo básico da volta da inflação que coroe salários e capitais. À medida que caírem os investimentos, cairá também a produção. Baixa produção não sustentará o mercado gerador de impostos. Com baixa arrecadação de onde o governo sacará recursos para pagamento de bolsas e demais despesas de custeio e investimentos? A continuar crescente a atual política de auxilio aos pobres e massacre de quem investe e produz, entraremos num círculo vicioso insustentável. Por isso a matemática e a história ensinam que Estados Comunistas são ineficientes. Não adianta tentarem reinventar a roda diferente do que ela já é, assim como não adianta tentar inventar outro sistema diferente dos padrões capitalistas.      Urge que se reinvente os governantes e coloque em suas cabeças duras que a probidade, o Estado Liberal Democrático Forte e a Educação de Massa de Alta Qualidade são os únicos caminhos para se acabar com a pobreza de maneira sustentável.
            Já escrevi aqui nessa tribuna e volto a repetir: - Marx era um aventureiro, que nunca produziu nada de útil. Sonhou acordado com um Estado Igualitário, mas se esqueceu da estupidez humana. Teria sido melhor que fosse para um mosteiro estudar São Tomaz de Aquino ou as Cartas de São Paulo. Assim teria salvado sua alma, poupado a humanidade de tanta conturbação e assassínios, como também da pobreza material e espiritual.
            Para finalizar e liberar o prezado leitor que já deve estar cansado deste blá blá blá, temos ainda a considerar, além do Brasil Marxista e do Brasil Produtor, o Brasil Farrista. Esse, sim é sensacional e nem o melhor dos circos seria capaz de suplantá-lo em tamanhas palhaçadas e acintes com o eleitor e espectador.  Sua única e lamentável utilidade é balançar a cabeça concordando com tudo ou discordando de tudo, desde que paguem bem.
            Veja o prezado leitor a incongruência desses três Brasis; um tripé, cuja sustentação tem sido suportada por um só lado. Uma família onde um trabalha e dois gastam desordenadamente não poderá ir longe! Isso não é vã filosofia, nem sonambulismo utópico marxista, nem muito menos intriga da direita imperialista; é pura matemática. Quanto ao abismo, terá que ser tão grande quanto a burrice de quem acredita em mágicas e discursos marxistas para boi dormir; porém não se iludam, porque ele existe e a continuarmos na toada atual, vai nos tragar, assim como tragou sociedades maiores e mais amadurecidas que a Brasileira.


ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECÍLIO.
               
               

















quarta-feira, 14 de maio de 2014

TETAS SUCULENTAS, BRASIL DEPENADO E O COMUNISMO ROCK AND ROLL

                  Estou certo de que nesses tempos de cultura alternativa pobre, a grande maioria dos jovens, quando ouve a expressão “Guerra Fria” fica a se perguntar o que teria sido essa tal temperatura qualificativa, que denominou uma disputa e uma época, certamente das mais conturbadas já vividas pela sociedade humana.  
                Considerando-se que a ignorância é uma forma de santidade, aproveitarei para conspurcar a imaculada pureza dos santos ignorantes esclarecendo que essa tal expressão nasceu nos tempos em que a União Soviética Comunista pretendia estender seus tentáculos sanguinolentos pelos quatro cantos do mundo e ficava lá do seu quintal apontando mísseis nucleares para todo canto onde tremulasse uma bandeira americana ou aliada.
                Como resposta, americanos e aliados faziam a mesma coisa e a cada dia multiplicavam-se aparatos bélicos com potência destrutiva suficiente para fragmentar o planeta juntamente com suas consciências estúpidas em milhões de pedaços e lançá-los na órbita solar para sempre.
                O mundo estremecia a cada ameaça de ambos os lados, porque se esquecia do velho e sábio ditado “Quem tem telhado de vidro tem medo”. Por isso, na verdade a batalha nunca passou de escaramuças de ordem psicológica e guerra armada só mesmo aconteceu em setores longínquos alinhados ou dominados à força e nunca colocaram em risco a segurança das grandes potencias e suas populações.
                Mas, por incrível que pareça, a “Guerra Fria” foi um embrião concebido por um erro estratégico de Hitler, o carniceiro fascista; ainda nas operações da Segunda Grande Guerra Mundial. Naturalmente era de se esperar que dois loucos se entendessem, mas felizmente não se entenderam. O outro louco era Stalin, o carniceiro comunista. Se os dois se aliassem teriam colocado o mundo de joelhos aos seus pés. Felizmente os fundamentos do fascismo são diferentes do comunismo! O primeiro defendia e ainda defende o aprimoramento racial pelo extermínio dos mais fracos, enquanto que o segundo defendia e ainda defende um Estado igualitário, onde não houvesse iniciativas privadas, ou seja, o Estado é senhor máximo e inquestionável da vida e do destino dos cidadãos e todos devem ser iguais na pobreza e na ignorância.
                O super ego dos super loucos se repeliram e então Stalin matreiramente resolveu se aliar aos países ocidentais. Lutou contra a Alemanha Nazista e fez bem sua parte. Venceu os fascistas, os escravizou, estripou, estuprou, esfacelou, estrangulou tão bem que gostou da brincadeira e resolveu se apossar da metade da Europa, lançando sob sua Cortina de Ferro vários países onde fez o favor de arrancar os nazistas e lá ficou até a falência do comunismo devido à burrice, à corrupção e à estagnação de um Estado Comunista que não tinha como manter sua população amedrontada e sem iniciativa, apenas acostumada com a pobreza e a mesmice a esperar que o Estado a sustentasse.
                Os Estados Unidos e aliados se retiraram dos países onde expulsaram os nazistas e os americanos e europeus se lançaram na reconstrução dos escombros na Europa. Stalin foi convidado a participar, mas não viu vantagens, pois o comunismo precisa de populações devastadas e fracas para se impor; dessa maneira tem menos chance de sofrer oposição. E assim os países ocidentais, mesmo com muitas dificuldades oriundas da guerra, lentamente se reergueram, enquanto a cortina de ferro, inclusive a União Soviética Comunista, encolhia progressivamente suas economias aprofundando a pobreza, mas nunca deixando de investir bilhões em tecnologia bélica e aparatos de guerra nuclear.
                Enquanto a Guerra Fria por um lado estremecia a todos, por outro esquentava as consciências jovens e essa ebulição originou vários movimentos contestatórios contra valores tradicionais solidamente estabelecidos. O movimento hippie despontou e desenvolveu-se primeiro nos EUA. Foi quando a juventude rica e escolarizada protestava contra as injustiças impetradas pela sociedade capitalista americana. Usavam cabelos longos, sandálias, roupas coloridas, viviam em comunas de jovens promíscuos. Os movimentos contra guerra e capitalismo, associados às drogas deu origem ao pensamento da década dos 60: “sexo livre, drogas e rock’n’roll”. A história do rock começa com o grito libertário do negro, que foi trazido para a América como escravo sendo capaz de influenciar a sociedade americana com sua natural musicalidade. Na seqüência esse movimento se espalhou pelo mundo e ganhou nome de “Contra Cultura”, que de modo geral resumia-se em: valorização da natureza, respeito às minorias, uso de drogas, sexo livre, anticonsumismo, discordância com os princípios capitalistas e sua economia de mercado.
                Guerra atômica entre as super potências nunca se consumaria, por motivos lógicos, mas os movimentos sociais contestatórios perduraram através das décadas dos sessenta, setenta, oitenta, noventa com fortes reflexos até o presente. Na ultima década surgiram ramificações com largas tendências anarquistas, especialmente no Brasil, cujas pautas de protestos nem eles sabem definir. Aparentemente os adeptos afinam suas justificativas protestantes na base do “contra tudo e contra todos” que apresentem qualquer sinal de ordem, progresso e sucesso na vida. Esquecem-se que a verdadeira elite é menos de 1% da sociedade e que muitos dos políticos eleitos pelo povo se entendem muito bem com ela. Esquecem-se também que proporcionalmente pagam em impostos para os políticos tanto ou mais do que a elite que criticam e odeiam.
                A grande e profunda ebulição social embutida na “Guerra Fria” parece ter surgido como uma espécie de efeito colateral da recuperação econômica das potencias ocidentais. Por um lado regimes democráticos toleravam protestos e a repressão entrava em campo somente quando os ânimos se acirravam acima do tolerável. Por outro, a alta demanda por produtos e serviços no esforço da reconstrução do pós-guerra, originou um mercado forte e em franca expansão deixando fora da festa vários seguimentos sociais com potencial para engrossar o cordão de revoltados.
                No quintal soviético a coisa funcionou bem diferente. Stalin e seus sucessores nunca toleraram protestos e mantiveram os países e suas populações sobre o domínio Soviético Comunista fora dos acontecimentos, desinformados e empobrecidos. Quem se atrevesse a discordar era imediatamente considerado inimigo e condenado ao internamento nos Gulags Siberianos em trabalhos forçados. Contudo soube muito bem se aproveitar para incitar as legiões de revoltados ocidentais e seus seguidores, agora engrossada pela intelectualidade, dentre eles cantores, músicos, jornalistas, escritores, artistas de toda seara, acadêmicos e até religiosos a levantarem a bandeira vermelha comunista como única e boa saída para a solução da apartheid social em vigor no ocidente democrático. Ser defensor do comunismo ganhou status e até ares de romantismo, arrojo e aventura. Jovens mais impetuosos foram clandestinamente recrutados para compor grupos de mercenários em países alinhados ao comunismo, a fim de receber treinamento de guerra urbana, serem financiados e depois retornar aos seus países preparados para enfrentar forças oficiais de repressão de igual para igual, munidos de armamento pesado e muita coragem e determinação.
                Nesse colchão nasceram as contra-revoluções militares na América Latina, inclusive a brasileira em 1964; ambas supervisionadas e apoiadas, de um lado pelos Estados Unidos e do outro pela União Soviética. Assim o continente Latino Americano escreveu uma das mais negras páginas da sua história com exageros e desrespeitos à condição humana dos dois lados. Uma guerra fratricida em defesa da liberdade; esse era o mote. Neste ponto deixarei para que o leitor tire suas conclusões e, enquanto isso tecerei as considerações finais.
                Enfim, e como era esperado, a União Soviética faliu e a derrubada do Muro de Berlim foi o fato marcante do acontecimento. Então os povos da Cortina de Ferro voltaram a respirar ares de liberdade, fora do alcance da sombra que os sufocou por várias décadas.
                Todavia, ainda hoje verifica-se que os ideais comunistas continuam vivos naquelas mesmas cabeças remanescentes do tempo da Guerra Fria e parece que nova onda doutrinária vem envolvendo mentes jovens por todos os quadrantes da América Latina. Pelo jeito a Guerra Fria terá continuidade; pelo menos até agora desarmada; o futuro nos dirá até quando.
                Algumas questões devem ficar no ar para servir de norte ao leitor. O comunismo defendido como a única saída revelou-se um engodo, uma vez que nunca surtiu resultado positivo em lugar nenhum, nunca resolveu problema de alguém – a não ser das elites – e nunca respeitou direitos humanos. O capitalismo em sua versão cruel segrega milhões de pessoas as deixando na miséria, mas as nações capitalistas, quando o empregam conscientemente vêm colhendo resultados médios positivos. Ademais sua essência é o mercado que só sobrevive em estado de liberdade para criar, investir, gerar riquezas, construir infra estrutura que gera mais riquezas, educação, bem estar e felicidade. Se essa ordem não é respeitada não se pode imputar culpa ao sistema capitalista, nem à democracia, mas aos políticos que não cumprem bem o compromisso assumido com o eleitor.
                Por fim, a última questão: Por que todo comunista gosta tanto do capital e o persegue a todo custo, sem medida de conseqüência, mesmo apelando para o saque? Um anacronismo filosófico doutrinário difícil de entender e eles fogem para não dar explicações. O tema sexo, droga e rock’n’roll rendeu e ainda rende gordos dividendos a muitos artistas da esquerda, que logo se transformaram em investidores no mercado capitalista e multiplicaram suas fortunas. A intelectualidade comunista em geral se deu e continua se dando muito bem ocupando rentáveis posições no Mercado de Trabalho Capitalista; no Executivo, no Judiciário, no Legislativo, na Indústria, nas Universidades e até nas Igrejas; o que poderia facilmente lhes render o odioso rótulo de imperialistas. E finalmente, os governantes comunistas, sem exceção, vivem bem acima da média dos povos que subjugam. Pode-se concluir, portanto, que quase a totalidade dos protestantes dos tempos da Guerra Fria se safaram bem nas asas do capitalismo, exceto os negros, que ainda continuam discriminados e mais pobres em termos relativos nas três Américas.
                Em vista dessas contradições que ninguém se atreve a responder, conclui-se que a humanidade, mesmo depois de tanto sofrimento, ainda não encontrou o caminho da concórdia, porque o homem/mulher carregam consigo o vírus da falsidade e da mentira. Todos sabem, até os recém nascidos, que a única fórmula do sucesso é educação, trabalho e democracia. Ainda não se inventaram outras. Os cidadãos precisam de regras e limites, mas não podem ser tolhidos do seu mais caro tesouro: “A liberdade”. O ser humano dominado vive infeliz e torna-se improdutivo.  
                É passada a hora dos defensores de regimes comunistas autoritários entenderem que a pobreza não é um subproduto do capitalismo, mas da deslealdade e da desonestidade dos governantes, não importa sua orientação política. É preciso parar de repetir a velha historinha da cigarra cantora que não fazia nada, mas queria viver à custa da formiga trabalhadora, que tinha casa, celeiro e agasalho contra o inverno. Não dá mais para continuar investindo na boa fé dos pobres, lubrificando a indústria do voto de cabresto com esmolas baratas, num país que é a sétima arrecadação do mundo e vem apresentando um dos maiores índices de corrupção que se tem notícia na história da administração pública com desvios de bilhões de dólares anuais para contas numeradas mundo afora...
                Quando todos deixarem em segundo plano suas doutrinas passionais de mentira focadas apenas em interesses pessoais e partirem para o trabalho duro e honesto, respeitando Constituições, Leis e os direitos básicos do ser humano, não mais haverá segregados no mundo e a justiça social brilhará como jóia rara.


ANTÔNIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO