APRESENTAÇÃO


O conjunto de trabalhos que o amigo leitor encontrará aqui foi produzido ao longo de alguns anos. Não posso aqui precisar quantos, talvez uns vinte. A grande maioria deles publicada no jornal A TRIBUNA SANJOANENSE de SÃO JOÃO DEL REI (minha terra nanal) e NOVA MIDIA de BARBACENA; ambas tradicionais cidades históricas mineiras muito politizadas.

Obviamente há uma cronologia de publicação associada aos acontecimentos que inspiraram as respectivas reflexões. Depois de muito pensar, se deveria mencionar datas, resolvi aboli-las, pois achei que correria o risco de tornar seu passeio um tanto dirigido e até cansativo. Posso imaginar alguém lendo algo retratando fato acontecido há anos! Talvez se sinta entediado. Então, no intuito de instigá-lo, apresento uma miscelânea de trabalhos recentes e antigos, a fim de lhe subtrair, de propósito, qualquer direcionamento e deixá-lo livre para pensar, buscando no tempo, por si, tal associação. Acredito ainda que dessa forma esteja incitando sua curiosidade à medida que avance passos adentro. Sua leitura poderá inclusive ter início pelo fim ou pelo meio, que não haverá prejuízo algum para a percepção de que as coisas no Brasil nunca mudam. Ficará fácil constatar que a vontade política é trabalhada para a perpetuação da incompetência administrativa, obviamente frutífera para algumas minorias.

Penso que, se me dispus a estas publicações, deva estar antes de tudo, suscetível a criticas e, portanto, nada melhor que deixá-lo, valendo-se unicamente das informações contidas no texto, localizar-se na história. Caso não lhe seja possível, temo que o trabalho perca qualidade perante seu julgamento pessoal. Por conseguinte, acredito que isso não acontecerá; a não ser que o leitor não tenha, em tempo, tomado conhecimento dos fatos aqui retratados. Procurei selecionar de tudo um pouco; certamente sempre críticas, porém algumas muito sérias carregadas de um claro amargor. Outras, mais suaves, pândegas e até envoltas num humor sarcástico. Noutras retrato problemas da minha São João del-Rei. Até cartas para congressistas em Brasília há. E em alguns pontos, para abusar da sua paciência, introduzi coisas muito particulares. Críticas à parte, nessas, apenas falo de mim, afinal, apesar de amigos, talvez nunca tenhamos trocado impressões sobre coisas tão pessoais. . .

Aqueles que me conhecem há tempos, sabem que sou um obstinado por política, apesar de jamais tê-la exercido diretamente. Motivos houve de sobra e numa oportunidade poderei explaná-los. Todavia, do fundo do coração, afirmo que tal paixão tem como motor um doloroso inconformismo por ver o Brasil tão esplêndido e tão vilipendiado; vítima inconteste dessa cultura avassaladora de demasiada tolerância à antiética e à imoralidade na administração pública. Comprovadamente este é o pior dos tsunames com potencial para ter retardado nosso progresso mais de três séculos e grande responsável pela perpetuação da pobreza de metade da nossa população, pelo analfabetismo total e funcional, pela violência social e pelo abismo intransponível que aliena gigantesco contingente, maior que um quinto da população do continente sul americano. Diante do inaceitável absurdo, impossível me conformar em silencio diante dos atos e fatos que vão vergonhosamente enxovalhando nossa história e nos deixando como um gigante deitado sobre o escravismo que a Lei Áurea não foi capaz de abolir.

O título? Esse, talvez, seja o mais difícil explicar. GRITOS SEM ECOS representa uma espécie de pedido de socorro do náufrago, que sabe que de nada adiantará espernear, pois não há interlocutores, não há socorro, não há saída, não há conscientização; mas, assim mesmo, grita.

Será um prazer receber sua visita e ler suas opiniões, elogios ou críticas.

Forte abraço!



domingo, 12 de maio de 2013

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE MAMÃE!



Mamãe se foi para junto de Deus, mas suas palavras ficaram:

- " nunca despreze os mais fracos;
 - apague a luz, porque  papai esta apertado;
 - jogue lixo no lixo;
 - gays também são humanos e merecem respeito;
 - ceda seu lugar aos mais velhos;
 - não ande na contra mão, mesmo que na calçada;
 - nunca fale mais alto do que quem grita;
 - ouça o silêncio, ele também tem algo a dizer;
 - sua professor/a merece tanto respeito quanto seus pais;
 - desligue a tv, se não vai assistir mais;
 - fale baixo, seus irmãos estão dormindo
 - sempre tome benção do vôvô e da vóvó, eles são seus segundos pais;
 - fale baixo, papai esta dormindo;
 - não critique o padre; pois suas contas serão prestadas a Deus;
 - as mulheres não são fracas, são sensíveis;
 - reze e agradeça a Deus o alimento antes de comê-lo;
 - vá ao banheiro e o deixe tão limpo, quanto gostou de encontrá-lo;
 - vá estudar senão seu futuro se perderá;
 - você já leu hoje? A leitura enriquece o saber.
 - escove os dentes depois das refeições;
 - lave as mãos depois de ir ao banheiro;
 - nunca pense que o pedaço maior é o seu;
 - lembre-se que o pedestre tem preferência;
 - a música clássica só não é mais sublime que a palavra de Deus!
 - não é vergonha homem chorar
 - errar é humano, mas tente não errar muitas vezes;
 - não jogue papel no chão;
 - não desperdice, porque o resto sempre é a medida do que falta a alguém;
 - não ouça o rádio alto, porque incomoda o vizinho;
 - problemas dos outros aos outros compete;
 - siga os exemplos do papai, ele é um homem de bem;
 - papai e mamãe são seus melhores amigos; nunca duvide de nós;
 - lave seu prato, principalmente se for na casa dos outros;
 - dobre sua roupa e guarde no lugar;
 - nunca deixe o quarto desarrumado quando for dormir fora de casa;
 - não pense que porque você pagou tudo pode;
 - respeite o dinheiro, ele não cai do céu, requer suor;
 - deixe esses pães que amanhã vou oferecê-lo aos pobres;
 - pela manhã ao acordar, agradeça a Deus pela bela noite de sono e pelo novo dia;
 - antes da prova peça inspiração ao Divino Espírito Santo;
 - flores e plantas não são para tocar, mas para admirar;
 - não judie com os animais, eles são criaturas divinas;
 - feche a porta, se a encontrou fechada;
 - pague o que você deve;
 - não mexa no que não é seu;
 - referencie nossa bandeira;
 - poste-se em sentido ao ouvir o hino nacional;
 - morra pela sua Pátria desde que a causa seja justa, se não deserde e morra como traidor".

Nossa, ainda tem muito mais que isso. No momento não me lembro.
Ela era essa ladainha vinte e quatro horas; parecia uma máquina de falar.
Acho que ela se foi, mas ficou!
Quem dera todas as mães fossem tão chatas quanto ela; certamente a humanidade não estaria tão inconsequente e irresponsável como é!
Que Deus a tenha em bom lugar!




terça-feira, 7 de maio de 2013

ESPELHO, ESPELHO MEU EXISTE ALGUÉM MAIS BELO DO QUE EU?



              Antigos escritores infantis exploraram muito bem alguns vis sentimentos quando os embutiram na estória da princesa Branca de Neve. A rainha e bruxa malvada, que invejava a beldade da princesa, mas dissimulava a fraqueza pessoal com chacotas e críticas, não podia suportar a possibilidade de haver no reino outra mais bela que ela. Então, inspirada na figura mitológica do jovem Narciso, o deus grego muito vaidoso, que nutria paixão pela sua própria imagem; ela se mirava no espelho mágico e fazia a clássica pergunta, a fim de se certificar de que sua beleza jamais fosse ameaçada em igualdade ou superação.
            Estórias imaginárias, nada mais são que pequenos reflexos de realidade e o fragmento acima exemplifica como se torna difícil a convivência humana, quando as personagens das histórias da vida real se esquecem de valores nobres como amor, ética, respeito, liberdade, humildade e, embarcadas em idiossincrasias banais, se acham no direito de pisar, menosprezar, zombar e tirar proveito à custa da inocência e da boa fé de inocentes.  
            Narciso foi um herói grego, que segundo estudiosos da mitologia, não teve mérito algum, pois não há registro de nenhum feito importante atribuído a ele. Em vista disso nada mais seria que um perfeito idiota. Em minha opinião, no entanto, ele teve um único mérito: amor perdido por si próprio sem causar mal algum a alguém. Morrer de amor por si, olhando-se no espelho é um caso de loucura incurável. Poderíamos considerá-lo um herói sem pedestal; um pobre ser, vítima de seus próprios fantasmas.
            O mesmo não se pode dizer do narcisista Lula Lá Fidel Castro Inácio da Silva, que estando aí bem faceiro e se auto-intitulando herói popular por ter cumprido dois mandatos, ganhado muito bem pelo serviço prestado e feito nada mais do que a obrigação a que se propôs de livre e espontânea vontade; que não estando contente com os espelhos do seu banheiro e muito menos com os espelhos d’agua do Palácio do Planalto vai aceitar que o governo da presidentA Dilma RussefA erga, em importante praça de Brasília, enorme  estátua da sua pessoa para figurar como símbolo eterno da irresponsabilidade governamental do PT, como também de um ego vaidoso maior do que a desnaturada alegoria, sustentado numa cabeça do tamanho de um grão de feijão.
            Lula Lá e a presidentA RussefA, do degrau mínimo das suas mentalidades minúsculas estão demonstrando graves problemas existenciais. Inveja pura daqueles outros bandidos comunistas que nada fizeram a não ser escravizar seu povo com ditaduras contrárias à democracia que eles dizem defender e terem defendido.
            Todos os ditadores e heróis verdadeiros que o mundo conhece tiveram erguidas estátuas em sua homenagem, com uma importante diferença. Os primeiros mandam erguer suas esfinges, para servir de símbolos macabros aos que por ventura levantarem atrevidamente os topetes contra seus insanos mandos ditatoriais. Os segundos, por sua vez, não pedem e muito menos exigem homenagens presentes ou póstumas, porque seus egos são menores que seus feitos e muitas das vezes o espelho ao qual poderiam mirar sua imagem converteu-se no próprio sangue fresco derramado em nome da justiça e da liberdade de uma nação e de um povo.
            O PT certamente, sob sua pele de cordeiro, não aceite o rótulo de partido comunista, mas as ações dos seus comandantes no seguimento do rastro de outros ditadores e ditaduras, cuja história contemporânea registrou, não deixam dúvida das verdadeiras intenções do lobo totalitário.
O comunismo é um vírus sutil e oportunista que se instala na mentalidade de uma nação através do populismo festivo e da criação de uma legião de dependentes de um Estado paternalista, que jamais tem como prioridade informar e educar. Tratam as questões do aprimoramento pessoal de forma periférica e pontual. Têm como objetivo fundamental enfraquecer o tripé de sustentação de uma nação civilizada, democrática e progressista: o judiciário, os meios de comunicação e os setores produtivos. Através do sufocamento tributário, pesada regulamentação, campanhas difamatórias e dilemas políticos cuidadosamente implantados entre as classes sociais, procuram desmantelar a ordem social vigente e implantar o caos social. Primam pelo alinhamento político com outras ditaduras, mesmo que suspeitas ou criminosas. Por último elegem os americanos, sua democracia tricentenária e o capitalismo como vilões da miséria popular, quando até as moscas sabem quem são os ladrões da sua felicidade.
Se alguém souber o que estão fazendo fora dessa consonância, me informem, pois gostaria saber. Enquanto isso não acontece; meus pêsames ao Brasil e ao seu povo, que pagará 13 milhões de reais na construção de uma estátua inútil para massagear o ego doente do candidato a comandante ditador comunista Lula lá.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

METIRA PRÁ FAZER BOI RIR E ELEITOR BOBOIAR

Há uns anos atrás o então ministro da saúde do presidente FHC, o cardiologista Dr. Adib Jatene, teve uma inspiração divina e inventou aquela tal CPMF – prá quem sofre de memória fraca essa era a sigla que denominava uma parcela de 0.08% que o governo roubava de cada cheque emitido no Brasil – a fim de salvar a saúde pública da penúria em que sempre esteve. O governo, então passou a faturar milhões de reais por minuto nas costas do povão e a saúde continuou mais doente que a cabeça do ministro, bom no coração, mas, lé, lé da cuca.
             O resultado final foi que o governo ficou tão rico, tão rico e tão esquecido, tão esquecido e a saúde ficou tão pobre, tão pobre; que os hospitais públicos não tinham nem padre para dar a extrema unção para todos que morriam nos corredores e chão dos hospitais.
             Aí veio o comandante Lula Lá Fidel Castro Inácio da Silva, eleito com 59 milhões de votos, e nem se lembrou de acabar com a gatunagem no nosso bolso. Um dia, depois de muito tempo, quando o Congresso resolveu acabar com a mamata; não porque se preocupava com o assalto, mas visando votos; Lula Lá quase morreu de infarto e ficou rouco de tanto gritar que a saúde e o povo é que iam sofrer.
             Como ninguém deu bola e a CPMF caiu mesmo, Lula Lá, malandro birrento como ele só, aumentou um monte de outros impostos pra compensar a perda e tudo ficou melhor que antes no Quartel de Abrantes. O povão, bobalhão como sempre, acreditou e ficou feliz da vida, esquecido de que o comandante dava bolsa com a mão direita e tirava com a esquerda.
             Agora, vem a presidentA Dima RussefA, toda feliz, porque sabe que o povão não tem memória e acredita em tudo que ela diz, sorrindo só de dentinho prá fora ainda bem, prometer que fará todo o esforço prá reverter a montanha de dinheiro, que ainda esta lá no fundão do presal, pra saúde da educação pública doente.
            Fiquei pensando: será por que ela não começou a usar a grana preta do mundão de impostos que o governo já cobra de pobre, médio e rico? Esse negócio de contar com passarinho voando nunca deu certo, imaginem passarinho nadando lá no fundão do mar!
           Nem tubarão, nem o dr. Lé Lé da cuca, nem FHC, nem eu acreditamos nisso. Mas o povão?! Ah, esse acreditou e já até começou a fazer mais filho para educar com o dinheirão do presal da Dilminha.
          Quem viver verá o narigão da Dimilnha ficar maior que a burrice do dr. Lé Lé da cuca e do coração!

terça-feira, 30 de abril de 2013

O VELHO E A VERDADE VIVENCIADA



Estou com quase sessenta anos nas costas e enquanto muitos se preocupam com o esgotar da vida, venho curtindo muito o avançado da idade. Já explicarei por que: só ficando velho o indivíduo tem a oportunidade de enxergar com muito mais amplitude o desenrolar dos fatos através do tempo e depois no alto patamar do presente ter condições de olhar para trás e ver aonde aconteceram os erros.
 

Os jovens não têm essa condição porque não têm o filme do passado na memória, não estudam história e assim ficam à mercê do teatro que esses pilantras do PT estão apresentando ao Brasil e ao seu povo ignorante, baseado em demagogia política e assistencialismo açucareiro. Esse é como aquele tipo de pega mosca colante. Só quando o inseto desavisado fica preso é que saberá com quantos paus se faz a canoa. Aliás, não existe canoa nenhuma; porque o que existe é traição mesmo por trás dessa história de luta pela liberdade. Assim os Leninistas procederam na União Soviética, Fidel Castro em Cuba e agora os bolivarianos aqui na América do Sul.
 

E pior é que a receita deles inclui ainda o caos político e social. Armados do seu tradicional cinismo e arguta inteligência procuram semear a discórdia em todos os quadrantes da sociedade, inclusive a intolerância entre as classes sociais. Os Estados Unidos são os eternos inimigos e culpados da pobreza. O capitalismo e a imprensa, os demônios que precisam ser combatidos. Vendem esse peixe com tanta convicção e fanatismo; fazem barulho, gritam, pulam procuram encenar nacionalismo exacerbado, a fim de incendiar os sentimentos, mas jamais se descuidam do açúcar da mosca, porque aí é que esta o laço que um dia vai apertar o pescoço de quem pensa, produz e paga cada vez mais impostos. Essa é a estratégia proposital de enfraquecimento da banda saudável da sociedade. Depois o povão é fácil; basta colocar a polícia na rua e pronto.
 

Essas velhas raposas do PT, na época da guerra fria lutaram a favor do urso soviético. Queriam combater os Estados Unidos, embarcados nos mísseis atômicos vermelhos. O sonho dos bolcheviques na época era transformar o globo num quintal comunista para depois espremerem os Estados Unidos. Lógico que isso era um devaneio, porque uma guerra atômica seria o fim de tudo. Mas os bolcheviques prudentemente pegaram mais leve e liderados por Lênin, Kruschev e depois Stalin se transformaram  nos maiores assassinos daquela época. Invadiram o leste da Europa covardemente, detonaram tudo e deixaram um rastro de mais de 50 milhões de mortos, sem contar os que sucumbiram nos Gulags da Sibéria. Democracia era coisa que nem se podia pensar no quintal deles. Aliás, boa vida eles tinham juntamente com seus comparsas, a elite que fechava os olhos e os apoiava. A mesma história se repetiu em Cuba. Os ditadores assassinos de lá já estão no poder há 54 anos a ponto de ainda servirem de modelo para os mentirosos comunistas daqui.
 

Quem tem a minha idade é testemunha ocular da história. O final do comunismo foi causado pela toxina do seu próprio vírus. Ele próprio se corroeu. Eles chegam a uma inanição tão grande que depois entregam o poder de bandeja para o primeiro louco que quiser se aventurar. Na União Soviética aconteceu assim! Vejam na história!
Estive na Rússia há 2 anos e assisti o governo russo vendendo o país inteiro para as multinacionais do ocidente, porque essa é a única forma de sairem do buraco que o comunismo deixou como herança. E em Cuba vai acontecer a mesma coisa. Não há outra saída.
 

O país que quiser tirar seu povo da miséria tem que incentivar o capitalismo, valorizar o investidor produtivo e a ânsia do empreendedorismo. Segundo passo é investimento maciço em educação, assim como fizeram os coreanos, os japoneses e agora os Chineses.
 

Naquela época os militares entraram no jogo, porque essa era a única saída para não perdermos a democracia existente no Brasil antes da revolução de 64. Naquela época o povo morria de medo do assedio comunista e das suas ações terroristas; das suas bombas, assaltos a bancos, seqüestros de personalidades importantes. Quando jovem fui a muitas novenas com meus pais, a fim de rogar a Deus que protegesse o Brasil e os nossos valentes militares que perseguiram sim com muita eficiência os terroristas a serviço dos Gulags Soviéticos e sua sanguinária ditadura comunista.
 

Perguntem aos seus pais e avós, se ainda vivos ou leiam a história. Aliás, nossa história não é muito confiável, porque sempre foi manipulada ao sabor de interesses políticos. Mas mesmo assim, ainda é possível encontrar livros daquela época cheios desse macabro conteúdo. Eu aconselho um best seller:
ARQUIPÉLAGO GULAG. Aí verão quanta democracia havia na Sibéria Soviética e quais os métodos a que nossos libertários, hoje raposas petistas, eram simpáticos e ainda o são, quando defendem Cuba e sua ditadura cinqüentenária.

DIVIDENDO, DIVISOR, QUOCIENTE E O COLAPSO DA VIDA



            Apesar da expansão do conhecimento científico ser irreversível, não só pela necessidade humana de questionar como também pela sua característica cumulativa, o processo de desenvolvimento nunca foi uniforme e sempre apresentou ritmos e níveis variados nas múltiplas regiões da terra. Certamente por isso, foram necessárias dezenas de séculos até que as conquistas científicas se consolidassem e passassem a fazer parte do dia a dia nos diversos campos da atividade humana. Após todo esse longo período, somente a partir do início da era industrial, há menos de trezentos anos atrás, a dinâmica da vida começou a sofrer maior aceleração.
            Não é necessário que nos afastemos muito no tempo para nos lembrarmos que era muito comum, até há algumas décadas, pessoas nascerem, viverem e morrerem na mesma cidade, na mesma rua e até na mesma casa. Assim também acontecia com os grupos de amigos que eram os mesmos por toda a vida; e dentre velhos amigos muitos enlaces aconteciam; mesmo até entre parentes próximos, devido à dificuldade de locomoção nas vastas distâncias que separavam os núcleos habitacionais; assim como também pela quase impossibilidade de comunicação, os círculos de convívio eram limitados. Filhos constituíam família e continuavam vivendo próximo aos pais, que por sua vez também não se afastaram dos seus pais. As famílias cresciam sem se separar e serviam umas às outras com suas produções caseiras artesanais, que não demandavam grande quantidade de energia nem logísticas de transporte capazes de levar produção a outros núcleos populacionais longínquos.
            Os núcleos humanos eram espécies de ilhas na vastidão, cada qual com seus costumes, cultura e ritmo de desenvolvimento. A precariedade tecnológica nas comunicações limitava o fluxo de informações e, considerando-se que a troca de informação é matéria prima para a criação de mais necessidades e riquezas, à medida que não se comunicava, não se conhecia detalhadamente o que acontecia distante algumas léguas e assim, o ritmo da criação de novas necessidades era pequeno. As mesmas necessidades permaneciam por décadas na cultura local, fazendo com que as pessoas duma geração presente se comportassem, se vestissem, pensassem e tivessem os mesmos objetivos e sonhos daquelas de várias gerações passadas. Fácil perceber isso, quando diante de fotografias históricas, observamos personagens separadas no tempo por décadas ou até séculos se vestindo praticamente da mesma maneira usando sobretudos sóbrios, grandes chapéus e vastos bigodes; sobre cavalos e carroças; cabelos encaracolados bem penteados à moda rococó; mulheres obesas, vestes longas e escuras; teses sérias, sapatos pretos fechados; posturas recatadas.
            Como diria o poeta: “o tempo não para e com ele caminha a humanidade";  então o tempo passou! No seu passo largo foram varridos os pequenos núcleos populacionais que não só cresceram como também expandiram o leque de necessidades. Maior população passou a exigir mais espaço físico à custa do aumento das invasões de reservas virgens e da alteração irreversível de ecossistemas importantes com mais consumo de água, de alimentos, de energia, de maquinário e implementos. Consequentemente maior produção de detritos poluentes, dentre eles os mais perigosos e problemáticos: o químico e o sanitário altamente contaminantes e sépticos.
            Conseqüências dessa nova realidade, cuja dinâmica exigia mais eficiência dos processos, a fim de atender com maior rapidez o constante crescimento da população e das suas demandas de consumo, logo surgiram na ordem direta e proporcional. A principal e que veio causar maior impacto foi o aumento da interatividade entre os núcleos sociais, antes auto-suficientes, mas agora dependentes uns dos outros. Construiram-se novas estradas, incrementaram-se os meios de comunicação, houve maior trânsito de pessoas e as relações, antes restritas a pequenos núcleos, agora se expandiam velozmente e em progressão geométrica e assim cada vez mais espaço físico e recursos naturais foram sendo demandados,  cada vez mais e mais velozmente.
            Hoje, sob avanço das modernas tecnologias nas comunicações globais e a medicina preventiva funcionando como vetor de monitoramento da saúde de maneira muito eficiente, o mundo transformou-se numa aldeia integrada e habitada por uma legião crescente de humanos. Há preocupante expansão em três pontas: na primeira, assistimos a uma avalanche de nascimentos pululando a cada minuto. Na segunda comemoramos o fenômeno do aumento da longevidade e na terceira a forte influência do modismo consumista. A densidade demográfica e a média de idade das populações globais crescem a cada década resultando num contingente humano de dimensões gigantescas e em contínua expansão. A cada dia maior é a demanda por recursos de um planeta pequeno, que já vem dando sinais de esgotamento e saturação iminentes.
            Portanto aí reside um perigoso contra-senso: enquanto o planeta entra em coma e pede socorro, por outro lado aceleram-se os processos de produção, agressão e desequilíbrio. Afinal como atender em tempo e hora às necessidades de uma população gigantesca e que não dá sinais de parar de crescer? A indústria, os meios de produção e as reservas naturais estão sob pressão crescente para gerar trabalho e opções de sobrevivência com melhor qualidade para todo um mar de gente. Instalou-se então a era da alta tecnologia embarcada em produtos descartáveis, que devem durar pouco com o propósito da substituição rápida. Nada pode durar muito, pois a obsolescência precoce é a engrenagem que gera novas necessidades e novos produtos para satisfazê-las e nessa esteira, gerarem-se novos empregos, para novos trabalhadores, que entrem no mercado de trabalho a cada ano.
            Por outro lado, a rápida transitoriedade de coisas e pessoas causa impacto negativo nas estruturas sociais devido à grande competição. Indivíduos vivendo em um campo muito competitivo geram altos níveis de adrenalina devido à exposição constante a novas e severas emoções. O fenômeno já é considerado por alguns cientistas como responsável pela pandemia de doenças secundárias, dentre elas: depressão, hipertensão, cardiopatias e algumas degenerações graves como o câncer. Sobre o fenômeno existem teorias científicas postulando que, à medida que o homem perde seus referenciais característicos da vida pacífica e quase imutável, também fica mais vulnerável às instabilidades emocionais oriundas das constantes e aceleradas mudanças no modo de viver. Ou seja, a sensação da imutabilidade de um processo de desenvolvimento quase inerte gerava paz e segurança pela maior sensação de controle dos ambientes interno e externo. Paz e segurança são fatores responsáveis pela boa saúde.
            Infelizmente a humanidade até aqui baseou seu crescimento em  fontes energéticas altamente poluentes por causa da relativa facilidade na sua obtenção. Contudo, apesar da crescente conscientização de que é passada a hora da introdução de alternativas limpas; ainda não se desenvolveu algo substitutivo com potencial equivalente às velhas, sujas e perigosas opções oriundas do petróleo, do carvão e da energia atômica. Ultimamente com o aumento da preocupação com o problema, criou-se o termo “sustentabilidade”, a fim de caracterizar a necessidade da criação e introdução de novos manejos relacionais com o meio ambiente, que respeitem ao máximo o equilíbrio das estruturas naturais dos ecossistemas. Entretanto, apesar das campanhas de conscientização, da introdução de leis mais rígidas e da fiscalização severa, ainda assim muitas barreiras tecnológicas, políticas e financeiras continuam contribuindo para a exposição do meio ambiente às agressões provindas do veloz progresso científico e industrial moderno.
            Enfim, a humanidade está num impasse, que se não resolvido rapidamente poderá levar a vida ao colapso em poucas décadas. No entanto, em minha opinião, existem apenas duas saídas para que a sustentabilidade não se  transforme num devaneio utópico com resultados inúteis. Primeiramente, a substituição total das fontes sujas para geração de energia e, com tanta emergência quando a primeira: a introdução de políticas severas de controle da natalidade em todos os quadrantes do planeta, inclusive nos países ricos. É impossível brecar a conquista da alta longevidade, mas é perfeitamente possível frear o frenesi reprodutivo e assim limitar a entrada de novos consumidores para a divisão do pequeno, limitado e finito bolo ao qual conhecemos como Terra.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

QUERO A PENA DE MORTE NO BRASIL. E VOCE?

                      
                                    QUERO A PENA DE MORTE NO BRASIL. E VOCE?

Ontem, 26-04-2013, a polícia paulista prendeu o último dos 4 incendiários que fizeram uma fogueira da dentista viva. Fez a sua parte e mostrou eficiência!
A cena é sempre a mesma. Um assassino cruel, que ao ser preso deve receber bom tratamento, tem o direito de esconder a cara, não pode apanhar na cadeia, nem ser torturado. Enfim, deve ser tratado com humanidade.
Assim funcionam as coisas no Estado de Direito. Condenação ou absolvição baseada em defesa plena e julgamento justo.
Agora as famílias dos bandidos vão constituir advogados que esmiuçarão o código penal de cabo a rabo, a fim de encontrar brechas na lei que abrandem ao máximo o castigo que merecem.
Serão julgados e, se condenados, com bom comportamento, ficarão vendo o sol nascer quadrado e aproveitando o tempo para se aperfeiçoarem ainda mais na arte da covardia e dá compulsão assassina só 1/6 do tempo da condenação.
Quanto à família da vítima, a nossa segurança e das nossas famílias ninguém pode garantir nada. Apenas o pavor vai tomando conta da sociedade estarrecida diante da crueldade de jovens classes média, que nem conhecem direito a vida e não têm qualquer justificativa plausível para tamanha revolta e frieza.
Sempre fui contra a pena de morte num pais injusto como o Brasil, que tradicionalmente tolera um abismo social entre as classes sociais e onde 90% do presos são pobres, negros e incultos.
Mas diante da situação crescente de despreocupação dos criminosos, quanto à excessiva clemência e brandura da lei brasileira, acho que já é passada a hora dos nossos congressistas pararem de perder tempo com tanta contenda política inútil e enriquecerem nosso código penal com a possibilidade da condenação à pena de morte para casos como o que estamos assistindo agora: extrema crueldade, por motivo torpe, praticada por indivíduos que, nem Deus, nem a sociedade podem ser culpados pelo seu desequilíbrio mental e personalidade doente.
Do contrário, a única saída será o retrocesso ao barbarismo, quando a justiça era feita com as próprias mãos.

O BOI BRASIL SÓ ANDA À BASE DE CHUTE NO TRASEIRO

                            O BOI BRASIL SÓ ANDA À BASE DE CHUTE NO TRASEIRO!

Foi naqueles tempos de antanho, quando se amarrava cachorro com lingüiça; toda a mercadoria pesada era transportada na tração animal e carros de boi no seu rolar modorrento venciam subidas e descidas de caminhos tortuosos, estreitos barrentos. Som lamurioso rompendo o silêncio das grotas e olhos atentos vindo correndo pairar às janelas e soleiras das vilas beira estrada, para ver a procissão cantante puxada por bois carreiros de olhares perdidos; passo no compasso do guizo e do grito do boiadeiro, que energicamente exigia mais força e atenção à base do chucho nos traseiros, ora na dupla da frente, ora nas duplas de trás, ora no puxão de orelha e tapa no focinho dum e doutro, que, de vez em quando, teimavam em retardar o passo. Repentinamente cessava-se o canto. Afrouxavam-se cangas e arreios. Água fresca serviam-se aos viajantes: tanto homem quanto bois mereciam a recompensa, afinal a viagem durara horas, o sol quente, peso pra mais de tonelada, puxões, freadas, solavancos; tudo contribuíra para aumentar ainda mais a sede e o cansaço!
Mas a parada era rápida e também para descarregar no armazém da vila os tambores de querosene de lampião, a madeira do telhado da igreja, que, de tão podre, despencara há meses e os sacos de farinha encomendados para as quermesses das irmãs de caridade do convento de Santa Maria da Aparição, aquele que abrigava moças cabeçudas, arteiras e namoradeiras...
Isso foi um sonho? Talvez para os jovens, que certamente nunca viram um carro de bois, possa parecer que seja. Porém, os mais vividos, principalmente aqueles que nasceram e se criaram nos sertões, carregam em suas memórias essas lembranças nostálgicas de um Brasil arcaico, colonial e provinciano, nada condizente com a velocidade transformativa com que a tecnologia moderna vem impondo ao modus vivendi do brasileiro contemporâneo. 

Todavia, se tudo mudou para melhor, pois, segundo alguns remanescentes mais velhos, hoje tudo é mais fácil com a ajuda da energia elétrica, das comunicações, do automóvel, das comodidades de toda ordem; apesar de que os custos sejam altos e estão sendo cobrados da natureza e até da saúde das pessoas; parece que o governo brasileiro e, quando me refiro à administração pública, estou apontando para ambas as esferas governamentais, na grande maioria das ocasiões, ainda dormita naquele tempo, quando a vida passava no rolar, no passo e no som estriduloso dos saudosos carros de bois
Exemplo mais em voga é o caso da vindoura copa do mundo de 2014. Todos sabemos das metas a que o Brasil se comprometera, a fim de atender aos parâmetros de qualidade exigidos pela FIFA. Mesmo que tais metas custem os olhos da cara de cada brasileiro e o retorno seja incerto, ainda assim o governo fechou todos os contratos e além disso fechou também os olhos deixando que mais de dois anos passassem sem que nada se fizesse. Assim certamente seja mesmo melhor para quem não tem costume nem a intenção de se preocupar com detalhes de orçamentos. Quanto menos tempo melhor para os mãos leves e olhos compridos trabalharem fora de controle.
O Ministro do Esporte Aldo Rebelo, com aquele seu sotaque de cantor de baião desafinado, chegou a se desentender com o representante da FIFA, quando ele, apavorado com o ritmo de carro de bois do governo brasileiro, acertadamente, afirmou que o Brasil precisava de um chute no traseiro. O ministro desafinado se ofendeu, cortou o diálogo, exigiu pedido formal de desculpas e a troca de interlocutor. Infelizmente não perguntou a opinião dos brasileiros, pois se o fizesse, teria ouvido a mesma coisa. Desde a escolha do Brasil para anfitrião dos jogos da Copa de 2014, não há um só brasileiro despreocupado com o andamento quase parado das milhares de providências que não saem do papel, nem do grito dos boiadeiros governamentais.
Agora, que falta pouco mais de um ano para o evento, estamos vendo o que é para ser visto. As arenas estão ficando prontas. A que custo, não interessa saber. Os aeroportos, dizem que ficarão; a que custo, não interessa saber. A tão propalada mobilidade em vias de acesso desentupidas, certamente funcionará, porque, pelo menos em dias de jogos, vão parar escolas, empresas e, se precisar, o Brasil inteiro, para deixar as vias de acesso vazias.
Enfim, o chute no traseiro não foi aceito oficialmente, mas existe e esta funcionando. Em junho de 2014 tudo estará impecável. O Brasil, bem ou mal, mais caro ou muito mais caro, vai cumprir o prometido e o mundo vai invejar nossa capacidade de trabalho e realização em tempo e hora.
Enquanto isso, o resto...nem é bom falar! O boi Brasil deitou e até está dormindo
Quem dera doravante um órgão como a FIFA, talvez com um outro nome: FCQS - FEDERAÇÃO CELESTIAL DE QUERUBINS E SERAFINS - pudesse ter o poder de dar um chute no traseiro, não só do Boi Brasil, mas também nas nádegas de alguns tantos outros Bois Políticos profissionais que democraticamente ganham votos do povo para cumprir bem, com eficiência, responsabilidade e ética suas funções e em vez disso se refestelam nas benesses do poder à custa da miséria do povo e do atraso do Boi Brasil.

ANTONIO KLEBER DOS SANTOS CECILIO